Devora-me

42 Devora-me


Notas iniciais
Chegamos finalmente ao ultimo capitulo da fic! Lembrando que aiinda teremos mais um cap extra, que será o epilogo!

Meus pés tocaram o chão. Eu estava descalça, e o chão levemente molhado. Senti uma brisa fria tocar-me o rosto, abraçar-me a alma, esfreguei os braços tentando inutilmente me aquecer. Eu estava sozinha. Onde estavam todos?

Onde eu estava?

Uma fina garoa caia novamente, parecia querer lavar minhas dores. Olhei para mim mesma, não havia mais nenhuma marca de guerra, meus machucados e hematomas, todos levados pela chuva. Porque então ainda me sentia tão vazia? Porque sentia desesperadamente que perdi algo?

Eu não sabia onde estava, mas sabia que estava muito próxima ao inferno. O som dos meus pés na lama era o único som audível, meu coração parecia morto e pela primeira vez em muito tempo não mais o senti.

Faltava algo.

Ouvi som de algo se quebrando, era na floresta? Ou estava pisando em meus próprios cacos? Perdida num céu preenchida de neve eu caminhava em uma estrada sem fim, afogando-me em meus próprios anseios, desesperada, só. Bem a frente uma silhueta se formou, meus olhos quase não conseguiram se mantiver abertos. Ele reluzia em uma luz forte em frente a uma enorme porta.

Eu o conhecia?

Um velho de barbas longas, cabelos longos tirou o brilho do meu olhar. Ele me fitou profundamente com um sorriso amável. Eu tive a impressão que o conhecia, mas sua voz não era a mesma.

— Isso é um sonho? – eu perguntei.

— Se você quiser, será!

Meu sonho imaculado, feito de fôlego e pele, mas ainda sinto falta de algo, ainda estou incompleta.

— Onde exatamente eu estou?

— Aqui é o lugar onde as decisões acontecem menina! É aqui que você decide se continuará, — Ele apontou para além do portão, — Ou se retornará para junto com os outros! Você me parece confusa, está só?

Eu acenei a cabeça confirmando o fato.

— Não... – Ele continuou, — Não fisicamente, porque isso é obvio! De quem você precisa quando tudo parece desmoronar?

Ela olhou finalmente para sua própria barriga acariciando ali. Não havia nada, o bebe havia sumido. Skyller sentiu um leve alavancar e finalmente seu coração bateu novamente. Ela olhou para trás e o som da voz dele pareceu tão nítido e audível, como nunca.

— Skyller... – Ela ouviu, agora sabia para onde devia seguir. — Skyller... – A voz aveludada a chamava com veemência, aonde ela chegaria, ela não sabia, mas seguiria onde a voz de Snape estivesse.

— Vá criança! – Ele disse sorridente, — Ela te espera ansiosa.

— Quem senhor?

— A felicidade, menina! A felicidade!

Skyller sorriu enquanto ele se virava entrando devagar mente na intensa luz.

— Senhor?! – Ele se virou pela última vez, — Você não é...?

— Dumbledore? – Ele riu, — Não, não sou! Sou Aberforth, o irmão dele! Quando voltar, diga a ele que cuidarei de Ariana! E diz que nós o amamos!

Ela acenou emocionada com a cabeça enquanto ele desaparecia na luz, enquanto um forte vento pareceu sugá-la para a voz, suga-la para ele. Para sempre, Snape.

***

Skyller sentiu o tecido do lençol sob seu corpo, ela não mais estava no mesmo lugar. A sensação de perda ainda podia ser sentida, mas não era tão forte.

— Sky?! – O timbre forte daquela voz tão máscula lhe causou arrepios, inconfundivelmente era ele, Severo Snape. Com dificuldades ela abriu devagar mente os olhos. A luz intensa entrou pela retina e lhe causou certo desconforto. Inicialmente tudo lhe pareceu desfocado.

“Por quanto tempo mesmo ela esteve assim?”

— Amor, olhe para mim! – Ele segurou forte a mão gélida da garota, e naquele momento ela sentiu-se mais próxima de si mesmo, mais próxima do céu. Suas orbitas cinza seguiram rumo ao homem de negro que estava sentado à sua direita. Mesmo com a visão levemente embaçada, ela podia perceber seu olhar preocupado e angustiado.

— Eu... – Ela hesitou, — Eu estou morta? Estou sonhando?

Ele sorriu, de uma forma encantadora. Um sorriso de lado e charmoso que derreteria qualquer muralha de gelo.

Você não está dormindo e não está morta! – Disse Snape, Estou aqui e eu amo você! Sempre amei e sempre amarei! Fiquei pensando em você, vendo seu rosto em minha mente, durante cada segundo que me ausentei. Quando lhe disse que não a queria, foi o tipo mais atroz de blasfêmia! A forma mais suja de mentira! Mas quero que entenda que precisei afastar você de mim, afastar a presa de seu perigoso caçador! Nada neste mundo doeu mais do que não tê-la perto de mim! Nada pequena doeu mais do que magoá-la!

Skyller sorriu com lagrimas nos olhos. Aquilo era real. O amor que um sentia pelo outro era real, e forte, tão forte que podia quebrar qualquer barreira, até a morte. Finalmente ela visualizou o lugar onde estava. Um local grande com várias camas distribuídas em leitos, lençóis e cortinas brancas. Ala Hospitalar. Poucas pessoas além dela ainda se encontravam ali. Ela olhou para seus braços, e apenas marcas desenhavam historias ali, não havia mais nenhum hematoma, ou ferida. Rapidamente ela olhou para Severo que a fitava curioso, em seu pescoço uma marca de dentes serpenteava ali.

Fora real, tudo que vivi, não foi um sonho. Mas ele estava ali, tão imponente como antes, as cicatrizes não me deixavam mentir, nós havíamos enfrentado uma guerra, havíamos nos ferido e nada doeu mais do que não ter um ao outro. A sensação de perda, de um acordar e o outro não nos pareceu insuportável, intangível. Mas estávamos ali, tudo havia acabado e no fim o que resta é apenas o que nos levou a lutar com todas as forças: Amor e nada mais.

— Como nós...? – Ela perguntou exacerbada.

Snape riu, ele havia obtido a estranha mania de sorrir depois da guerra. O sorriso que me desmoronava o mesmo que deu fim à minha guerra.

— Dumbledore sabia... – Respondeu Snape, — Ele sempre soube! O fato de Voldemort não ter conseguido concluir seus planos fora crucial para a sua derrota! Ele não imaginava que um de seus seguidores pudesse lhe trair dessa forma! Quando Potter viu minhas memórias uma nova força surgiu no menino e logo Alvo soube onde nós estávamos e maestrosamente, de uma forma que só ele conseguiria, nos salvou da morte eminente, curando a picada de Nagini em meu pescoço e curando seus ferimentos! Entenda que, se ele não estivesse vivo, nós também não estaríamos e talvez essa guerra tomasse um rumo diferente...

Skyller sorriu compreendendo a grandeza de seu feito. Se ela não tivesse salvado Dumbledore, nada disso seria possível. Ela escorregou a mão pelo ventre e como em seu devaneio nada sentiu. Uma onda de desespero lhe cobriu a alma, e seus olhos se encontraram novamente com os de ônix.

— Acalme-se meu amor, nossa filha está bem!

— Filha? – Ela disse com lagrimas nos olhos.

— A mais forte e mais linda que meus olhos já viram! Madame Pomfrey disse que ela é um milagre, pois depois de você ter recebido tantas imperdoáveis seria impossível à menina estar viva! Não poderia ser diferente, — Ele disse entre risos, — é tão impertinente quanto você!

— Quero vê-la Severo! Quero tê-la em meus braços, e senti-la! Agora!

Severo acenou com a cabeça e logo a visão dele carregando um pequeno ser, fez com que ela se sentisse finalmente completa. Apesar de Snape nunca ter expressado vontade alguma de ser pai, ele pareceu aos olhos de Sky naquele momento feito para isso. Ele carregava com total cuidado a garota de cabelos espessos e negros assim como os do pai. Tão pequenina e delicada aconchegada ao peito quente de Severo, a garota sorriu ao ver pela primeira vez o rosto da mãe.

Skyller não pode segurar as lagrimas ao sentir ser tão puro e magnífico em seus braços, fruto de algo tão intenso e devastador. A menina de pele extremamente branca e cabelos negros não podia ser mais parecida com o pai, exceto os olhos. Os olhos eram irrevogavelmente dela. Eram grandes e cinza, nos quais Snape sempre se afogava sem pudor algum. A menina de riso fácil tocou docilmente o rosto da mãe e Snape jurou jamais ter visto algo mais belo.

— Como se chamará Severo?

Um silencio tomou conta dele por um tempo enquanto analisava a pequenina.

— Jolie* ! Se chamará Jolie.

— Jolie? – Sky sorriu.

— Sim, porque foi à coisa mais bela que vi quando acordei.

***

Não levou muito tempo até que todos adentrassem o local para verem Skyller. Ninguém mais apresentava marcas de guerra e ela se perguntou por quanto tempo manteve-se desacordada. Pensar nisso lhe corroía a alma. Pensar que esteve tanto tempo longe de tudo que lhe causava alegria. Gina e Hermione quase esmagaram-na com um forte abraço, Harry mantinha-se intacto a fitando com carinho, depois de tantas perdas era difícil acreditar que tudo estava bem. Dumbledore e Minerva sorriam, com a visão de Snape acariciando Skyller e Jolie.

— Oh minha querida! – Disse Minerva se aproximando de Skyller e a acariciando, — Saiba que você foi uma verdadeira leoa – Ela mantinha os olhos rasos e firmes, — Estou tão orgulhosa de vocês todos!

— Não seja tão emotiva Minerva! – Disse Snape com a famosa carranca, — Seus pupilos estão bem!

— Ora, não seja resmungão! Acha que não percebi que estava chorando quando pegou pela primeira vez sua filha? Olha aqui Skyller se Severo não souber como tratar você não hesite heim... Não hesite em mostrar do que as leoas não capazes!

Skyller gargalhou como a muito não fazia. A carranca de Severo havia aumentado e ele estava visivelmente enciumado com toda aquela atenção exagerada e nervoso com a petulância da diretora da Grifinoria. Ela sabia que pouquíssimas pessoas tinham o poder de encabula-lo daquela forma, e naquele momento todas elas estavam ali.

— Não hesitarei. – Respondeu Skyller ainda sorrindo.

— Eu... – Hesitou Harry, — Eu gostaria de te pedir desculpas Snape. – Ele estava visivelmente sem graça, e sem jeito de dizer aquilo. Snape o olhou incerto do que estava prestes a acontecer, as orbitas negras chegavam a cintilar. — Todo ess-e tempo... Eu, ah... Eu julguei você mal! Sempre achei que a qualquer momento você fosse trair as pessoas que amo! – Ele coçou a cabeça envergonhado, — Que tal propormos paz entre a família Potter e a família Snape? – Harry estendeu a mão, esperançoso.

Snape quase não acreditou no que estava acontecendo. Harry filho do arrogante Tiago lhe pedindo desculpas? Isso não podia ser real, sem chances. Severo permitiu que uma fina linha formasse em seus lábios em forma de um sorriso sarcástico, enquanto apertava a mão do garoto.

— Não, Potter! Nada de paz, apenas uma... Trégua!

— Algumas coisas nunca mudam! – Disse Hermione entre risos.

— E outras nós não iríamos querer que mudassem! – Respondeu Dumbledore.

***

Com a ajuda de todos em pouquíssimo tempo o castelo estava novamente como antes. As paredes, o teto e até o gramado fora reconstruído, se não fosse pelas perdas ninguém diria que houve mesmo uma guerra. Naquele dia o salão estava visivelmente bonito. Os lustres chegavam a cintilar no teto, enquanto ele refletia o mais lindo céu já visto. O céu estava finalmente calmo, como a muito não era visto. As estrelas serpentavam pela sua extensão, enfeitando cada nebulosa esverdeada que brincava no alto. As grandes mesas foram retiradas e substituídas por pequenas e delicadas mesinhas na lateral do salão, no centro uma cascata bailava, dando um ar displicente e elegante. As bandeiras de todas as casas foram colocadas no alto, naquele fim de ano não havia uma casa em especial, todas eram vencedoras. E aos poucos as pessoas foram chegando, esperando ansiosamente que Dumbledore aparecesse e desse início ao grande baile.

Um homem de cabelo extremamente lisos e terno alinhado esperava na escadaria. Seus olhos negros antes manchados pela dor, agora sorriam esperançosos. Ele mantinha as mãos nos bolsos como se cada minuto de espera fosse um martírio.

E lá estava ela, com seus cabelos prateados levemente cacheados, jogados em um formoso penteado lateral, deixando-a com um ar romântico. O vestido bege bem cavado na região dos seios, marcando a silhueta perfeita, caia delicadamente pelo seu comprimento, tocando de leve o chão. Skyller descia as escadas enquanto uma das mãos ela pousava no corrimão, e para ele tudo estava acontecendo em câmera lenta, ela era perfeita e era sua. Seu rosto rubro fora tocado por ele, e levemente Severo encostou os lábios nos dela, e só então ele teve a certeza que era real.

— Onde está Jolie? – Ela disse e ele sorriu.

E Skyller podia jurar que aquele sorriso era a única coisa que ela iria querer ver, hoje e para sempre.

— Ela está bem meu anjo! E daqui a pouco nós nos encontraremos com ela!

— Daqui a pouco? – Ela perguntou. — Está pesando em me sequestrar Severo?

“Ele odiava festas”

Ele ofereceu o braço para que ela se apoiasse.

— Passamos muito tempo separados meu bem... E hoje não quero te dividir!

Eles seguiram rumo ao grande salão, ao longe Dumbledore sorriu quando viu finalmente os dois juntos. Os olhos azuis cintilaram tudo estava bem.

— Hoje posso dizer que uma felicidade imensa se apoderou de mim! – Ele começou, — Não posso negar também que metade do meu ser encontra-se em um profundo e eterno luto, pelos heróis que lutaram bravamente. Sei que cada um deles, estará sempre em minha velha memória como parte de mim, como parte do que sou hoje. – Dumbledore parou por um breve momento enquanto analisava os inúmeros rostos manchados de lagrimas no salão, — Mas hoje não há diferenças! Não há rixa e nem competições! Hoje somos todos um só, e de hoje em diante viveremos como um só! Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça. – Ele levantou a taça de vinho como forma de brinde, — Doces, bexigas e sorrisos!

E então a música começou a tocar, e naquela noite todos souberam, seria única e inesquecível.

— A senhorita me daria à honra de uma dança? – perguntou Severo em tom formal.

Skyller sorriu enquanto fazia uma reverencia, entrando na brincadeira.

— Claro professor Snape! – Respondeu sapeca.

Ele a levou até o centro do salão onde outros casais também se formavam aos poucos. O corpo másculo de Severo encostou-se delicadamente ao de Skyller e ela logo sentiu espasmos. Ele passou de leve os dedos na extensão do braço desnudo dela parando por alguns segundos nas cicatrizes que a guerra havia lhe dado de presente, pousando uma das mãos na mão dela. A outra ele depositou na cintura fina marcada pelo vestido, e mais tarde enquanto a guiava pelo salão com passos extremamente calculados, ele afundou seu rosto no pescoço dela, sentindo o doce aroma que lhe embriagava.

— Você não faz ideia do quanto pensei em você. — Começou ele, — de quantas vezes sonhei em estar tão perto de você, como estamos agora! De não ter que me preocupar se estar perto de você poderia te colocar em risco, — Céus, Skyller, eu a seguiria para qualquer lugar. Você é a única coisa boa que sobrou neste mundo. Você e Jolie.

Ela sorriu com a declaração dele, e por alguns segundos imaginou por quanto tempo havia esperado por aquilo.

— O único risco que correrá Severo, será se afastar-se de mim!

— Você está louca querida, não há mais nenhum risco a correr! – Ele disse enquanto uma risada rouca lhe acompanhava.

Ele parou de guia-la na dança olhando-a profundamente nos olhos cinza que o afogavam, e ela sorriu sem nada entender. Do bolso de seu palito Severo retirou uma caixinha preta de veludo que segurou com dificuldades nas mãos tremulas.

— Eu... ah, — ele hesitou nervoso, — Queria lhe pedir isso em um lugar mais reservado, mas Alvo achou que esse seria o melhor momento, e você sabe que não sou muito bom nessas coisas e.... Bom, se você não quiser, eu vou entender, e....

— Menos cinquenta pontos para a Sonserina por não saber formular perguntas condizentes com a ocasião. – Ela o interrompeu o fazendo rir.

“Maldita impaciente. Tudo nela sempre fora prematuro. Desde as primeiras dores, até tornar-se ladra e roubar meu coração!”

— Skyller Jane Lannyester, você aceitaria se casar comigo, e fazer de mim o homem mais feliz do mundo?

Ele se aproximou do ouvido dela em tom safado enquanto lhe cochichava:

— Está bom para você Lannyester?

— Hum, acho que pode fazer melhor! – Ela brincou.

— Isso é um desafio?

— Pode se dizer que sim...

Ele sorriu enquanto a enlaçava pela cintura, e em fração de segundos eles não mais estavam em Hogwarts e sim em uma casa visivelmente luxuosa e confortável.

— Onde estamos? – Perguntou ela.

Snape lhe tapou os olhos enquanto a guiava para dentro.

— Você saberá logo, logo!

Ela sentiu enquanto ele a guiava calmamente por escadas que pareciam intermináveis, para depois parar e lhe retirar a mão dos olhos. Skyller se deparou com uma porta a sua frente, ela o olhou sem nada entender e ele a encorajou a continuar. Delicadamente ela abriu a porta a sua frente e a visão de um quarto com paredes rosa fez com que seus olhos lacrimejassem. As paredes estavam enfeitadas com inúmeros animaizinhos, havia uma confortável poltrona perto do berço no centro do quarto. Jolie dormia tranquila embalada nos braços de Eileen. Severo se aproximou da mãe com um sorriso gentil no rosto e depositou na testa dela um beijo de gratidão.

— Obrigado mãe! – Disse ele, — Mas agora pode deixar que eu continuo por aqui!

Ele pegou Jolie no colo com extremo cuidado, como se a bebe fosse se quebrar a qualquer momento em seus braços e a depositou no berço. Eileen abraçou Severo e Skyller, parabenizando-os, ela não poderia estar mais feliz pelos dois e depois aparatou os deixando as sós.

— Severo eu não sei o que dizer... – Disse ela com lagrimas nos olhos.

— Diga que sim! Porque você ainda não me respondeu...

Ela sorriu selando seus lábios nos dele.

— É claro que sim!

Ele a beijou com volúpia, e sua mão livre finalmente alcançou-lhe a nuca prendendo-a no beijo, enquanto a outra lhe acariciava as costas retirando-lhe o vestido que foi ao chão, junto com as outras peças de roupas a caminho do quarto. As bocas se beijam sensuais e desejosas, pele tocava pele, e mãos exploravam cada centímetro de corpo exposto. Ele sorriu ao vê-la tão entregue o corpo arquejando sob o seu, o suor umedecendo o caminho que ele agora percorria com a língua e retirava o ultimo resquício de sanidade de ambos.

Ela pedia suplicava por só mais um toque, as unhas cravadas nas costas dele, deixando ali marcas de um amor que extrapolava as barreiras do compreendido. A mão delicada deslizava pelo tórax, abdome, e pousando ao redor do sexo dele. Podia fazê-la completa naquele instante, mas precisava de só mais um momento, e o momento veio. Skyller entreabriu os lábios, mordiscando a pele, o tórax, escorregando sobre seu corpo, até se encaixar completamente ao dele. Cinzas se misturaram com pretos, pretos retribuíram intensos. As mãos sobre a cintura cadenciando os movimentos os ritmos, até se tornarem um só. Ela caiu exausta sobre ele enquanto Snape a acariciava em seus braços.

Fossem quais fossem as dúvidas que surgissem no futuro ele sabia que ela seria única, e que a dor jamais lhe atormentaria novamente.