Kuzuha e Mitsuro estão caminhando para a escola.

"Percebeu como você parou de gaguejar perto de mim ?" — Kuzuha pergunta.

"Eu disse que não costumo gaguejar quando me sinto confortável com alguém." — Mitsuro diz. "Bom, já moramos juntos há alguns meses."

"Faz sentido." — Kuzuha diz. "Que bom que você se abriu mais pra gente. É legal te ter por perto, e tudo mais."

A bruxa se envergonha. "J-Jura ?"

Excalibur chega, entrando no meio dos dois, e põe os braços no ombro deles. "Yo ! Como vão os meus pombinhos favoritos ?"

Mitsuro fica extremamente envergonhada. "C-C-C-Casal !?"

"Yo, empregada. Fala aí, você viu a loirinha ?" — Kuzuha pergunta.

"Cinco…" — Excalibur diz.

"Eh ?" — Kuzuha diz, confuso.

"…Quatro… Três... Dois…" — Excalibur diz.

Antes da empregada terminar de contar, Noelle chega, furiosa e ofegante. "Hah… Hah… Eu te mato, sua putain de servante… !"

"Qual a boa, dessa vez ?" — Kuzuha sussurra para sua amiga.

"Nada de mais, sabe. TALVEZ eu troquei o shampoo dela por detergente, mas isso é só uma hipótese." — Excalibur sussurra.

"Você é maligna." — Kuzuha sussurra.

"Não, eu sou caótica neutra." — Excalibur diz.

O delinquente limpa sua garganta. "Poxa vida, loirinha. Por que toda essa raiva ?"

"Essa putain de servante trocou o meu shampoo por detergente !" — Noelle diz. "Agora, meu cabelo tá parecendo palha !"

"Então não mudou nada-" — Kuzuha diz, se interrompendo quando a jovem olha para ele com pura fúria e sede de sangue em seus olhos.

A empregada põe as mãos na nuca e começa a assobiar. "Não tô lembrada disso, não."

"Grr ! Você me paga !" — Noelle diz, tentando agarrar a empregada, que se esconde atrás de Kuzuha.

"E-Ei ! Não tenho nada haver com isso !" — Kuzuha diz.

"Socorro ! Tem uma loira oxigenada tentando me matar !" — Excalibur diz, zombando de sua amiga.

"GRR ! EU VOU QUEBRAR SUA CARA, PUTAIN DE SERVANTE !" — Noelle grita, bufando de raiva.

As duas começam a correr em volta do delinquente.

"Dá pra parar de correr em volta de mim ?! Ei, Tsu ! Dá uma ajuda aqui !" — Kuzuha diz.

A bruxa está perdida em seus pensamentos, envergonhada. "…C-Casal...

O delinquente solta um suspiro. "Eu perdi completamente o controle da minha vida, e ela virou uma sitcom de mau gosto…"

Excalibur continua zombando de sua amiga. "Loira oxigenada~ Loira oxigenada~" — Ela mostra a língua para a jovem. Desconcentrada por causa das brincadeiras, a empregada acaba caindo. "Ugh…"

Noelle pega ela pelas bochechas e começa a apertar. "Me chama de loira oxigenada mais uma vez e você fica careca, me ouviu ?!"

"D-Desculpa ! Não vai rolar de novo !" — Excalibur diz.

A jovem solta sua amiga e cruza seus braços. "Bom mesmo. Humpf !"

Algum tempo depois. Na sala de aula.

Kuzuha está olhando para uma janela, perdido em seus pensamentos. "Aquela visão... O que aquela pessoa tava tentando me falar ? E o que aquelas vozes disseram ? Pô ! Isso tudo é complicado demais pra minha cabeça !"

"KUZUHA !" — A professora grita.

O delinquente volta a realidade. "Eh ?"

"Espero que esteja prestando atenção na aula." — A professora diz.

"Mas é claro que eu estou, digníssima tutora. Química é a minha matéria favorita. Não sabe o quão grato eu sou por ensinarem ela nas escolas." — Kuzuha diz, debochando da sua professora. "Agora, se me der licença, preciso voltar a ter um devaneio sobre sua bela matéria."

Noelle dá uma cutucada escondida nele. "Que falta de educação !"

"Me deixa em paz, loirinha !" — Kuzuha sussurra.

"Então química é a sua matéria favorita, huh ? Já que é assim, qual é a fórmula química do vitríolo ?" — A professora pergunta.

"Hmm… Boa pergunta." — Kuzuha diz, pensativo. Ele começa a coçar seu queixo, pesando em algo.

"Boa sorte tentando advinhar uma coisa que eu ainda não ensinei, seu garoto arrogante." — A professora pensa. "Agora que sua palhaçada acabou, pode preste mais atenção nas minhas aulas-"

"Duas partículas de Hidrogênio e quatro de Enxofre e Oxigênio. Pra encurtar, H2SO4." — Kuzuha diz, com um sorriso presunçoso.

Todos os alunos ficam chocados com a resposta precisa e confiante do jovem, incluindo Noelle.

"M-Mas o quê !? Eu passei a maioria da minha infância num laboratório e nem eu sei disso !" — Noelle diz, incrédula.

"Agora, se me der licença, eu preciso voltar aos meus pensamentos." — Kuzuha diz.

"Não tão rápido, mocinho ! Não sei como acertou isto, mas eu não terminei ainda." — A professora diz, brava.

"Com todo o respeito, Protactíneo, Urânio, Nobélio, Selenio, Urânio, Cobre." — Kuzuha diz.

"E o que isso significa ?" — A professora pergunta.

O delinquente dá de ombros. "A professora de química aqui é você, não eu."

"Ora, seu ! Saiba que eu sei ! Só não quero explicar o que é ! Agora, preste atenção na minha aula !" — A professora diz, tentando esconder seu ódio. Ela se vira e começa a escrever na lousa, batendo o giz com força.

Kuzuha continua com o sorriso presunçoso em seu rosto.

"O que isso significa ?" — Noelle sussurra para seu amigo.

"Confia em mim, você não vai querer saber." — Kuzuha sussurra.

Algum tempo depois. Já é hora do intervalo e Kuzuha, Noelle e Mitsuro estão sentados, conversando.

"É, por essa eles não esperavam. Você tem que estudar na nossa sala, Tsu. Tá perdendo coisas ótimas. Hahaha !" — Kuzuha diz.

"Como é que você sabia dessas coisas ? Eu nunca te vi na biblioteca." — Mitsuro diz.

"Eu não sou TÃO idiota assim." — Kuzuha diz. "Qual é ! Eu tenho cara de quem NÃO sabe a tabela periódica de cor ?"

"A resposta sincera vai doer..." — Mitsuro diz.

"É, deixa quieto." — Kuzuha diz.

"Como é que ele sabia a resposta… ? Eu nunca vejo o Kuzuha estudar, pegar um caderno ou livro, nem pesquisar nada. É meio específico demais ter a tabela periódica inteira na cabeça só por ter." — Noelle pensa, curiosa.

"Se usar mais um pouco do cérebro, vai começar a sair fumaça." — Kuzuha diz.

A jovem se levanta.

"E-Eu tava brincando, loirinha !" — Kuzuha diz, surpreso.

"E-Eu só vou dar uma volta. Nada demais." — Noelle diz, nervosa.

"Beleza." — Kuzuha diz.

Noelle vai embora.

"Noelle parecia nervosa..." — Mitsuro diz, observando sua amiga ir embora.

"Definitivamente, ela tá tramando alguma coisa." — Kuzuha diz.

"Será que é outra surpresa ?" — Mitsuro pergunta.

"Nah, duvido." — Kuzuha diz. "Deixa isso pra lá, Tsu."

"Confesso que sempre fico curiosa quando vejo a Noelle assim." — Mitsuro diz. "Você não ?"

"Nem um pouquinho." — Kuzuha diz, despreocupado.

"J-Jura !? Mas e se ela estiver planejando alguma coisa ruim ?" — Mitsuro pergunta.

"A loirinha é a loirinha, Tsu. Ela tem a mesma idade que a gente, não é mais uma criança. Ela sabe muito bem no que da pensar demais sobre as coisas." — Kuzuha diz. "Além disso, eu confio nela. Se a Noelle tem alguma coisa pra esconder, é por um bom motivo."

"Vocês confiam bastante uns nos outros…" — Mitsuro diz. Ela murmura para si. "Me faz até sentir inveja dessa amizade…"

"Falou alguma coisa ?" — Kuzuha pergunta.

"N-Não ! Definitivamente, não !" — Mitsuro diz, tentado disfarçar.

Uma garota se aproxima dos dois.

O delinquente solta um suspiro. "O que manda ?"

"Mensagem pra você, Demônio." — A garota diz, com desgosto.

"Mensagem ?" — Mitsuro pergunta, confusa.

"Fica na sua, bruxa ! A gente já não gostava de você, agora que anda com essa coisa, piorou !" — A garota diz, brava.

Mitsuro se encolhe, assustada.

"Fala assim com ela de novo e você vai descobrir o 'Demônio'." — Kuzuha diz, sério. "Tch. Fala logo o que você quer e vaza daqui."

"Aquele aluno que se transferiu pra cá e foi embora rápidão tá te procurando." — A garota diz.

O delinquente põe a mão em seu rosto, indignado. "Era só o que me faltava…"

"E-E-Essa não ! Precisamos avisar a Noelle e a Excalibur !" — Mitsuro diz, assustada. Ela se levanta e vai embora.

"Ele falou pra você encontrar ele onde 'você se descobriu'." — A garota diz. Ela vai embora.

"E eu lá tenho cara de quem fala burguêsiano ?! Sei lá onde é isso !" — Kuzuha diz, bravo.

Mitsuro está indo para a diretoria. "Não achei a Noelle em nenhum lugar. Talvez a diretora saiba." — Quando ela se aproxima da porta e tenta abri-la, alguém abre primeiro.

É Noelle. "Oh. Oi, Mitsuro."

"Noelle ! É urgente-" — Mitsuro diz, sendo interrompida por sua amiga.

"Foi mal, mas não tô com cabeça pra nada, agora." — Noelle diz. Ela vai embora, muito pensativa. "Não é possível... Mas as evidências não negam… Mas se isso realmente for verdade… Mas…"

"M-Mas… !" — Mitsuro diz, desapontada.

"Senhorita Sunon ? O que te traz aqui ?" — Rinko pergunta.

"N-Nada, senhorita…" — Mitsuro diz, tentando entender a situação. "O que aconteceu com ela ?"

"Ela queria saber mais sobre a infância do Kuzuha e eu contei. Simples." — Rinko diz. "Também está interessada ?"

"N-Não, obrigada." — Mitsuro diz.

Algum tempo depois. Kuzuha chega no local da velha casa perto da escola. Ele está com Tyrfing e está ofegante.

Nesse local, está Alucard. O jovem bate palmas, confiante. "Pensei que fosse fugir, troglodita. Admito que tem coragem."

O delinquente está completamente sem fôlego. "…P… Puta que pariu..." — Ele toma um momento para recuperar seu fôlego. "Hah… Muito melhor." — Kuzuha limpa sua garganta. "Puta que pariu, cara ! Na próxima vez que quiser brigar, FALA ONDE VOCÊ TÁ ! Corri meio mundo te procurando ! Além disso, eu sei que segurei o Draugr pra ele não te matar, mas achei que você fosse pegar a mensagem !"

"Você é patético. Acha mesmo que sequer teve alguma chance contra mim, troglodita ? Caia na real. Você jamais teve chances de me vencer." — Alucard diz.

"Não foi o que rolou da última vez~" — Kuzuha diz, com um sorriso presunçoso.

"Os porcos comem lavagem melhor uma vez em suas vidas e acham que são reis." — Alucard diz. "Que seja. Os resultados não serão mais os mesmos, desta vez."

"Certeza ? Eu vou arregaçar sua cara, você vai fugir chorando, vai voltar, e o círculo continua. É exatamente isso que vai acontecer." — Kuzuha diz.

"Está completamente enganado, se pensa que ainda sou o mesmo daquele dia." — Alucard diz. Ele tira seu sobretudo e começa a desabotoar sua camisa. "Desde aquele dia, procurei formas de como melhorar ainda mais meu Requiem, mas isso era claramente impossível. Não há maneiras de melhorar um Requiem D.E.V.I.L."

"O-Opa ! Calma lá, camarada ! Eu não curto essas paradas ! A gente tá aqui pra lutar, não transar !" — Kuzuha diz. Ele nota que o braço esquerdo de Alucard está intacto, mas completamente coberto por faixas. "Eu não arranquei isso aí ?"

"Então procurei respostas em Azeroth. E acertei meu 'pote de ouro'. Ou, neste caso…" — Alucard diz. Ele termina de tirar sua camisa. Veias negras estão espalhadas em seu tórax, indo até uma marca negra que devia ser onde seu coração está. O jovem tira as faixas, revelando um braço animalesco coberto por pelos azulados e com garras. "…meu D.E.V.I.L."

"Qual é, cara ! Você sabe o inferno que eu passo com esse arrombado na minha cabeça ?! Por que ia querer um deles dentro de você ?!" — Kuzuha pergunta, bravo.

"Poder é poder ! Não importa a origem ! Agora, com minhas habilidades ampliadas, nada irá me impedir de procurar ainda mais poder !" — Alucard diz, com um sorriso maníaco em seu rosto.

"Isso nem faz sentido, doente !" — Kuzuha diz. Ele desiste e pega Tyrfing. "Tch. Você é teimoso pra cacete."

"Cale essa sua boca imunda e tire seu tapa olho !" — Draugr diz.

"Até parece ! Fica na sua, cara !" — Kuzuha diz.

"Deixe-me falar com esse macho inferior patético !" — Draugr diz.

"Você tá esquisito, cara. Não tá mandando eu matar ninguém, nem nada." — Kuzuha diz, desconfiado. "É bom você lembrar que eu ainda te paro !" — Ele tira seu tapa olho.

Draugr estrala seu pescoço. "Hah… Cada segundo que respiro esse ar pútrido neste maldito corpo me faz querer rasgar essa carne inútil. Não concorda comigo, Fenrir, meu irmão ?"

"S-Seu o quê !?" — Kuzuha pergunta, surpreso.

O jovem começa a rir. Os olhos dele ficam como o olho especial de Kuzuha, mas, em vez de roxo, ficam vermelhos. "Nosso último confronto te deixou tão traumatizado que guardou minha presença em sua mente, irmão ?"

"Tive apenas de decorar seu odor de fraqueza e covardia." — Draugr diz.

"Que merda tá acontecendo aqui, cara ?! Primeiro, eu venho pra uma luta e o cara começa a ficar pelado. Depois, tudo vira uma reunião de família ?!" — Kuzuha pergunta, confuso.

"Então foi aí que sua existência patética teve fim ? Pobre Draugr. Rebaixado à um animal de estimação." — Fenrir diz.

"Não sou o animal de estimação desta prisão de carne pútrida patética e inferior !" — Draugr diz. "E olhe para si, Fenrir ! Derrotado por um patético humano."

"Derrotado ? Não confunda nossa situação, irmão. Eu não fui derrotado por este humano. Sequer houve uma luta. Ele apenas me encontrou e me disse que finalmente teria a oportunidade de terminar nossa luta. Me importo apenas com isso." — Fenrir diz. "Não me importo se estou eternamente preso dentro de um humano. Sou um caçador. A única coisa que importa é se sangue está sendo derramado pelas minhas mãos. Principalmente se for SEU sangue, irmão. Além disso, este humano já possuía minhas células, então é praticamente como uma cria minha. Como a boa figura paterna que sou, tenho de guiá-lo no caminho da destruição e carnificina."

Alucard volta ao normal. "Você fala demais, besta imunda. Este é MEU corpo. Assim que eu matar esse troglodita desgraçado, irei pegar o coração daquela vadia e me tornarei um deus."

"Não vejo problemas." — Fenrir diz.

O jovem cria uma katana com seu gelo roxo. "Farei você se arrepender de ter nascido, troglodita desgraçado."

"Pô, qual é ! Isso é injusto ! Por que você fica com o bicho legal e eu tenho de ficar com o irritante ?!" — Kuzuha pergunta, bravo.

"Cale essa maldita boca e me escute, prisão desgraçada ! Eu vou te darei acesso à minha força. Apenas desta vez !" — Draugr diz. "Quero ter o prazer de ver Fenrir sofrendo e urrando de agonia ! Esmague o cada osso naquele corpo ! Rasgue cada músculo ! Torture cada nervo !"

"Vai me deixar usar seu poder ? Huh, milagre." — Kuzuha diz. Ele cobre seu punho com chamas. "Tanto faz." — O delinquente aponta Tyrfing para o inimigo. "De hoje, esse cara não passa."

Os dois se encaram. Silêncio toma o local. Em um piscar de olhos, os dois se aproximam um do outro e colidem suas lâminas, criando uma forte ventania. Eles começam a se atacar. Brasas e estilhaços de gelo são jogados para todos os lados. Kuzuha consegue interromper Alucard e atacar, mas o jovem desvia do golpe e revida com outro, fazendo um corte no braço do delinquente.

Kuzuha pula para trás. "Isso não é nada ! Draugr cura isso rápidinho !"

A ferida não se fecha.

"Eh !?" — Kuzuha diz, surpreso.

Alucard da um sorriso macabro. "Meu gelo é tão frio agora que qualquer ferida feita por ele é queimada e não se fecha."

O delinquente rola seus olhos e solta um suspiro. "Ótimo. Porque você precisava ficar mais apelão ainda, né."

"Em circunstâncias normais, Alucard. Como estamos lidando com meu irmão, ela se fechará em alguns minutos." — Fenrir diz.

"Patético. Se eu não consigo ferir este verme, esse poder é inútil." — Alucard diz. "Que seja. Só preciso causar tantos ferimentos que você não vai ser capaz de se curar."

"Tenta a sorte." — Kuzuha diz.

Os dois correm na direção um do outro novamente. Alucard congela o chão e o enche de espinhos. Kuzuha começa a escorregar e quase cai em um espinho, mas ele se apóia em Tyrfing e consegue manter seu balanço. O delinquente enfia a arma no chão e cobre a área em volta de si com chamas, derretendo o gelo. O jovem se aproxima mais e soca o rosto de Kuzuha com seu braço direito. Antes de cair no chão, o delinquente rapidamente se apóia em suas mãos e chuta a cabeça de Alucard, o jogando para trás. Os dois se recuperam e voltam a se atacar. Eles dão um golpe tão forte que jogam suas espadas para trás.

"Se quer que eu desça ao seu nível, o farei." — Alucard diz.

"Cai dentro !" — Kuzuha diz.

Alucard soca Kuzuha com seu braço direito, que se defende com seus braços, mas vai um pouco para trás. O delinquente se recupera e começa a atacar. O jovem se defende dos ataques facilmente e revida com outro soco no rosto de Kuzuha.

Kuzuha sorri. "Ugh ! Era bem isso que eu queria !"

"Mas o que-" — Alucard diz, sendo interrompido quando Kuzuha soca o peito dele com força e causa uma forte explosão, jogando o jovem para trás violentamente. Alucard cria uma parede atrás de si e bate nela. Ele se recupera e limpa um pouco de sangue em sua boca. "Ugh ! Troglodita desgraçado-"

Kuzuha aparece atrás de Alucard e soca ele, mas o jovem consegue se defender. Alucard revida com um chute no peito do delinquente, mas Kuzuha consegue pegar a perna dele e o bate na parede de gelo com força, a quebrando. O jovem consegue se recuperar e joga um estilhaço de gelo no ombro dele, fazendo Kuzuha o soltar. Alucard aproveita essa oportunidade para pegar o rosto do delinquente e bater a cabeça dele no chão várias vezes. Ele arrasta a cabeça de Kuzuha no chão violentamente, o joga para cima, cria uma marreta de gelo, e bate nele, o prensando contra o chão com força. O jovem dá outro golpe, mas Kuzuha consegue se recuperar e rolar para o lado. Ele se recupera e destrói a marreta com uma explosão. Os dois rivais ficam parados, olhando um para o outro, ofegantes.

"Hah… Hah… Desiste… burguês... ! De mim… você não ganha… !" — Kuzuha diz.

"…Eu vou… acabar… com você... Hah… Hah… troglodita… !" — Alucard diz.

Kuzuha cobre seu punho com chamas, enquanto Alucard cobre o seu com gelo. Os dois preparam um último ataque. Eles correm uma última vez na direção um do outro e se socam seus rostos com muita força. O chão debaixo de Kuzuha se congela, e o debaixo de Alucard começa a pegar fogo. Os dois ficam parados, com punhos em seus rostos, sem mexer absolutamente um músculo. Finalmente, eles lentamente se afastam.

"Chega. Está óbvio que você não consegue vencê-lo, Alucard. Iremos nos retirar." — Fenrir diz.

"Tch. O mesmo serve para você, prisão pútrida." — Draugr diz.

"…Não… ! Eu irei… matar esse… troglodita… !" — Alucard diz.

Kuzuha põe seu tapa olho de volta e solta um suspiro. "…Tô vazando… !" — Ele começa a ir embora, com o resto de força que o sobrou.

"…Volte... aqui… !" — Alucard diz, bravo.

"Meu filho é tão estúpido quanto é forte." — Fenrir diz. Ele toma controle do corpo e começa a ir embora também.

"…Me solte… !" — Alucard diz.

"Desista. Esta fraco demais para tomar o controle de volta." — Fenrir diz.

No dia seguinte. Noelle e Mitsuro chegam à escola.

"Não acredito que o Alucard voltou, e que ele e o Kuzuha lutaram de novo." — Noelle diz.

"E-Eu corri tão rápido p-para procurar você, q-que esqueci de ver o-onde eles iam se encontrar." — Mitsuro diz.

"Tudo bem, Mitsuro. Que bom que deu tudo bem. Pra ser sincera, só íamos atrapalhar." — Noelle diz.

"M-Mas e se o Kuzuha p-pensar que não nos preocupamos c-com ele ?" — Mitsuro pergunta, nervosa.

A jovem solta um suspiro. "Tá tudo bem, Mitsuro."

"M-Mas e se-" — Mitsuro diz, sendo interrompida por Noelle.

"TÁ TUDO BEM, MITSURO !" — Noelle diz, irritada.

"O-Ok..." — Mitsuro diz, se encolhendo.

A jovem solta um suspiro. "Me desculpa por ter levantado a voz… É que eu tô um pouco nervosa…"

"T-Tudo bem… E-Eu tô acostumada..." — Mitsuro diz.

De repente, King aparece. "Oh, Lancelot e Nox. Não esperava encontrá-las aqui, mas que bom que encontrei."

"S-Senhor !? O que faz aqui !?" — Noelle pergunta, surpresa.

"Vim fazer algumas… coisas importantes." — King diz, ajeitando seus óculos. Ele pega um Vizer branco e entrega para a bruxa. "Aqui, agente Nox. Ia pedir para entregarem isso em sua casa, mas já que está aqui..."

Mitsuro olha para o Vizer, confusa. "O que é isso ?"

"Esse Vizer é diferente…" — Noelle diz.

"De fato, agente Lancelot. Esse é um novo Vizer desenvolvido especificamente para a agente Nox." — King diz, ajeitando seus óculos novamente, orgulhoso de si. "Minha nanotecnologia é infalível. Graças a ela-"

As garotas estão prestando mais atenção no novo Vizer.

"P-Prestem atenção em mim !" — King diz.

"P-Perdão chefe !" — Noelle diz.

O sinal da escola toca.

"E-Essa não ! V-Vamos nos atrasar, se n-não corrermos !" — Mitsuro diz, preocupada.

"Perdão novamente, chefe, mas precisamos mesmo correr !" — Noelle diz. Ela se curva e vai embora, correndo.

A bruxa segue ela.

"E-Espere ! A outra notícia que vim dar é que seu grupo tem um novo membro !" — King diz. "Elas se foram…" — Ele solta um suspiro. "Por que ninguém deixa eu terminar uma frase ?" — O líder vai embora. Ele para na entrada e ouve a conversa de duas meninas.

"Seu pai te trouxe pra escola de novo, Mari ? Você já não tá grandinha demais pra isso ?" — Uma garota loira diz.

"Me deixa, Yuna. Eu não moro tão perto assim, tá. Além disso, qual o problema ? É caminho, e ele oferece." — Mari diz.

"É brincadeira. Eu tô é com inveja. Seu pai é super legal." — Yuna diz. "Queria que o meu fosse assim. Eu quase não passo mais tempo com ele, por causa do trabalho."

King fecha seus punhos, abaixa sua cabeça, e vai embora.

Noelle chega na porta de sua sala e a abre. "Kuzuha. Onde que você foi parar ontem ? Me deixou preocupada…"

"Yo, loirinha ! Cê não vai acreditar em quem tá aqui !" — Kuzuha diz, cumprimentando sua amiga com um sorriso acolhedor.

Há uma estudante com uma coleira vermelha com um guiso sentada no lugar da jovem. Ela se vira. É Karma. A Zenith dá um sorriso perverso, provocando Noelle. "Eu tô sentada no lugar de alguém ? Perdão~♥"

Noelle entra em choque.

"Eu conheço esse olhar…" — Kuzuha pensa. Ele tapa as orelhas com as mãos.

"EEEHHH !?" — Noelle grita.