Dez Desejos
31 Excesso de informações.
Notas iniciais
Capitulo 31 — Excesso de informações.
POV Jonathan
Eu corri atrás de Anna, acompanhando seus passos alguns metros atrás dela, vendo ela correr vacilante floresta adentro, sabendo que se eu tentasse a impedir seria muito pior.
Em minha mente, enquanto eu a seguia, eu ficava relembrando do que acabara de acontecer, imaginando o que era que Anna estava pensando quando agiu daquele jeito tão não ela. Eu nunca tinha visto ela brigar, uma vez, e agora aquilo contra uma garota igual a ela?
Meu estomago se revirava e meu coração batia forte. Uma parte de minha mente, que não sabia onde estivera todo esse tempo, fazia as analises principalmente de como foi estranho ver a versão de anna de cabelo roxo brigar com a versão normal, mas desviando disto, estava pensando poderíamos ficar perdidos na floresta se continuássemos correndo daquele jeito
A dor nos olhos dela, quando olhou para trás e me viu ainda em seu calcanhar me torturou. De uma forma estranha eu sentia a dor dela mesclada à minha, seu ódio em mim e aquilo me deixava confuso. Era uma certeza de que não era meu aquela raiva sem nexo, parecia vir de Anna. O que há de errado? Como existe essa ligação? São por causa dos anos de companheirismo que tivemos juntos? Ou eu a amei tanto que agora, podia sentir as mesmas coisas que ela?
Isso era insano e idiota de se dizer, mas era o que parecia.
Agora que estávamos correndo pela floresta, eu sentia a confusão dela em mim e eu confundia como sendo minha.
Comecei a ouvir o som de passos além do de nós dois, vindo de algum lugar atrás de nós. Apressei as passadas, querendo ficar mais perto de Anna, para protege-la nesse momento de agonia dela... Nosso momento de agonia.
Vi ela tropeçar antes de eu conseguir ficar do seu lado. Tropeçou em uma raiz solta, esbarrou em uma arvore e caiu no chão. Vi a lateral do braço se colorir fracamente de uma vermelho-vinho, a cor contrastando com a sua pele. Vermelho e branco.
— Anna! — eu chamei desesperado, me abaixando e a puxando para o meu colo.
Sua face molhada, suja de barro e manchada de sangue que escorrera de seu nariz, tinha leves arranhões na testa e seus olhos estavam apertados, bem fechados.
— Não Jon. Não... Eu vim até aqui... Eu não quero... Eu quero ir embora! — Ela balbuciou, agarrando o tecido da minha blusa com força e parecendo prender as lagrimas, apesar nos soluços que a atrapalhavam de falar.
— Pelo amor de deus olhe seu estado! Você está agindo sem pensar, você sabe que não quer isso. — eu murmurei, aninhando sua cabeça em meu colo. Acariciei os cabelos dela.
— Eu não quero! Não quero ficar mais aqui, Jon. Eu quero ir pra casa. Eu quero ficar longe... longe... Por favor, eu quero a flor.
Ela começou a chorar mais, apoiando a cabeça no meu ombro e destruindo minha camisa com suas lagrimas salgadas e seu sangue que secava.
— Shiiw — eu a acalmei acariciando seus cabelos — Anna, olhe para mim. Preste atenção. Não aconteceu nada e eu não vou deixar nada acontecer. Não vamos embora agora.
— É claro que aconteceu! Você não viu? — ela me olhou com aqueles olhos desesperados — Eu sou o impensilio na vida dos dois! Eu não devia ter mexido nisso. Tenho que desfazer aquele desejo, Jon.
— Desfazer o que? Olhe, pare de ser incoerente! — eu a segurei pelos ombros — Giovanna! Olhe para mim!
— Não Jon! Eu tenho que desfazer o desejo. O segundo desejo. Ele tem que poder escolher, sozinho, sem influencia de nada. Jonathan busque a flor! Por favor! Eu não aguento mais toda essa maldita culpa de que eu roubei o amor dele, que é tudo forçado! Ainda mais agora!
— Shiiiiii. Calma... Tudo vai ficar bem. Não é sua culpa, calma.
Ela balançava a cabeça de um lado para o outro, chorando e murmurando que era tudo culpa dela.
Por um momento pensei que ela estava ficando louca, perdendo a lucidez e isso em preocupou. De um modo estranho, ela parecia em seu limite e eu estava assustado como a garota sempre forte que eu via estava daquele modo. De alguma maneira, aquilo tudo era culpa minha certo? Eu havia feito ela acreditar que ela era egoísta e forçara as coisas...
Ouvi alguém se aproximar e levantei o olhar para ver Jacob chegar onde estávamos. Ele parou na nossa frente, colocando as mãos no bolso e soltando um longo suspiro.
— É. Parece que eu estava enganado. Desculpe por isso Anna.
Ela ficou confusa com a frase dele, olhou para mim em busca de respostas, mas tão pouco eu tinha.
— Desculpe? — ela perguntou ainda entre soluços
— Pensei que você era mais forte que eu, quero dizer, para agüentar essa dor. Quando Bella ficava dividida entre eu e o sanguessuga. Lembro até hoje as lagrimas... Não que eu me orgulhe disso.
Não pude evitar uma risada, mesmo com a situação, era engraçado pensar que Jacob Black, uma cara de 2 metros de altura, com mais músculos do que eu já sonhara e Alpha supremo de quase dois bandos já chorara como uma criancinha por causa de uma garota.
Os dois me encararam sérios, e eu pedi desculpas.
— Mas sabe... Eu não me lembro de ficar tão insano quanto você — ele murmurou mais baixo, vindo mais perto de nós.
— Não estou insana. Eu... — ela falou devagar, escolhendo as palavras — Eu...
— Você está confusa. — ele terminou a frase para ela — Eu sei. Se estivesse no seu lugar também estaria. Afinal, ele não tem imprinting com você? Como ele consegue olhar para ela daquele jeito?
Ela o encarou, concordando com um ligeiro e pequeno concordar com a cabeça.
Jacob suspirou alto.
— Bom... Eu sei o que aconteceu. Howtheir me contou antes da festa. — ele murmurou baixo — Eu teria contado antes, mas eu estava... em choque.
— Howtheir? — ela perguntou lentamente, enxugando as lagrimas com o braço em que havia feito um pequeno corte e havia sido manchado de sangue. O movimento acabou sujando mais o rosto.
— O semideus. Acho que te contei que ele agora se comunica comigo, né? Bem, eu sei que vai ser difícil de entender de primeira, porque realmente é bem complexo, e não tenho certeza se entendi tudo, mas... Se eu não entendi errado, de certa forma, você e Caroline são a mesma pessoa.
...
Pêê *barulho de quando o comutador trava*
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|............................Error.............................|
|............Excesso de Informações............|
|.................. Quebrando Dados................|
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Tentando recuperar informações quebradas...
Aguarde...
Aguarde...
Informações recuperadas, prontas para uso.
...
—OQUE? — eu berrei, falando pela primeira vez desde que Jacob chegara.
— Calma, calma vocês dois! Deixe-me explicar isso direito! — Ele se levantou também, tentando nos acalmar — é como... Como... Almas gêmeas. Não, Não, Não. To explicando errado... Olhem, pensem assim: Cada alma é com uma pizza, cortada em oito pedaços. Cada pizza tem uma gêmea, um duplo. Agora Imagine que Giovanna seja uma pizza e Seth, a pizza gêmea. Eles são feitos um para o outro, destinados a ficarem juntos, não importando a dimensão.
Estremeci com aquelas palavras “feitos um para o outro”
— Mas acontece que não existe somente uma única dimensão. Um único mundo. Com o tempo, foram se criando novos e as almas foram obrigadas a se dividirem, como se divide uma pizza. Cada pedaço para uma dimensão — Jacob explicou —Então, é mandado um pedaço da pizza para cada dimensão, junto com um pedaço da outra pizza gêmea, como sendo somente esse pedaço, seu duplo, nessa dimensão.
“Nessa dimensão a alma se comporta como única para seu duplo pedaço, mesmo que a outro pedaço da Anna apareça, o pedaço de Seth continua sendo só do primeiro pedaço... Droga, Isso ficou confuso, ainda...”
“O Pedaço da Alma, Anna 1 é o duplo de Seth 1. Neste caso, você seria o pedaço 2 e o Seth 1, então eles não sabiam o que iria dar, quem ele ira preferir já que dois peçados da mesma pizza nunca ficaram na mesma dimensão... Isso explica bem o campo magnético e o impulso de sentir raiva uma da outra”
— Vo-Você está dizendo que Seth é o duplo da... da... — ela falou com a voz falhando e gaguejando.
— Caroline. — Jacob completou — Sim, Seth é o duplo de Caroline. Desculpe.
Ela arfou. Seus olhos arregalaram e ela foi de retraindo, se ajoelhando, se encolhendo até ficar parecida com uma pequena bola humana. Suas mãos agarraram os joelhos, abraçando-os. Seus olhos, fixos em uma arvore, imóveis... Fora de foco.
Senti uma pontada no meu coração, sentindo um bom pedaço da dor dela. Não pude evitar arfar também. Jacob estreitou os olhos, me olhando estranho. Droga! Eu precisava ajuda-la! Ela estava sofrendo por causa daquele IMBECILRETARDADOFILHODAPUTASERMNOÇÃO do Clearwater!
— Mas se ele não é o duplo dela — engoli em seco, tentando suportar a dor — porque ela sofre tanto por ele?
Jacob franziu o cenho, se agachando ao lado de Anna e passando o braço ao redor dela, como um meio-abraço. Tentando reconforta-la.
— Eu não tenho certeza... Acho que foi o desejo de ela ser o imprinting dele — ele apertou um pouco mais ela — O que vocês disseram que ela fez.
No mesmo segundo que Jacob disse aquilo, os olhos de Anna se fixaram em mim, voltando ao foco imediatamente, só que agora, com um brilho insano. Os olhos dela pareciam queimar.
— Jonathan... Traga a Flor.
— Mas Anna...! — tentei argumentar. Eu sabia que ela não queria realmente isso. Ela realmente amava aquele garoto, por mais que eu odiasse isso, era a verdade.
— Por favor! — Ela me olhou suplicante novamente, com o lábio tremendo e as lagrimas nos cantos dos olhos. As manchas de sangue em seu nariz e na bochecha esquerda toda, deixavam tudo pior.
Eu arriei os ombros, rendido.
— Tudo bem. — eu disse
— Vou leva-la para minha casa. Apareça lá depois — disse Jacob tentando ajudar.
— Obrigado. — Eu dei um leve sorriso para ele. Olhei uma ultima vez para a encolhida Giovanna, tão diferente do que sempre fora e sai de lá. Dei as costas para eles e corri pelo mesmo caminho que viemos, com minha cabeça pulsando, de tantos pensamentos e informações.
Eu faria a dor de Anna parar, mas isso estava errado. Ela gostava de seth. Ela veio até aqui, contra mim, contra todas as possibilidades, atrás dele! Porque ela desistiria agora? Ela não estava vendo com clareza... Aquela não era a Anna que sempre esteve comigo. Giovanna Scavattine nunca desistiria naquela altura do campeonato, nunca quebraria uma promessa. Giovanna Scavattine não chora por qualquer um.
É, mas ela chorou por Seth Clearwater e não foi apenas uma vez.
Droga, eu tinha que admitir que Seth não era qualquer um para ela. Ele era importante e eu não era egoísta. Se fosse para ser comigo, teria sido. Era com Seth. Os olhares eram para Seth, cada batimento cardíaco era por Seth, cada dor era por Seth. Então era com ele que tudo devia se resolver.
Eu faria que Anna me pediu... Depois de ir atrás do Seth. Mais do que nunca eu precisava da ajuda dele e ele provavelmente precisava de uma boa explicação pra tudo aquilo. Eu dei impulso para correr mais rápido, chegar mais rápido ao — Eu não acredito que estou fazendo, mas... — Seth Clearwater e salvar o amor deles.
[...]
Eu ofegava muito quando cheguei finalmente a casa de Anna novamente, sentindo uma pontada na lateral do meu corpo. Ela estava bem mais vazia do que antes, sem todos os convidados e por um momento me perguntei o que teria acontecido depois que nós saimos daquele jeito da festa.
Pulei os degraus da frente e entrei na casa em bater, procurando qualquer alma viva ali. Seria sorte demais ter as duas metas cumpridas em uma tacada só. Sorte que Jonathan Flint nunca teve, então não seria surpresa nenhuma se eu tivesse que procurar o santo Clearwater por La Push.
Subi as escadas com a boca seca, desejando um grande e bem gelado copo d’água. Entrei no quarto correndo para agarrar o vaso e correr atrás de Seth, mas eu congelei assim que vi o que estava na minha frente.
Talvez, eu tivesse mesmo alguma sorte em momentos de desespero.
— Jonathan! — Seth pulou da cama que ele estava sentado e correu até mim — Jonathan! Onde ela está? Eu preciso falar com ela! Ela está sofrendo, eu estou sentindo.
— Ela... O que? Você está sentindo? — eu perguntei perplexo. Pensei que era só uma coisa entre mim e Anna.
— É. Nós sentimos os sentimentos mais fortes dos nossos Imprinting — ele falou automaticamente, como se ele repetisse aquilo pela décima vez — Se ela sentisse muita dor, eu saberia. E eu SEI! Eu estou sentindo também.
Vi ele apertar a mão no peito, como se quisesse arrancar aquela dor. Automaticamente também subi a mão ao peito, sentindo a mesma dor que ele... Mas por que?
A dor dele era justificável! Ele era — mais ou menos — o imprinting dela, mas e eu? Porque eu sentia também?
Eu balancei a cabeça, voltando ao assunto que urgente.
— Olha, Seth, eu não posso te levar até ela, mas eu preciso de sua ajuda... — eu falei e ele prestou total atenção — É sobre a Anna.
— O que é? — ele pareceu ansioso.
Eu nem hesitei um minuto, contei tudo que Jacob disse, explicando com os mesmos exemplos, incluindo o que conversamos depois que Jacob terminou e vi a expressão dele ir ficando pasma, como a de Anna havia ficado. No fim, Seth estava branco como um fantasma.
— Ela... Ela quer desfazer? — ele perguntou com a voz esgoelada — Você veio fazer isso?
— Eu não faria sem falar com você. Eu acho que seria bem mais... Justo se você pudesse falar com ela antes.
Seth ficou me encarando, em silêncio. Por um tempo antes de falar novamente.
— Por que está fazendo isso?
— Porque é o certo a fazer. — eu disse tentando não ligar para o olhar penetrante dele — Era o que eu iria querer se estivesse no seu lugar.
Ele estalou os dentes quando trincou e suspirou alto.
— Obrigado. — Ele sussurrou antes de sair voando da casa, com uma expressão bem triste.
O silencio foi ensurdecedor de imediato ou quase. Eu andei pelo quarto de Anna, indo em direção a sua cômoda e a flor que estava em cima dela.
Alguma coisa me chamou atenção para o lado de fora quando cheguei perto da janela. Havia uma garota de cabelos roxos escorada na parede abaixo da janela, parecendo esperar alguém.
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