Notas iniciais
Primeiramente, olha eu aqui de novo amores!! Eu queria muito ter postado ontem, mas a pessoa aqui foi inventar de fazer academia e ficou toda destruída sem aguentar mover um braço, ai realmente não deu pra terminar o cap e postar. Por isso, desculpa pra quem ficou esperando, espero que eu tenha recompensado com esse BIG BIG cap! O maior de todos até agora! E por segundo e última coisa, muito obrigada mesmo a cada uma leitora pelo comentário! Amo ler cada um! Fico cada vez mais feliz em saber que estão gostando da fic!! Obrigada ♥ Agora boa leitura amores! p.s: desculpa qualquer erro de português.

POV Christian

Quando tomei Ana em meus braços e a segurei tão forte contra o meu corpo, eu não tinha qualquer segundas intenções com aquilo. Eu estava realmente preocupado com ela e com aquela crise de choro copiosamente. E eu sabia que ela estava com raiva e que provavelmente eu era a última pessoa que ela iria queria falar ou estar por perto, mas em nenhum momento, mesmo sobre os seus protestos para que não fizesse aquilo, não a soltei do aperto dos meus braços, porque se eu a conhecesse tão bem, ou pelo menos achava que conhecia, Ana estava confusa, machucada e com medo. E precisava de alguém naquele momento.

"Shh, Ana. Se acalme." eu falei, passando minhas mãos em suas costas na intenção de confortá-la e continuei assim até que o seu choro finalmente foi se cessando aos poucos. "Seja o que for, tudo vai ficar bem, Ana."

"Não, não vai!"ela se afastou e virou o seu rosto secando suas lágrimas. E eu continuei olhando-a, sentindo como se tivesse um nó em minha garganta."Por favor, Christian. Eu me sinto como uma bagunça e não quero que ninguém mais me veja...Você pode ir agora."

Ela ter falado aquilo foi como se tivesse jogado um balde de água fria em cima de mim porque por uma pequena fração de segundos, em algum lugar dentro de mim, sentir uma pontada de esperança de que iríamos conseguir se acertar finalmente.

"Quantas vezes eu vou ter que falar que não vou sair daqui?" eu insistir mais uma vez, passando por cima do meu próprio orgulho.

Ana abriu a sua boca e eu sentir que ela iria falar alguma coisa, mas seja o que fosse, desistiu e falou outra coisa a seguir.

"Acabei de ter certeza que não estou pronta pra isso, pra ter uma criança, pra ser mãe." ela apenas tomou uma respiração profunda e escondeu o seu rosto entre as suas mãos. "Se tudo está ficando difícil agora, imagina depois?"

"Você está, hum, considerando..." franzi o meu cenho.

"Não!" Ana me cortou, balançando a cabeça. "Não! Já passei dessa fase. Eu vou manter o bebê... É só que... Deixa pra lá."

Como eu já havia decidido antes, não iria interferir em qual fosse a decisão dela em relação ao bebê, mas gostei de saber que ela iria mantê-lo.

"Olha, eu sei que está sendo tudo muito estressante pra você no momento... Mas não fique pensando no depois. Pode tornar-se mais difícil sim, mas não pior ..."

"Eu só queria poder saber o que fazer." ela suspirou pesado.

"Eu também queria, Ana." pousei a minha mão em cima do seu ombro e suspirei também."Mas eu estou aqui pra você ok?" eu falei firme, para que ela não tivesse dúvidas das minhas palavras, enquanto olhava para dentro dos seus olhos azuis. Ela concordou. "Se vamos passar por situações difíceis, que sejamos juntos, aliais este é o nosso bebê."

"Eu, hum... Não esperava que você..."

"Só estou fazendo o meu papel." foi a minha vez de cortá-la. "Agora, você está com fome?"

"Ah, só um pouco, mas eu vou comer depois."

"Não coma mais aquelas merdas que eles têm na cafeteria."

"E a onde que eu vou comer?" ela levantou as suas sobrancelhas e me encarou, exatamente com a mesma expressão no rosto que a sua mãe estava no dia em que me viu no hospital.

"Eu vou te levar pra comer." balancei os meus ombros.

"Até parece!" ela riu, não acreditando em mim.

"Vem comigo então pra você ver." eu me levantei e ofereci minha mão a ela.

"Mas Christian, você está louco? Não podemos sair..."

"Se você está com fome e o nosso bebê também, eu vou levá-los pra comer e que foda as regras dessa escola!" Ana hesitou por alguns segundos, mas depois aceitou a minha mão e se levantou, e foi impossível os meus olhos não irem diretamente para o volume visível da sua barriga. O meu coração inflava com o pensamento de saber que era o meu filho ali em seu ventre, que eu ia ser pai. Céus, aquilo parecia simplesmente insano.

Eu sabia que ter filho naquela nossa idade seria extremamente difícil, mas nós dois o fizemos, não era? então agora teríamos que lidar com a nossa consequência durante os próximos sete meses.

"Wow, você parece..." eu falei quando voltei olhar para o seu rosto e ela já me olhava em silêncio e sem expressar nenhuma reação.

"Grávida?" ela perguntou, cruzando os seus braços.

"É, sim..." engoli seco. "Mas você parece bem."

Eu passei o meu polegar em seu rosto secando os resquícios de lágrimas pelos cantos dos seus olhos e no final, sorri pra ela, me afastando de volta e me sentindo um pouco embaraçado ainda, ignorando aquele formigamento que sentia quando estava perto dela.

"Você é mesmo louco!"

Foi a primeira coisa que Ana falou quando entramos dentro do meu carro.

Eu sorri de lado olhando-a de canto.

...

POV Anastásia

Se um mês atrás, alguém viesse me falar que algum dia eu e Christian iríamos conversar um com o outro de novo, se aproximar fisicamente e almoçar juntos, com certeza que iria achar graça e dizer que essa pessoa só poderia estar louca. Mas hoje, dentro daquela biblioteca, foi exatamente o que aconteceu e eu estava muito surpresa. No começo, quando Christian veio atrás de mim na biblioteca e eu o mandei ir embora, foi porque estava triste demais e exaustada demais para ter uma outra briga com ele, mas no fundo, acabei gostando que mesmo sobre os meus pedidos, Christian não foi embora, ele permaneceu comigo e de sua maneira, me deu apoio e o seu ombro para chorar.

As coisas não tinham realmente se acertado entre nós dois, porque não era tão simples assim. Nós dois tínhamos muito para conversar ainda e principalmente sobre os nossos planos para o futuro com um bebê, mas acho que começar conversando como duas pessoas cordiais e que iriam dividir um filho, já tinha sido um grande passo dado.

E sair com ele para comer em horário de escola tinha sido uma loucura que se fosse em outros tempos eu jamais teria cometido, mas a minha vida já estava uma completa bagunça mesmo que mais uma loucura não iria fazer diferença. Na lanchonete que Christian nos levou, lá nós conversamos desde assuntos aleatórios, a poucas coisas sobre a gravidez como o que eu podia e não podia comer, enjoos, frequente vontade de ir ao banheiro e quando seria a próxima consulta que ele afirmou querer ir, até ficarmos sem assunto e aquele silêncio constrangedor se instalasse na mesa.

Uma hora e meia depois, recebi uma ligação da minha mãe e ele me levou de volta pra casa como eu preferir e assim que pisei os meus pés para dentro de casa, no mesmo instante minha mãe veio me bombardeando de perguntas.

"Por que você não apareceu nas outras aulas, Anastásia? Kate me ligou preocupada com você. Você por acaso passou mal? E de quem era aquele carro que você saiu?"

Eu joguei a minha mochila em cima do sofá e me sentei ao lado dela.

"Eu não passei realmente mal, mas passar mal de chorar conta?"

"O que? Como assim?"

"As pessoas são cruéis, mãe. Você não faz ideia do que tive que escutar e quanto olhares recebi... Eu me sentir tão mal naquela escola!"

"Ah, Ana!" minha mãe se aproximou de mim e me abraçou. Acho que ela ficou mais triste por mim do que eu mesma com aquela situação.

"Eu só queria poder mudar de escola ou terminar logo esse ano!" eu murmurei.

"Eu sei, querida, eu sei." ela se afastou e segurou nas minhas mãos. "Mas vamos tentar ser mais positiva e otimista ok? Teremos longos meses pela frente ainda e ser negativo não melhorará a situação. Pense que será o ultimo ano e que quando você concluir, vai sentir orgulho de si mesma por ter conseguido superar todas essas barreiras e também ir para uma faculdade além de poder oferecer uma vida melhor para você e para o seu filho."

Eu balancei a minha cabeça, concordando com ela e passei minhas mãos pelo meu rosto, secando minhas lágrimas que já picavam nos cantos dos meus olhos.

"Bom, agora vou terminar de preparar o almoço. Acha que consegue aguentar mais um pouco?" ela me perguntou se levantando do sofá.

"Na verdade não estou com fome, eu já almocei."

"Já? A onde?" ela levantou as suas sobrancelhas. "E você ainda não me respondeu de quem era o carro que te deixou aqui na porta, mocinha!"

"Ah, era Christian."

"C-Christian?" ela pareceu surpresa. "Christian o pai do bebê?"

"É, mãe! Christian, o pai do bebê." revirei os meus olhos.

"Ah que legal, eu acho né." minha mãe pareceu realmente estar confusa."Tudo se resolveu então?"

"Não exatamente tudo, mas conseguimos ficar no mesmo ambiente e conversar sem brigar, o que já foi um avanço. Aliais, foi ele que me levou pra comer e que me acalmou quando eu estava chorando."

"Hum, gostei da atitude desse rapaz, ganhou alguns pontos comigo. Agora ver se vocês param de agir como duas crianças e criam juízos, porque daqui a pouco a criança nasce e filho é um compromisso e responsabilidade para a vida toda."

"Eu sei disso mãe!" eu falei quando levantava e pegava a minha mochila de volta para subir para o meu quarto. "E a senhora não precisa mais ir conversar com os pais dele."

"E quem disse que não? Eu faço questão! Se vamos ser avós, devemos conhecer um ao outro, conversar e principalmente, esclarecer logo algumas coisas."

Eu parei de andar no meio do caminho e me virei de frente pra ela, franzindo o meu cenho e sentindo o meu coração acelerar.

"A senhora não vai me obrigar a casar não, não é?"

"É claro que não, Ana!" ela negou. "Meu Deus, em qual século você acha que estamos pra isso? Apesar de que, deveria obrigar pra vocês dois aprendem uma lição!"

...

POV Christian

"Eu tenho mesmo que fazer isso?" eu perguntei ao meu irmão, sentindo não só as minhas mãos, como também cada parte do meu corpo suar frio.

"Se tivesse usado camisinha, não teria." ele deu a porra de um sorrisinho debochado, deitado na minha cama e cruzando os seus pés, com as mãos por de baixo da cabeça.

"Vai se ferrar, Elliot!" eu lancei uma almofada em sua direção e abrir a porta do meu quarto. "Eu vou fazer essa merda logo e que se dane, de qualquer forma eles terão que saber mesmo!"

...

POV Anastásia

Quando a noite chegou, eu sair do meu banheiro após um banho quente e demorado, e enrolada num roupão. Andei até a frente do meu espelho, e deixando que o pano escorregasse do meu corpo e caindo no chão, fiquei apenas de peças intimas para encarar a minha imagem refletida nele. Coloquei um pouco de creme de hidratante na minha mão e espalhei em volta da minha barriga enquanto pensava em como estava passando rápido demais o tempo, dentro de alguns dias eu estaria entrando no terceiro mês e logo logo iríamos descobrir o sexo do bebê para então começar a compras as coisas.

Antes de sequer pensar em estar grávida, a minha preferência sempre teve um lado mais puxado para uma garotinha, mas desde então que descobrir a gravidez, eu não tive mais preferência, agora apenas desejava que viesse com bastante saúde.

O meu celular vibrou em cima da minha cama e em seguida acendeu a tela, parecendo a foto de Kate me chamando para uma chamada de vídeo. Eu levei o hidratante comigo para a cama e aceitei a chamada, enquanto conversava e terminava de passar o creme pelo meu corpo.

"Então, como foi o seu primeiro dia na escola?" ela perguntou.

"Meu Deus, você está perguntando isso como se fossemos calouras do primeiro ano." eu respondi. "Com todas essas fofocas pelos cantos dos corredores, você não escutou o meu nome sendo sussurrado na boca de ninguém?"

"Ah, Ana, você sabe que eu não ligo para isso! Mas eu já te falei que não é da conta de ninguém!"

"Eu sei, só que é difícil né Kate. Aposto que agora todos estão discutindo sobre quem é o pai ou já sabem, se ninguém me viu saindo com Christian..."

"O QUE?!" Kate gritou no outro lado da tela. "Como assim você saindo com Christian? Vocês se acertaram? Pra onde que ele te levou? Hum... O que vocês fizeram?"

Eu peguei o meu celular e levantei na altura do meu rosto.

"Ei ei, não fizemos nada não tá, pode tirando esse pensamento fértil!"

"Ai tá bom, chata!" ela revirou os seus olhos. "Agora me conta, vocês conversaram?"

"Sim, Katherine." eu respondi.

"Como assim só sim, Ana?" ela bufou. "Eu quero mais detalhes!"

"Por que não deixamos pra falar disso amanhã, prometo te contar tudo. Por agora, vamos mudar de assunto por favor."

"Tudo bem né." ela concordou sabendo que não tinha outra alternativa mesmo."Hum... Podemos falar sobre amanhã, sobre o seu aniversário de dezoito anos e sobre o que vamos fazer..."

"Pera aí, me tira fora dessa. Eu já falei que não quero comemorar nada, só quero comida e netflix."

"Você não pode estar falando sério!" Kate torceu os seus lábios. "Que coisa mais deprimente, Ana! Você tem noção que dezoito anos é dezoito anos?"

"Para mim só significa mais responsabilidades." balancei os meus ombros. Eu me levantei e vesti o meu pijama, depois desliguei a luz do meu quarto, deixando ligado apenas o abaju em cima do criado mudo ao lado da minha cama e voltei para a mesma, me enfiando de baixo das cobertas.

"Mas também significa uma nova etapa, vamos terminar o ensino médio, você vai ter o bebê e depois nós vamos juntas para a mesma faculdade, porque você sabe que eu não posso ficar longe de você."

Eu sorri.

"Não se preocupe, somos super inteligentes e WSUV ficará feliz em nos ter!"

Kate também sorriu e concordou comigo.

...

No dia seguinte, quando me virei pro outro lado da cama e abrir os meus olhos, o meu primeiro pensamento foi "nossa, estou fazendo dezoito anos". Eu sempre escutei muito que a chegada dos dezoito anos era como se uma mágica acontecesse, tudo mudava e a partir daquele momento poderia fazer o que quisesse, ir para onde bem entendesse e entrar em lugares que antes não podia a não ser se apresentasse uma identidade falsa. E eu não ia mentir, ouvir aquelas coisas me deixava ansiosa, sonhando acordada sobre todas as coisas que eu imaginava que iria poder fazer. Mas hoje, eu não pensava mais assim e acho que em parte era por causa da gravidez, porque só conseguia pensar em responsabilidade, o fim do ensino médio, ingresso na faculdade e mais responsabilidade.

E aqueles pensamentos me deixavam desesperada, porque eu não sabia se estaria preparada para lidar com todas aquelas coisas. Ou se Christian estaria para quando eu não aguentasse mais. Nós dois precisávamos ter uma conversa sobre os nossos planos.

Quando decidir sair da cama e começar mais um novo dia, prometi que não iria pensar em coisas negativas e isso incluía não pensar muito sobre a minha zero vontade de voltar de novo para aquela escola e ter que sobreviver a cochichos pelos cantos da parede e olhares de canto de olho.

Durante o café da manhã, minha mãe cantou parabéns para mim e preparou uma mesa farta de comida, o que me deixou surpresa e claro, aproveitei para comer o máximo de tudo antes que ela voltasse com as paranoias de que eu só podia comer coisas saudáveis.

Já na escola, como o professor de história havia faltado, eu e Kate ficamos de aula vaga assistindo na arquibancada o treino do time da escola.

"Eu sei muito bem o que você está fazendo Kate e eu já falei que não quero surpresa nenhuma, escutou bem sua pequena psico?"

"Não prometo nada!" Kate falou, levantando suas mãos para o alto e sorrindo.

"Hey meninas." Christian falou, tirando o seu capacete e se aproximando de onde estávamos. "O que vocês estão rindo?"

"Ah é sobre o..." ela tentou falar, mas eu fui mais rápida e tampei a boca dela.

"Sobre nada!" eu quase gritei. "É, hum, coisas de menina." cutuquei Kate com o meu cotovelo e dei uma olhada para ela, retirando minha mão de sua boca.

"Ok..." Christian franziu o cenho e ficou me olhando. Nós três ficamos em silêncio, um olhando para o outro. Ele passou a sua língua em volta do seu lábio inferior e falou: "Você está bem, Ana?"

"S-sim." balancei a minha cabeça, engolindo seco. Droga! Você tinha que gaguejar, Anastásia?!

"Ei Christian, traga a sua bunda de volta. A pausa acabou!" algum garoto do time o chamou de longe.

"Aqui." ele me ofereceu uma sacola que até então eu não tinha reparado que esteve esse tempo todo em sua mão. "É só algumas frutas que eu trouxe pra você não precisar comer aquelas merdas gordurosas da escola. Espero que não se importe."

"Ah ela não se importa não." Kate pegou a sacola no meu lugar enquanto eu continuei parada em meu lugar, sem reação para aquele gesto de Christian. "Você fez muito bem, Christian."

"Eu tenho que voltar." Christian falou, apontando para atrás de suas costas. "Então... Nos vemos depois, eu acho."

Eu mordi o meu lábio e balancei a minha cabeça. Kate sorriu e balançou a mão para ele. E depois que ele se afastou, ela abriu a sacola e soltou um "uau".

"Meu cunhado sabe ser um cavalheiro, estou surpresa!" ela olhou para mim. "Ele está levando a sério mesmo, quero dizer, não fugindo das responsabilidades e tals, você sabe."

"É, parece que sim." eu respondi, olhando para a direção onde ele estava.

...

"Se arrume, nós vamos jantar fora." minha mãe falou, enfiando metade do seu corpo para dentro do meu quarto.

"Mãe, eu já falei que não precisa. Não quero que a senhora gaste dinheiro comigo."

"Deixe de bobeira, Ana! Apenas fique pronta no máximo uma hora e me encontre lá em baixo." ela falou. "Ah, e para de ficar pensando demais!"

Foi exatamente assim que minha mãe e Kate conseguiram me fazer sair de casa, passar maquiagem e fazer o meu cabelo, além de sorri, tirar fotos e comemorar o meu aniversário. Eu pensei que o ápice da noite tinha sido a surpresa revelação da minha mãe estar namorando com o meu médico. Eu já havia tendo algumas desconfianças em relação a eles dois, mas deixei que ambos tivessem o tempo deles para confirmar oficialmente e então, quando revelaram na mesa do jantar, eu agir como se não tivesse sabendo e fiquei realmente feliz por eles. Principalmente pela minha mãe que não esteve em nenhum relacionamento depois do meu pai e ela merecia ser feliz de novo, ser amada, encontrar um novo amor.

Mas como estava dizendo, o ápice da noite não foi a minha mãe e o meu médico, foi Christian aparecer no restaurante pouco depois de cantarmos parabéns. Eu olhei para onde ele estava, parado na porta de entrada, com as suas mãos escondidas dentro do bolso da calça jeans escura, combinando com a sua blusa preta e jaqueta de couro da mesma cor.

"Foi você não foi?" eu perguntei a Kate, mas ainda olhando para ele.

"O que..." ela também olhou para a mesma direção seguindo os meus olhos. "Eu não contei nada pra ele, Ana, juro!"

"Então foi Elliot." eu falei, jogando o guardanapo em cima de mesa e me retirando dela.

Enquanto andava em direção a ele, percebi que não importava o quão duro eu tente, simplesmente não conseguia evitar que a respiração ficasse descompassada e me entregava toda vez eu olhava para ele e chegasse perto.

"Oi." ele falou parecendo sem graça.

"Oi." eu respondi. "O que você está fazendo aqui, Christian?"

"Se importa de conversamos em outro lugar?"

Não. Não. Não.

"Por favor?" ele insistiu.

"Okay."

Christian nos levou ao último lugar que eu poderia imaginar: praia. Em Seattle não era típico ver praias movimentadas e dias ensolarados, mas a cidade tinha as suas praias de encantos únicos também com restaurantes e bares próximos. Naquele horário, quando chegamos, o local estava tranquilo, tinhas apenas algumas pessoas caminhando com os seus cachorros na areia.

"Parabéns." Christian falou, quebrando o silêncio.

"Obrigada." eu sorri fraco. "Então, o que você quer conversar comigo?"

Ele me encarou com aqueles olhos que me deixavam perdida naquele mar de intensidade, capaz de errar até o meu próprio nome se alguém viesse me perguntar.

"Você está confortável nesses sapatos?"

Que pergunta era aquela?

"Estou bem."

"Eu me lembro de quando era criança, gostava de sentir a textura da areia em meus pés." ele tirou o seu sapato e correu para a faixa de areia, ficando de costas para mim e olhando para o mar. "Vem, você vai gostar também Ana."

"Ah não. Prefiro continuar aqui."

"Por favor?" Christian me pediu de novo daquele jeito que me deixava sem forças para recusar. Ele precisava parar de fazer aquilo.

"Tá. Tá bom!" por fim acabei aceitando e tirei os meus sapatos, deixando próximo do dele na areia. Eu me aproximei de dele, ficando ao seu lado.

"Eu sei que nosso relacionamento não é o melhor de todos ultimamente, mas quando soube que hoje era o seu aniversário, pensei em te dar algo diferente Ana e espero que não recuse porque eu não vou aceitar."

"Ok." eu concordei, engolindo seco. Christian tirou uma caixinha de dentro do seu bolso e me deu.

"É só uma pulseira simples..."

"Meu Deus, Christian! Ela é linda!" eu exclamei, pegando-a da caixinha. "Obrigada, mas não precisava mesmo ter comprado. Deve ter sido um dinheiro!"

"Eu sei que tudo está completamente desarrumado entre nós dois e que uma pulseira não vai resolver, mas eu realmente só queria ter dar algo agradável." eu sorri para ele e agradeci mais uma vez, encantada com a pulseira. "Deixa que eu coloco pra você."

Eu dei o meu pulso para ele e quando sentir os seus dedos tocaram a minha pele, foi perceptível para nós dois o quanto um ainda afetava ao outro. E a segunda coisa que percebi naquele dia foi que não tinha nenhuma maneira de que eu conseguiria seguir em frente com o bebê dele crescendo meu ventre.

"E-eu acho que devemos conversar sobre o nosso futuro." falei, me afastando dele de volta pelo bem de ambos.

"É claro, devemos."

"Eu estou cansada de viver como uma desconhecida, Christian. Eu quero ir para a faculdade, quero ter um futuro, mas eu não sei o que me espera depois que o bebê nascer." respirei fundo. "É por isso que que eu preciso saber agora, se você vai estar ou não do meu lado ajudando-me a cuidar e criar o bebê."

Christian ficou em silêncio, seus olhos perdidos por alguns segundos. Depois ele respirou fundo também e me olhou, sorrindo de lado.

"Eu estarei ao seu lado, Anastásia." ele balançou a sua cabeça, parecendo decidido e firme em suas palavras. "Seremos pais. Eu não sei se vamos ser uma equipe boa ou má, mas podemos tentar não é?" nós sorrimos nessa hora."Eu não vou deixar você nisso sozinha."

Eu sentir uma sensação de alívio em meu coração depois disso. Foi como se Christian tivesse tirado metade do peso em minhas costas e a minha esperança de que não precisaria ter que desistir dos meus sonhos por causa do bebê, voltou a florescer.

O meu celular vibrou em meu bolso e quando eu o peguei e abrir a mensagem, o que tinha acabado de ler fez o meu sorriso falecer em meu rosto.

"Você acha que eu estou brincando? Eu estou te mandando ficar longe dele, sua vadia! Para o bem da criança se não quiser que nada o aconteça."

Notas finais
Se você chegou até aqui, saiba que estou grata! Deixe-me saber o que achou, que tal? Ah, e não se esqueça de dar uma passadinha no meu perfil no site do Wattpad: https://www.wattpad.com/user/rsantanna