[Kuzuha] — Ugh !

Uma flor branca acerta o olho da cobra. Ela cai no chão, logo em seguida. Karma empurra Kuzuha.

[Vladi] — O-O quê !?
[Karma] — O-O quê !?

[Kuzuha] — Droga ! Quem foi que fez isso ?!

Ele se levanta.

[Kuzuha] — Que merda ! Eu queria saber mais sobre essa droga de Singularidade !

[Karma] — P-Perai ! Você não tá apaixonado por mim !? Como isso é possível ?! Não existe um homem que não cai nos meus encantos !

[Kuzuha] — Qual é, Karma. Para de se achar.

[Karma] — Eu não sei se fico triste ou feliz. Triste por não ter funcionado, mas…

Ela muda o olhar para um olhar psicopata.

[Karma] — …feliz por descobrir uma presa que dure tanto tempo ! Agora, me conta, garoto, como foi que você escapou dos efeitos da minha Lovers Blossom ?

[Kuzuha] — Simples, nenhum veneno funciona em mim. Por algum motivo estranho…

[Karma] — Entendo...

[Kuzuha] — A propósito, você tem que mudar o seu jeito de convencer as pessoas. Já que você estuda bastante as suas vítimas, deveria saber que eu não gosto de seres humanos !

Uma pessoa coberta por um manto preto aparece e segura o braço dele.

[Kuzuha] — Aí ! Não foi você que estragou o meu plano não, né ?

A pessoa começa a apontar para a porta.

[Kuzuha] — O quê ? Quer que eu saia daqui ?

A pessoa concorda com a cabeça.

[Kuzuha] — Heh, eu não vou sair daqui sem uma boa briga.

[Karma] — Digo o mesmo.

[Vladi] — Concordo com você, cara Karma.

A pessoa pega uma bola rosa do manto.

[Kuzuha] — Pra que isso ?

A pessoa misteriosa joga a bola no chão. Quando faz isso, uma fumaça rosa começa a tomar o local rapidamente.

[Kuzuha] — *Coff Coff*. Que droga é essa ?! *Coff Coff*.

Todos desmaiam. Algum tempo depois. Kuzuha acorda em um quarto rosa, com um ventilador de teto rodando vagarosamente, uma estante cheia de livros e uma janela.

[Kuzuha] — Hã… ? Ok… O que foi aquilo... ?

Ele vai até a estante e começo a ver os livros.

[Kuzuha] — Hmm… São todos livros de botânica... Quem mora aqui ? *Sniff Sniff*. Que cheiro bom… São... rosas... ?

Ele vai para a janela. Fora da casa, há um jardim muito com flores amarelas formando o desenho de um sol e flores brancas formando o desenho de uma lua.

[Kuzuha] — É, eu tô na casa de uma botânica. Sem querer ser machista, mas não creio que isso seja a casa de um homem… Bom, é uma paisagem bonita do mesmo jeito.

O barulho de algo caindo no chão pode ser ouvido.

[Kuzuha] — Uhhh... Acho melhor eu ir ver... ?

Ele abre a porta do quarto.

[Kuzuha] — *Sniff Sniff*. Humm~ Que cheiro bom… Panquecas com mirtílo. Cara, eu adoro comer isso !

Ele começa a seguir o cheiro e descer algumas escadas. Quando chega na cozinha, uma faca quase o acerta na cabeça, mas ele desvia e a faca acaba sendo grudada na parede.

[Kuzuha] — Tá querendo me matar ?!

A pessoa com o manto de antes está na frente de um fogão. A pessoa tira o manto.

[Kuzuha] — . . . De todas as pessoas no mundo, o que justo você foi fazer lá ?

[Mitsuro] — Eu me considero uma Oni, uma criatura que protege as pessoas de espíritos malignos. Não posso ver que alguém do bem vai morrer e não fazer nada.

[Kuzuha] — *Uhhh… Tenho certeza de que não é assim que os Onis funcionam...* Como você fez aquilo ?

Ela cobre o rosto com o manto.

[Mitsuro] — V-Você não tá com medo de mim ?

Kuzuha chega perto dela e puxa o manto.

[Kuzuha] — Tá brincando !? Aquilo foi demais !

[Misturo] — S-Sério !? Você… não me acha uma bruxa do mal… ?

[Kuzuha] — Por que eu ia achar isso ?! Cara, aquilo foi maneiro mesmo ! Primeiro, você chegou toda disfarçada, tipo um ninja. Ninguém percebeu você ! Daí, você jogou aquela bomba de fumaça e-- BOOOM !!! --desmaiou todo mundo !

[Mitsuro] — A-Aquilo não foi nada…

[Kuzuha] — Nada ? Nada !? Eu queria ser 1% desse nada ! Você é tipo a Red, a protagonista de um mangá que eu leio !

[Mitsuro] — V-Você acha ?

[Kuzuha] — Eu tenho certeza ! Tipo, você usa um manto.

[Mitsuro] — Ela também.

[Kuzuha] — Você ajuda as pessoas.

[Mitsuro] — Ela também.

[Kuzuha] — Você age rápido, tipo um ninja.

[Mitsuro] — Ela também.

[Kuzuha] — Você é muito parecida com ela ! Até tem uma mira boa ! Quase me matou !

[Misturo] — Ela tam- A-Ah… Sobre essa parte de matar aí, foi mal...

[Kuzuha] — Beleza. Eu já tô acostumado a quase ser morto.

[Misturo] — O… k… ?

[Kuzuha] — Como é que você consegue ?! Me explica !

[Mitsuro] — Bom, não sei se você vai acreditar...

[Kuzuha] — De boa, eu já vi muita coisa estranha na minha vida.

[Mitsuro] — Ok. Eu sou filha de Apollo !

[Kuzuha] — Tipo, o deus Apollo ?

[Mitsuro] — Sim.

[Kuzuha] — . . .

[Mitsuro] — Você tá... bem ?

[Kuzuha] — Não, claro. Eu tô, uh, ótimo. Por que não estaria- Se eu der risada da sua cara, você fica muito chateada ?

[Mitsuro] — Sim !

[Kuzuha] — Então eu não vou dar…

[Mitsuro] — Ufa ! Achei que você ia-
[Kuzuha] — Ahahaha !

[Mitsuro] — Puxa…

[Kuzuha] — Filha do deus Apollo !? Ah, beleza. Então eu sou filho de Hades, né ?

Os olhos de Mitsuro começam a lacrimejar e ela abaixa a cabeça.

[Mitsuro] — …Você disse que não ia rir…

[Kuzuha] — N-Não, não, não ! É brincadeira ! Olha, eu juro que paro de rir e escuto sua explicação bem lógica pra isso !

[Mitsuro] — …Promete... ?

Ela levanta sua cabeça.

[Kuzuha] — *Sigh*. Prometo...

[Mitsuro] — Ok. Senta aí. Já já eu termino de fazer as panquecas.

Ela vai para o fogão e começa a cantarolar. Kuzuha se senta em uma cadeira, com uma mesa não muito grande à sua frente.

[Kuzuha] — Sabe, essas são as minhas panquecas favoritas.

[Misturo] — É, eu sei.

[Kuzuha] — . . . Hã ?

[Mitsuro] — E-Eu disse... É… É… Eu quase... terminei… ?

[Kuzuha] — Ah, tá ! Por alguns segundos, eu achei que você me espionava.

[Misturo] — Quem, eu !? Não ! Nunca ! Não sei nem onde você mora ! E, se soubesse, eu não colocaria um monte de flores brancas lá !

[Kuzuha] — Flores brancas… ?

[Mitsuro] — Quem disse alguma coisa sobre flores brancas ? Você deve tá ficando louco ! Eu nunca disse nada sobre flores brancas ! Você é o único aqui falando de flores brancas !

[Kuzuha] — Mas você é a única aqui falando-
[Mitsuro] — AS PANQUECAS ESTÃO PRONTAS !!!

Ela põe as panquecas em dois pratos brancos de cerâmica. Um dos pratos ela põe na frente de Kuzuha, o outro ela põe na mesa e se senta.

[Misturo] — Vai querer xarope de bordo ?

[Kuzuha] — Nunca experimentei isso.

[Mitsuro] — Bom, tem uma vez pra tudo na vida !

[Kuzuha] — É, acho que vo-

Antes que ele terminasse de falar, Mitsuro começa a derramar xarope nas panquecas.

[Kuzuha] — Uhhh...

Mitsuro começa a encará-lo.

[Mitsuro] — C-Come.

[Kuzuha] — Ok…

Ele pega um pedaço e põe na boca.

[Mitsuro] — E aí... ?

Kuzuha começa a encará-la.

[Kuzuha] — . . . Parei de ser ateu…

[Mitsuro] — Hã ?

[Kuzuha] — Essas panquecas tão ótimas mesmo !

[Mitsuro] — V-Valeu.

[Kuzuha] — O que foi que você colocou nelas mesmo ?

[Mitsuro] — Você sabe, o de sempre. Mirtílo, massa de panqueca feita especialmente pelo meu pai, veneno, xarope de bordo-
[Kuzuha] — Eh !?

[Mitsuro] — O quê ?

[Kuzuha] — Repete o penúltimo.

[Mitsuro] — Xarope de bordo ?

[Kuzuha] — Antes.

[Mitsuro] — Mirtílo ?

[Kuzuha] — Um pouquinho depois.

[Mitsuro] — Ahhh ! Tá falando do veneno ?

[Kuzuha] — V-Veneno !?

Mitsuro o puxa pela gola do blazer, e sussurra no ouvido dele.

[Mitsuro] — -É melhor você fazer tudo o que eu mandar, a partir de agora, entendeu ? Só eu tenho o antídoto. Basicamente, a sua vida está nas minhas mãos. Eu salvei a sua vida mais cedo, agora, quero ela em troca do favor. Você será meu escravo e fará tudo e qualquer coisa que eu mandar.-

Kuzuha a tira de perto.

[Kuzuha] — Você ! Eu confiei em você !

Mitsuro sorri.

[Mitsuro] — Senta aí, bobinho. Tehe~♥

[Kuzuha] — Não !

[Mitsuro] — Pelo jeito, o veneno fez efeito.

[Kuzuha] — Aha ! É aí que você se engana ! Veneno não funciona em mim.

Ele senta na cadeira novamente.

[Mitsuro] — Como você é bobinho~

[Kuzuha] — Hein ?

[Mitsuro] — O veneno não é pra matar você. Muito pelo contrário, ele vai é negar os efeitos da Lovers Bloom no seu estômago. É um pouco da poção que você me pediu.

[Kuzuha] — Aaahhh... Podia ter dito antes, né !

Ele começa a comer as panquecas de novo.

[Mitsuro] — E perder a graça de ver a sua cara ? Não.

[Kuzuha] — Isso não foi engraçado...

[Mitsuro] — Enfim… Woah... Essa é uma manhã bem doida.

[Kuzuha] — É, concordo plenamente.

[Mitsuro] — Mas… até que é divertido…

[Kuzuha] — Hã ?

[Mitsuro] — Desde que meu pai foi embora, as coisas vem ficado cada vez mais desinteressantes...

[Kuzuha] — legal.

Ele continua comendo as panquecas, despreocupado.

[Mitsuro] — Sabe, eu fiquei muito triste quando meu pai foi embora…

[Kuzuha] — Você vai mesmo me obrigar a escutar sua história ?

[Mitsuro] — Sim. Eu gostava muito dele. A vida era boa, quando éramos só eu, ele e a mamãe...

[Kuzuha] — Que lindo. Eu não ligo.

[Mitsuro] — Minha mãe gostava muito de plantas. Deve ter sido daí que eu puxei o lado botânico. Ahahaha ! Ela gostava tanto, que fez um jardim com todas as flores conhecidas até hoje.

[Kuzuha] — Eu vi. Chique, até.

[Mitsuro] — Tudo era bom, até aquele dia... Minha mãe morreu por causa de uma doença que não tinha cura. Meu pai ficou muito triste com isso, então ele saiu em busca de uma maneira de reviver ela. Fazem mais de doze anos que ele se foi…

[Kuzuha] — Você sabe que podia ter simplesmente resumido isso em "Apollo estava aqui. Apollo não está mais, porque foi embora. Pra sempre. Fim." E, eu não dou a mínima pra sua história de vida.

[Mitsuro] — Quieto ! Meu pai nunca ia me abandonar !

[Kuzuha] — Eu não creio nem que seu pai é Apollo.

[Mitsuro] — Eu não estou mentindo !

[Kuzuha] — *Sigh*. Não ligo.

Ele se levanta.

[Mitsuro] — Onde vai ?

[Kuzuha] — É que eu tenho que ajudar uma amiga minha. Adorei ouvir essas suas histórias. Continua assim, que você vai poder escrever um livro.

[Mitsuro] — E-Eu já disse q-que não são histórias !

[Kuzuha] — Mitsuro, eu sou ateu. Sabe o que isso significa, né ?

[Mitsuro] — A-Acredita em mim ! Eu juro que não é mentira !

[Kuzuha] — Mitsuro…

Os olhos de Mitsuro começam a lacrimejar de novo.

[Mitsuro] — É sério...

[Kuzuha] — Tá bom, tá bom ! Eu juro que acredito em você !

[Mitsuro] — Sério !?

[Kuzuha] — Não, eu não tô nem aí. Pra mim, você só é uma mentirosa mesmo.

[Mitsuro] — S-Seu malvado !

[Kuzuha] — *Eu reparei nisso só agora, antes ela era toda tímida e encolhida, agora ela não é tão tímida assim...* Aí, Tsu... Nah, esquece. Só não me segue. Você é tipo um peso morto.

Ele põe as mãos na cabeça e sai andando.

[Mitsuro] — Eu sou péssima em fazer amigos… Quando eu penso que dá pra confiar em alguém ou essa pessoa me chama e bruxa, ou me chama de doida… Eu tenho que parar de dizer pros outros que sou filha do Apollo, Deus do Sol.

Kuzuha volta para a cozinha.

[Kuzuha] — Aí, Tsu.

[Mitsuro] — Você voltou !

[Kuzuha] — Dá pra você me fazer um pouco desse antídoto ? Você sabe, né. Caso eu encontre alguma outra Lovers Bloom.

[Mitsuro] — Ah, foi pra isso... Quer saber ?! Não ! Sem antídoto pra você ! Você é muito mau !

[Kuzuha] — Tá... Então, pelo menos, deixa eu te dizer duas coisas. Primeiro, quando estivermos na escola, não fica perto de mim. Não quero que as pessoas me vejam com uma nerd que nem você.

[Mitsuro] — Você me acha uma nerd horrível... ?

[Kuzuha] — Sim. E, eu não tô nem aí, pode chorar à vontade. Segundo, se você é filha de um deus, você não deveria ter alguns poderes ? Tipo, sei lá, envolvendo o sol ?

[Mitsuro] — Eu tenho poderes !

Ela cria uma esfera pequena na mão.

[Kuzuha] — Uhhh...

[Mitsuro] — Eu consigo criar essas esferas. Elas servem pra vários usos, tipo: jogar nas coisas e matar elas. Serve pra ajudar as plantas a crescer. Também serve como uma espécie de bomba que cega as pessoas momentaneamente.

[Kuzuha] — É... Até que esse poder é bem útil… *Pode servir no meu time*.

[Mitsuro] — Eu sou tipo uma vigilante Oni.

[Kuzuha] — Então, você sai à noite e combate os espíritos malignos ?

[Mitsuro] — É, quase isso. Mau pai fazia isso também.

[Kuzuha] — Aaahhh… Mas seu poder não é destrutivo, ou alguma coisa do tipo ?

[Mitsuro] — Não muito. Na verdade, essas coisas que eu crio, são tipo mini sóis.

[Kuzuha] — Até que é bem maneiro…

[Mitsuro] — Pois é. Ei ! Já que agora somos amigos, você quer ser meu parceiro ?

[Kuzuha] — Parceiro... ?

[Mitsuro] — É ! Pensa só, nós dois combatendo o crime !

[Kuzuha] — Não sei... *Essa garota tá mesmo querendo fazer parceria… ?*

[Mitsuro] — Não se preocupa, eu protejo você, caso alguém tente te atacar.

[Kuzuha] — Mitsuro...

[Mitsuro] — Olha, eu sei que as pessoas não têm poderes como eu, mas elas ainda podem ser heróis, ou heroínas, se acreditarem em si mesmos.

[Kuzuha] — Uhhh… Valeu… pelo… conselho... ?

[Mitsuro] — De nada ! Então, o que me diz ?

[Kuzuha] — *Acho que ela não sabe o que é Requiem... Eu posso aproveitar a situação pra me mostrar um pouco... Não ! Eu preciso ter responsabilidade em uma hora dessas ! Nossa… Quando foi que eu fiquei tão idiota assim ? Enfim, eu tenho um plano*. Tsu, eu tive uma ideia. Eu te desafio pra um duelo !

[Mitsuro] — N-N-Não ! Eu não quero machucar um amigo novo !

[Kuzuha] — *Heh, como se você tivesse a chance*. Calma... Você nem escutou o que eu ia dizer. Enfim, quem conseguir derrubar o outro vence. O perdedor vai ter que fazer duas coisas que o ganhador quiser. QUALQUER COISA !!!

[Mitsuro] — Não… Eu não quero usar meu poderes em alguém inocente.

[Kuzuha] — Lembrando, vale qualquer coisa ! Qual é ! Eu tenho certeza de que você quer que alguém te faça alguma coisa.

[Mitsuro] — Hmm... Tá.

[Kuzuha] — Ok. Jura pela vida do Apollo ?

[Mitsuro] — Então, você acredita que eu sou filha do Apollo ?

[Kuzuha] — Nah. Eu continuo sendo ateu.

[Mitsuro] — Droga…

[Kuzuha] — A propósito, Tsu, não precisa se segurar, pode vir com tudo.

[Mitsuro] — T-Tá.

Eles saem de dentro da casa e vão para um campo.

[Kuzuha] — Que conveniente, huh ? Isso aqui parece um campo digno de uma treta.

Uma esfera passa raspando no cabelo dele.

[Kuzuha] — Já começamos ? Ah, que bom saber. Bom, eu não vou pegar leve então. *Eu quero voltar pra casa logo, então é melhor acabar com isso rápido*.

Ele tira o tapa olho, mas continua com seu olho direito fechado.

[Mitsuro] — *T-Tudo bem, Mi-Mitsuro ! Você não precisa machucar ele, s-só derrubar. Q-Que presença ruim...*

[Kuzuha] — A propósito, você pode tirar seus óculos ?

[Mitsuro] — Hã ?

[Kuzuha] — Minha mãe sempre me disse pra nunca bater em quem usa óculos.

[Mitsuro] — *E-Essa é uma boa oportunidade pra intimidar ele !* E-Eu nã-

Quando ela percebe, Kuzuha já não está mais no campo.

[Mitsuro] — O-O quê !? Como ele-

De repente, Kuzuha aparece na frente dela e tira os óculos do rosto de Mitsuro, com um olhar psicótico.

[Kuzuha] — Eu mandei tirar os óculos.

Mitsuro perde seu equilíbrio e cai de costas.

[Mitsuro] — *O que foi isso !? Por um instante, ele some e, do nada, aparece na minha frente… O pior de tudo foi aquela sensação... É como se meu maior pesadelo estivesse na minha frente. Meu coração congelou naquela hora... Quem… é esse garoto... ?*

Ela começa a encarar Kuzuha.

[Mitsuro] — *…O que é esse garoto... ?*

Kuzuha põe o tapa olho de volta.

[Kuzuha] — *Huff Huff. Eu quase… matei ela... Haja força de vontade... ! Huff Huff*. Mitsuro...

[Mitsuro] — O-O quê ?

Kuzuha sorri.

[Kuzuha] — Eu ganhei. Tehe~♥

Ele estende sua mão.

[Mitsuro] — *Esse garoto é um mistério...* É, acho que isso contou.

Ela pega a mão de Kuzuha e se levanta.

[Kuzuha] — Lembrando, você apostou fazer qualquer coisa.

[Mitsuro] — O-O que vai f-fazer comigo !?

[Kuzuha] — Nem começa a pensar besteira. Primeiro, eu quero que você seja minha amiga.

[Mitsuro] — Waahh ! Sério !? Tá ! Isso aí dá pra fazer !

[Kuzuha] — Segundo... Pensando bem, eu vou guardar o segundo pra mais tarde. Hehehe.

Mitsuro fica vermelha.

[Kuzuha] — Não começa ! Então… O que agente faz agora... ?

[Mitsuro] — Não sei...

[Kuzuha] — . . .

[Mitsuro] — . . .

[Kuzuha] — É impressão minha ou o sol tá mais forte agora do que quando eu tava na escola ?

[Mitsuro] — É, fora o fato desse sol quente, aqui é bem legal !

[Kuzuha] — Mitsuro... Onde exatamente é "aqui" ?

[Mitsuro] — Reino de Icahntia, ora !

[Kuzuha] — . . .

[Mitsuro] — Você tá legal ?

Kuzuha respira profundamente.

[Mitsuro] — Hã ?

[Kuzuha] — PUTA QUE PARIU !!!