Devora-me
15 A festa de Slughorn
Notas iniciais

Skyller tocou de leve a seda do vestido em seu corpo, enquanto se olhava no espelho. Ela sorriu contente com sua aparência. O vestido vermelho de seda caia até os pés, com algumas pregas em seu comprimento. A cintura estava extremamente marcada com um decote provocativo e profundo que começava desde o colo, até a marcação da cintura. A sombra preta bem feita nos olhos realçava mais a cor azul acinzentada deles, e para finalizar os lábios foram pintados de vermelho, que era sua cor favorita. Skyller colocou seus chicletes de menta na boca e desceu as escadas com uma só certeza: Essa noite seria inesquecível.
***
Severo estava em seus aposentos apreciando seu ultimo copo de uísque antes de descer até a festa de Slughorn. A bebida que antes fora tão apreciada agora parecia não ser suficiente. Havia um cansaço interminável estampado em seu rosto, uma vontade que tudo aquilo não fosse real, que Voldemort não tivesse realmente voltado, que ele não fosse um espião e que a sua vida não fosse baseada em seus erros do passado. Lembrou-se com carinho de Lilian, e também se lembrou de que foram seus erros que levaram a sua morte. E agora mais uma vez a historia se repetia, e ele se perguntava se algum dia teria paz ou se ela viria com a morte. Severo colocou o copo vazio na mesa a sua frente, pensando no que aconteceria esse ano na festa de Horacio. As festas do professor eram muito conhecidas e disputadas entre os alunos para um possível convite.
Ele bufou enquanto caminhava pensando em quem dessa vez se embebedaria e faria alguma loucura. No ultimo ano um aluno da Corvinal se embriagou tanto que conseguiu se declarar para uma garota Lufana, e ainda beijar um professor, e ele assistiu a tudo achando graça. Aquela era uma festa em que as pessoas se soltavam, se embriagavam para esquecer-se dos problemas e faziam loucuras.
Por entre a penumbra dos corredores Severo caminhou. A sua sombra se confundia com as paredes, e seus dias caiam como folhas mortas. Ele abriu a porta do salão e se deparou com um monte de adolescentes rindo e se embriagando. Severo avistou no canto da sala Horacio conversando com Harry e logo depois colocou as mãos nos ombros de uma mulher. Ele a fitou pensando em quem seria a garota que Horacio apresentava a todos com orgulho. Severo caminhou até a mesa de bebidas e lá se sentou apreciando algo que parecia ser um vinho, então ele escutou... A risada da garota encheu o local trazendo espasmos. O cabelo prateado não estava desarrumado como sempre, ele estava arrumado em uma trança lateral, com uma franja que caia aos olhos. As roupas não estavam mais esfarrapadas e rasgadas como Skyller sempre usava; agora ela usava um vestido longo, vermelho e com um decote extremamente chamativo, deixando a mostra a curva dos belos seios. Severo tomou outro gole da bebida enquanto apreciava a pele branca da garota marcada com um batom vermelho chamativo. Ela estava divina, e ele nunca a vira assim. Ele percebeu de longe que a garota já estava levemente alterada. Harry tentava a todo custo sair dos braços de polvo de Horacio enquanto a garota ria das piadas sem graça do professor.
Severo virou-se dando atenção à mesa de bebidas, quando sentiu um leve tocar em seus ombros, ele resetou, e como sempre ela sorriu.
— Olá professor! – Disse Skyller.
— Oi, — Respondeu tentando tirar os olhos do decote provocante.
“Porque essa diaba faz isso? Inferno!”
— Meu rosto fica mais em cima professor! – Disse ela provocando-o, enquanto se servia de outra bebida.
— O que quer garota?
— Nada, só conversar!
— Não temos nada para conversar! – E você não acha que já bebeu demais? Está exalando álcool!
Ela sorriu, enquanto sugava o liquido.
— Não! Só estou começando...
— Onde está seu namorado? Ele não deve estar dando conta do recado não é mesmo senhorita? Ou não estaria aqui, se embriagando! – Ele cutucou maldoso.
— Que namorado?
— Não se finja de desentendida!
— Ah! O Draquinho?
Ele bufou, e ela teve a resposta que quis.
— Ele não é meu namorado! Mas se você quiser se candidatar a “dar conta do meu recado” estou à disposição! – Ela piscou sapeca vendo o mestre corar.
“Sempre uma resposta na ponta da língua, maldita!”
— Ok professor, — Disse ela levantando-se, — Já vi que não terei chance alguma aqui não é? Sei quando não sou bem vinda! Divirta-se.
E seguiu rumo a um amontoado de garotos embriagados.
***
— Ei Mi, o que tá fazendo escondida com uma festa cheia de gatinhos dessa? – Perguntou Skyller vendo à amiga atrás das cortinas.
— Estou fugindo de Cormico! Ele é um saco, fica querendo me agarrar!
Skyller riu da atitude da amiga, vê-la refugiada desse jeito era hilário.
— Vou dar um jeito nisso pra você amiga! – Disse Skyller já saindo das cortinas.
— Ei, sua louca! O que vai fazer?
— Vou dar uma atraçãozinha para esses idiotas! Aproveite o momento para fugir! – Ela piscou.
Skyller tomou mais um gole da sua bebida e pediu a um garoto da Lufa-Lufa que colocasse uma musica mais sensual. Ela subiu sem hesitar um pequeno palanque onde alguns instrumentos estavam. De longe Hermione viu quando os garotos se amontoaram perto do palanque assoviando e jogando gravatas para cima, como prometido ela daria seu show, e ela poderia sair sem ser notada.
“Deus, — Pensou Hermione, Até onde a loucura dessa menina a levará?”
As luzes diminuíram a intensidade, e Skyller se virou de costas para os garotos, rebolando e retirando devagarmente ao som da musica, os botões que prendiam seu vestido. Os garotos iam à loucura, gritando e batendo as mãos no palanque, esperando o gran finale dela. Skyller rebolava até o chão e alguns meninos tentavam tocá-la, completamente enlouquecidos.
Ao longe Horacio conversava com Snape, quando a iluminação foi diminuída.
— Ora vejam só! – Disse Horacio, — Parece que chegou a hora de algum show! Quem será o aluno desse ano? – Ele disse sorridente, tentando enxergar quem estava acima do palanque.
Os dedos de Snape já estavam esbranquiçados pela força que exercia naquele momento, se pudesse já teria matado a dona encrenca só com um olhar. Ao longe ele viu quando ela desceu até o chão, faltando apenas alguns botões para poder ficar totalmente nua na frente de um bando de garotos cabeças ocas e excitados.
— Ei, aquela não é... – Disse Horacio.
— Maldição! – Sibilou Snape praticamente correndo por entre a multidão de alunos que haviam se aglomerado ali.
Com dificuldades ele viu que ela estava a um botão de tirar aquele maldito vestido, e então ele a agarrou por trás, a retirando daquele local a força, recebendo vaias dos meninos. Agora ele finalmente daria uma lição que Skyller jamais se esqueceria.
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