Devorador De Almas

1 I - O Dragonborn estar por vir.. (Parte 1)


Notas iniciais
Caro leitor, essa é a primeira parte do capítulo, acabei não fazendo tudo junto mas eu irei tentar escrever o resto o mais rápido possível. E obrigado por ler :]

De repente eu acordo, provavelmente pelo balanço da carroça e do trotar dos cavalos. Estava vestindo farrapos, eu ainda não entendo porque esses guardas imperiais me pegaram, eu só estava levando alguns salmões para casa, e então... Pimba ! Me prendem.

Percebo que junto comigo havia três homens, sem contar o imperial que nos conduzia pela estada. A minha frente havia um loiro com trajes de rebelde Stormcloak, ao lado dele estava um homem também vestindo farrapos, sua cara era manchada de sujeira, talvez fuçasse o lamaçal do chiqueiro dos porcos. E ao meu lado estava um homem que me chamou atenção, vestia trajes diferentes, de certa maneira luxuosos, esse diferente dos outros estava amordaçado.

– Ei, você. Finalmente acordou. – Disse o homem a minha frente. – Sou Ralof. Você estava cruzando a fronteira quando caímos nessa emboscada imperial, junto com nós e esse ladrão.

– Malditos Stormcloaks. Estávamos tranquilos antes de vocês aparecerem. O Império era tranquilo e agradável. – Disse o homem ao lado de Ralof. – Se não fosse por vocês eu pegaria um cavalo e estaria a meio caminho de Hammerfall . Ei você, não deveríamos estar aqui. Os imperiais querem esses Stormcloaks.

– Somos todos irmãos e irmãs aprisionados agora, ladrão. – Respondeu Ralof.

– Silêncio aí atrás. – Disse o soldado Imperial que conduzia a carroça.

– E o que há de errado com esse aqui? – Perguntou o ladrão olhando para o homem ao meu lado.

– Cuidado com a língua, ladrão. Você está falando com Ulfric Stormcloak, o verdadeiro Rei Supremo de Skyrim. – Advertiu Ralof.

– Ulfric? Jarl de Windhelm? O líder da rebelião. – Disse o ladrão. – Mas se capturaram você... Pelos deuses, para onde estão nos levando?

– Eu não sei... Mas Sovngarde nos espera. – Disse Ralof com toda a calma do mundo.

Naquele momento eu engoli em seco, “Sovngarde? Então estão nos levando para a execução?” pensei eu.

– Não. Isso não pode estar acontecendo. Isso NÃO está acontecendo. – Murmurou o ladrão amedrontado.

– Ei. De que vilarejo você é, ladrão de cavalo. – Perguntou Ralof.

– Por que se importa?

– Os últimos desejos nórdicos devem vir de casa.

– Rorikstead. Eu... Sou de Rorikstead.

– General Tullius, o carrasco esta esperando. – Avisou o guarda que estava em cima da guarita de vigília.

– Bom, vamos acabar com tudo isso. – Respondeu o homem de armadura de alta patente imperial, que acompanhava a carroça da frente.

– Shor, Mara, Dibella, Kynareth e Akatosh. Divinos, me ajudem. – Suplicou o ladrão de cavalos.

– Olhe para ele, General Tullius. O governante militar. – Dizia Ralof. – E parece que estão com o Thalmor. Malditos elfos. Aposto que eles tem algo a ver com isso . Aqui é Helgen. Eu costumava me dar bem com uma garota daqui. Imagino se Vilod ainda faz aquele hidromel com Amoras de Juniper. Engraçado, quando eu era pequeno, os muros e torres imperiais faziam eu me sentir seguro.

– Deixe-me ver. – Pediu um menino sentado no chão de uma varandinha de madeira.

– Você precisa ir para dentro, filho. – Pediu seu pai.

– Porquê? Eu quero ver os soldados. – Insistiu o menino.

– Dentro de casa agora. – Ordenou o pai.

– Tudo bem, pai. – Respondeu o menino desapontado, entrando em casa.

Dava para ver o povo curioso em suas varandas, observando a movimentação toda.

Enquanto isso lá na frente o guarda da outra carroça já estava indo mais devagar para estacionar a carroça em frente ao grande muro, perto de uma torre.

– Porque estamos parando? – Se perguntou o ladrão.

– Oque você acha? O fim da linha. – Respondeu Ralof direto como uma flecha.

Vinham soldados imperiais para descer os prisioneiros. “Espere, não somos rebeldes.” Disse o ladrão, mas sem efeito nenhum, os imperiais estavam decididos que só sairíamos de lá sem as cabeças .

– Encare sua morte com coragem, ladrão. – Disse Ralof.

– Mas isso é um engano. – Disse o ladrão.

– Quando falarmos seus nomes se encaminhem para o bloco, um a um. – Advertiu a mulher, em armadura imperial. Provavelmente alguém importante, mas não tanto quanto Tullius.

Ao lado dela estava um homem trajado imperial, com um livro de listagem e uma pena.

– Imperiais e suas malditas listas. – Disse Ralof.

– Ulfric Stormcloak, Jarl de Windhelm. – Disse o listador.

Ulfric caminhou até o bloco.

– Foi uma honra, Jarl Ulfric. – Disse Ralof.

– Ralof, de Riverwood. – Disse o listador.

Ralof se encaminhou até o bloco, junto com Ulfric e outros dois soldados Stormcloaks.

– Lokir, de Rorikstead. – Falou o listador.

– Não. Eu não sou um rebelde. Você não pode fazer isso.

Lokir, o ladrão, então correu em disparada para a estradinha que levava a saída de Helgen.

– Alto! – Gritou a mulher. – Arqueiros!

– Vocês não irão me matar! – Gritou Lokir.

Sem misericórdia e cheio de precisão o arqueiro preparou, apontou e largou a flecha, que voou cortando o vendo e atravessando as costas de Lokir.

– Mais alguém com vontade de fugir?! – perguntou ela com raiva.

– Ei. Você aí. Dê um passo a frente. – Pediu o listador para mim.

Obedeci e dei uns passos a frente.

– Quem é você? – Perguntou ele.

– Me chamo Nikolai. – Respondi.

– Agora é uma má hora para voltar para Skyrim compatriota. – Disse o listador. – Capitã, oque faremos, ele não está na lista.

– Esqueça a lista, ele vai provar o machado. – Respondeu ela.

– Entendido capitã. Me desculpe, mas pelo menos você irá morrer em sua terra natal. – Disse ele. – Siga a capitã prisioneiro.

Então a mulher foi até aquela multidão e eu a segui, todos estavam esperando o machado separar seus pensamentos do corpo.

– Ulfric Stormcloak. Alguns aqui em Helgen o chamam de herói, mas um herói não usa o poder da Voz para matar seu Rei Supremo e usurpar seu trono. – Disse General Tullius. – Você começou essa guerra e espalhou o caos em Skyrim. Agora o Império irá acabar com você e restaurar a paz em Skyrim .

Ao longe um rugido alto e muito estranho assustou todos nós. Anos vivendo na caça e nunca ouvi algo tão estranho, nem imaginava o que era, e talvez, nem quisesse imaginar...

– Oque foi isso? – Perguntou o listador.

– Não foi nada. Vamos continuar. – Respondeu o General.

– Sim general Tullius. – Respondeu a Capitã.

Uma sacerdotisa de Arkhay estava para começar os ritos mas fora interrompida por um Stormcloak, “Cale a boca e acabemos logo com isso” disse o soldado, caminhando até o bloco de execução. A capitã imperial ajoelhou o prisioneiro no bloco, e exímio o carrasco ergueu o machado e o desceu com uma foça incrível. A cabeça do pobre coitado rolou direto num cesto.

– Tão valente na morte, quanto na vida. – Disse Ralof.

– Próximo. O Nórdico esfarrapado. – Disse a capitã olhando para mim.

Então ouviu-se mais uma vez o guincho mortífero, que parecia estar mais próximo.

– Venha logo. – Ordenou a capitã.

Então eu me dirigi até o bloco, a capitão me ajoelhou e então eu observei a torre ao lado, não queria ficar olhando aquele machado maldito cortar minha cabeça fora. O carrasco se aproximou, ergueu a arma. No alto de uma montanha, passou voando uma criatura tão negra quanto a noite, enorme e alada.

– Por Oblivion! Oque é isso?! – Gritou General Tullius.

Ainda empenhando, o carrasco erguia mais e mais o machado. Então finalmente eu consegui ver. O dragão enorme e negro desceu dos céus e pousou na torre, com tanta força que o chão tremeu, o carrasco errou a golpe e se virou para o bicho. A criatura deu um grito tão forte, que o as nuvem formaram um redemoinho, depois ele gritou novamente, e de sua boca saiu um tipo de aura azulada que empurrou tudo a sua frente. Fui lançado mais de dez metros de distância do bloco, e com a visão turva via uma presença a minha frente.

– Venha compatriota. Os deuses não nos darão outra chance. Gritou – Ralof para mim.

Corri atrás dele até uma outra torre, onde estavam outros soldados Stormcloaks e Ulfric.

– Jarl Ulfric, poderiam as lendas serem verdadeiras? – Perguntou Ralof trancando a porta da torre.

– Lendas não queimam vilarejos. – Respondeu Ulfric, sem a mordaça.

– Vamos sair daqui. Agora! – Gritou um soldado.

– Vamos subir. – Falou Ralof.

Corri até o alto da torre e então BAM. O demônio maldito daquele dragão meteu a cara dentro da torre, fazendo um enorme rombo na parede e em seguida ele cuspiu fogo, eu me protegi, e juro... juro que ouvi o dragão gritar... Yol...Toor...Shul... Aproveitando o buraco pulei da torre para uma casa em frente, que estava com o telhado todo destruído. Desci e fui até onde estavam três pessoas, um garoto, o pai dele e o listador. O garoto correu até o pai quando o dragão aterrissou, o listador veio junto e então o dragão cuspiu mais uma rajada de fogo, nós nos protegemos atrás de uma casa.

– Ainda vivo prisioneiro? – Disse o listador. – Se quiser continuar vivo venha comigo.

Então segui ele até um corredor formado por duas casas, se é que aquilo eram casas ainda, mas o dragão apareceu. Nós dois nos esprememos na parede e o dragão cuspiu fogo novamente...

Notas finais
Neste capitulo você conhece o nosso herói da história, Nikolai, sendo que isso é só a primeira parte. Aguardem o resto hein!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.