Devil Slayer
6 Capítulo 6
Kuzuha, Excalibur e Noelle estão em uma barraquinha, comendo crepes.
[Kuzuha] — Hah… É tão não trabalhar em um dia ensolarado e calmo desses.
[Excalibur] — Sabe, qualquer coisa de ruim que eu falei de ruim sobre o Japão eu retiro agora...
[Kuzuha] — É só um crepe...
[Noelle] — Só um crepe ?! Como ousa chamar uma das criações mais perfeitas da culinária de apenas "Só um crepe" ?!
[Kuzuha] — Porque é só um crepe… ?
[Excalibur] — Nunca mais ouse falar do meu paraíso de sabores assim !
Kuzuha respira fundo.
[Noelle] — Quero que ouse chamar o meu alimento de banal novamente !
[Kuzuha] — *Ahem !* É ! Só ! A ! DROGA !!! De ! Um ! CREPE !!!
[???] — Perdoe-me.
Um garoto de pele pálida, cabelo curto loiro, olhos azuis, vestindo uma camiseta azul turquesa, com a gola e as mangas brancas, uma calça branca, um par de sapatos marrons, luvas brancas e segurando um guarda chuva verde aberto põe a mão no ombro de Kuzuha.
[Garoto] — Poderia, por favor, ser menos indelicado com essas belas damas ?
[Noelle] — Obrigada.
[Excalibur] — Valeu.
[Kuzuha] — Ah, é só você, Alucard. Some da minha vista, burguês safado ! Nós não queremos nada com você !
[Alucard] — Eu não me recordo de ter apresentado a minha pessoa a um mero troglodita.
[Kuzuha] — Bu-Bu-Bu-Bu-Bu !
[Alucard] — Como ?
[Kuzuha] — Ah, sabe como é, né. Esse é o meu alarme de bu-bu-bu-bu-burgeses. Cara, ele tá apitando muito nesse momento ! A propósito...
Ele dá um tapa na mão de Alucard, a tirando de seu ombro.
[Kuzuha] — Não dei permissão pra você por a mão em mim, sacou ?
[Noelle] — Tenha um pouco mais de educação, seu animal !
[Alucard] — Não se preocupe, bela dama, eu já estou acostumado a lidar com gente grosseira.
Ele se ajoelha e beija a mão de Noelle.
[Alucard] — A senhorita é tão bela.
[Noelle] — Que isso. Hehehe. Você deve dizer isso pra todas.
[Alucard] — Jamais ! Estou falando sério, eu nunca vi uma dama com tal beleza antes. Poderia me dar a honra de saber seu nome ?
[Noelle] — Noelle Vermillion, mas pode me chamar de loirinha, loira, ou sei lá, alguma coisa que eles me chamariam.
[Alucard] — Para que eu a chamaria de "loirinha", quando você tem um dos nomes mais bonitos do planeta ?
[Kuzuha] — É sério, cara, tá me atrapalhando a comer o crepe.
[Noelle] — Cala a boca, seu idiota ! Se não, eu vou te bater !
[Kuzuha] — T-Tá ! Mas, só porque eu quis !
[Alucard] — Vejo que o cão é adestrado.
[Kuzuha] — Pois é. E, adivinha só…
Ele mostra os dentes para Alucard.
[Kuzuha] — Esse cão morde mais do que ladra. Au !
[Noelle] — EU JÁ MANDEI VOCÊ CALAR A BOCA !!!
[Alucard] — Madame, por favor, não se preocupe com isso, eu não me sinto intimidado com as ameaças deste ser canino troglodita.
[Excalibur] — *Aarrgg ! Todo esse papo meloso tá fazendo eu perder o apetite*.
[Kuzuha] — Daqui a pouco, essas ameaças vão virar ematomas no seu corpo, se você não vazar logo daqui !
[Noelle] — Posso saber o seu nome ?
[Vladi] — Meu nome é Von Alucard Vladi, mas a madame pode me chamar só de Vladi. Você deve conhecer minha família.
[Kuzuha] — Eu conheço, e não curto nem um pouco-
Noelle dá um soco na cabeça dele.
[Noelle] — *Ahem !* Olha, na verdade, eu sou francesa.
[Vladi] — Está explicado ! Deve ser por isso que meus olhos nunca se depararam com tal beldade.
[Noelle] — Assim você me deixa com vergonha. Ehehehe.
[Kuzuha] — *Sigh. Minha vida era muito melhor sem essas duas…*
[Vladi] — Eu sei que isso pode ser muito repentino, mas a senhorita gostaria de sair um pouco com a minha pessoa ?
[Noelle] — Hmm…
[Vladi] — Eu sempre acreditei que, ao sair com alguém logo quando o conhece, você passa a entender e conhecer essa pessoa muito melhor. Eu gostaria muito de te conhecer.
O crepe do Kuzuha pega fogo e vira cinzas.
[Kuzuha] — Cara, é sério, vaza logo daqui !
[Excalibur] — Calma, porco espinho ! Por que tá tão bravo ?
[Noelle] — Eu aceito.
[Kuzuha] — O-O quê !? Não !
[Noelle] — Eu também gostaria de te conhecer melhor, Vladi. Você parece ser uma pessoa muito interessante.
[Kuzuha] — Parem de me ignorar !
[Vladi] — Oh, madame ! Não sabe o quão grato estou por ter aceitado o meu convite ! Esse é o melhor dia da minha vida-
Kuzuha se levanta, esbarrando nele, põe as mãos nos bolsos e dá um olhar sério para Vladi. Os dois começam a se encarar.
[Kuzuha] — Fala aí, burguês, o que você quer ?
[Vladi] — Perdão ? Achei que tinha deixado claro quando disse que gostaria de sair com a madame Noelle.
[Kuzuha] — Não... Eu conheço o seu tipo, você quer alguma coisa.
[Vladi] — Eu só desejo uma coisa, um pouco de tempo com a madame Noelle.
[Noelle] — Kuzuha, para com isso ! Você tá sendo muito babaca agora !
[Kuzuha] — Fica quieta, loirinha. Esse cara não me cheira a coisa boa. Você tá tramando alguma coisa, seu burguês de merda, e eu vou descobrir o que é.
[Vladi] — Eu já lhe disse, troglodita canino, tudo o que quero é um tempo com a madame Noelle. Agora, eu não deixarei que você difame a madame Noelle à mandando calar a boca !
[Kuzuha] — Huh, quer brigar ?
[Vladi] — Odeio resolver as coisas com os punhos, assim como certos trogloditas caninos, mas se for necessário, eu o farei !
Kuzuha tenta socar Vladi, mas Noelle segura seu punho.
[Kuzuha] — Me solta, loirinha ! Eu quero arrebentar a cara dele !
[Noelle] — Não !
[Kuzuha] — Essa é nova.
[Noelle] — Eu não vou deixar você machucar ele. Eu tô no Japão a bastante tempo já, e finalmente encontrei uma pessoa muito legal, uma pessoa que me trata bem. Diferente de certo alguém ! Se quiser machucar ele, vai ter que me machucar.
[Kuzuha] — *Sigh*.
Ele põe sua mão na cabeça de Noelle.
[Noelle] — . . .
[Kuzuha] — Noelle… Você… Você... Você…
Ele levanta ela pela gola do blazer.
[Kuzuha] — Você acha mesmo que eu ligo pra toda essa merda e sentimentalismo ?
[Noelle] — Ugh ! Kuzuha... Tá me apertando ! Ugh ! Sério, tá começando a doer !
Kuzuha sussurra no ouvido dela.
[Kuzuha] — -Não me entenda mal, loirinha. Eu não tô nem aí pra vocês dois. Pensando bem, vamos ver se seu namoradinho ainda vai gostar de você depois que sua cara ficar irreconhecível por causa de uma queimadura de 3° grau "acidental" ! Uhehehe !-
[Noelle] — *Gasp !*
Kuzuha começa a aproximar sua mão ao rosto dela vagarosamente. Noelle começa a tremer.
[Noelle] — *Q-Que frio na espinha ! Que nó na garganta ! N-Não sei o que tá acontecendo, m-mas eu tô com medo dele*.
Kuzuha põe sua mão no rosto dela.
[Noelle] — KYYYAAA !!!
Kuzuha a solta, deixando Noelle cair no chão. Depois, ele põe as mãos na cabeça.
[Kuzuha] — É, eu não tô nem aí.
[Vladi] — *Por alguns segundos eu jurei que tinha sentido… Não deve ser só impressão minha…*
[Kuzuha] — Vamos, empregada. Eu vou te mostrar as melhores lojas de comida nessa cidade.
Ele e Excalibur vão embora.
[Excalibur] — Sério !? Uhu ! Mas vão ter crepes, né ?
[Kuzuha] — *Sigh*. Sim, vão ter crepes.
[Excalibur] — Melhor amigo que poderia existir !
Kuzuha para.
[Kuzuha] — Só... *Sigh*. Só não faz nada que você vá se arrepender depois.
Ele vai embora
[Noelle] — *O que foi… isso tudo ?*
[Vladi] — Você está bem, Noelle ?
[Noelle] — Sim...
[Vladi] — Já que a senhorita diz. A propósito, achei um ato muito nobre de sua parte, ter ido me defender daquele cérebro de passarinho.
[Noelle] — Ah ! O Kuzuha ? Não leva ele a sério, no fundo ele é uma boa pessoa.
[Vladi] — Acho que nem extremamente fundo.
[Noelle] — Ahahaha !
[Vladi] — Bom, podemos começar nosso passeio ?
[Noelle] — Claro.
Algum tempo depois. Kuzuha está sentado em um banco, no shopping, enquanto Excalibur corre em volta de uma fonte.
[Excalibur] — Caramba ! Eu nunca tinha visto uma fonte dessas antes ! Que maneira !
[Kuzuha] — *Já faz um bom tempo que aqueles dois estão juntos… Aquele cara... Não ! Para de pensar nele ! Aarrgg ! Por que é tão difícil assim parar de pensar naqueles idiotas ?!*
Excalibur está balançando a mão na frente do rosto dele.
[Excalibur] — Ei !~ Tá tudo legal aí ? Dimensão Terra chamando Kuzuha !
[Kuzuha] — O que foi ? Já terminou de brincar na fonte ?
[Excalibur] — Depois de muita análise, eu cheguei a uma conclusão.
[Kuzuha] — Qual ?
Excalibur também se senta no banco.
[Excalibur] — Fontes são chatas ! *Sigh*. Não tem nada pra fazer... Ei ! Vamos voltar pros pombinhos e atormentar eles !
[Kuzuha] — Não. Eu não tô afim de ver esses dois juntos.
[Excalibur] — Hmm~ Parece que alguém tá com ciúme~
[Kuzuha] — E-Eu !? Pfft ! Até parece ! Imagina, eu sentindo ciúme de alguém ! Ha ! Eu nem gosto da Noelle.
[Excalibur] — Sei~
[Kuzuha] — É sério !
[Excalibur] — Ei ! Vamos comer mais crepes ! Eu quero do meu preferido, o de morango !
[Kuzuha] — É o único sabor de crepe que você conhece.
[Excalibur] — Eeehhh !? Tem outro sabor além de morango !?
[Kuzuha] — Tem.
Excalibur começa a balançar ele.
[Excalibur] — Eu quero ! Eu quero ! Eu quero agora ! Por favooor !
[Kuzuha] — As vezes eu me pergunto se você realmente tem a mesma idade que eu... *Sigh*. Vamos...
Excalibur o puxa pelo braço, animada.
[Excalibur] — Vamos !
[Kuzuha] — *Eu tô ficando enjoado de ser puxado... Acho que eu vou vomitar*.
Em uma cafeteria, na cidade. Noelle e Vladi estão sentados em uma mesa, na sombra.
[Vladi] — Então eu disse: "Me desculpe, senhorita, mas aqui não é a loja de CDs."
[Noelle] — Ahahaha ! Vladi, você muito engraçado.
[Vladi] — Eu acho que estou sendo um pouco presunçoso, só contando sobre mim. Gostaria que você me dissesse mais sobre a senhorita.
[Noelle] — Não, você não tá sendo presunçoso ! Eu tô adorando te escutar. E nem tenho muita coisa pra falar sobre mim.
[Vladi] — E-Eu estou pressionando você ?! Desculpe, não foi a minha intenção ! Se não quiser falar sobre você, tudo bem, eu entendo
[Noelle] — Não, Vladi, não é isso ! É que eu acho as suas histórias incríveis ! Você é divertido, inteligente, engraçado, educado, -e bem bonito.-
Vladi fica vermelho.
[Vladi] — M-Muito obrigado, Noelle.
Ele põe a mão no bolso.
[Vladi] — Sabe, senhorita Noelle, sei que é um pouco cedo para esse tipo de coisa, mas…
Ele tira um anel de prata, com alguns cristais rosas encrustados nele, do bolso.
[Vladi] — Aceitaria este humilde presente ?
[Noelle] — N-Nossa, Vladi, ele é lindo… Tem mesmo certeza de que quer dar ele a mim ?
[Vladi] — Besteira ! Quando se trata de ter certeza com a minha amada eu nunca erro ! Agora, se me permite.
Ela estende a mão direita. Ele põe o anel no dedo anelar dela. Ela começa a olhar o anel.
[Noelle] — É realmente muito lindo. Eu nunca vi uma pedra preciosa tão bonita assim. O que é ?
[Vladi] — Isto, minha linda Noelle, são cristais de essência de Lovers Bloom concentrada.
[Noelle] — Lovers Bloom ?
[Vladi] — É uma planta extremamente rara que as pessoas de tempos antigos acreditavam que trazia boa sorte na fortuna e no amor para as pessoas que a possuíssem.
[Noelle] — Mas, é claro que é só um mito.
[Vladi] — Pois é... É só um mero mito… Ei. Não acha está música agradável ?
Ele começa a estalar os dedos ao som da música.
[Noelle] — Sim. Ela é bem calma e… e…
Ela fecha seus olhos.
[Vladi] — E-Está tudo bem com você, minha amada Noelle ?
Noelle abre os olhos, assustada.
[Noelle] — …Onde… ? Ah, me desculpe ! Acho que a música estava tão relaxante que eu acabei dormindo. Hehehe ! Eu ando bem cansada ultimamente com o Kuzuha.
[Vladi] — Não, não, minha amada Noelle. Por favor, não vamos lembrar de coisas que nos incomodam.
[Noelle] — Ele não é bem um- Tem razão, eu não deveria ter tocado no nome dele. Me diz, por que você usa esse guarda chuva ?
[Vladi] — Minha pele é fraca aos raios do sol. Quando fico muito tempo exposto, ela começa a criar algumas bolhas que coçam bastante.
[Noelle] — Puxa… Deve ser triste viver assim…
[Vladi] — Não há nada que o tempo não te faça esquecer, dor, sofrimento, angústia, alegria, pessoas queridas, amigos, familiares, amores antigos, traições de um amigo, a morte de alguém importante, um troglodita canino brutamontes grosseiro... O tempo é como uma câmara cheia de ar, quando está cheia esquece das preocupações e temores, mas quando percebe que esse ar está acabando, você lembra de todas essas coisas.
[Noelle] — Nossa, isso foi profundo. Eu te entendo.
[Vladi] — Sabe, minha amada Noelle, desde que meus olhos avistaram sua beleza, eu relutantemente gostaria de lhe perguntar uma coisa.
[Noelle] — Pode falar.
[Vladi] — Você gostaria de vir à minha casa algum dia ? Minha família fará um baile muito especial, com convidados íntimos, e eu gostaria que você fosse. Seria tão bom ver você conversando com a minha família.
[Noelle] — Eu não sei...
Vladi segura a mão dela.
[Vladi] — Tem certeza disso, minha amada Noelle ?
[Noelle] — Eu... Eu… Na verdade, Vladi, eu adoraria ir, mas não tenho nenhum vestido chique.
[Vladi] — A senhorita fica bonita com qualquer traje que usa, mas se esse é o problema, eu faço questão de lhe comprar um agora.
[Noelle] — V-Vladi !?
[Vladi] — Vamos, minha amada Noelle.
Ele pega o guarda chuva e estende o braço para Noelle, que o agarra. De volta ao shopping. Kuzuha está carregando Excalibur nas costas. Ela parece desnorteada.
[Kuzuha] — *Sigh*. Eu sabia que não devia ter deixado você comer tantos crepes… Agora você teve uma sobrecarga de açúcar.
[Excalibur] — Eu comi tantos crepes... Ai, minha barriga… ! Eu comi tantos crepes, mas o meu favorito, por enquanto, é o de morango...
[Kuzuha] — Você tá ferrada. Sabe que todos esses crepes vão ter que sair de algum jeito, né ?
Ele olha para o lado e vê Noelle e Vladi saindo de uma loja de roupas.
[Kuzuha] — Excalibur, coisa séria, aguenta aí.
[Excalibur] — Como assim-
Kuzuha sai correndo, até se esconder atrás de algumas plantas.
[Kuzuha] — -Olha ali… A loira e o burguês acabaram de sair de uma loja de roupas, e a loirinha tá com uma sacola enorme na mão.-
[Excalibur] — -O que será que é, hein ciumento ?-
[Kuzuha] — -Eu não faço a mínima ideia… Aarrgg ! Esse cara me dá nos nervos !-
[Excalibur] — -Pois é, ciumento.-
[Kuzuha] — -É… Perai ! Ciumento ?!-
[Excalibur] — -É. Você tá com ciúmes da loirinha.-
[Kuzuha] — -Me chama de ciumento de novo, e você vai ver o que eu vou fazer !-
[Excalibur] — -O que, ciumento ?!-
[Kuzuha] — -Não vamos discutir agora. O que importa é a loirinha não andar mais com esse cara, e pronto.-
[Excalibur] — -Tá bom, eu vou te ajudar nessa. *Ele tá com tanto ciúme ! Hihihi !* Mas fique sabendo de uma coisa, quando espionamos alguém, acabamos descobrindo coisas que não queremos.-
[Kuzuha] — -Shhh ! Eu tô tentando escutar.-
[Noelle] — Sabe, Vladi, no começo eu achava que você seria um troglodita idiota, desajeitado, arrogante, burro e arruaceiro como certas pessoas, mas agora que eu te conheço melhor, sei que você não é nada disso.
[Vladi] — Com toda certeza, minha amada Noelle.
[Kuzuha] — . . .
[Excalibur] — -Ei, ciumento ! O que tá acontecendo aí ?-
[Kuzuha] — . . .
[Excalibur] — -Ciumento !-
[Kuzuha] — -Hã ?! Ah ! Eles tão só batendo papo, ou sei lá...-
[Excalibur] — -Você ouviu alguma coisa que não queria, não foi ? *Sigh*. Eu avisei. Você tá bem ? Tá meio quieto.-
[Kuzuha] — Aquele burguês morre hoje.
[Noelle] — Hã ? Aquela planta acabou de-
Vladi pega a mão dela.
[Vladi] — Não ligue para aquela planta, olhe para os meus olhos.
[Noelle] — O-Ok.
[Vladi] — Alguém já disse que o azul dos seus olhos são como o azul de um límpido céu sobre o mar ?
[Noelle] — Aw, Vladi, que fofo~♥
[Excalibur] — -Ei ! O que você vai fazer ?!-
[Kuzuha] — -*Sigh*. Eu vou embora. Esse casal conseguiu embrulhar o meu estômago.-
[Excalibur] — -Até que eu acho eles fofos juntos.-
[Kuzuha] — -Até que eu acho que ninguém pediu sua opinião.-
Ele se levanta e acaba esbarrando na planta.
[Kuzuha] — Wowowow !
Antes que o vaso caísse no chão, ele consegue pegá-lo e o colocar no lugar.
[Kuzuha] — Ufa ! Agora… Uhhh...
O casal está olhando para ele.
[Kuzuha] — *Sigh*. Eu sou um idiota mesmo...
[Noelle] — K-Kuzuha !?
[Excalibur] — Yo, loira ! Sabia que aqui em cima tem uma vista legal ?
[Vladi] — Estava nos espionando, troglodita ? Que ato feio de sua parte.
[Kuzuha] — Espionando ? Você ? Nah ! Eu não ia me dar o trabalho.
Ele vai embora.
[Noelle] — Não, perai ! Eu preciso falar com você-
Ela se levanta, mas o vladi à segura pela mão.
[Vladi] — Esqueça dele. Esse troglodita não raciocina as coisas direito.
[Noelle] — Talvez você esteja certo, é melhor eu esquecer dele um pouco. Mas, caramba, não acredito que sua família é uma das mais ricas do Japão.
[Vladi] — Sim, minha família é uma das mais ricas e poderosas, não só aqui, mas em quase o mundo inteiro.
[Noelle] — Sabe, depois de você me falar o quanto você estudou, eu me pergunto, o que um garoto prodígio como você quer com uma garota tão burra como eu ?
[Vladi] — Não ouse usar essas palavras novamente ! Você não é burra ! Muito pelo contrário, é uma das pessoas mais inteligentes que conheço ! Eu é que me pergunto, o que uma pessoa inteligente e bonita como você quer em um cara como eu.
[Noelle] — Vladi, você é um amor~
Kuzuha e Excalibur voltam.
[Noelle] — Kuzuha, que bom que você voltou. Sabe, acho que, agora, vocês podem se conhecer melhor e até-
Ele a ignora e bate na mesa.
[Kuzuha] — Aí, burguês !
[Excalibur] — Ele tá muito puto !
[Vladi] — *Sigh*. Troglodita, por favor, pare de interromper o meu encontro com a senhorita Noelle. A propósito, fazendo isso você só está se envergonhando em público.
[Kuzuha] — Quer saber de uma coisa, burguês ? Meus parabéns ! Você é um tipo de pessoa muito rara.
[Noelle] — Kuzuha, para já com isso, se não… !
[Vladi] — Como, troglodita ? Não vê que nós estamos nos dando bem ?
Ele pega a mão de Noelle.
[Noelle] — Não dá atenção pra ele, Vladi. Por que você não vai embora, hein ? Não tá vendo que nenhum de nós te quer aqui ?!
[Kuzuha] — Vladi ! Você é uma pessoa realmente especial e rara !
Ele começa a levar a mão até o tapa olho.
[Noelle] — *Perai… A diretora não disse alguma coisa sobre ele não poder tirar o tapa olho ? Gasp !*
[Kuzuha] — Você faz parte de um certo grupo de pessoas, um certo grupo de pessoas que consegue me tirar do sério completamente. Sinta-se orgulhoso disso ! Cara, se você encostar um dedo sequer-
Quando ele põe a mão no tapa olho, Noelle dá um soco na cabeça dele, o desmaiando.
[Excalibur] — Temos uma vencedora !
[Noelle] — Ufa ! *Ai ! Esse soco foi forte. Só espero que o Vladi não tenha percebido que eu usei meus cristais*. Empregada, tira ele daqui.
[Excalibur] — Isso aí eu faço com orgulho, loirinha.
Ela põe Kuzuha nos ombros e sai andando.
[Noelle] — Desculpa mesmo, Vladi. Olha, normalmente ele não é assim. *Sigh*. Sinceramente, não sei o que deu nesse retardado hoje.
[Vladi] — Você é bem forte...
[Noelle] — *Ele não notou os cristais ! Ufa !* É que eu fiz… Uhhh… Eu fiz judô quando era menor.
[Vladi] — Mesmo que eu não apóie lutas, isso foi bem legal ! Poderia me ensinar, algum dia desses ?
[Noelle] — Talvez. Hehehe !
[Vladi] — Nossa !
[Noelle] — O quê ?
[Vladi] — Olhe lá fora ! Escureceu tão rápido.
[Noelle] — Caramba !
[Vladi] — Eu tenho que ir, minha mãe me disse para dormir cedo pois amanhã teremos um evento muito importante. Sei que eu te convidei em cima da hora, por isso vou perguntar de novo, você realmente vai vir quando acontecer o baile ?
[Noelle] — Claro que sim, Vladi.
[Vladi] — Isso será ótimo ! Eu poderei te mostrar a minha casa, minha família, tudo ! Vai ser incrível !
[Noelle] — É ! Com certeza vai !
[Vladi] — Estou indo. Te vejo amanhã, minha amada Noelle !
Ele sai correndo.
[Noelle] — Tchau, Vladi... *Ahem !* AAAHHH !!! Ele é tãããooo perfeito ! Eu adorei ele !
Ela começa a olhar pro teto do shopping, que é feito de vidro.
[Noelle] — Hah… Meu coração tá tão feliz, quase explodindo. Não tem como minha vida ser melhor… *Mas, uma coisa me deixa pensativa, o que deu no Kuzuha hoje ? Primeiro, ele decide se juntar a organização da forma mais aleatória de todas. Depois, ele não foi com a cara do Vladi sem ele ter feito nada. Sigh. Garotos... A maioria das vezes, são previsíveis. Quando não são, te surpreendem de uma forma absurda*.
Ela levanta e vai embora.
[Noelle] — Bom, hora de ir pra casa.
Enquanto isso, em um quarto. Kuzuha está deitado em uma cama. Excalibur está sentada ao lado dele.
[Excalibur] — Você é idiota, hein... O que deu em você ? Tá agindo mais estranho do que o normal. Será que você tá...
Kuzuha começa a acordar.
[Kuzuha] — Ugh… O que aconteceu ? Cadê aquele burguês ?!
[Excalibur] — Cara, a loirinha te deu um KO.
[Kuzuha] — *Sigh*. Noelle…
[Excalibur] — *Hora de bancar a irmã mais velha*. Por que você tá assim ?! Normalmente você é só um idiota, mas agora você tá sendo um babaca total ! Finalmente ela acha alguém que gosta e você quer estragar isso ?! Por favor, né !
[Kuzuha] — E-Eu não...
[Excalibur] — "Eu não" nada !
[Kuzuha] — Calma… Por que tá tão brava ?
[Excalibur] — Escuta, a Noelle é tipo uma irmã mais nova pra mim, beleza ! Se extrapolar com ela, você vai extrapolar comigo, entendeu ?!
[Noelle] — EMPREGADA !!! CHEGUEI !!!
[Excalibur] — Olha lá o que você vai fazer, hein !
[Kuzuha] — Quer saber ?!
Ele se levanta da cama com um pulo e põe as mãos nos bolsos de sua calça.
[Excalibur] — Vai fazer o quê ?
[Kuzuha] — Eu não tô nem aí.
Ele começa a andar.
[Excalibur] — Onde tá indo ?! Ei, volta aqui ! Eu ainda não terminei a bronca !
[Kuzuha] — Sinceramente, eu não sei pra onde eu vou. Mas, uma coisa é certa...
Noelle entra no quarto. Ela acaba se esbarrando nele.
[Noelle] — K-Kuzuha !?
Kuzuha olha para ela com desgosto.
[Kuzuha] — *Humpf*. É só você.
Ele volta a andar.
[Kuzuha] — Como eu ia dizendo. Excalibur, já que eu sou tão problemático assim, não precisa me procurar mais.
[Excalibur] — Não é pra tanto, né !
Kuzuha chega até a porta. Noelle o impede de sair, segurando seu braço.
[Noelle] — Me diz, por favor, o que tá acontecendo com você. Por que você tá assim ?
Ele puxa seu braço com força.
[Kuzuha] — *Humpf*. O que você tem pra falar com um troglodita ?
Ele vai embora. Noelle o encara, enquanto ele se afasta do local.
[Noelle] — ...Muitas coisas…
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