Devora-me

39 A última Batalha


Notas iniciais
Pessoal peço desculpas a todas as leitoras pela demora, mas o Nyah estava em manutençao, e por esse motivo nao consegui postar!!! Capitulo tenso de guerra, por isso segurem seus forninhos pessoal!

With your feet on the air and your head on the ground

(Com seus pés no ar e sua cabeça no chão)

Try this trick and spin it, (yeah) yeah

(Experimente este truque e gire, (sim) sim)

Your head will collapse but there's nothing in it

(Sua cabeça vai entrar em colapso se não tiver nada dentro)

And you'll ask yourself

(E você vai se perguntar)

"Where is my mind?

("Cadê minha mente?)

Skyller não sabia ao certo o que havia acontecido quando acordou. Ela se lembrava apenas de ter encarado as orbitas negras que pareciam ter lhe dito tanto, então ele sumiu. Ele havia dito que a amava e depois partiu, partiu para nunca mais voltar. Então veio a voz, a voz que deixou todos em pânico, a voz que entrou em seus ouvidos lhe chamando. Ela era rouca, mas lembrou-lhe uma serpente, lhe causando espasmos. Ela sentiu-se tonta, com um leve embrulho no estomago. Era como se todo o mundo girasse e depois escurecesse de repente. Quando finalmente abriu os olhos recobrindo a consciência os primeiros olhos que viu eram castanhos. Não eram os negros que ela queria tanto fitar novamente, mas os marrons quase âmbar do lobo. As pessoas ainda corriam desesperadas, mas do seu lado Gina e Hermione ainda a amparavam.

— Você está bem querida? – Perguntou Lupin.

— Sky! O que houve? Responde! – Disse Gina desesperada.

— Eu estou bem! – Ela respondeu sentindo o frio que ficou ao levantar-se e sair dos braços do lobo. — Me senti apenas tonta com todo esse alvoroço!

Way out in the water

(Lá longe na água)

See it swimming?

(Veja-a nadando)

Gina e Hermione a olharam preocupadas. Elas sabiam o que significava tudo aquilo. Skyller estava coberta de feitiços evitando assim que os outros notassem sua gravidez. Ninguém sabia ao certo de quantos meses a garota prateada estava, quatro, cinco talvez, mas essa guerra com certeza estava lhe afetando mais do que os outros. Elas cogitaram como teria sido se Severo soubesse que seria pai. Ele teria abandonado os planos de Dumbledore para fugir com Skyller? De uma coisa elas tinham certeza, se ele soubesse que seria pai, Snape jamais teria partido. Jamais teria deixado à mãe de seus filhos a mercê da sorte, porque agora mais do que nunca ela estava frágil e precisava dele.

— Onde está Harry? – Perguntou Sky quebrando o silencio.

— Está à procura do diadema! – Disse Hermione.

O teto encantado do Salão Principal estava escuro com estrelas dispersas, abaixo dele encontravam-se alinhadas as quatro mesas das Casas com alunos desalinhados, alguns com capa de viagem, outros com robes de dormir. Aqui e além brilhavam os fantasmas da escola, brancos como pérola. Cada par de olhos vivo ou morto fixava a Professora McGonagall, que falava da plataforma mais alta, no topo do Salão. Atrás dela estavam os restantes professores, incluindo o centauro Firenze, e os membros da Ordem de Fénix que tinham chegado para lutar.

— Precisamos ajudar! Não podemos ficar aqui paradas! – Disse Skyller.

Os professores passaram por eles atônitos, e logo Skyller viu quando a professora Sprout e o professor Flitwick murmuraram encantamentos de grande complexidade.

— E agora... Piertotum Locomator! — Gritou a Professora McGonagall ao longe. E por todo o corredor as estátuas e armaduras pularam de seus pedestais e os ruídos estrondosos ecoando acima e abaixo no chão. — Hogwarts está ameaçada! — Gritou McGonagall. — Assumam o perímetro, protejam-nos, cumpram seu dever com a escola!

Tinindo e gritando, a horda de estatuas se moviam desordenadamente algumas delas menores, outras maiores que a vida. Havia animais também e o tilintar das armaduras brandindo suas espadas e esferas presas em correntes. As estátuas se moveram cintilantes seus passos pesados chegavam a estremecer o chão onde passavam. Seus olhares mortais e sem vida estavam fixos em um ponto distante do castelo e para lá caminharam sem hesitar cumprindo seus deveres para com todos. O globo de proteção estava quase formado diante os feitiços que os professores sibilavam. Eram quase imperceptíveis, mas eram tão fortes que um estranho brilho azulado podia ser notado.

I was swimming in the Caribbean

(Eu estava nadando no Caribe)

Animals were hiding behind the rocks

(Os animais estavam escondidos atrás das pedras)

Except the little fish

(Exceto os peixinhos)

But they told me this is where it's gonna talk to me honey bunny

(Mas me disseram que é aqui onde se fala como o Pernalonga)

"Where is my mind? "

(Onde está minha mente?)


Way out in the water

(Lá longe na água)

See it swimming?

(Veja-a nadando)



Skyller observava aflita o amontoado de pessoas que lançavam seus feitiços de proteção. Eles pareciam reluzir no negro céu, ela virou-se a tempo de ver Harry correr rumo à sala de Dumbledore a procura do diadema, Sky apertou a varinha entre os dedos, estava disposta a dar sua vida em prol de todos.

— Sky, Sky, — Gritou Luna no meio da multidão. — Onde está Harry?

Ela apontou para a enorme escada em que o garoto tentava subir com dificuldade.

— Não, ele está indo para o lado errado! O diadema não está lá!

Os olhos cinza se cruzaram por um instante com os azuis de Luna. Não havia mais tempo a perder, elas confirmaram com um aceno de cabeça, e correram com todas as forças que tinham, precisavam mais do que nunca avisar Harry.

***

A capa negra esvoaçava pela orla da floresta. Os passos trêmulos deixavam na terra úmida um rastro de medo e dor. Ele sentiu vontade de chorar, sentiu uma vontade imensa de entregar-se a morte para que tudo isso tivesse fim. Uma gota de suor escorreu pela face pálida, estava exausto. Estava farto de usar mascaras farto de abandonar as pessoas que amava em prol de todos, estava cheio dos malditos finais felizes que todos tinham menos ele. Snape apertou a varinha na mão que já estava esbranquiçada pela força que exercia, ele prometeu a Dumbledore que iria até o fim, e era para o fim que continuou a caminhar. Ao longe um ser que parecia reluzir a luz do luar apareceu. Ele alisava sua varinha com um sorriso sarcástico no rosto de serpente. Severo colocou sua mascara de indiferença novamente, mas dessa vez seria a ultima.

“Se estiver atravessando o inferno, continue andando.”

— Milorde! – Cumprimentou Snape curvando-se.

— Oh, Severo, meu bom cervo! Que bom que se juntou a nós! – Ele mostrou com um aceno de mão orgulhoso a vastidão de comensais que se seguiam atrás dele. Havia muitos, centenas talvez milhares de pessoas que dariam suas vidas medíocres por seu amo, Voldemort.

— Você acha que... Ela virá Milorde? – Perguntou Bellatrix em um misto de excitação e desconfiança.

— é claro que virá! – Ele respondeu mirando o castelo, — Ela não permitirá que seus amigos sofram!

O rosto de Snape se empalideceu em instantes, e um arrepio tomou conta de seu corpo. Ele torceu para que Dumbledore não permitisse que Skyller fosse ao encontro de Voldemort, porque ele sabia que se tratando dela, ela não hesitaria jamais. Um silencio tomou conta do local, faltavam exatamente cinco minutos para a meia noite, foi quando um urro de dor e pavor cortou a noite embrenhando medo na escuridão. As orbitas de Voldemort se voltaram para cima em total choque e horror, e todos ficaram pasmos sem nada entender. Sua face parecia estar quase transparente como um fantasma, ele arfou como se jamais tivesse sentido dor igual, como se alguma parte sua tivesse o deixado para sempre. Bellatrix se aproximou cambaleante prestes a tocá-lo, mas em um instante de fúria, ele ergueu sua varinha com um grito de pavor e ódio e lançando contra a proteção do castelo, poderosos feitiços. A linha que se formou como um raio de sua varinha até a copula parecia reluzir de tanto poder, clareando o breu em que se encontravam. E em questão de segundos eles puderam ver a proteção ser quebrada aos poucos, rachando como vidro. O estrondo se seguiu como um trovão, e os olhos de todos se voltaram para cima, já sabendo o que acontecia a seguir. Ele quebrou o feitiço em um mover de varinha e seus olhos agora rasos encararam Severo com pavor, ele sabia que naquele momento alguém teria destruído uma de suas Horcruxes. Voldemort caminhou rumo à escuridão com a serpente em seu encalço.

— Venha Nagini, precisamos te manter em segurança!

***

With your feet on the air and your head on the ground

(Com seus pés no ar e sua cabeça no chão)

Try this trick and spin it, yeah

(Experimente este truque e gire, (sim) sim)

Your head will collapse but there's nothing in it

(Sua cabeça vai entrar em colapso se não tiver nada dentro)

And you'll ask yourself

(E você vai se perguntar)

"Where is my mind?

(Cadê minha mente? ")

Quando Skyller finalmente se deu conta, tudo havia começado. A proteção em volta do castelo havia sido quebrada e os comensais entraram com força total. As pessoas se agitaram, em seus rostos estava estampado nada mais que pavor, ela segurou com força sua varinha e esperou por eles.

— Conseguimos! – A voz soou excitada atrás de Skyller a assustando, ela se virou ainda com a varinha em punho e deu de cara com Rony e Hermione completamente ensopados, ela olhou sem entender , então eles continuaram, — Nós destruímos a taça de Helga Lufa-Lufa! Nós destruímos mais uma Horcrux!

Skyller sorriu enquanto o brilho tomava conta novamente de suas orbitas. Destruir as horcrux significava deixar Voldemort mais fraco dando-lhes mais chance de ganhar essa guerra.

— Onde está Harry? – Perguntou Skyller enquanto desviava-se de um feitiço.

— Ele sumiu no mapa! – Respondeu Rony, — Estava aqui e depois sumiu!

Skyller olhou para Hermione em um milésimo de segundo, e tudo pareceu ficar claro como o dia.

— A sala precisa! – Disseram uníssemos.

Eles correram atrás da sala precisa. Atrás deles inúmeros feitiços eram lançados, uma batalha começava. Skyller se desviou de mais um feitiço lançado por um comensal, parecia estar sendo perseguida. Ao longe ela ouviu uma conhecida risada que lhe entrou pelos tímpanos estilhaçando como vidro ao tocar no chão. Ela parou como se mais nada importasse, como se a guerra estivesse lhe chamando, havia algo no tom daquela voz, algo na forma que a brisa lhe tocou o rosto que a fez fadigar. Hermione e Rony olharam para a garota, apreensivos, em seus olhos manchados de perdas eles viram uma força nascer, ela estava pronta.

— Continuem sem mim! – Disse Skyller virando-se para o lado oposto.

— Ei, Sky aonde você vai? – Perguntou Hermione.

— Achem Harry, e ajudem-no a destruir as outras Horcruxes! Essa batalha é de vocês e não minha... A minha está acontecendo em outro local!

Quando ela disse isso, uma explosão a cima de suas cabeças pode ser ouvida: Todos os três olharam para cima conforme cinzas caíam do teto e ouviram então um grito distante. Skyller correu para a batalha enquanto os dois continuaram seu caminho. Estava claro, quando ela voltou ao corredor no andar de baixo, que nos minutos em que ela passou a procura da Sala Precisa a situação no castelo tinha se deteriorado severamente: As paredes e o teto estavam balançando pior que nunca; o ar foi tomado de poeira, e através da janela mais próxima, Skyller viu estouros de luz verde e vermelha tão perto da base do castelo que ela soube que a muito os Comensais da Morte já haviam tomado conta de todo o castelo. Olhando para fora, Sky viu Grope o gigante ondulando, balançando, o que parecia uma pedra gárgula caindo do teto e gritando seus desprazeres. Skyller olhou rapidamente para o lado e lá estava ela a dona de um riso estridente e um olhar enlouquecedor. Bellatrix a mirava com escárnio enquanto dava atenção a uma mecha de seu próprio cabelo.

— Skyller! – Bellatrix praticamente cuspiu o nome dela, — A vadiazinha que é disputada por todos! Sabe que, eu realmente não vejo nada de especial em você!? Uma garota sem sal e tão... Desbotada!

Skyller segurou com força a varinha apontando para a bruxa. Havia algo nela que sempre lhe causava arrepios, algo na forma como ela pronunciava seu nome ou em como seus olhos transmitiam maldade.

— Do que está falando?

Bellatrix sorriu novamente, mostrando os dentes amarelados.

— Ah, não se finja de idiota! Acha que eu não sei que Severo está tentando enganar o Lord das trevas? Eu sempre soube que ele não era confiável, mas o Lord nunca me escutou! – Ela passou a língua entre os dentes, — Isso não vai dar certo querida! Acha mesmo que o Lord seria enganado por uma fedelha mimada e um velho professor de poções? Espero que se lembre de que nós não gostamos de traidores!

Skyller sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo. “E se Voldemort descobrisse tudo? Faria com Severo o mesmo que fez com seu pai?” – Pensou ela. Uma gota de suor percorreu seu rosto pálido de terror. “Não, ele faria pior! Ele faria pior porque ele a quer!”

— Crucio! – Sibilou Bella.

— Protego! – Respondeu Skyller magistralmente.

— Estupefaça! – Disse Bellatrix raivosa.

— Expelliarmus! – Disse Sky com um sorriso no rosto.

Bellatrix sorriu com seus olhos vidrados.

— Conhece esse? – Ela disse sarcástica, — Sectumsempra!

Por um momento Skyller se sentiu imóvel. Ela queria poder dizer um contrafeitiço e sabia como fazê-lo, mas não o fez. Aquele feitiço sibilado com tanta maldade para matá-la, fora criado pelo homem que tanto amava. “O que ele diria ao saber que a sua criação fora responsável pela morte de duas pessoas? Ele saberia algum dia que seria pai?” Em seus olhos prateados refletia um raio verde que vinha em sua direção, ela tentou se mover, mas não pode. Então fechou os olhos esperando que a dor lhe atingisse sanando todas as outras, mas isso também não aconteceu.