Dez anos.
1 Prólogo.
Notas iniciais
Eu estava em pé, de baixo das árvores. Era um campo grande e verde, onde a temperatura não passava dos 14 °C. Era tudo tão verde, as flores tão coloridas, e as árvores cheias de novas folhas. Fechei os olhos, respirei fundo e apreciei o som do vento dançando entre as árvores, balançando as folhas. Me sentei ali mesmo, na grama verde. Era o que eu queria haviam dias, eu precisava.
Olhei de este a oeste, e bem depois das árvores, a uns 100 metros encontrava-se uma casa, agora, nossa casa. Eu sabia que em uma das janelas do segundo andar ele me olhava, e vigiava, ele sempre fazia isso. estava sempre de olho em mim, desde que me lembro, desde que passei a estar ao lado dele. Não teve um dia ou uma hora em que ele não se preocupasse comigo. Ele sempre esteve lá, e até onde pudesse imaginar, ele sempre estaria lá por mim. De certa forma eu já sabia que ele me amava, mas não sabia de qual modo, e a qual maneira, e, como uma cética nata, eu sempre duvidei, mesmo quase sempre me convencendo de que ele realmente me amava.
As vezes, não tinha certeza alguma de onde eu estava, até agora, podia estar no sul da escócia. As únicas coisas que me faziam acreditar estar ali, eram os lagos, a paisagem e o clima, mas nunca era certo.
Até onde eu sabia existiam várias de mim, e infelizmente, eu nunca sabia qual eu seria nos próximos dias, horas ou segundos... tudo era tão incerto... tudo tão escuro e borrado.
Fechei os olhos, respirei fundo mais uma vez, queria aproveitar mais alguns dias como eu mesma, algo dentro de mim sabia que não duraria muito, na verdade nada durava...
Olhei de novo em direção á casa, olhei em direção ao segundo andar, e pude ver, mesmo de longe sua silhueta parada em frente á janela, por alguns segundos senti um frio na barriga, e as mãos tremerem. Talvez eu teria ele sempre ali, talvez eu começasse a pensar que tudo isso que um dia passei teria chegado ao fim. Talvez ele fosse minha certeza, minha garantia. Talvez ele fosse ficar naquela janela, me vigiando pro resto da vida, talvez ele ficasse ali, sempre.
Eu sorri, ao pensar nele ali, sempre por mim, como esteve sempre... e pela primeira vez, eu não queria que ele saísse.
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