Devotion
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Capítulo 15
Parte 1 – Elena Gilbert
O filme acabou e desliguei a televisão.
-Obrigada por teres ficado – falei, sorrindo brevemente para Klaus que estava sentado ao meu lado.
-De nada – disse ele e levantou-se.
-Já vais? – indaguei, levantando-me também.
-Vimos um filme, comemos pipocas, bebemos refrigerante – afirmou ele, confuso. – Há mais alguma coisa em que te possa ajudar?
Acenei com a cabeça.
-Preciso de saber uma coisa: porque ficaste quando te pedi?
O seu rosto ficou tenso.
-Boa noite, Elena – ele queria fugir ao assunto, mas porquê?
Passou por mim, mas eu peguei-o pelo braço, obrigando-o a fitar-me.
-Porquê?
Ele continuou a não responder, ficou simplesmente a olhar para mim e a emoção começou finalmente a aparecer nos seus olhos. Dor. Perda. Medo. Ele estava vulnerável devido a algo que tinha acontecido, mas o quê?
-Foi algo que aconteceu em Chicago? – engoli em seco, pensando de novo em Stefan.
-É por isso mesmo que eu não quero falar – afirmou ele, surpreendendo-me. – Sempre que ouves a palavra St… sempre que ouves falar nele, ficas com essa cara. Achas que eu não sei o que é solidão ao fim destes mil anos? Achas que não sei como te sentes: perdida e com medo do Mundo?
As lágrimas vieram-me aos olhos e não as consegui impedir de cair.
-Eu já amei e já perdi. Mas reergui-me sempre mais forte e mais perigoso do que antes. E sabes o que me aconteceu? Eu deixei de acreditar em tudo o que envolvesse emoções. Eu jogo com as emoções das pessoas porque eu sou esse génio do mal que todos dizem que eu sou.
-Não, não és – neguei, vendo a fúria e tristeza aumentar cada vez que ele dizia uma palavra.
-E eu não quero isso para ti, Elena. Tu és doce e carinhosa. Tudo o que uma boa vampira deve ser – ele parou de falar por uns instantes e o seu olhar tornou-se mais brando. — Foi por esse motivo que aceitei ficar contigo esta noite. Não quero que tenhas que reerguer-te como eu fiz, com a vingança de todos os que me atiraram para o chão como o meu pilar.
-Mas continuas a ter sentimentos – afirmei. – Não és assim tão mau como as pessoas julgam.
-Sim, Elena, eu sou. Eu matei a tua tia, tomei posse do corpo do teu professor de História, fiz Stefan tornar-se um estripador. Eu sou mau, Elena, e sabes que mais? Eu não me importo! Porque no final do dia, eu vou sair sempre por cima, com as pessoas a odiarem-me, mas a respeitarem-me.
Saiu de casa, batendo com a porta de casa com força. Sentei-me no sofá, deixando as lágrimas caírem, lembrando-me constantemente da expressão de Klaus quando dizia aquelas palavras.
Seria ele tão mau quanto nós julgávamos? E quem era eu para julgar alguém? Sou uma vampira, quer queira, quer não, matar é o meu instinto e eu ataquei uma pessoa num avião. E quem me impediu de a matar? Klaus.
Talvez Klaus não fosse aquele assassino em massa que eu pensava que era. Ele podia ter assassinado muitas pessoas, até mesmo a minha tia Jenna, mas aquele discurso deixou-me sem hipótese de ripostar. Ele acreditava que era o mau da fita, mas não haveria alguém pior do que ele no mundo?
Claro que havia, Mikael e Esther. Eles eram pais e mesmo assim queriam matar os seus filhos. Ele matou Jenna, relembrei-me, e não o vou perdoar por isso.
Parte 2 – Katherine Pierce
-Kol, acorda – murmurei, beijando o seu peito nu.
-Não – resmungou ele, colocando a almofada em cima do seu rosto.
-Ei – disse, tirando-lhe a almofada do rosto. – Nada de resmungar. Queres continuar ou não com o nosso plano? Porque é muito engraçado enganar Caroline.
-Tens que alisar o cabelo – afirmou ele. – Não gosto. Prefiro os teus caracóis. São tão… Petrova.
Inclinei a cabeça para o lado.
-Sabes que eu não gosto quando dizes o meu apelido.
-E eu já te disse que digo o teu apelido as vezes que quiser – disse ele, sorrindo e beijando-me os lábios.
-Se queremos ir, tenho que sair agora da cama. E tu também – falei, saltando para o chão, correndo para a casa de banho, trancando a porta. Kol podia ser muito pervertido e determinado em relação aos seus objetivos.
-Encontro-te na escola! – exclamou ele.
-Está bem! – falei.
Tomei banho e depois de escolher a roupa, alisei o cabelo. Peguei nas chaves do carro e saí de casa. Estacionei a uma distância segura da escola e depois fui a caminhar.
Entrei na escola e a campainha tocou, denunciando que a primeira aula começaria. Andei pelos corredores até à sala e parei quando a vi a cena que me partiu o coração.
-Elena! – exclamou Caroline, aparecendo no meu campo de visão, de costas. O seu tom de voz era de choque.
Kol largou Elena e olhou para Caroline. Depois os seus olhos focaram-se em mim. Os meus olhos queimaram, mas eu repeli as lágrimas.
-Katerina – murmurou ele.
-Larga-me! – gritou Elena, empurrando-o para o outro lado do corredor.
Caroline e Elena viraram-se para mim, surpresas por me ver ali.
-O que foi? Até parece que viram um fantasma – falei, amargurada.
-Kat – começou Kol, avançando na minha direção em passos largos. – Eu juro que pensei que ela…
-Sim, claro – interrompi-o e quando a primeira lágrima caiu, limpei-a com brusquidão.
-Por favor, acredita em mim.
-Tu estiveste a fingir que eras a Elena este tempo todo? – gritou Caroline, furiosa.
-O quê? Como assim? – inquiriu Elena e ambas vieram na minha direção.
Naquele momento percebi que nunca deveria de ter voltado para Mystic Falls. Maldito Kol por me ter feito ligado as emoções, por me ter feito acreditar que o amor afinal existia. Eu estava a divertir-me com ele, claro que sim, e até podia saber que as hipóteses de ele gostar de mim da mesma maneira que eu gostava dele eram muito poucas, mas aquilo magoou-me o coração há muito adormecido.
Então fiz o que eu sabia fazer de melhor: fugi.
Parte 3 – Elijah Mikaelson
Ela acordou e olhou para os lados. Eu já estava sentado na poltrona, á espera que acordasse.
-Bom dia – disse ela, com voz ensonada.
-Bom dia.
Ela sorriu e sentou-se da cama. Olhou para o seu telemóvel que estava em cima da mesa-de-cabeceira e o seu ritmo cardíaco aumentou.
-Raios! Estou atrasada para uma reunião!
Saltou da cama e pegou na sua roupa, correndo de seguida para a casa de banho.
-Quer que eu vá buscar alguma coisa? – inquiri.
-Não. Não tenho tempo agora – saiu da casa de banho, ajeitando os seus cabelos e vestindo o blazer.
-Gostei muito de o conhecer, senhor…
-Elijah – completei e ela abriu a porta do quarto.
Virou-se para trás e sorriu.
-Até outra vida.
Fechou a porta e eu fiquei uns momentos a repensar na última noite. Tínhamos conversado até adormecer e ela foi educada o suficiente em dizer que podíamos partilhar a cama. Vigiei um pouco o seu sono, mas acabei por adormecer também.
Peguei no meu casaco e reparei que ela tinha deixado a sua mala perto do roupeiro. Olhei para ela por longos segundos e finalmente decidi pegá-la. Havia uma etiqueta com o número de telemóvel e o seu nome: Helen Grayson.
Seria possível? Helen, a esposa do maior investidor e inimigo económico da nossa família, Daniel Grayson?
©AnaTheresaC
Notas finais
Quem está triste por causa de Koltherine? Eu estou :(
NOVA FANFIC - Infinitamente Proibido: http://fanfiction.com.br/historia/338963/Infinitamente_Proibido/ageconsent_ok
Fale com o autor