Notas iniciais
Eu juro que esqueci de postar esse capítulo têm umas duas semanas. Perdão. Sorry. Mea culpa. ごめん. Lo siento. Pardon. Mi dispiace. :3

A igreja está decorada e cheia de pessoas preparadas para o casamento, incluindo Ambre e Amélie. A cerimônia começa. Música começa a tocar e todos ficam em silêncio. O noivo caminha até o altar. Chega a vez de Noelle. Ela está vestindo um lindo vestido de noiva branco com um longo véu.


Madeleine está de braços entrelaçados com ela, a guiando ao altar. Ela murmura para a jovem. "Não se esqueça de sorrir, querida. Esse é MEU grande dia, afinal."


"Vai pro inferno, desgraçada... !" — Noelle murmura.


"Sua vida já é o inferno, querida~" — Madeleine encerra a conversa.


As duas chegam no altar.


"Por favor... Alguém… Qualquer um..." — Noelle pensa. Seu corpo a força a sorrir. "Eu não quero isso ! Eu não quero nada disso !"


"Você, Jean Claude Chanteclair, aceita Noelle Vermillion, na saúde e na doença, como sua legítima mulher ?" — O padre pergunta.


"Aceito." — Jean Claude diz.


O padre se vira para Noelle. "E você, Noelle Vermillion, aceita Jean Claude Chanteclair, na saúde e na doença, como seu legítimo marido ?"


"E... Eu..." — Noelle força o máximo que consegue, luta com todas suas forças, contra o controle mental. "E... Eu... Eu... Eu a... Eu acei... Eu aceit-"


E repente, Yasumi e Hanako entram na igreja, desesperadas.


"Fogo ! A igreja está pegando fogo !" — Hanako exclama.


"Some todo mundo daqui !" — Yasumi exclama.


Com uma mão escondida atrás das suas costas, Hanako cria uma leve brisa que derruba algumas velas. As cortinas começam a pegar fogo. Todos se desesperam e começam a correr para todos os lados. Caos toma o local. As garotinhas fogem.


"Acalmem-se ! É apenas parte da cerimônia !" — Madeleine diz, contendo sua raiva. "Aquela pestinhas... !"


Mitsuro e Excalibur entram quebrando o vitral.


A empregada dá um soco na cara de Jean Claude, pega Noelle no colo e sorri. "Desculpa a demora, loirinha."


Noelle imediatamente abre um enorme sorriso. "Excalibur, Mitsuro, pessoal !"


"Acha que vai sair daqui, peste ?!" — Madeleine diz.


"Vai pro inferno, vadia." — Excalibur diz, séria. "Manda a braba, Tsu."


"A-A-A senhora é uma pessoa m-muito horrível !" — Mitsuro cria duas esferas solares e joga uma contra a outra, causando um clarão ofuscante, chegando todos.


Quando a visão dela volta ao normal, Madeleine não vê mais as jovens no local. Ela apenas dá um sorriso confiante.


As jovens e as garotinhas chegam em um velho galpão praticamente vazio.


Excalibur põe Noelle no chão e solta um suspiro, aliviada. "Finalmente... Aqui, ela não vai achar a gente."


"N-N-Noelle ! Que bom que está bem !" — Mitsuro abraça Noelle.


"O-Oi, Mitsuro..." — Noelle diz, já desacostumada com interações sociais. Ela se solta de Mitsuro.


Hanako e Yasumi também a abraçam.


"Eu senti falta de vocês também." — Noelle diz. Ela olha para Yasumi. "O seu irmão…"


"Papai sentiu sua falta também. Bastante, na verdade." — Hanako diz.


"Irmãozão foi pra outro lugar bem longe bater em um cara do mal com a Karma, aquele mordomo esquisito e o moço do mal !" — Yasumi diz.


"Mordomo esquisito ?" — Noelle pergunta, confusa.


"É uma longa história." — Excalibur diz. "O que importa é que você tá bem."


"Eu imagino que seja..." — Noelle diz, sorrindo.


"Bom, a única coisa boa que aconteceu nisso tudo é que, pelo menos agora, a gente sabe que você fica bonita num vestido desses." — Excalibur diz, tentando animar o clima.


A jovem imediatamente fica vermelha. "A-Ah... Você acha ?"


A empregada percebe o que disse. "P-Putz... Não era bem isso que eu quis dizer- Bom, era- Não- Sim- Ugh... Droga..."


"Qual seu plano agora ?" — Noelle pergunta.


"U-U-Uma equipe da empresa vai c-chegar aqui daqui a pouco." — Mitsuro diz.


"Vão tirar a gente daqui." — Yasumi diz.


"Finalmente. Mau posso esperar para voltar para a casa, tomar um banho e relaxar pelo resto do mês." — Noelle diz, tranquila. Ela faz carinho na cabeça de Yasumi.


"Pode ficar tranquila. A gente te trouxe pra um lugar seguro." — Excalibur diz.


No momento que Excalibur diz isso, é como se a vida nos olhos de Noelle desaparecesse.


"Ai ! Tá machucando minha cabeça, Noelle. Tudo bem com você-" — Yasumi diz, sendo interrompida quando a jovem a levanta pelo pescoço e bate seu rosto no chão com força. Uma possa de sangue se forma debaixo de Yasumi.


"N-N-Noelle !?" — Mitsuro exclama.


"N-Não é a Noelle, Tsu ! Aquela desgraçada fez alguma coisa com ela !" — Excalibur diz.


"Isso mesmo. Ela não está mais linda agora ?" — ??? pergunta.


Ambre e Amélie aparecem.


Amélie passa um dedo na bochecha de Noelle. "Sobre o controle da nossa mãe, ela é tão linda, como uma boneca perfeita."


"Grr ! É a Noelle, desgraçadas ! Deviam cuidar dela como uma irmã ! Vocês não têm um pingo de humanidade sobrando ?!" — Excalibur pergunta, furiosa.


"Humanidade ? O elo fraco que venera autodestruição ? Estamos acima disso. Somos superiores." — As gêmeas dizem.


"Superiores o caralho ! Aquela mulher é podre, e vocês são só mais dois vermes se rastejando nela !" — Excalibur exclama, assumindo uma posição de combate.


Noelle corre na direção dela e a ataca. Excalibur se defende, mas é jogada para trás. Mitsuro tenta ajudar, mas é interrompida por uma agulha que Ambre quase acerta nela.


Hanako pega Yasumi e a leva para um canto. "Graças aos Criadores, ela ainda está viva..."


Amélie se aproxima, com um livro de capa preta em mãos. "Aqueles que não aceitam a dominação de nossa mãe não são aptos para viver no novo mundo que ela irá criar."


A garotinha fecha seus punhos. "E assim que você vê as coisas ? Você acha que humanos são só gado para ser usado por aquela mulher ?"


"Se não isso, o que mais são ?" — Amélie pergunta.


"Pessoas como você-- Se é que podem ser chamadas de pessoas. --são uma desgraça nesse planeta..." — Hanako diz, assumindo uma posição de combate. "Meu pai teria piedade de vocês, mas eu não sou ele. Vou entrar na sua pele e arrancar nervo por nervo como cordas arrebentadas de um violão. Esfarelar seus ossos como um moedor. Derreter sua pele como caramelo. Vou fazer vocês pagarem por terem machucado minha tia."


"Palavras vazias de um ser patético." — Amélie abre em uma página exata. "Levantem-se, servos."


Um piche negro começa a cobrir o chão. Esse piche começa a levantar e se transformar em criaturas humanoides, com garras.


"Vikaryos... Então você consegue replicar Bestas do Caos." — Hanako diz. Ela desvia das garras da criatura e rasga o ar com sua mão, jogando uma lâmina de ar em Vikaryos.


A criatura consegue desviar por pouco, mas a lâmina corta um pedaço do seu ombro. Vikaryos avança na direção de Hanako e tenta atacar ela novamente, mas a garotinha consegue desviar novamente. Contudo, as garras da criatura raspam o braço dela.


Hanako consegue se afastar. A área em volta do leve corte começa a escurecer. "Consegue copiar até o veneno..." — Ela rapidamente se aproxima da criatura e ataca, atravessando seu punho pelo tórax de Vikaryos.


A criatura não se mexe. Hanako tenta puxar seu braço de volta, mas não consegue.


"Desista, ser patético." — Amélie diz, olhando friamente para a garotinha, como se ela fosse sujeira grudada no fundo do seu sapato. "Algo que nega sua própria natureza jamais entenderia como é ser humano."


Em um golpe preciso, Vikaryos atravessa suas garras pelo peito de Hanako sem nenhum problema. Sangue negro começa a escorrer pela boca da garotinha.


"Você não passa de uma aberração que não sabe o que quer." — Amélie diz.


"Aha... ha... ha..." — Hanako ri.


Amélie permanece em silêncio.


"Eu sou... sortuda... Se não… Se não fosse pela... minha ignorância… você teria... vencido..." — Hanako diz, juntando suas forças. "Se eu... Se eu tivesse... deixado meu Núcleo… no mesmo lugar... que um coração humano... teria morrido... Mas fui ignorante... e não estudei isso... sobre o corpo..." — Com o braço que atravessou Vikaryos, ela aponta para o livro nas mãos da jovem. "…M... Mas... tudo bem... Afinal... Errar é... humano..."


"Ora, sua-" — Amélie exclama, sendo interrompida quando o dedo que Hanako estava apontando para o livro preto explode, disparando o sangue preto endurecido da garotinha na direção do objeto, como uma bala.


O sangue acerta o livro, o atravessando por completo e se espalhando por todas as páginas, tornando elas ilegíveis e inúteis. Vikaryos começa a ficar instável e borbulhar, até que completamente derrete numa poça de piche imóvel.


As feridas de Hanako lentamente começam a se fechar com seu sangue negro, seu dedo se reconstrói, e o veneno começa a sumir do corpo dela. "Hah... Hah... É uma boa coisa eu não ser humana, não acha ?"


"Sua mente patética não é capaz de compreender o quão inútil são suas ações. Não preciso de um bem material para acabar com você." — Amélie diz.


O piche começa a se mover como se estivesse vivo, toma a forma de uma boca cheia de dentes pontudos e tenta morrer Hanako, mas ela desvia por um triz.


Mitsuro pula para trás, desviando de algumas agulhas negras que se fincam no chão onde ela estava. Ela materializa œ foice e se defende de mais uma rajada de agulhas. "P-P-Por favor, pare com isso ! N-N-Não quero brigar com você !"


Ambre aparece atrás dela, com agulhas negras entre seus dedos, e ataca. "Então deite e morra."


A bruxa rapidamente cria uma esfera solar nas suas costas. As agulhas acertam a esfera e imediatamente derretem. Mitsuro explode essa esfera, criando brevemente um brilho ofuscante. Esse brilho inesperado cega a jovem. Ela também aproveita essa oportunidade e empurra Ambre para trás com o cabo da sua foice. Mas a jovem rapidamente recupera seus sentidos, segura o cabo, puxa Mitsuro para perto de si com ele e dá uma cabeçada nela, jogando a bruxa para trás.


"Ugh... ! D-D-Doeu..." — Mitsuro esfrega sua testa, lágrimas já se formando nos cantos dos olhos.


Ambre avança na direção dela.


Noelle desfere vários socos descontroladamente, com um olhar completamente vazio em seus olhos. Excalibur desvia dos socos facilmente. A jovem cria uma marreta com seus cristais e ataca. A empregada se prepara para o ataque e se defende com seus braços, sendo arrastada alguns centímetros para o lado com o impacto. As duas começam a forçar. Noelle fraqueja.


A empregada aproveita essa oportunidade, arranca a marreta das mãos dela e joga para trás. "Ugh... Essa não é a força dela. Alguma coisa tá fazendo a loirinha se forçar demais. Se continuar assim, ela vai sobrecarregar o negócio no pescoço e voltar pra cadeira de rodas-" — Ela desvia de mais um soco.


Noelle ergue alguns cristais pontudos atrás de Excalibur. A empregada consegue desviar deles, mas era um plano da jovem para fazer ela pisar em um pequeno cristal escondido, que cresce e atravessa o pé de Excalibur. A empregada agoniza de dor. A jovem aproveita essa brecha, cria outra marreta e bate com força em Excalibur, a jogando no chão. A empregada tenta se levantar, mas Noelle atravessa cristais em suas mãos, a crucificando no chão. A jovem levanta sua marreta e desce com força, a batendo na cabeça de Excalibur violentamente. Sangue escorre. Ela faz isso mais algumas vezes, até afundar a cabeça dela no chão. O rosto da empregada está desfigurado e ensanguentado. Ela mau consegue abrir os olhos. Noelle se prepara para um último golpe. Com o resto da sua força, Excalibur cospe na boca dela. A jovem não reage e desfere o último golpe, o som ecoando pelo galpão. Mitsuro e Hanako são jogadas perto de Excalibur, inconscientes e cheias de ferimentos.


"Patéticas." — Amélie diz.


"Não importa quem seja, qualquer um que desafiar o desejo da nossa mãe será eliminado." — Ambre diz. Ela se aproxima de Noelle. "Fez muito bem em servir nossa mãe."


"Logo, irá se unir a sua família e entender o prazer que é servir nossa mãe." — Amélie diz.


"Agora, acabe com elas. Termine esse confronto frívolo." — Ambre diz.


Noelle levanta sua marreta mais uma vez. Mas, dessa vez, há um pequeno momento em que ela hesita. A jovem desce sua marreta, mas é interrompida pelas portas do galpão sendo forçadas a abrir.


"Quem veio nos interromper agora ?" — Ambre e Amélie dizem.


Kuzuha e Karma entram no local. Eles vêem a situação. Os olhos do delinquente param especificamente em Yasumi, sangrando jogada no chão.


A Orgen leva sua mão a boca, em choque. "I-Isso é horrível !"


Kuzuha fecha seus punhos com força, até ficarem brancos, e serra seus dentes. A única expressão que o jovem é capaz de sentir nesse exato momento é extremo e puro ódio. Algumas brasas vermelhas começam a sair dele. E, por um breve momento, uma única brasa branca. Ele entra no local. Ambre, Amélie e Noelle imediatamente voltam sua atenção para Kuzuha.


Karma imediatamente começa a tremer de medo. Ela engole seco e se recompõe da melhor maneira que consegue. "E-Eu vou tirar elas daqui..." — A Orgen entra, pega Yasumi e põe em seu ombro. Ela põe Hanako em seu outro ombro. Karma amarra Yoko em Excalibur e Mitsuro e começa a puxar as duas. A Orgen sai do local, mas, antes de ir, dá uma última olhada para trás, extremamente preocupada.


Noelle tenta ir atrás de Karma, mas é parada por Amélie.


"Deixe que vão. Não fará diferença." — Amélie diz.


"Nossa mãe não deu ordens para que impedissemos você, mas não podemos deixar que atrapalhe, mesmo que seja nosso futuro marido." — Ambre diz.


Sem dizer uma palavra ou quebrar contato visual com as três, Kuzuha caminha na direção delas, extremamente furioso. O ar em volta dele está distorcido por causa do calor e seus passos derretem o chão, por onde passa. Ambre joga suas agulhas em Kuzuha, mas, sem mesmo encostar no delinquente, elas derretem como manteiga no fogo. A jovem usa sua incrível agilidade e corre para o lado do delinquente em um instante. Ela chuta a cabeça dele, mas Kuzuha pega sua perna sem olhar e sem absolutamente nenhum esforço, a mão dele deixando uma marca de queimadura nela. Ambre tenta puxar sua perna de volta, mas não consegue. Ela joga mais agulhas, mas também derretem. E, pela primeira vez em sua vida controlada, a jovem sentiu uma emoção por livre e espontânea vontade: medo. O delinquente começa a fechar sua mão. Antes mesmo que Ambre pudesse falar qualquer coisa, suplicar por sua vida, Kuzuha fecha sua mão, quebrando a perna dela como um galho seco. Depois, ele a descarta como lixo. A jovem começa a chorar e agonizar de dor, sem saber o que fazer.


"A-Ambre !" — Amélie perde um pouco da sua compostura ao ver sua irmã gêmea sofrendo. Ela volta seu foco para Kuzuha e faz alguns gestos com suas mãos.


A gosma negra no chão começa a juntar pedaços de ferro espalhados pelo local e formar uma donzela de ferro em volta de Kuzuha. A donzela se fecha. Nenhum barulho de luta pode ser ouvido. Um silêncio mortal toma conta do local. Sangue começa a escorrer por um dos olhos da donzela de ferro. Amélie solta um suspiro, aliviada. Mas esse alívio rapidamente termina quando ela percebe que, na verdade, não é sangue escorrendo, mas sim, ferro sendo derretido. O rosto da donzela de ferro derrete, revelando o rosto do delinquente, olhando diretamente para Amélie. Em poucos segundos, a donzela de ferro se derrete. Kuzuha volta a caminhar na direção das duas. Amélie genuinamente não faz a mínima ideia do que fazer. E, nesse breve momento de incerteza dela, ele agarra ambos os seus braços e torce, os quebrando. A jovem tenta processar todas essas novas emoções e sensações, assim como sua irmã, mas não consegue e simplesmente desmaia de desespero.


Só sobrou Noelle, que, sem nenhuma hesitação, bate sua marreta na cabeça de Kuzuha. O delinquente aguenta o golpe. A marreta se racha, até quebrar. Ele continua caminhando na direção da jovem. Ela joga alguns cristais em Kuzuha, mas o delinquente simplesmente ignora. Uma leve expressão de medo aparece no rosto de Noelle brevemente, mas ela volta a ser controlada. A jovem cria uma barreira grossa com seus cristais. Kuzuha soca essa parede, mas nada acontece. Ela parece estar segura, até ele enfiar suas duas mãos na barreira e abrir ela como se fosse uma janela. Kuzuha se aproxima de Noelle, pega a cabeça dela e... a põe contra seu peito. Isso é uma surpresa até para a jovem.


"Shh… Não é sua culpa... Eu sei que tá tudo assustador, mas vai ficar tudo bem..." — Kuzuha sussurra no ouvido da jovem.


Noelle começa a chorar, ela tenta forçar para se soltar, mas ele a segura mais forte ainda, agora em um abraço.


"Eu não vou mais deixar ninguém te machucar..." — Kuzuha sussurra.


A jovem luta contra ele, contra si mesma, e acaba quebrando o controle mental. "Eu estou com tanto medo... !"


"Tá tudo bem. Já acabou." — Kuzuha diz, confortando sua amiga.


Noelle se deixa chorar nos braços dele. A jovem chora e soluça por minutos, até que começa a se acalmar. "Eu fiz tantas coisas horríveis..."


"Não foi você, loirinha. Foi culpa daquela desgraçada da Madeleine." — Kuzuha diz.


"Cuidado com meu nome. Não é para ser dito em vão." — Madeleine aparece no local.


A jovem imediatamente se esconde atrás do delinquente. "Acabou. Você perdeu. Some daqui, desgraçada."


"Oh, por favor ! Acha mesmo que essas duas são minhas únicas cartas na manga ? Faça-me o favor. São dispensáveis. Lixo. Bucha de canhão. Se eu quero uma coisa feita, faço eu mesma." — Madeleine diz. Ela pega um cristal negro e brinca com ele entre os dedos. "Faz ideia de quanto tempo esperei por isso ? Essa aqui é mais completa. Mas, sabe, eu não faço a mínima ideia do que pode acontecer se eu colocá-la dentro de um ser como você."


"U-Uma Singularidade das Trevas ! Kuzuha ! Não deixa ela chegar perto de você com aquilo !" — Noelle exclama, preocupada.


"Não se preocupa. Eu não vou deixar ela te machucar." — Kuzuha diz.


"Eu não pretendo encostar um dedo nela." — Madeleine diz. Em um piscar de olhos, ela aparece na frente de Kuzuha. "Você, por outro lado~" — A madame enfia sua mão no peito de Kuzuha, põe o cristal no coração dele e sussurra, em um tom macabro. "Noelle Vermillion é sua inimiga mortal. Você tem de matar ela a qualquer custo. Nem que, para isso, precise destruir o mundo." — Ela tira sua mão do peito do jovem e cura a ferida com sangue negro. "Aproveite o tempo que ainda tem. Au revoir~"


Kuzuha começa a agonizar.


"Não, não, não, não, não ! Luta, Kuzuha ! Não deixa ela te vencer !" — Noelle exclama.


"…N... No... elle... !" — Kuzuha geme de dor. Ele cai de joelhos, põe suas mãos no chão e começa a agonizar ainda mais. Uma aura de chamas negras o cobre. Seu cabelo começa a flutuar. Algumas escamas negras começam a aparecer nos seus braços, pernas, pescoço e rosto. Suas unhas se escurecem e crescem, como garras. Seus dentes ficam mais afiados, e sua boca se rasga nos lados, mostrando mais dentes. Os olhos do delinquente são cobertos pelas chamas negras. O formato dos ossos da coluna de Kuzuha aparece nas costas dele, mesmo pelas roupas, e a coluna começa a se alongar e se transformar em uma pequena cauda feita das escamas negras. Duas chamas negras aparecem na sua testa, no formato de pequenos chifres. As chamas negras rapidamente começam a se alastrar pelo local.


"E-Essa não…" — Noelle diz, aterrorizada com a criatura que seu amigo acaba de se transformar.


"…N... No... elle... ! M... Ma... Ma... tar... No... elle... !" — Kuzuha murmura. Ele começa a farejar o ar e se vira na direção de Noelle e começa a caminhar lentamente, de uma maneira desengonçada.


A jovem está tão chocada que não consegue se mexer. Lágrimas começam a escorrer do seu rosto.


De repente, Jacques pula nas costas de Kuzuha e injeta algo no pescoço dele com uma seringa. "Ainda não !"


O corpo do delinquente começa a se mover mais devagar, até que para.


O homem se corre até Noelle e a abraça. "Shh... Vai ficar tudo bem, filha."


"P-P-Papai... O Kuzuha... Ele..." — Noelle diz, traumatizada.


"A culpa é minha, filha. Madeleine me obrigou a fazer coisas demais, e confesso que criar um ser humano perfeito é um sonho, mas isso já foi além demais. Não vou mais me submeter a ela." — Jacques diz. "Essa Singularidade das Trevas é perigosa demais para qualquer um usar. Ninguém deveria ter esse poder. Eu vou destruir tudo. Minha pesquisa, os protótipos, tudo. Mas, primeiro, uma cura para ele. Ainda não tenho uma, mas devo conseguir pensar em alguma-"


A paralisia de Kuzuha termina, e, antes que Noelle pudesse avisar, ele se aproxima do cientista e atravessa sua mão pelo peito dele. Sangue respinga no rosto da jovem.


Jacques olha chocado para seu peito. Sangue começa a escorrer da sua boca. Mesmo com seu ferimento, ele sorri. "…Meu único… arrependimento foi... não passar... mais tempo... com você e... a Excalibur..."


"P... Papai..." — Noelle diz.


Kuzuha puxa sua mão. Jacques cai, morto.


Demora poucos segundos para Noelle processar a situação, mas, quando ela o faz, cai de joelhos, abraça o corpo de Jacques e começa a chorar ainda mais. "PAPAI !!!"


"…M... Ma... tar... No... elle..." — Kuzuha repete. Ele volta a caminhar na direção da jovem.


As chamas negras se espalharam por todo o galpão e começaram a destruir o local. Paredes e pedaços do teto começam a cair. Quando Kuzuha se aproxima, levanta seus braços e se prepara para atacar. Ele se joga com tudo em Noelle, que sequer se mexe para desviar por já ter desistido de viver. Um grande pedaço do teto cai em cima deles, depois outro, seguido por mais alguns, e até pedaços de parede caem, soterrado os dois completamente.

Notas finais
Eu gostaria de dizer que tá acabando. Tem mais uns 2/3 capítulos. Finalmente isso tá acabando. MAS ! Eu tenho planos pra fazer uma temporada completamente nova, antes da segunda. E, não se preocupa, ela vai ser pequena.