Devils Game
1 Devils Game - One-shot
Notas iniciais
Narrador — Foi em uma noite chuvosa, no final de dezembro. Enquanto a menina dormia calmamente no banco do passageiro, sua mãe dirigia em uma estrada escura. Por algum motivo desconhecido as duas tinham um poder muito incomum elas podiam ver espíritos e demônios. Enquanto dirigia viu um cachorro atravessando a estrada e desviou, mas por causa da chuva o carro derrapou e bateu. A mãe da pequena menina estava sem cinto e morreu na hora, deixando sua filhinha sozinha neste mundo.
Passaram-se 2 anos desde o acidente e garota agora tinha 12 anos. Depois do que aconteceu com sua mãe, Helena. A garota que se chamava Alice se mudou para a cidade grande para morar com seus avós, em um apartamento no leste da cidade.
Alice – Ainda é esquisito morar em um lugar tão alto, realmente não entendo as pessoas de cidades assim, não é de se assustar que de vez em quando passa na TV que algum fulano se suicidou ou foi jogado pela janela de algum prédio. Francamente, 7° andar? O 2º andar estava ótimo...
Narrador – Dizia a si mesma enquanto olhava pela janela de seu quarto improvisado.
Avó – Falando sozinha de novo... Você é igual a sua mãe.
Narrador – Sua vó, Carolina, dizia com um sorriso, porém seus olhos mostravam traços de tristeza pelas lembranças de sua falecida filha. Alice pensou em o quanto deve doer para uma mãe perder uma filha, ainda mais sua única filha. Ela decidiu mudar de assunto.
Alice – Desculpe por ficar reclamando, é que eu não gosto muito de lugares altos... Você está precisando de algo no mercado? Se quiser eu posso ir até lá e comprar para a senhora.
Avó – Ah, sim. A farinha acabou e eu estava pensando em fazer um bolo hoje.
Alice – Certo, vou ao mercado então.
Narrador – E Alice vai até o mercado perto do prédio de seus avós, sem nem mesmo imaginar o que iria acontecer em alguns minutos. Ela chegou ao mercado e comprou a farinha, enquanto voltava para casa ouviu uma voz atrás dela, uma voz muito mais que conhecida, fazendo-a parar de andar e ficar aonde estava.
Helena – Alice... Eu estou aqui... olhe para trás...
Narrador – Alice se vira e se não conhecesse sua habilidade incomum, ficaria totalmente em choque, mas ela ficou feliz.
Alice – Mãe!!
Narrador — Disse ela com lagrimas nos olhos correndo até sua mãe. Mas, no momento que ia a abraçar, Helena simplesmente desapareceu. Alice tropeçou e caiu no chão.
Mulher – Ei, garota, você está bem? Se machucou?
Narrador – Disse uma mulher que se aproximou dela, mas ela praticamente não ouviu, sua mente estava centrada no por que o espirito de sua mãe apareceu para ela e logo em seguida desapareceu. E depois da emoção passar, ela começou a pensar e ficou chocada, pessoas que fazem mais coisas ruim do que boas, vão ao inferno quando morrem, pessoas que fazem mais coisas boas vão para o céu e pessoas que não fizeram nada de bom e nada de ruim ficam com suas almas presas na terra. Sua mãe era uma pessoa muito boa, estava sempre ajudando os outros e se preocupava com todos, se algum dia em sua vida fez algo ruim, nunca seria páreo a quantidade de coisas boas que ela fez. Até que Alice chegou em uma conclusão perturbadora , assustadora e extremamente desesperadora.
Alice – Não... pode ser... Não era minha mãe... Era... Era..
Narrador – Algumas pessoas vivem dizendo seu nome, por brincadeira ou até mesmo o louvavam, mas ela o conhecia, sabia o quanto era maligno e que quando escolhe uma pobre alma para ser seu objeto de diversão não pararia até se cansar e ir atrás de outra.
Alice – Desta vez sou eu...
Narrador – Enquanto Alice entrava em panico mentalmente seus avós estavam começando a ficar preocupados.
Vó – Fernando, não acha que a Alice esta de morando para voltar?
Vô – É, você tem razão... Acha que eu deveria ir atras dela?
Vó – Sim.
Narrador – Fernando, avô de Alice vai atrás dela, deixando Carolina sozinha. Após seu marido sair ela começou a sentir algo estranho em torno de seu apartamento primeiro decidiu ignorar achando que pudesse ser apenas sua imaginação, mas aquilo continuou. Ela passou a sentir como se não estivesse sozinha, deixando – a perturbada.
De repente, a porta do apartamento, que estava trancada, abriu.
Avó — Meu deus! Como ela abriu?
Narrador – Ela foi até a porta para fecha – la novamente, porém, antes mesmo de chegar na porta ela fechou novamente, fazendo – a se assustar e cair no chão.
Avó – O que esta acontecendo aqui?
Narrador – Depois de andar um pouco, Fernando encontra sua neta, ainda no chão e com a cabeça pra baixo.
Avô – Alice, O que foi? Porque esta no chão?
Narrador – Alice olha para seu avô e faz ele ficar assustado, ela estava com uma cara horrível. Seu rosto mostrava um misto de sentimentos ruins como panico, medo, angustia. Ela tremia, tremia muito, mas não chorava, simplesmente não conseguia.
Avô – Ei! O que foi? Diga logo! Alguém machucou você? Te ameaçaram? Vamos fale algo!!
Alice – Não houve nada... eu só tropecei. Você... veio me buscar certo? Vamos, eu já estou melhor. Não se preocupe.
Narrador – Fernando sabia que sua neta tinha mentido sobre “estar bem”, mas decidiu fazer um interrogatório quando chegassem no apartamento. Quando chegaram Carolina estava no sofá encolhida e assustada.
Vô – Carolina!
Narrador – Quando viu que seu marido e sua neta chegaram correu até Fernando.
Vó – Tem algo aqui! Quando você saiu a porta abriu e fechou sozinha!
Vô – Impossível! Eu a tranquei antes de sair.
Vó – Exatamente, estava trancada, mas ela abriu sozinha. Além disso eu me senti mal... Era como se o próprio Satã estivesse aqui —
Alice – Não diga o nome dele, não o chame! Se ele responder você irá se arrepender!!!
Narrador – Ela aumentou um pouco sua voz por causa da irritação.
Vó – Alice? O que foi?
Vô – O que você quis dizer com isso?
Alice – Ah... Esquece o que eu falei... Eu só não gosto de ouvir o nome dele, só. Então, por favor, apenas não diga mais esse nome.
Narrador – Depois disso, Alice foi para seu quarto e se trancou la.
Vô – O que deu nela hoje?
Vó — Eu não sei... Só acho que deveríamos sair desta casa. Tem algo de ruim aqui.
Narrador – Mal sabiam os dois avós que o mal não estava na casa em si, que até que ele conseguisse o que queria, não os deixariam em paz, ou melhor, não deixariam sua neta em paz.
Alice estava deitada em sua cama, olhando para o teto do quartinho onde ela passou a dormir depois de se mudar para lá.
Alice – Ele tentou fazer algo com minha vó... Não aquilo era um aviso. Se eu não sair daqui algo ruim ira acontecer com meus avós.
Narrador – Alice tomou uma decisão. Iria sair de lá. Ser perseguida por “ele” já era ruim demais, colocar duas pessoas que lhe cederam sua casa a ela em perigo era inaceitável!
Helena – Alice, por esta tentando fugir de mim? Eu sou sua mãe!!
Narrador – Alice levantou de sua coma com um pulo.
Alice – Saia daqui!
Narrador – Ela tentou dizer isso de uma forma intimidadora, mas a fraqueza em sua voz e seu olhar que demonstrava um medo muito maior do que quando via um espirito, tornou a intimidação obviamente impossível.
Helena – Porque está sendo cruel comigo? Alice sou eu —
Alice – Não! Você não é minha mãe!! Tenho certeza que ela está no céu agora!! Eu... sei quem é você!
Narrador – A pessoa que dizia ser sua mãe riu, de um jeito um tanto desumano, um jeito maligno, porém ainda com a voz da falecida mãe de Alice.
Helena – É? E então quem eu sou? Diga meu nome. Realmente,seus avós fizeram você ficar mal educada, antes você nunca teria aumentado nem um pouco sua voz ao falar comigo.
Narrador – De inicio , Alice hesitou, mas se lembrou que quando mais fraqueza ou medo mais ele iria dominar seu coração e sua alma com mais sentimentos bem piores.
Alice – Não fale deles desse jeito! Você tem razão, eu nunca trataria minha mãe desse jeito, mas você não é ela!!
Helena – Certo, cansei desse jogo. Seria mais legal se você não tivesse percebido tão rápido. Bem, vou ter que brincar com você de outro jeito.
Alice – Como?
Narrador – Ela não conseguiu evitar sua voz de sair fraca.
“Helena” — Que tal um jogo de escolhas?
Alice – O quer dizer com isso?
“Avô – Carolina! Pare! O que você esta fazendo?”
Narrador – A voz de seu avô gritando ecoou por todos os cômodos da casa.
Alice – O que ouve??
“Helena” — Eu posso mexer com a mente das pessoas, posso fazer com que elas me vejam como eu quero, mesmo eu não tendo mudado realmente e também posso controlar elas como bem entendo. Claro que eu tenho outros poderes, mas não há necessidade de você saber disso.
Narrador – Alice saiu de seu quarto correndo e quando chegou a sala viu seu avô com um corte profundo no braço que sangrava muito e sua vó com uma faca na mão cheia de sangue. Sua avó não tinha expressão alguma seu rosto estava de um jeito frio e sem emoção. Seu avô gritava de dor com uma voz agoniante.
Alice – Vó! Porque —
“ Helena” — Não adianta tentar falar com ela, Carolina está dormindo. Quem está fazendo seu corpo se mexer sou eu. Bem, vamos ao jogo. As regras são bem simples. Você tem duas escolhas, sua avó ou seu avô. Simples, não é?
Alice – Como assim minha vó ou meu vô?! Esta dizendo que vai matar um deles?
“Helena” — Claro que não. Porque eu faria isso? Não irei matar nenhum deles. Sua avó pode matar seu avô ou... Você pode salvá-lo matando ela.
Alice – O que??? Eu não posso matar minha própria avó!!!
“Helena” — Ah, então escolheu sua vó?
Alice – Não! Quer dizer... Eu não tenho como escolher um deles! Eles são meus avós!!!
“Helena” — Ah, então posso eu mesmo matar os dois, certo?
Alice – Não!!!
“Helena” — Então pegue isto.
Narrador – O demônio deu a ela um taco de beisebol que era do avó de Alice.
Alice – Aonde você —
“Helena” — Carolina continue.
Narrador – Carolina foi até seu marido e se abaixou dando um facada no outro braço de Fernando.
Avô – Ahhh!
Narrador – Fernando deu outro grito de dor, deixando a neta desesperada, ela sabia exatamente para que usar o taco de beisebol de seu avô , que costumava jogar beisebol quando era mais jovem, mas nunca conseguiria matar sua própria avó , que cuidou dela quando ela mais precisou e nem deixá-la matar seu avô que sempre foi legal com ela e até mesmo esta pegando seus estudos. Ela não sabia o que fazer.
Sua avó passou a esfaquear o apenas o braço direito. Seu avô voltou a gritar.
Alice correu até eles e tentou impedir que sua avó continuasse a esfaquear Fernando, mas por algum motivo ela não tinha a força de uma senhora de 63 anos comum ela estava mais forte empurrou Alice e fez um corte que não profundo em seu rosto.
Alice nem se importou com o corte, ela viu que era inútil tentar tirar sua vó de cima de seu avô, e teve que tomar logo uma decisão porque seu avô estava começando a morrer por falta de sangue.
Alice – Desculpe.... Vó.
Alice pegou o taco de beisebol bateu ele na cabeça de sua vó, fazendo ela cair de lado. A fraqueza do coração de Alice fez com que o demônio conseguisse encher o coração dele de sentimentos ruins que nunca sequer ela sentiu na vida, fazendo ela naquele momento enlouquecer e ela continuou batendo e batendo até que “ele” fica satisfeito com sua brincadeira cruel e faça ela ficar sã novamente.
Quando se deu conta do que fez entrou em desespero, ela chorou, gritou e sentiu ódio de si mesma. Ela se recompôs novamente ainda com ódio de si mesmo e foi até seu avô, mas ele já estava morto.
Alice – Até... ele. Tudo por minha culpa... Eu ainda... matei minha vó e nem mesmo salvei meu avô...
Narrador – O ódio que sentia de si mesma estava cada vez maior, ela foi até seu quarto e começou a olhar para a janela. Quando ia pular segurada e jogada em sua cama.
“Helena” — Não, não. Você ainda não entendeu? Você é meu brinquedo de tortura até eu me cansar de você, até eu me canse você ira continuar viva.
Narrador – E então o demônio deu outra risada maligna ainda com a aparência de Helena aos olhos de Alice, e simplesmente desapareceu do quarto da garota.
Alice não se levantou da cama e nem olhou para o demônio a sua frente, ficou la deitada em sua cama estando coberta de sangue manchando o lençol com um vermelho escarlate.
No dia seguinte um vizinho bateu na porta e ninguém o atendeu. Ele percebeu que a porta esta meio aberta, mas não reparou na pequena mancha de sangue na maçaneta. Quando abriu a porta ficou chocado com o que viu, os seus dois vizinhos no chão mortos e cobertos de sangue. Porém a neta deles não estava mais la. Ela havia fugido para um lugar onde o cruel demônio não a achasse. Mas ela mesma no fundo sabia que até que ele se canse, era impossível fugir.
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