Notas iniciais
Outro cap saindo quentinho do forno! Passei o dia todo escrevendo e só fui terminar agora, será que tem alguém online? Um zumbi como a autora? kkkk Olha eu particularmente acho que vocês vão gostar desse capítulo. hummm, me deixem saberem ok? Tem Ana x Kate, tem Ana x alguém novo que acabou de chegar, tem Ana x Christian, tem Ana x sintomas eeeita que hoje está recheado de emoções!! Boa leitura!

Eu realmente não sabia dizer se Kate estava triste comigo ou com raiva, e isso me atormentou a todo momento desde que entrei na sala de aula. Mas de qualquer forma, assim que o sinal tocou, eu fui umas das primeiras a arrumar minhas coisas e sair daquela sala para ir a procura de Kate para lhe contar toda a verdade.

Quando eu a encontrei, ela estava no vestiário feminino se trocando para o treino das cheerleaders que teríamos juntas em poucos minutos no campo.

"Kate?" eu a chamei, encostando o meu corpo no armário. Ela me olhou de canto e continuou prendendo o seu cabelo de frente para o espelho. "Podemos..."

"Você ia me contar?" ela me cortou.

"O que? É claro que sim! Você é a minha melhor amiga!"

"Bem, amigas podem esconder segredos uma da outra." ela se virou e pegou seu gloss dentro da mochila e começou a passar.

"Para de ser injusta comigo! Você me conhece há anos..." eu deixei o armário e me sentei no banco de ferro. "Eu ia te contar ok? Só não sabia como."

Kate ficou em silêncio e depois respirou fundo, virando-se de frente para mim e me encarando pela primeira vez.

"Quer saber? Não vamos fazer disso um drama. Posso estar um pouco chateada por você não ter me contado antes, mas tem uma maior parte dentro de mim que está muito feliz por você ter dado o seu primeiro beijo." ela me puxou para um abraço.

"Graças a Deus! Já estou o suficiente arrependida pelo resto da minha vida e a última coisa que preciso agora é de outro arrependimento." eu a abracei de volta.

Kate me afastou e levantou suas sobrancelhas.

"O que você quer dizer com isso? Meu cunhado não beija bem? Ele não foi gentil? Meu Deus! Logo ele vive tão rodeado de meninas praticamente implorando pra ficar com ele, fora aquela Sydney também..." ela foi falando sem pausa e eu não aguentava mais escutar sobre Christian e sobre como ele vive com meninas caindo aos seus pés, então eu tampei a sua boca.

"Não é nada disso Kate! Nós dois ficamos, foi bom admito..." eu olhei para atrás pra ver se tinha alguém prestando atenção em nossa conversa. Tire minha mão de sua boca e nós duas sentamos virada de frente uma para a outra. "Olha eu não vou mais fazer disso um segredo entre a gente, então não surte quando eu te contar outra coisa ok?"

Ela balançou a cabeça.

"Nós dois não só ficamos, fomos além disso. Ficamos e transamos ao mesmo tempo."

"AI MEU DEUS ANA!" Kate gritou mesmo assim. Umas três meninas nos olharam e eu sorri sem graça.

"Céus Kate! Eu não quero a escola toda fique sabendo ok?"

"Você não pode me culpar! Eu só... Meu Deus! Nem acredito!" ela caiu em gargalhadas e eu comecei a me arrepender de ter aberto minha maldita boca. "Minha bebê não é mais virgem!" ela sussurrou.

Eu revirei os meus olhos e me levantei, andando para o meu armário.

"Não vou te contar mais nada!"

Kate veio atrás de mim.

"Espera! Eu quero saber os detalhes!"

"Ah não mesmo! Detalhes já é demais para mim." eu neguei abrindo meu armário.

Ela encostou seu ombro no outro armário ao lado do meu e continuou com aquele sorriso no rosto que já estava me irritando.

"Tudo bem sua chata! Só me diga se foi bom?"

"Eu já respondi essa."

Ela bufou.

"Ele te fez gozar?" ela sussurrou.

Minhas bochechas queimaram de tanta vergonha. Eu me virei de costas para ela e tirei minha blusa.

"Não vou responder essa!"

Christian me pediu para abrir mais as minhas pernas e eu fiz, sentindo-o empurrar uma, duas, três vezes para dentro de mim. Eu fechei os meus olhos e me entreguei a sentir aquelas sensações até então desconhecidas antes, vindo de onde estávamos conectados. Merda aquilo era tão bom... Meu corpo começou a tremer de espasmos e Christian segurou em minha cintura para empurrar mais rápido e com força, o som dos nossos quadris se chocando contra ao outro preenchendo o banheiro.

"Deixe vir." ele me pediu, enfiando seu rosto em meu pescoço. Eu passei meu braço em volta do seu pescoço e com a outra mão segurei em seu quadril. Eu apertei todos os meus dedinhos dos pés e mordi o seu ombro quando o prazer me consumiu.

Eu balancei a minha cabeça e respirei fundo, descendo a blusa do uniforme do time por cima dela.

"Tá! Tá! Então, hum... vocês estão meio que... juntos agora?"

Eu me virei pra ela de novo e peguei a saia em cima do banco.

"Não mesmo! Nunca!"

"Ué por que não?" seus olhos curiosos me fitaram. Eu respirei fundo e pensei se queria mesmo voltar nesse assunto tudo de novo.

"OK MENINAS EU QUERO TODAS NO CAMPO AGORA!" a treinadora Rachel entrou no vestiário e apitou.

"Depois eu te explico." eu falei. Kate concordou e não falamos mais nada sobre desde que deixamos aquele lugar. Ou pelo menos eu não falei, já que Kate sempre procurava uma brecha para sussurrar uma de suas perguntas sem filtro.

No outro lado do campo, os meninos da equipe de futebol chegaram e o treino logo começou sob o apito do Coach. A treinadora Rachel ficou com os seus olhos de águia vigiando sua equipe atentamente para que não perdêssemos o foco olhando os meninos.

"Ele é o capitão." sussurrou Kate.

"Quem?"

"Christian né sua bobinha." ela revirou os olhos.

"Eu não quero saber."

Ela continuou olhando para o outro lado e falou de novo:

"Ele está olhando para cá."

Eu respirei fundo e troquei minha posição para alongar a outra perna.

"Eu não quero saber também."

A treinadora Rachel andou para o nosso lado e colocou a mão na cintura.

"Deixe a conversa para depois Anastásia e Katherine!" ela tinha mesmo que falar os nossos nomes inteiros? "Eu quero todo mundo fazendo alongamento! Vai para o seu lugar Kavanagh!"

Kate respirou fundo e sorriu forçado para a nossa treinadora. Ela começou a andar para o seu lugar e eu ri. Quando os meus olhos se encontraram com os de Rachel, eu fechei meu sorriso e voltei ao meu alongamento.

Algumas horas depois, o treino acabou e fomos dispensadas. Kate preferiu ficar para conversar com outras meninas no campo e falou que depois me encontraria, então eu arrumei minhas coisas e voltei para a escola. No caminho, parei para encher a minha garrafinha no bebedouro e escutei a voz do coordenador Hastings falando com alguém e passos se aproximando de onde eu estava.

"Você vai gostar da nossa escola, Matteo... Ah! Steele! que bom te encontrar." o senhor Hastings falou por trás da minha costas. Eu me virei e encarei ele e a pessoa ao seu lado. Alto, moreno, cabelos negros... "Matteo, essa é a Ana. Uma das melhores alunas que temos." eu olhei para ele e sorri tímida.

"Ah, obrigada." eu agradeci. "Bem, Ana como você já sabe." olhei para Matteo e levantei minha mão.

"Matteo." ele riu e segurou em mim. Nós dois se olhamos por um breve momento. Uau! Ele era lindo! Os seus dentes perfeitamente brancos sorrindo para mim enquanto os seus olhos escuros me encaravam de volta. Simplesmente UAU!

O senhor Hastings pigarrou. Eu puxei minha mão de volta caindo na realidade e fiquei completamente sem graça.

"Você se importaria de apresentar a nossa escola para Matteo, Ana?"

"Sim" eu falei sem pensar. Balancei a minha cabeça. "Quero dizer, não. Tudo bem. Eu posso fazer isso. Posso mostrar tudo."

"Hum, tudo bem então eu acho. Obrigado Anastácia." O senhor Hastings me olhou com o cenho franzido. Quando olhei para Matteo de volta, ele estava com um sorriso de canto na boca. "Eu tenho que resolver outras coisas agora, qualquer coisa me procure em minha sala Matteo."

"Pode deixar."

O senhor Hastings saiu e quando paramos de escutar o barulho do seu sapato no chão, eu e Matteo nos encaramos sem saber o que falar um para ao outro.

"Você é engraçada." ele comentou.

"Obrigada?" eu perguntei, fechando minha garrafinha e andando em direção as escadas. "Então, foi expulso da antiga escola?"

Matteo abriu sua boca sem saber o que me responder.

"Ah não, não foi isso que eu quis dizer." balancei minhas mãos. "Você foi transferido?"

"Estava morando na Austrália com minha mãe."

"Deve ser legal mesmo morar fora, conhecer novas pessoas, respirar novo ar e essas coisas."

Ele fez uma careta e olhou para o lado.

"Na verdade foi só perda de tempo mesmo..." murmurou. E eu entendi que ali tinha alguma coisa então mudei de assunto para não invadir o seu espaço.

Subimos o último degrau e logo encaramos a porta da biblioteca.

"Você gosta de ler?" eu perguntei.

"Prefiro escutar música."

"Então nem vamos entrar?" eu olhei para ele.

"Quem sabe outra hora." ele me olhou também e sorriu.

Eu não sabia dizer quanto tempo realmente levou até que eu terminasse de mostrar toda a escola para Matteo, mas não havia sido nenhuma tortura porque ele fez me rir quase a maioria do tempo, e eu também o fiz rir de volta com a minha risada, que de acordo com ele, era engraçada. Quando o tour chegou ao fim, ele me agradeceu e decidiu ir por conta própria até a secretaria para pegar os seus horários das aulas e eu voltei para o meu caminho até ao vestiário para trocar de roupa.

Meu celular vibrou no meu bolso com uma mensagem de Kate.

"Onde você está doida?"

"Longa história, tempo curto." digitei de volta.

"Corre porque a aula de história já vai começar!"

Droga! Guardei meu celular de volta e apressei os meus passos, infelizmente dando de cara com Christian saindo do vestiário masculino. Eu virei o meu rosto para o outro lado e passei direto, ignorando a sua presença ali.

"Boa tentativa mas você não vai conseguir me ignorar pra sempre, Ana." ele falou parando no meio do corredor.

"Eu prefiro tentar."

"Tanto faz. Você não é a primeira mesmo."

Aquilo me bateu em cheio. Eu parei no meio do caminho e me virei para ele.

"Então por que você está tão incomodado?" eu levantei os meus ombros. "Por que você não vai se incomodar com a vida da sua namoradinha? Eu a vi dando mole para uns garotos do segundo ano." o seu maxilar cerrou. Eu jurava que se Christian pudesse, ele me mataria só com os seus olhos da forma que estava me encarando naquele momento.

Ele jogou sua mochila no chão e pisou duro vindo para cima de mim. Eu engoli seco mas ergui a minha cabeça e ficamos cara a cara. Como da última vez isso aconteceu... Sua boca se abriu mas nenhum som saiu dela. Eu sentir a sua respiração pesada em minha pele. Ele balançou a cabeça e se afastou, murmurando um "foda-se."

Meu peito subiu e desceu. Eu assistir ele me dar as costas, puxar com raiva a alça da mochila no chão e sumir do meu campo de visão.

...

Quatro semanas se passaram voando e se quiserem saber, não, eu não falei mais com Christian desde aquele dia e fazemos de tudo para um não atravessar o caminho do outro pelos corredores da escola. É melhor assim. Kate tentou no começo ficar narrando a cada passo que ele dava, mas depois ela entendeu que eu não queria realmente saber dele e parou.

Durante essas semanas, eu e Matteo também nos aproximamos. Ele era do segundo ano então não havia maneira possível de termos alguma aula juntos. Mas, quase sempre nos horários de intervalos, lanchávamos juntos no pátio enquanto Kate nos olhava e fazia coração com as mãos para nós dois, quando ele não estava olhando.

...

Na quarta-feira, depois da escola, eu aceitei ir ao shopping com Kate. Depois de entrarmos em pelo menos, sete lojas, Kate se encantou com uma qualquer que naquela altura já não fazia importância para mim, e me puxou para dentro com ela. Eu me sentei no sofá e esperei ela estourar o limite do cartão de seu pai. Quando ela terminou, me forçou a levantar e escolher uma roupa para mim também. Escolhi uma simples calça jeans skinny rasgada só para Kate não ouvir reclamar.

Eu vestir a peça e sair para fora do vestiário.

"O que achou?" perguntei.

Kate virou a cabeça de um lado para o outro e depois me respondeu:

"Hum... Amiga eu não estou te chamando de gorda, mas sei lá... parece um pouco apertada?"

Eu me olhei no espelho e encarei a calça em meu corpo. É, estava um pouco apertada mesmo. Pensei.

"Bem, parece que preciso fechar a boca." falei por fim.

"Você não pegou um número menor que o seu não?" minha amiga falou tentando amenizar o fato.

"Estou certa de peguei o meu número, Kate."

...

No final, decidir não levar a bendita calça e só voltar naquela loja quando eu tivesse conseguido perder pelo menos uns três quilos. Mas não seria tão cedo que isso aconteceria, porque uma vez que pisamos para fora da loja, Kate sentiu fome e nos levou para comer no Burguer King. Minha boca salivou com o pensamento de um grande hamburguer em meu prato e minha barriga roncou, mas assim que chegamos no local, o cheiro misto de frituras invadiu minhas narinas e todo o meu corpo se arrepiou num mal estar repentino. Eu me sentei na minha primeira mesa vaga que vi e prendi minha respiração sentindo que iria vomitar se continuasse respirando aquele cheiro.

"Eu acho que vou pedir este aqui... Parece bom... E você..." Kate olhou para trás. "Ana? Você está bem?" ela deixou a fila e veio para o meu lado tocando sua mão em meu braço. "Você está gelada! O que foi?"

"Estou bem..." tranquilizei ela. "Foi só esse cheiro que me deixou enjoada."

"Eu em! Parece até que está grávida!" Kate riu e não percebeu que eu gelei na hora ao digerir suas palavras. "Vou comprar uma água pra você. Já volto."

Parece até que está grávida! Parece até que está grávida! Não, não é possível! Não mesmo! Céus... Minha respiração falhou. Minhas lembranças se voltaram para quando a calça havia ficado apertada em mim. Para a vontade de comer hamburguer. Para depois o enjoo ao cheiro da comida. Cada peça de juntando no quebra-cabeça. Eu coloquei minhas mãos na minha cabeça. Você pode estar grávida sim!

"Não, não, não..." eu comecei a ri de nervoso. "Isso não pode estar acontecendo."

"Está falando sozinha agora Steele?" Kate apareceu por trás de mim colocando uma garrafa de água em cima da mesa.

"E-eu preciso ir embora Kate."

"O que? ma..."

Eu não escutei mais uma palavra do que ela disse. Eu só peguei minha bolsa e sair daquele shopping correndo, deixando uma Kate sentada sozinha na mesa sem entender nada.

...

Minha mãe tentou falar alguma coisa comigo assim que eu cheguei em casa, mas eu não parei para lhe dar atenção. Subi as escadas correndo para o meu quarto e me tranquei. Passei o restante do dia na cama e ignorando as ligações de Kate, só pensando na grande possibilidade de que eu poderia sim estar grávida. Eu simplesmente não conseguia processar que aquilo poderia ser real. Fechei minhas mãos sem nenhuma coragem para tocar em minha barriga. Eu só... me sentia agoniada, perdida, como se tudo tivesse acabado para mim. O que eu fui fazer? Meu Deus! O que eu fiz com a minha vida?

Meu celular vibrou de novo com uma ligação de Kate. No terceiro toque eu atendi.

"Até que fim! Estou seriamente preocupada com você Ana! O que aconte..."

"Kate você acha que talvez eu posso estar um pouco... Grávida?" perguntei rápido.

Notas finais
Se você chegou até aqui, saiba que estou grata! Deixe-me saber o que achou, que tal?