Devotion

18 Capítulo 18


Notas iniciais
A dupla Elijah+Damon vai-se juntar!

Capítulo 18

Parte 1 – Tatia Petrova

Parti em busca de Katerina. É através dela que vamos atingir Kol – T.

Enviei a mensagem para o telemóvel de Esther enquanto Kol colocava as nossas malas com roupa no porta-bagagens.

-Tens mais ou menos uma ideia de onde podemos começar a procurar?

Kol negou com cabeça, enquanto ligava o carro.

-Nada.

-Então vamos começar por Nova Iorque – falei. – É o melhor lugar para os vampiros se esconderem.

-E se divertirem ao mesmo tempo – completou ele, sorrindo amargo.

-Ei, Kol, nós vamos encontrá-la – garanti, tocando no seu ombro.

Ele olhou para mim por breves momentos e depois arrancou com o carro para fora da mansão.

-É tudo o que eu quero, Tatia.

Parte 2 – Damon Salvatore

-Já reparaste na Emily? – indagou Elijah, olhando discretamente para a mesa ao lado, onde Emily mantinha o seu sorriso politicamente correto, enquanto Daniel, já um pouco bêbedo, dizia alguma piada sem sentido e todos na mesa se riam.

-É uma dinâmica estranha – confirmei, bebendo um gole do vinho branco. – Ela é completamente diferente quando está sozinha.

Elijah acenou.

-Sem dúvida. Achas que ele pode ser agressivo com ela?

-Daniel não tem o melhor cadastro – afirmei. – Já se envolveu em várias lutas em bares e há uns três anos atrás, uma namorada dele teve um acidente grave de carro. O condutor? Daniel.

O meu Original favorito fitou-me com um brilho nos olhos que ao início não percebi, mas depois entendi.

-Elijah, eu não sou o cavaleiro branco – admiti. – Sou mais o das Trevas.

-Pensei que mesmo pertencente às Trevas, fosses um cavalheiro.

Neguei com a cabeça.

-Estou mais interessado em saber o que ele sabe sobre vampiros. E o que ele sabe em relação a mim.

-Podemos matar dois coelhos de uma só cajadada – sugeriu Elijah.

-Não, nem pensar.

-Sabes que eu posso compelir-te a ajudares-me – ameaçou e eu revirei os olhos.

-Está bem – suspirei. – Entre ser compelido a fazer algo contra a minha vontade, não há grande diferença de escolha, mas prefiro ficar com o pouco de livre arbítrio que me resta.

Ele sorriu, triunfante.

-Eu sabia que gostavas de cooperar.

-Como se tivesse tido alguma escolha – resmunguei baixo, acabando de beber o vinho branco que havia no copo.

Parte 3 – Elena Gilbert

-Elena, tu não podes ter sentimentos pelo Klaus! – exclamou Caroline, começando mais um sermão sobre moralidade. – Eu percebo que estejas magoada com o Stefan, mas o Klaus não, por favor! Esqueceste-te da parte que ele matou a Jenna e mais milhões de pessoas inocentes? Raios, Elena, ele matou-te! Tu terias morrido naquele estúpido ritual se John não se tivesse sacrificado por ti!

Respirei fundo, tentando controlar-me.

-Caroline, não é algo que possa simplesmente esquecer.

-É sim! – exclamou ela, olhando-me ameaçadora. – Klaus é Klaus e da próxima vez que ele aparecer à tua frente, recorda-te da maneira como ele matou a tua tia, Elena.

-Está bem, Caroline! – disse, chateada com aquela lição de moral que ela me estava a dar. – Vou embora. Tenho algumas coisas para fazer em casa.

-OK – a sua voz já se tinha tornado mais doce, a voz da minha amiga Caroline, não a voz da Sra. Moralidade Caroline Forbes. – Vemo-nos amanhã?

-Não sei. Depois digo-te alguma coisa – não queria comprometer-me com nada com Caroline. Ela ainda não tinha percebido que eu estava muito confusa.

Saí do Mystic Grill e entrei no meu carro. Havia apenas uma coisa que eu podia fazer para tirar esta dúvida dentro de mim: ir até Klaus.

Liguei o carro e guiei com as mãos trémulas e com o discurso de Caroline na minha mente.

Esqueceste-te da parte que ele matou a Jenna?

Sim, ele tinha matado a Jenna, mas eu também tinha conhecido o seu lado bom e cavalheiro.

Elena, ele matou-te!

Será que não podia haver ali uma ponta de arrependimento? Ele era obcecado por aquele ritual, afinal, a maldição tinha sido posta em cima dele. Eu também me sentiria frustrada se tivesse que esperar mil anos para acabar com uma maldição colocada em mim.

Da próxima vez que ele aparecer à tua frente, recorda-te da maneira como ele matou a tua tia.

Era impossível esquecer, mas e quanto a perdoar? Nós não nos conhecíamos tão bem naquele tempo. Será que ele se arrependia por ter morto a minha tia? E eu? Será que ele se arrependia de ter quebrado aquele ritual?

Estacionei em frente à casa majestosa dele. Vamos admitir, Klaus tinha bom gosto. Respirei fundo, preparando-me para o momento.

Da última vez que tinha visto Klaus, tínhamos falado com honestidade. Ele pintava-se de um maneira escura e distorcida. Eu já tinha conhecido o melhor dele e estava disposta a mostrar-lhe isso.

Bati à porta e a recordação da última vez que tinha batido à sua porta abateu-se. Tinha sido para lhe pedir a ajudar encontrar Stefan. Infelizmente, esse meu pedido para além de se ter realizado, tinha destroçado o meu coração.

Eu ainda sentia a dor de Stefan quando ele me disse que me amava mas que já não me queria mais. Afastei as lágrimas. Agora não era o momento para me lembrar de Stefan. Eu precisava primeiro de desvendar o que sentia por Klaus.

A porta abriu-se e eu fitei os olhos azuis esverdeados.

©AnaTheresaC

Notas finais
O que acharam deste capítulo? O próximo vai começar com o casal Klena e depois vamos voltar para NY onde Elijah e Damon vão começar a colocar o seu plano em prática.O que acham que Emily esconde? Alguma sugestão/teoria? XOXO