Devourer Of Souls

3 E você que me jurava amor eterno.


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Você me faz feliz.. John. – Ele estava sorrindo pra mim, com aquele sorriso maravilhoso.Mas ainda sim é um idiota.

Você não consegue me elogiar sem logo em seguida me chamar de idiota, Katie? – Ele não estava falando sério, mas era verdade.

Você é o meu idiota, John. – Deslizei o dedo sobre o nariz dele, e depois apertei levemente. Ele sorriu de novo.

Sou um idiota por me preocupar com você? – Balancei a cabeça em negação, sorrindo. Ele chegou mais perto e me beijo levemente, só roçando nossos lábios. O sorriso no meu rosto aumentou ainda mais. – Por que sou um idiota, Katie? – E então eu parei para pensar, eu realmente não sabia porque ele era um idota.

Não sei John, mas você é. Agora, por favor, levante dessa cama e vá comprar o nosso café da manhã. Eu estou faminta. E não esqueça que depois temos que arrumar a casa, meus pais voltam hoje a noite, não posso deixar a casa uma zona. Eles me matariam.

O que não faço por você, Katie? Mas, me diz.. O que quer comer, meu amor? – Fiz um bico enquanto pensava, só por que sabia que isso o fazia sorrir. Levou 2 segundos pro sorriso mais lindo do mundo aparecer em seus lábios.

Eu quero um bolo de chocolate com nozes. E também quero uma coca-cola. E John.. compra paçoca pra mim? – Nossas gargalhadas surgiram de uma vez só, e isso nos fez rir mais. Paçoca era mais que um vício pra mim, e já fizemos uma aposta para saber quanto tempo eu ficaria sem comer nenhuma. Resultado? 5 horas.

Katerina, acho que você ama mais uma paçoca do que o seu namorado. – Ele tentou se fazer de sério, mas seus olhos eram doces e gentilmente castanhos. Acho que foi por isso que me apaixonei por ele. Podem achar que é clichê, mas ele é diferente dos outros carinhas que eu conheço. De alguma forma, ele é melhor.

Talvez John, talvez. Mas compre paçocas para mim e lhe amarei mais do que qualquer outra coisa! – Abri meus braços para ele se aconchegar em mim, que ainda estava deitada na cama totalmente descabelada.

Mais do que pandas e paçoca? – Ele ergueu uma sobrancelha, duvidoso.

Muito mais do que pandas e paçoca.

Sendo assim, eu compro, Katie. – E me deu outro selinho, enquanto se rendia, aconchegando-se ao meu abraço. – Compro quantas paçocas você quiser.

Obrigada, meu anjo.

Agora, deixe-me ir. Como você disse hoje a noite seus pais chegam, e não quero arrumar confusão pra você. Comece tomando um banho, e depois arrume a cama. Quando eu chegar, tomamos o café, e arrumaremos o resto. Ok, parceira? – Revirei o resto, sabia que ele era um preguiçoso e não queria me ajudar a arrumar o quarto. Estava tudo uma zona.

Tudo bem, John. Não demore, estou faminta. De verdade.

E então ele me beijou de novo. Dessa vez mais intensamente e por mais tempo. E logo em seguida se levantou, vestiu uma camiseta — ainda não sei porque ele teimava em esconder seu corpo, era perfeito, não era todo musculoso, mas era lindo demais - e sussurrou um "Eu te amo, pequena." enquanto saia porta a fora.

Tomei coragem, me levantei, ainda levando o cobertor junto comigo. Entrei no banheiro, me olhei no espelho. Uou, eu estava horrível. Prendi meus cabelos no alto com um elástico, tirei minhas roupas e as juntei com as do chão num bolo perto da parede. Encarei aquilo suspirando pesadamente, eu tinha que começar a ser mais organizada. Entrei logo no banho, a água estava fria, mas era boa, me ajudava a relaxar. Foi um banho demorado, mas eu estava precisando. Se meus pais estivessem aqui me matariam por demorar tanto.

Peguei o bolo de roupa do chão e coloquei no cesto de roupa suja. Fui até o armário e escolhi uma camiseta preta e um shot jeans claro. Me vesti e logo em seguida comecei a arrumar o meu quarto. Primeiro a cama, depois peguei os pacotes de ruffles que estavam pelo chão e os coloquei na lixeira do quarto, que já estava prestes a explodir. Dei um jeito no meu guarda-roupa, peguei o cesto de roupa no banheiro e levei pra lavanderia. Depois de separar tudo, coloquei as roupas brancas pra bater. Voltei ao quarto e tirei o lixo, já colocando uma sacola no lugar e devolvendo o cesto de roupa suja, sem roupa nenhuma no banheiro. Lavei a louça correndo e passei uma vassoura na casa.

Bem, estava melhor do que antes. Soltei meus cabelos e dei um jeitinho. Depois passei um hidratante e pronto. Tudo estava bem de novo. Olhei o relógio, já fazia 40 minutos que John havia saído de casa, liguei pro celular dele, mas que legal, ele esqueceu na minha casa.

Merda John, cadê você? – Comecei a me desesperar. Esperei mais 5 minutos e nada. Peguei meu celular e sai para a rua tentando encontrar aquele maluco. Avistei a Jane do outro lado da rua e a gritei. Sorrindo ela veio até mim.

Bom dia, Katie! O John não dormiu ai? – Ah, fofoca agora não Jane. Por favor..

Dormiu sim, mas ele saiu faz um tempo para comprar nosso café da manhã.. Não viu ele por ai? – Ela fez uma careta, eu não gostei daquilo.

Bem, eu vi ele na Parker's falando com Sam. Mas já faz uns 20 minutos. – Sabia que tinha coisa ai. Samanta Swen. A pervertida da cidade, loira oxigenada, maldita e cachorra. Não ia deixar Jane perceber que tinha me irritado. Aquela ruiva era a maior fofoqueira, isso sim.

Ah, sim. Obrigada Jane, vou até lá. Se cuida. – .. E vê se morre, acrescentei, mas só em pensamento. E sorri educadamente irônica.

Ok, você também querida. – Falsidade máxima. Isso descrevia aquelas palavras. Por que o que ela estava pensando era: tomara que o John esteja te traindo, sua vaca. Ódio. Era isso que eu sentia.

Corri até o Parker's. E não é que a vaca da Jane estava certa? O John estava lá com a vadia da Sam, que era a ex-namorada dele. Eu ia arrancar o pescoço daquela Barbie! Entrei na lanchonete, calma e com um sorriso no rosto.

Hey, Katie! – Nico me cumprimentou do outro lado do balcão. Ele sempre foi um doce de menino comigo. Aos 12 anos me mandou uma cartinha dizendo que me amava. Eu o adorava, mas como amigo.

Oi, Nico! Passa lá em casa mais tarde que eu te empresto o CD que me pediu, eu já até separei. – Ele sorriu e fez que sim.

Me aproximei da mesa que John e Sam estavam. Ela tinha um decote mega exagerado que mostravam os seus silicones tamanho 48. Uma legítima vaca leiteira. E ele estava com uma sacola, que provavelmente, deveria conter o que eu pedi pra ele comprar. Meu sangue fervia, ele ainda não tinha percebido que eu estava ali. Mas ela sim, e então aconteceu. Eu vi ela sussurrando um: "Me beije, John, agora." E então ele a beijou.

Duas palavras descreviam o que eu sentia naquele momento em que as lágrimas gritavam querendo sair; nojo e decepção.

Notas finais
Então, basicamente esse capítulo foi para dar um fim ao namoro de Katie e John, porque lá na frente precisará disso e seria meio chato ter que parar a história e colocar num flash-back o que aconteceu. E também não quero partir direto pra parte que ela vira uma vadia manipuladora. Eu quero que ela tenha uma história, um porque, uma certa humanidade dentro dela. Espero que tenham gostado.