Dez razões para ser como Edward Cullen
13 Capitulo 13 - Flagra
Notas iniciais

Capitulo 13:
Flagra
Mesmo Bella tendo ganhado um pouco mais de confiança desde que conheceu Edward Cullen, ela ainda sentia-se nervosa quando dava o horário de ir para a escola, afinal, ela sabia quem encontraria lá, ela não podia negar que ainda estava magoada, muito magoada. E ela sabia que precisava segurar-se para não jogar na cara dos seus ex amigos o que escutou deles.
Mesmo que agora ela tenha varias roupas atraentes para vestir, ela voltou a colocar as suas roupas folgadas de sempre, ela sabia que só poderia adotar seu novo visual quando passasse o dia do baile, ela tinha que continuar fingindo que nada aconteceu, e no máximo que ela poderia fazer é apenas continuar ignorando os seus ex amigos. Era uma tortura, mas seria necessário, se caso ela quisesse se vingar deles e principalmente de Jacob Black.
Ela abriu a gaveta do seu criado mudo, retirou um papel de dentro dela, eram as perguntas que Edward havia dado a ela para ela responder, ela já havia respondido todas, como ele pediu imaginando-se sendo ele, imaginando como ele agiria em cada situação imposta por ele. Hoje eles teriam uma “reunião” e ela entregaria as suas respostas a ele e ele entregaria as suas respostas a ela. Ela estava ansiosa para saber se havia feito tudo certo.
Ela desceu as escadas, já com a mochila nas costas, foi até a cozinha deparando-se com o seu pai que lia o jornal, deu um demorado beijo no rosto dele e pegou uma maça de cima da mesa, e enquanto mordia a maça ela olhou o tempo pela janela, ele estava nublado, mas pelo menos não estava chovendo.
— Está tudo bem filha? – Charlie perguntou, enquanto desviava o olhar do jornal, para olhá-la.
— Sim, eu estou ótima! – ela respondeu, sorrindo para ele.
Apesar do nervosismo de mais um dia de aula, ela estava bem, sentia-se melhor, mais segura, e principalmente a amizade de Edward a ajudava a sentir-se que não estava sozinha, principalmente agora que sabia que ela não tinha mais amigos além dele.
— Eu esqueci meu livro de cálculos, vou ter que pegar! – ela disse, quando terminou de comer a maça. Jogou-a fora, e depois subiu correndo as escadas. Ela tinha retirado o livro, para estudar um pouco e acabou esquecendo-se de coloca-lo novamente na mochila, ela entrou no quarto e começou a pensar aonde havia colocado o livro, depois de pensar e não vir nada em sua mente, ela começou a procurar, mexeu no seu guarda-roupa, depois no criado mudo e por ultimo lembrou-se que deveria estar na gaveta embaixo da cama, abriu-a e sorriu, havia acertado.
Pegou o livro rapidamente e depois colocou-o na mochila, olhou a hora no relógio de pulso, já estava atrasada, ela não estaria se tivesse um carro melhor, mas com a sucata que ela andava ela sempre tinha que sair mais cedo, ainda mais que ele não andava tão rápido assim.
Saiu do quarto e passou pelo corredor para descer as escadas. Quando estava chegando a cozinha ela escutou a voz de seu pai, misturando-se com uma voz conhecida para ela, mas ela não conseguiu reconhecer, somente se deu conta de quem era quando ela entrou na cozinha e deparou-se com a pessoa, sua boca ficou entreaberta.
— Olá Bella! – ele disse, levantando-se da mesa, era Edward.
— Edward... – ela respondeu meio surpresa.
— Finalmente eu conheci seu novo amigo, muito simpático ele... – Charlie disse, voltando a olhar para Edward. — Então vem semana que vem aqui para assistir o jogo, ele vai ser ótimo! – Charlie continuou, olhando para Edward.
— Com certeza, já estou mó ansioso, ele vai ser decisivo... Olha só que interessante Bella, seu pai torce para o mesmo time que eu, tem bom gosto...
— Não podia ser diferente, né meu filho, Dallas Cowboys é demais! – ele disse, apertando a mão de Edward. Depois levantou-se da mesa.
— Olha só, que legal... – ela disse, mas sem nenhum tom de animação. – Mas é melhor nós irmos, vamos Edward, tchau pai! – ela despediu-se puxando Edward para fora de casa, no máximo que deu tempo foi Edward dizer tchau para o pai dela, antes dela conseguir fechar a porta. – O que você está fazendo aqui? –ela perguntou, agora virando-se para Edward.
— Eu vim te dar carona, hoje não vamos conversar sobre o nosso acordo? – ele perguntou, eles começaram a caminhar em direção do carro.
— Sim, mas, podíamos se encontrar na escola... – ela respondeu.
— Qual é Bella, eu ainda estou te fazendo um favor, não é querendo ofender mais parece que seu carro pode explodir a qualquer momento, eu estou salvando sua vida te dando carona... – Edward respondeu, enquanto colocava o cinto, Bella fazia o mesmo.
— HAHA! – ela fez, sem nenhum tom de humor. – Muito engraçado... – acrescentou, na realidade ela sabia que o carro dela era velho, mas ele não precisava ficar jogando isso na cara dela.
Ela cruzou os braços e ficou emburrada, Edward ao ver a expressão de raiva no rosto da amiga, ele não pode deixar de dar risada, ela ficava bastante engraçada quando está emburrada.
Ele ligou o carro e então se afastou, em alta velocidade. Decidindo não comentar nada nos próximos minutos.
— Seu pai é bastante legal, queria que meu pai fosse assim... – Edward disse de repente, após alguns minutos de silencio.
Bella o olhou, e então seu rosto fechado apagou-se para surgir um sorriso de leve. Ela não podia negar que tinha um pai legal, é ela não podia reclamar disso, afinal, Edward não tinha a mesma sorte que a dela.
— Bom, se te servir de consolo, eu aceito dividir o meu pai com você... – ela disse, dando de ombros, Edward deu risada.
— Sim, até que sim, vou assistir o campeonato com ele... – ele respondeu e então parou na esquina, próximo a escola. – Posso te deixar aqui né, é só você virar a esquina, é que enquanto não chegar o dia do baile é bom ninguém ver nós dois juntos...
— Ah sim para o impacto ser maior! – ela respondeu.
— Sim, sim, temos que ganhar o rei e rainha do baile, se não eu processo a escola... – Edward concordou, rindo, risada que foi acompanhada pela da Bella.
Eles se encontraram por alguns segundos e então pararam de rir, ambos ficaram em silencio por algum tempo, apenas se olhando, até que Edward se manifestou, mexeu em sua mochila e pegou um papel que estava no bolso de fora.
— Bom, eu já respondi as perguntas... – ele disse entregando o papel para Bella.
Bella abriu a sua bolsa, guardou o papel e então retirou o dela, entregando também a Edward.
— Aqui está o meu eu também já respondi! – ela disse, em seguida abriu a porta do carro. Ela já ia sair, quando desistiu, olhou para Edward e rapidamente lhe deu um beijo no rosto. Edward encarou-a sem entender. – Obrigada pela carona... – ela agradeceu, antes de se virar e então finalmente sair de dentro do carro.
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Ainda era estranho para Bella sentar-se sozinha na frente, sabendo que seus amigos, ou melhor, ex amigos estavam sentados no fundo, e quase todos, encarando-a fixamente. Ela odiava vê-los olhando-a, ela imaginava o que todos eles deveriam estar pensando, com certeza eles devem estar achando que ela endoidou, ou algo do tipo, afinal, “a grudenta Isabella Swan tá dando uma de antissocial”. Não é nada normal.
Mas ela tentou relaxar, fingir que isso não estava acontecendo, é claro, ela tinha que dar uma de superior. Pensou-se como Edward Cullen agiria, e logo a palavra indiferença venho em sua mente, ele sempre dizia: Tem que fingir indiferença, mesmo que isso não seja indiferente a você.
Pouco a pouco ela foi conseguindo esquecê-los, e seus pensamentos tentaram se concentrar na aula, porém, ela foi obrigada a se lembrar da existência deles novamente, quando percebeu que alguém durante a aula sentou-se ao lado dela. Bella olhou rapidamente para a pessoa, e notou que era Jacob Black, automaticamente seu coração disparou.
— Eu acho que já sei porque você está assim... – Jacob disse de repente, fazendo com que ela o encarasse com os olhos arregalados, mas logo tentou disfarçar, tentando fazer a expressão mais indiferente o possível.
— O que? – perguntou, com a voz mais firme que conseguiu.
— Foi aquilo que você me disse, não é? – ele perguntou, ela suspirou aliviada ao ver que ele não tinha descoberto nada sobre Edward. – Já que desde aquele dia você está assim, diferente... Você ficou chateada ou envergonhada? Se for isso, eu...
— Sabe, eu nem me lembrava mais... – ela o interrompeu. – O que eu disse mesmo? Ah claro, que eu gosto de você! – então ela deu uma risada irônica. – Meu, nossa, como eu era boba e grudenta, não é?
— Bella, em nenhum momento eu disse isso, eu... – Jacob iniciou, a vontade que Bella teve foi de dar um soco no rosto desse cínico.
— E por acaso eu falei que foi você que disse isso? – ela perguntou, arqueando as sobrancelhas. – É claro que não, você nunca falaria isso de mim, não é?- ela cruzou os braços e olhou-o com um olhar de pura ironia. – Você é meu amigo e amigos não falam mal dos amigos pelas costas, quando se fala, fala cara a cara, concorda?
Jacob concordou com a cabeça.
— Bella, por que você está agindo assim? Você está falando e fazendo coisas que não estão fazendo sentindo, e nenhum de nós estamos compreendendo, se você está chateada...
— Não Jake! – ela novamente o cortou. – Eu não tenho porque ficar chateada com você... – ela desviou os olhos para o seu caderno e começou a copiar o que professor colocava na lousa. – Por acaso eu teria razões para ficar com raiva de você?
Ela então parou de copiar para olhá-lo com as sobrancelhas arqueadas, ele pareceu pensar por alguns segundos.
— Não, não que eu me lembre... – ele respondeu, enquanto pensava.
— Então querido, relaxa... – ela respondeu. “Enquanto pode” completou em pensamentos.
Jacob franziu as sobrancelhas e abriu a boca para falar mais alguma coisa, mas logo desistiu, passou a mão em seu cabelo e soltando um longo suspiro ele levantou-se, Bella o observou até ele voltar para o fundo da sala e sentar com seus amigos.
“Eles fazem um belo grupo, grupo de falsos”.
Bella pensou, depois os seus olhos pararam no outro lado da sala, em Edward, ele estava a observando, ele sorriu para ela e Bella então sorriu para ele de volta.
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— Está tudo bem com você? – Bella escutou a voz de Edward sussurrar próximo ao seu ouvido, ela parou de andar ao mesmo tempo, para virar para trás e encará-lo.
Ela então olhou a sua volta, e notou que o corredor estava vazio, ela estava caminhando para sua próxima aula, porém, havia ido ao banheiro antes, o que fez com que ela se atrasasse um pouco, o suficiente para que os corredores ficassem deserto, com a exceção dos dois.
— E-Estou... – ela gaguejou.
Edward puxou Bella pelo braço, levando-a até a sala vazia mais próxima, entrou com ela na sala e fechou a porta.
— O Black quis perguntar o porquê você está estranha? – Edward perguntou.
— É mais ou menos isso... – ela respondeu. – Ele está achando que estou chateada porque me declarei para ele e não fui correspondida...
— E você agiu como? – ele perguntou.
— Bom, pensei em como você agiria, lembrei-me de ser indiferente. Então fui o máximo possível irônica com ele...
— Certo... – ele então suspirou. – Foi por isso que ele saiu?
— É deve ter cansado de nunca conseguir nenhuma resposta minha... É difícil a minha vontade era de dar um soco na cara dele! – ela respondeu, irritada.
— E é assim que você está se sentindo? Com raiva? – Edward perguntou, encostando-se na porta e cruzando os braços.
Ela suspirou e encarou-o por alguns segundos, antes de respondê-lo.
— Sinceramente, eu estou péssima e achando que o amor é uma droga, seriamos mais felizes sem ele... – ela respondeu, desviando o olhar para o chão.
Edward discordou com a cabeça, e então se desencostou da porta.
— Vejo que o Black mexe com você de jeito! – ele então riu e Bella notou que o comentário dele foi irônico.
— Foi muitos anos amando esse idiota, não posso simplesmente acordar e fingir que nunca, nada existiu... – ela respondeu. – Vai me dizer que com você não é o mesmo? Você não se sente assim quando pensa em Tanya?
Edward olhou para o chão, parou de rir e pensou por alguns segundos, antes de respondê-la.
— Eu não sei... – ele disse, após alguns segundos em silencio. – De inicio eu senti raiva dela... – ele então umedeceu os lábios antes de continuar, voltou a olhá-la. – Achei injusto ela me deixar, mas depois, a única coisa que consegui sentir foi a falta dela, com ela eu não me sentia tão sozinho, eu sabia que eu tinha alguém com quem eu podia contar, na verdade eu me acostumei com a presença dela, eu sinto que eu dependia muito dela!
— Ás vezes as pessoas só percebem que a outra é importante para você quando perde... – Bella comentou pensativa. — Sabe, você deveria dizer isso a ela! – Bella aconselhou-o. – Deveria dizer que sente a falta dela!
— Eu não consigo... – Edward suspirou e se virou. – Eu me sinto bloqueado, me sinto... Um idiota!
Ele se virou e então abriu a metade da porta, Bella segurou-o pelo braço, fazendo-se com que ele virasse para olhá-la.
— Edward... – ela iniciou. – Me desculpa se eu fui inconveniente com a pergunta, ou com conselho/...
— Não, você está certa, é como eu disse, eu que sou um idiota, eu não consigo deixar de ser orgulhoso! – ele respondeu, terminando de abrir a porta, ele deu alguns passos para fora da sala, quando viu algo que fez ele parar abruptamente.
Enquanto encarava fixamente a cena, os seus olhos marejaram, como se fosse automático. Bella parou ao lado dele e sua boca ficou entreaberta enquanto olhava para o mesmo local de Edward, ela segurou o braço dele e sentiu vontade de puxá-lo para longe, porem não conseguiu.
Continua...
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