Kuzuha e Mitsuro estão andando na rua, indo à escola.

[Kuzuha] — E foi isso que aconteceu.

Mitsuro respira profundamente.

[Kuzuha] — Ih !

Ele tapa as orelhas com as mãos.

[Kuzuha] — *Não grita ! Não grita !*

[Mitsuro] — …Hah…

[Kuzuha] — . . . Hã ?

Ele tira as mãos das orelhas.

[Mitsuro] — Eu não acredito que fiz essas coisas...

Ela se curva na frente de Kuzuha.

[Mitsuro] — M-M-Me desculpe, Kuzuha-san ! E-Eu te disse coisas horríveis e gostaria de ter o seu perdão.

[Kuzuha] — *Sigh*. Você é muito educada. E, não é como se você tivesse noção das coisas que tava fazendo mesmo. Ah ! Dá pra parar de me chamar de Kuzuha-san ? Só porque estamos no Japão não quer dizer que você tem que ser tão educada.

Eles voltam a andar.

[Mitsuro] — E-Eu pensei que você gostasse.

[Kuzuha] — Nah. Não é que eu não gosto, é que é estranho.

[Mitsuro] — Entendo...

[Kuzuha] — Enfim-

Excalibur chega e põe os braços no ombro dos dois.

[Excalibur] — Yo ! Como vão os meus pombinhos favoritos ?

[Mitsuro] — C-C-C-Casal !?

[Kuzuha] — E aí, empregada. Fala aí, você viu a loirinha ?

[Excalibur] — Ele deve chegar aqui em 3… 2… 1…

Noelle chega, muito cansada.

[Noelle] — *Huff Huff*. Empregada… eu te mato... !

[Kuzuha] — -O que você fez dessa vez ?-

[Excalibur] — -Nada de mais, sabe. Eu posso ter trocado o shampoo dela por detergente, mas isso é só uma suposição.-

[Kuzuha] — -Você é do mau. Hehehe.- Nossa, loirinha. O que foi ?

[Noelle] — Essa empregada maldita trocou o meu shampoo por detergente !

Excalibur põe as mãos na cabeça e começa a assobiar.

[Excalibur] — Que dia foi isso ? Nunca nem vi.

[Noelle] — Você me paga !

Ela tenta agarrar Excalibur, que desvia e se esconde atrás de Kuzuha.

[Kuzuha] — E-Ei !

[Excalibur] — Socorro ! Tem uma loira oxigenada tentando me matar !

[Noelle] — Grr !

Elas começam a correr em volta de Kuzuha.

[Kuzuha] — Dá pra parar de correr em volta de mim ?! Ei, Tsu ! Dá uma ajuda aqui !

Mitsuro está encarando o chão, vermelha e tremendo um pouco

[Mitsuro] — C-Casal...

[Kuzuha] — Ah, qual é !

[Excalibur] — Loira oxigenada !~ Loira oxigenada !~

Ela mostra a língua para Noelle.

[Noelle] — Loira oxigenada é a sua mãe !

[Excalibur] — Não ! É a sua ! Hehehe.

Noelle para de correr, fazendo com que a Excalibur batesse nela, e começa a encarar o chão.

[Excalibur] — Ah… É mesmo…

[Kuzuha] — Uhhh... Você tá legal, loira ?

Noelle respira profundamente. Depois, ela passa a manga do blazer no rosto.

[Noelle] — Já me viu não estando bem ?

[Kuzuha] — *Ok. Que droga foi essa ?*

Noelle começa a puxar as bochechas da Excalibur.

[Noelle] — Me chama de loira oxigenada mais uma vez e você fica careca, entendeu ?

[Excalibur] — Ai ! Ai ! Desculpa ! Eu não vou mais fazer isso !

[Noelle] — Bom mesmo. *Humpf !*

[Kuzuha] — *Sigh*. O que a minha vida virou… ?

Algum tempo depois. Na sala de aula. Kuzuha está olhando para uma janela.

[Kuzuha] — *Hmm… Parando pra pensar, quem era aquela mulher da loja… ? Já faz um tempo, mas não consigo esquecer. Como é que ela acertou tanto assim as coisas ? O pior é que ela disse algo sobre um Rei dos Dragões ter um poder imenso...*

[Professora] — Kuzuha ! KUZUHA !!!

[Kuzuha] — Hã ?

[Professora] — Espero que esteja prestando atenção na aula.

[Kuzuha] — Ah ! Mas é claro que eu estou, digníssima tutora. Química é a minha matéria favorita. Não sabe o quão grato eu sou por ensinarem ela nas escolas. Agora, se me der licença, preciso voltar a ter um devaneio sobre sua bela matéria.

[Noelle] — -Que falta de educação !-

[Kuzuha] — -Me deixa em paz, loira !-

[Professora] — Então química é a sua matéria favorita, huh ? Já que é assim, qual é a fórmula química do vitríolo ?

Os alunos começam a cochichar.

[Garota 2] — -Esse demônio é um arrogante !-

[Garoto 1] — -É ! Até parece que um burro desses, que nem olha pra um livro, vai saber o que é isso ! Nem nós, estudiosos, sabemos !-

[Garota 2] — -Será que ele sabe o que é um livro ?-

[Garoto 1] — -É óbvio que não ! Hahaha !-

[Noelle] — *Eu meio que concordo em parte com eles. Nunca vi ele pegar um livro*.

[Kuzuha] — Deixa eu ver se me lembro… Hmm… Não. Eu não faço a mínima ideia.

Ele começa a coçar a cabeça.

[Kuzuha] — Cara, deu um branco total.

[Professora] — *Eu sabia que ele não ia saber responder isso. Afinal, eu nunca passei este conteúdo*. Então, acho melhor você começar a prestar mais atenção nas minhas au-

Kuzuha dá um sorriso confiante.

[Kuzuha] — Brincadeirinha.

[Professora] — Ah, por favor. Você vai para a diretoria se continuar fazendo palhaça-
[Kuzuha] — Duas partículas de Hidrogênio e quatro de Enxofre e Oxigênio, ou para encurtar, H2SO4.

[Todos] — *Gasp !*

[Noelle] — *C-Como !?*

[Kuzuha] — Agora, se me der licença, eu preciso voltar aos meus pensamentos.

[Professora] — Não tão rápido, mocinho ! Não sei como acertou isto, mas eu não terminei ainda.

[Kuzuha] — Professora, com todo o respeito, Protactíneo, Urânio, Nobélio, Selenio, Urânio, Cobre.

[Professora] — E, o que isso significa ?

[Kuzuha] — Você é a professora de química, devia saber disso.

[Professora] — Ora, seu ! Saiba que eu sei ! Só não quero explicar o que é ! Agora, preste atenção na minha aula !

Ela se vira e começa a escrever na lousa, batendo o giz com força.

[Kuzuha] — Hehehe.

[Noelle] — -O que isso significa ?-

[Kuzuha] — -Confia em mim, você não vai querer saber.-

[Noelle] — -Uhhh...-

Algum tempo depois. Já é hora do intervalo e Kuzuha, Noelle e Mitsuro estão sentados, conversando.

[Kuzuha] — É, por essa eles não esperavam. Você tem que estudar na nossa sala, Tsu. Tá perdendo coisas ótimas. Hahaha !

[Mitsuro] — Como é que você sabia dessas coisas ? Eu nunca te vi na biblioteca.

[Kuzuha] — Ah, qual é ! Eu não sou tão idiota assim, gente.

[Noelle] — *Como é que ele sabia a resposta… ?*

[Mitsuro] — E-E-Eu não quis t-te chamar de burro ! Me desculpe !

[Kuzuha] — *Sigh*. Você é educada demais…

Noelle se levanta.

[Kuzuha] — Vai aonde, hein loira ?

[Noelle] — E-Em lugar nenhum. Eu só vou dar uma volta.

[Kuzuha] — É, eu não tô nem aí.

[Noelle] — Então, por que você- *Sigh*. Quer saber ?! Esquece.

Ela sai correndo.

[Kuzuha] — Sujeitinha mais estranha. Enfim, Tsu, o que você pretende fazer pra janta ?

[Mitsuro] — Hmm… Não sei… Talvez eu faça alguma coisa com carne. Ainda não decidi.

[Kuzuha] — Cara, só de pensar no que você vai fazer, eu já fico com uma fome !

Uma garota com uma caixa enrolada em um pano chega.

[Garota] — É... C-Com licença... Demônio...

[Mitsuro] — *Hã !? Alguém veio falar com ele !?*

[Garota] — É que… eu ouvi que você estava com fome e…

Ela se curva e põe a caixa perto do rosto de Kuzuha.

[Garota] — E-Eu gostaria que você aceitasse esse presente que fiz só pra você !

[Mitsuro] — *EEEHHH !?!!*

[Kuzuha] — Vocês são idiotas mesmo… Não. Eu não tô afim de comer essa porcaria.

Mitsuro olha para ele.

[Mitsuro] — *EEEHHH !?!!*

[Kuzuha] — *Sigh*. O que foi que a Hanasei aprontou dessa vez ?

[Mitsuro] — H-Hanasei ? Essa não é a escola que tem aqui perto ?

[Garota] — Ufa ! Pensei que ia ter que fingir por mais tempo.

Ela levanta a cabeça.

[Garota] — Então, já que você entendeu tudo, vê se levanta essa merda de bunda daí e vai lá.

[Kuzuha] — Até parece.

[Mitsuro] — O-O que tá acontecendo aqui ?

[Kuzuha] — *Ahem !* Academia Hanasei, uma academia de jovens com dinheiro e um puta ensino superior. Cheia de coisas caras, alunos esnobes e prêmios pelo ótimo ensino esta academia vem sendo muito requisitada nos últimos tempos. Nossa diretora meio que tem umas tretas pendentes com a diretora de lá. Sabe como é, né. E, além do mais, lá tem vários alunos bons de briga. Mas infelizmente, pro azar deles, todas as vezes que alguém daqui mexe com alguém de lá e perde, o carrasco aqui tem que ir ensinar umas boas maneiras.

[Mitsuro] — Hmm…

[Kuzuha] — E, antes de uma briga começar, sempre vem alguma garota me oferecer comida. Tipo uma oferenda, saca ?

[Mitsuro] — I-Isso não é muito legal…

[Garota] — Cala a boca, bruxa ! Você dá sorte de termos esse demônio aqui, se não, geral ia odiar você !

[Mitsuro] — …D… Desculpa...-

[Kuzuha] — *Sigh*. Dessa vez, eu não vou. Tô cansado de ter que resolver os problemas desses panacas.

[Garota] — Já que você não vai, beleza. A propósito, não sei o que é, mas mandaram eu te dizer que pegaram alguma Exca-sei-lá-o-quê.

[Mitsuro] — *Gasp !* Pegaram a Excalibur !

[Garota] — É ! É isso aí que você disse.

[Kuzuha] — *Sigh*.

Ele põe a mão no rosto.

[Kuzuha] — Só pode tá de brincadeira com a minha cara…

Ele se levanta.

[Kuzuha] — Mitsuro, fala pra diretora que eu vou dar uma demorada. Ah ! Não fala pra loirinha nada sobre você sabe o quê.

[Mitsuro] — V-Você vai mesmo brigar com eles ?

Ela se levanta.

[Kuzuha] — Bom, um carrasco é um carrasco, não importa o quanto ele tente evitar ser um. E, não deve demorar muito.

[Mitsuro] — Eu vou ir falar com a diretora. Não sai daí ! Quando eu voltar, vou junto.

Kuzuha sorri.

[Kuzuha] — Mas é claro.

Ela sai correndo.

[Garota] — Você é muito falso.

[Kuzuha] — Acho que é um dos deveres de ser um demônio. Enfim, eu tô indo.

Ele põe as mãos nos bolsos e começa a andar. De repente, a barriga dele ronca.

[Kuzuha] — *Sério mesmo ?! Agora, barriga idiota ?!*

Algo acerta a cabeça dele e ele pega.

[Kuzuha] — Quem fez isso-

Quando olha o que o acertou, ele vê que foi um bolinho de chocolate.

[Kuzuha] — Essa é nova.

[Garota] — Ei.

[Kuzuha] — Fala.

[Garota] — Não tem como socar a cara de alguém de estômago vazio. Come, deve ajudar.

[Kuzuha] — Heh...

Ele abre a embalagem com os dentes, morde um pedaço e sai andando.

[Kuzuha] — Como se essa coisa nojenta fosse me ajudar a brigar.

[Garota] — Eu te desejaria boa sorte, mas prefiro que você morra.

Kuzuha mostra o dedo do meio para ela. Enquanto isso, na porta da diretoria. Mitsuro está parada com a mão encostada na parede.

[Mitsuro] — *Huff Huff*. Finalmente... eu cheguei...

Ele se recompõe.

[Mitsuro] — Ufa ! Bom, eu tenho que ajudar o Kuzuha-san ! Até porque… eu… meio que sou a única que consegue levar a arma dele… Enfim…

A porta da diretoria se abre.

[Mitsuro] — Hã ?

Noelle sai do local.

[Mitsuro] — Ah, Noelle-tan ! Então, é aqui que você veio. Pensei que você ia…

Noelle a ignora.

[Noelle] — *Isso… não é verdade… N-Não pode ser verdade ! Por favor, não seja verdade ! Mas se for, eu… vou ter que…*

Ela balança a cabeça.

[Noelle] — *Não, Noelle ! As coisas nunca vão chegar a esse extremo ! Bom, eu já tive um plano !*

[Mitsuro] — …dar uma volta… Por que ela me ignorou… ?

[Diretora] — Ah, Mitsuro ! Entre.

Ela entra.

[Diretora] — Sente-se.

[Mitsuro] — N-Não. Eu só vim dar um recado rápido do Kuzuha.

[Diretora] — Caramba ! O que ele aprontou hoje ? Já é a segunda aluna !

[Mitsuro] — Hã ? *Não ! Não tenho tempo pra isso ! Ahem !* E-Ele disse que ia demorar um pouco.

[Diretora] — . . .

[Mitsuro] — Hã ?

[Diretora] — *Sigh*. Eu odeio a Hanasei.

[Mitsuro] — *E-Entendeu assim tão rápido !?*

Ela começa a ir para a porta.

[Diretora] — Opa, opa, opa ! Onde pensa que vai, mocinha ?

[Mitsuro] — A-A-Ajudar ele, senhora.

[Diretora] — É mole. Hahaha ! Quer ajudar ele ? Simples, não faça como aquela aluna que acabou de sair daqui, fique só na sua. Quanto menos souber, melhor. Bom, no caso dela, já é tarde.

[Mitsuro] — Hahaha ! A senhora gosta de brincar ! É por isso que é a melhor diretora e…

A diretora a encara.

[Mitsuro] — …Não é uma brincadeira, não é… ?

A diretora nega com a cabeça.

[Mitsuro] — *O que aconteceu aqui… ?*

Enquanto isso, em uma pátio com uma enorme fonte com um cifrão e várias cerejeiras enfileiradas em uma passagem até as portas para adentrar uma escola. Kuzuha se encontra neste pátio.

[Kuzuha] — *Sigh*. Cadê ?

Excalibur é jogada. Ela está amarrada.

[Kuzuha] — Tá tudo inteiro aí ?

Ela levanta.

[Excalibur] — Kuzuha ! Meu Deus ! Ainda bem que você chegou ! Você não sabe pelo que eu-
[Kuzuha] — Merecido.

[Excalibur] — Hã ?!

[Kuzuha] — Considere isso um castigo por trocar o shampoo da loira por detergente.

[???] — Ara, ara~ Pelo visto, chegou a hora de cortar o mau pela raiz~

[Kuzuha] — E-Essa voz ! Mas como ?!

Karma aparece vestindo uma camisa preta, um casaco aberto xadrez vermelho vinho e preto, uma saia cinza e um par de sapatos marrons.

[Kuzuha] — A propósito, onde é que você andou, cobra ?

[Karma] — Cobra… Então, é assim que voe chama a pessoa que de deu seu primeiro beijo… ?

Ela pega um leque vermelho, o abre, põe na frente da boca e fica vermelha.

[Karma] — V-Você é mesmo um monstro desalmado e terrível, demônio-kun.

[Kuzuha] — Chega de joguinhos, cobra ! Pra começar, seus esquemas não funcionam comigo !

[Karma] — Sério mesmo !? Será que não funcionam nem como… distrações ?

[Excalibur] — Cuidado !

[Kuzuha] — Droga !

Ele se vira. Quando faz isso, Kuzuha é acertado por uma marreta de gelo, afundando no chão.

[Excalibur] — *Gasp !* Você tá legal ?!

[Kuzuha] — É... óbvio que não... Ugh !

Ele se levanta.

[Kuzuha] — Que droga foi essa… ?

[???] — Droga ? Eu não diria isso, troglodita.

[Kuzuha] — Ah, qual é !

Vladi aparece, vestindo uma camisa preta, o mesmo casaco que Karma, uma calça jeans, um par de sapatos pretos e está segurando uma marreta de gelo roxo.

[Vladi] — É um enorme desprazer revê-lo, troglodita.

[Kuzuha] — -Excalibur, quando eu contar até três, você some daqui, ok ?-

[Excalibur] — -Mas e você ?-

Kuzuha tira o tapa olho, mas continua com seu olho fechado.

[Kuzuha] — -Eu vou ficar legal. Um… Dois…

Ele soca o chão, com o punho cheio de chamas, criando uma cortina de poeira.

[Kuzuha] — …TRÊS !!!

[Karma] — Não pense que será tão fácil assim escapar, mono olho !

Ela pega seu chicote e o gira, tirando a poeira.

[Kuzuha] — Nah. Fugir não é muito o meu forte.

Ele está parado, com as mãos na cabeça e com os olhos abertos.

[Karma] — Entendo... Então, preferiu a vida da sua amiga, em vez da sua…

[Kuzuha] — Não somos muito amigos, mas até que ela é um pouco suportável.

[Vladi] — Os dias de sua vida miserável acabam hoje, troglodita maldito !

[Kuzuha] — *Sigh*. Ei, Paradox. Tá afim de comer ?

Sem resposta.

[Kuzuha] — Hã ?! Ei, coisa maligna ! Eu tô falando com você !

[Paradox] — *Este garoto... Alucard... Há uma aura diferente em volta dele… Uma aura enorme…* Ei, prisão deplorável. Há algo de errado com esse garoto.

[Kuzuha] — Hein ?

[Vladi] — Ahahaha ! Vejo que seu bichinho de estimação foi bem treinado.

[Kuzuha] — Perai... Parando pra pensar…

Ele verifica Vladi de cima a baixo.

[Kuzuha] — . . . E-Eu não arranquei esse braço antes !?

[Vladi] — Só um idiota para não perceber isso.

Ele tira o casaco. Seu braço direito está coberto por pelos preto e há algumas veias roxas nele.

[Kuzuha] — Credo, cara ! Esconde isso aí, meu !

[Vladi] — Esta é uma cicatriz que eu vou levar comigo pelo resto da vida, seu troglodita desgraçado !

[Kuzuha] — De nada. Você fica até melhor sem esse braço.

[Karma] — Bom, eu só vou observar, por hora.

Ela se senta na beira da fonte.

[Kuzuha] — Ei, Paradox. Não sei o que deu em você, mas acaba logo com esse cara !

[Vladi] — *Tsk Tsk Tsk*. Ingênuo, como sempre, troglodita.

Ele começa a tirar sua camisa.

[Kuzuha] — Ei, cara ! Se for pra ficar com viadagem, é melhor nem participar desse capítulo !

[Karma] — Você vai se arrepender de ter vindo aqui, Kuzuha.

[Vladi] — Como já dito antes, troglodita…

[Kuzuha] — Ah ! Fica quieto, bur-

Quando Vladi tira sua camisa, Kuzuha fica chocado com o que vê. Há uma mancha preta no peito dele, onde fica o coração. E, dessa mancha, algumas veias roxas, saltadas, estão indo em direção do braço direito de Vladi.

[Kuzuha] — Q-Que merda é essa, burguês ?!

[Karma] — Hazark.

[Kuzuha] — Tá sabendo tudo, hein ! Bato palma pra você ! Você é foda !

[Karma] — Muito obriga-
[Kuzuha] — Isso não esclareceu merda nenhuma, cobra idiota !

[Karma] — Ara, ara~ Parece que temos um esquentadinho aqui~

[Paradox] — Hazark… Não pensei que nossos caminhos se cruzariam novamente.

[Kuzuha] — Até você !? Ah, qual é ! Alguém me fala o que tá acontecendo !

Os olhos de Vladi ficam completamente pretos.

[Hazark] — Paradox… Então este garoto é seu vassalo...

[Paradox] — Vassalo não, está mais para prisão.

[Hazark] — Você nunca tem sorte nas coisas que faz, não é, Paradox…

Ele dá um sorriso maléfico.

[Hazark] — …meu irmãozinho...