Kuzuha acorda em um corredor de escola. Há muito sangue nas paredes, há uma luz quebrada piscando e ele está com suas mãos cobertas por sangue.

[Kuzuha] — *Huff Huff !* Onde… eu tô !?

Ele vê Noelle rastejando com os braços para longe dele, tremendo, chorando, coberta de sangue e com vários cortes e hematomas pelo corpo.

[Noelle] — P-Por... favor… chega… Por… favor... e-eu… imploro... *Coff Coff*.

Ela começa a engasgar com seu próprio sangue.

[Kuzuha] — E-Ei ! Noelle ! O que foi ?! P-P-Por que você tá assim ?!

Ele olha para trás e vê Excalibur, Mitsuro, a diretora e vários outros alunos mortos, com um buraco onde deveria ser o coração pingando sangue e pendurados no teto por cordas amarradas no pescoço.

[Kuzuha] — M-M-MAS QUE MERDA !?!!

[???] — GRWAHAHAHA !!!

[Kuzuha] — Que porra tá acontecendo ?!

Ele começa a escutar vários passos rápidos pelo local.

[Kuzuha] — O-O que tá acontecendo?! É sério !

[Noelle] — Me deixe em paz ! Não ! Não se aproxime de mim !

Alguma coisa preta pega ela pelos cabelos e a leva para as sombras.

[Kuzuha] — Loirinha !

[Noelle] — NÃO !!! AAAHHH !!!

[Kuzuha] — NOELLE !!!

Ele escuta o barulho de alguma coisa sendo esmagada. Depois disso, um silêncio mortal toma todo o local.

[Kuzuha] — A loirinha... Ela… morreu… ?

Vozes distorcidas começam a sussurrar.

[Vozes] — Agora, você entendeu ?

[Kuzuha] — Hã ?!

Ele começa a escutar passos rápidos em volta dele, olhar para os lados e suar.

[Vozes] — Não há como escapar as trevas no seu coração.

[Kuzuha] — D-Do que você tá falando ?! Q-Quem é você ?!

[Vozes] — Está começando.

[Kuzuha] — O que tá começando, sua coisa ?!

[Vozes] — Você não conseguirá escapar. Você não conseguirá revidar. Tudo o que poderá fazer é sentar e observar, enquanto acontece.

[Kuzuha] — Mas de que merda você tá falando ?! Aparece, filho da puta !

[Vozes] — Holly foi a primeira. Lembara-se dela ?

[Kuzuha] — Grr !

[Vozes] — Ela era tão pura. Ela não era inocente ?

[Kuzuha] — Cala a boca !

[Vozes] — Probezinha, foi enganada.

[Kuzuha] — Para de falar !

[Vozes] — A pessoa em quem ela mais confiava, seu melhor amigo.

[Kuzuha] — Para !

[Vozes] — Ela foi traída pelo seu melhor amigo, o rei de sua rainha !

[Kuzuha] — PARA !!!

Ele joga fogo nos corpos pendurados.

[Kuzuha] — N-Não ! E-Eu... não queria fazer isso.

[Vozes] — Oh, queria. E como queria. Não negue seu desejo insaciável por destruições, mortes, desgraças !

[Kuzuha] — Eu não...

Ele se senta contra uma parede.

[Kuzuha] — Eu não fiz por querer…

As pessoas penduradas começam a gritar.

[Mitsuro] — Por quê ?! Eu pensei que éramos amigos ! AAAHHH !!!

[Kuzuha] — Tsu...

[Excalibur] — Por que fez isso ?! Nós éramos amigos ! AAAHHH !!!

[Kuzuha] — Empregada...

[Diretora] — Por que Kuzuha ?! Você era como um filho para mim ! AAAHHH !!!

[Kuzuha] — Hibari... Ugh ! Que droga !

Ele põe sua cabeça entre as pernas e segura ela.

[Kuzuha] — …Que droga eu fiz… ?

Um vulto passa correndo perto dele.

[Kuzuha] — Hã ?!

[Vozes] — Agora você entendeu ? Onde você há de existir, destruição, morte, acidentes, desgraças, tristeza e trevas também existirão.

[Kuzuha] — Eu… É verdade…

Ele se levanta. Uma luz se acende sobre Kuzuha.

[Vozes] — Por que não aceita o caos em seu coração ? Não precisará passar por toda esta dor e sofrimento se o fizer.

Outra luz se acende, na frente de Kuzuha. Debaixo dela, há uma sombra em formato humano com o olho esquerdo roxo.

[Kuzuha] — O que… é você... ?

[Vozes] — A culminação do caos contido em seu coração, Paradox.

[Kuzuha] — Então, você sou eu, só que mau.

[Paradox] — Eu não diria mau, mas sim, seu verdadeiro eu.

[Kuzuha] — Para de mentir-
[Paradox] — Não há como fugir de quem nós somos.

[Kuzuha] — Você… Você... Droga ! Seu maldito pedaço de sombra desgraçado !

[Paradox] — Aceite o caos em seu coração e domine a tudo e a todos.

Ele estende a mão para Kuzuha.

[Kuzuha] — Vai se fuder, desgraçado. Até parece que eu vou querer uma merda dessas.

Ele dá um tapa na mão de Paradox.

[Paradox] — Eu vejo... Bom, até o nosso próximo encontro, Kuzuha Solace.

Ele estala os dedos.

[Kuzuha] — Que ele seja no inferno !

Ele acorda em sua cama, vestindo uma camisa branca e um samba canção azul.

[Kuzuha] — *Gasp ! Huff Huff*.

Ele olha para os lados.

[Kuzuha] — Cara, que sonho estranho... O que foi aquilo… ? E, por que agora… ? Hã ? Que coisa quentinha é essa… ?

Ele olha para baixo e vê Mitsuro sentada no chão, vestindo uma camisa rosa, com uma alça frouxa, e um sorts amarelo com o corpo deitado em cima dele, dormindo.

[Kuzuha] — Uhhh... ? -É melhor eu acordar ela… Melhor não. Tenho certeza de que ela vai gritar.-

Ele cuidadosamente se levanta.

[Kuzuha] — *Sigh*. -Provavelmente eu gritei enquanto tava tendo o pesadelo, então ela deve ter vindo pra cá.-

Ele cuidadosamente pega Mitsuro no colo.

[Kuzuha] — -Bom…-

Mitsuro se segura nele.

[Mitsuro] — …Papai…

Ela sorri. Kuzuha a encara por alguns segundos.

[Kuzuha] — . . . *Sigh*. -É melhor eu levar ela pra cama, afinal, querendo ou não, eu ainda sou o dono dessa merda de casa que só acontece coisa estranha.-

Ele vai embora. Algum tempo depois. Kuzuha põe Mitsuro na cama e arruma a alça da camisa dela.

[Kuzuha] — -Bons sonhos, semideusa esquisita.-

Ele tenta ir embora, mas algo segura seu braço.

[Kuzuha] — -Hã ?-

Mitsuro está segurando o braço dele, dormindo.

[Kuzuha] — -Hein ?-

[Mitsuro] — Por… favor… n... ão… vai embora… papai…

[Kuzuha] — -*Sigh*. Você deve gostar muito do seu pai, hein.-

Ele pega um ursinho de pelúcia e o dá para Mitsuro segurar.

[Kuzuha] — -Que horas são ?-

Ele olha o Vizer.

[Kuzuha] — -Três da manhã, huh. É, acho que eu vou na Devil Slayer ver alguma missão, tomar um café ou sei lá.-

Ele vai embora. Algum tempo depois, na sede dos Devil Slayers. Kuzuha está sentado à mesa, olhando seu Vizer.

[Kuzuha] — Vamos ver aqui como eu tô...

Nome: Kuzuha Solace
Codinome: Joker
Nível: 67
Peça: Pon
Lutas: 72
Derrotas: 0
Empates: 2

[Kuzuha] — É, nível 67, dá pro gasto. Bom, acho que vou encher o saco do cabeça de lâmpada.

Ele se levanta e vai até o elevador.

[Kuzuha] — Provavelmente eu vou faltar na escola hoje. Não tô com muita vontade de ver a diretora depois daquele pesadelo…

O elevador se abre e ele entra.

[Kuzuha] — Qual o andar mesmo ? Vejamos… Uhhh... "Sala de Treino" ? Tem uma coisa dessas ?

Ele aperta para ir para ela.

[Kuzuha] — O que será que tem lá ? Provavelmente bonecos de treinamento.

Algum tempo depois. Ele chega em uma sala branca.

[Kuzuha] — É, nada de diferente da sala do cabeça de lâmpada.

[Sala] — Bem vindo à sala de treinamentos, agente Joker.

[Kuzuha] — Hmm…

[Sala] — Escaneando Requiem... Escaneamento completo. Resultado: Requiem incapaz de ser definido. Gostaria de escolher um adversário ?

[Kuzuha] — *Incapaz de ser definido ? Que droga de sala ruim, não consegue nem fazer isso ! Acho que tá quebrada. Bom, pelo menos, eu posso escolher o adversário*. Qualquer coisa forte.

[Sala] — Criando adversário: "Qualquer coisa forte".

[Kuzuha] — Essa eu quero ver.

Um Bufundine se projeta na sala.

[Kuzuha] — Huu ! Um mamute ! Eu nunca vi um desses !

O Bufundine grita. Uma nevasca começa a tomar o local.

[Kuzuha] — N-Neve !? Ninguém disse que ia nevar hoje ! Enfim…

Os punhos dele começam a pegar fogo e ele dá um sorriso confiante.

[Kuzuha] — Já que não tô com nenhuma arma, vai ter que ser no soco mesmo, heh.

O Bufundine corre na direção dele.

[Kuzuha] — É até bom isso acontecer. Daí eu tenho chances de testar as minhas habilidades. E, já dá pra começar com…

Ele se joga para o lado. O Bufundine passa correndo por onde Kuzuha estava.

[Kuzuha] — Ô bicho burro, você errou !

Ele enche seus pulmões com ar.

[Kuzuha] — *Rugido do Dragão Divino !*

Em uma rajada de chamas, ele libera todo o ar no Bufundine.

[Kuzuha] — *Huff Huff*. Esse é... o problema desse ataque… Você usa quase… todo o ar do pulmão...

O Bufundine é completamente incinerado e a nevasca para. Fumaça e algumas brasas começam a sair da boca de Kuzuha.

[Kuzuha] — *Huff Huff*. Pensei que você ia mandar alguma coisa difícil, sala quebrada.

[Sala] — Aumentando dificuldade para 999%.

A sala vira uma gigantesca planície, cheia de grama baixa e nada mais à volta. Está de noite e a planície está sendo iluminada pela luz de uma brilhante lua cheia.

[Kuzuha] — Sério mesmo ?! Um campo de noite ?! O que vai vir me matar, uma minhoca gigante ?

[Sala] — Criando adversário "Qualquer um forte".

[Kuzuha] — *Sigh*. Olha, da última vez que você falou isso, não veio uma coisa muito for-

Um raio branco o acerta. Kuzuha cai no chão.

[Kuzuha] — Ugh !

Ele se levanta vagarosamente.

[Kuzuha] — Alguém anotou a placa ?

Algo ruge. O rugido é tão estrondoso que o joga para trás com muita força.

[Kuzuha] — M-Mas o quê !? Gah !

Ele cospe sangue.

[Kuzuha] — O-O… quê… ? M-Mas… por que… isso… a- *GASP !!!* CA... RA... LHO… !!!

Quando ele olha para frente, vê uma criatura parecida com um lobo de tamanho colossal, como uma montanha, com o pelo branco, seis olhos vermelhos, garras enormes, maciças e afiadas, espinhos nas costas, patas dianteiras mais musculosas que as traseiras e presas extremamente afiadas. A criatura o olha.

[Kuzuha] — Vizer- Gah !

Ele cospe mais sangue.

[Kuzuha] — …Vi… zer...

Ele põe a mão no coração, o aperta e começa a falar com extrema dificuldade.

[Kuzuha] — …Que… Khramox… é… esse… Vi… zer… ?!- *Huff Huff !*

[Vizer] — Não há nenhuma informação sobre este indivíduo no banco de dados ! Repetindo ! Não há nenhuma informação sobre este indivíduo no banco de dados ! Escaneando peça... Escaneamento concluído ! Peça do indivíduo: Primal King !

[Kuzuha] — *C-Como assim !? Como é que existe uma criatura dessas !?*

O lobo ruge novamente.

[Kuzuha] — AAARRRGGG !!!

Os ouvidos, nariz e boca direito dele começam a sangrar.

[Kuzuha] — *Então… é assim que eu… termino... ?*

Ele se ajoelha, e acaba caindo de cara no chão.

[Kuzuha] — *Eu não… consigo mais mexer… o… meu corpo… Essa coisa… é… forte… demais… Ugh !*

A criatura ruge novamente. Ele desmaia. Algum tempo depois, no quarto de Kuzuha. Ele acorda em sua cama, vestindo apenas uma calça jeans, usando seu tapa olho e com várias faixas enroladas no peito.

[Kuzuha] — …Ugh… Minha cabeça... Onde… eu tô… ?

Ele se levanta.

[Kuzuha] — Como é que… eu vim parar em casa… ? Hmm… Comida primeiro, perguntas depois.

Ele sai do quarto, para em frente a uma porta e começa a bater nela.

[Kuzuha] — Ei, Mitsuro ! Você tá aí ?

Sem resposta.

[Kuzuha] — Nah. Ela deve ter saído. Enfim, acho que eu vou ver o que tem na geladeira.

Chegando na cozinha, ele abre a geladeira, que está quase vazia.

[Kuzuha] — O que a Mitsuro fez com a minha comida ? Bom, pelo menos, ainda tem ovos.

Ele pega uma caixa com ovos.

[Kuzuha] — Uma omelete vai servir. A propósito, que horas são ?

Ele olha no Vizer.

[Kuzuha] — Seis da noite !? Cara, eu perdi a aula. É, acho que o povo da escola não vai ligar muito.

Alguns minutos depois, ele põe a omelete em um prato, senta e começa a comê-la.

[kuzuha] — Puta que pariu, cara ! Quer cozinheiro melhor do que eu ? Isso não é uma omelete, é o beijo de uma deusa grega !

Ele pega um pedaço da omelete, mas o deixa cair.

[Kuzuha] — …Deusa grega… Parando pra pensar, eu nunca liguei muito pro fato da Tsu se achar a filha de Apollo. Sinceramente, cada um tem sua mania.

[Paradox] — Pronto pra aceitar as trevas em seu coração ?

Ele se prepara para dar uma grande mordida em um pedaço que havia pegado, mas se assusta com Paradox e acaba mordendo sua língua.

[Kuzuha] — Gah !

[Paradox] — Vejo que lhe assustei.

[Kuzuha] — Ô filho da puta ! Você fez eu morder minha língua !

[Paradox] — Não tenho culpa por ter medo de tudo.

[Kuzuha] — Eu tenho medo de tudo ?! Você me confundiu com outra pessoa, cuzão !

[Paradox] — Se não tivesse medo de tudo, aceitaria as trevas em seu coração.

O prato começa a tremer e quebra.

[Kuzuha] — Grr ! Quer saber ?! Me dá essa merda de contrato, ou sei lá o que, que você quer que eu- Epa, epa, epa ! Quase !

[Paradox] — Algum dia, o ódio dominará você e sua alma será minha ! E, quando isto acontecer, o mundo descobrirá o real significado da escuridão e caos ! Grwahahaha !

[Kuzuha] — Eu, hein. Cara esquisitão... *Sigh*. Perdi até o meu apetite.

Ele joga a omelete e os cacos do prato no lixo.

[Kuzuha] — Enfim… Ah, qual é ! Até parece que eu vou ficar com raiva de alguma coisa.

[Paradox] — Você sabe que vai. E, quando fizer… BOOOM !!! Lembra ?

[Kuzuha] — VAI SE FUDER, FILHO DA PUTA !!! SAI DA MINHA CABEÇA !!!

[Paradox] — Muito bem... Até nosso próximo encontro, bomba relógio. Uhehehe !

[Kuzuha] — Esse cara me irrita. Quem não se irritaria com um cuzão desses ?

O barulho de algo metálico caindo pode ser ouvido.

[Kuzuha] — Quem tá aí ?!

Quando se vira para trás, ele vê Mitsuro o encarando com medo, também vê que a mesma deixou uma sacola com algumas compras, dentre elas latinhas de refrigerante, cair no chão.

[Kuzuha] — Yo ! Por onde você tava, Tsu ?

Mitsuro respira fundo. Algum tempo depois. Kuzuha e Mitsuro estão sentados à mesa. Kuzuha está com as mãos na cabeça, olhando para o chão como se estive com medo de algo. Mitsuro está com uma latinha de refrigerante na mão, bebendo seu conteúdo.

[Kuzuha] — Ca... ra... lho…

Mitsuro termina de beber e põe a latinha na mesa.

[Mitsuro] — Nem eu acreditei quando vi…

[Kuzuha] — Mas… como é que eu… morri… ?

[Mitsuro] — Você foi encontrado dentro de uma câmara de treinamento quebrada. Quando te acharam, você estava surdo… cego… mudo… com vários ossos fraturados… seu corpo estava cheio de queimaduras…

[Kuzuha] — Como… que eu me recuperei disso tudo… ?

[Mitsuro] — O King disse que a nanotecnologia conseguiu curar quase tudo, mas não curou as hemorragias. Então, eu decidi trazer você pra cá e usar o meu conhecimento em botânica pra curar elas.

Kuzuha põe a mão na cabeça dela.

[Kuzuha] — Valeu, Tsu.

[Mitsuro] — Só que...

Ela tira a mão de Kuzuha de sua cabeça.

[Mitsuro] — …não importava o que eu tentasse, você nunca acordava… Até o dia em que…

[Kuzuha] — Você chegou no quarto e meu coração não estava mais batendo... *Sigh*. É cada uma que me acontece.

Mitsuro fica vermelha.

[Mitsuro] — Eu fiquei… tão preocupada... Achei que tinha te matado...

[Kuzuha] — Nah. Vaso ruim não quebra. Fica tranquila que morrer, pra mim, é mais difícil do que dar um mortal pra-
[Mitsuro] — Cala a boca !

[Kuzuha] — Hã ? Essa é nova, você me mandando-
[Mitsuro] — Você quase morre e faz piada com isso ?! As pessoas ficaram preocupadas com você ! Eu… *Soluço*. Eu fiquei preocupada com você.

[Kuzuha] — E, quem foi que pediu pra você se preocupar comigo ?

[Mitsuro] — Ora, seu ! Você não sabe o quanto você fez seus amigos ficarem preocupados ! Noelle, Excalibur, a diretora… *Soluço*.

[Kuzuha] — *Perai... Ela não gaguejou até agora… Tem alguma coisa errada*.

[Mitsuro] — Você… *Soluço*. Você não sabe dar valor às pessoas em volta de- *Soluço-* você ! *Humpf !* Quer saber ?! É isso. Eu vou resolver as coisas.

Ela se levanta cambaleando.

[Kuzuha] — Uhhh… ? Você tá legal, Tsu ?

[Mitsuro] — Kuzu… ha... A partir de- *Soluço-* agora eu sou a sua- *Soluço-* esposa.

[Kuzuha] — *Sigh. Saquei o que tá rolando. É melhor eu não contar isso pra ela depois, se não eu perco meu ouvido*. Claro, Mitsuro. Agora, se me der licença, eu preciso descobrir quem foi o burro que te vendeu esse "suco".

[Mitsuro] — Hein ? Como… assim…

Ela força a vista.

[Mitsuro] — …Kuzuha… ?

Kuzuha pega a latinha.

[Kuzuha] — *Sigh*. Meus parabéns. Para alguém que se considera filha de um deus, você é bem burra. Sem ofensas. Isso aqui não é suco, é cerveja.

[Mitsuro] — …Não… Eu... *Soluço*. Eu tenho certeza de que é... suco. *Soluço*.

[Kuzuha] — Hmm… Eu poderia me aproveitar dessa situação...

Ele põe as mãos nos bolsos.

[Kuzuha] — Nah. Eu não tô afim.

[Mitsuro] — Hã ?! O que você quer dizer com isso ?!

[Kuzuha] — Você não tem consciência nenhuma das suas ações, por mais estranho que seja eu falar isso, é verdade.

[Mitsuro] — Eu tô pouco me fudendo pras minhas ações. Repete o que você falou.

[Kuzuha] — Uhhh… Que você não tem consciência sobre as ações... ?

[Mitsuro] — Não, idiota ! A outra parte.

[Kuzuha] — Que… eu não tô afim de fazer nada com você… ?

[Mitsuro] — Você é frouxo ou o quê ?! Eu tô quase me jogando em cima de você, e não faz nada comigo ?! Qual é a sua, hein garoto ?!

[Kuzuha] — *Sigh*. E lá vamos nós.

Mitsuro põe seu rosto perto ao dele.

[Mitsuro] — Qual o problema comigo ?! É por que meus peitos são pequenos, e não médios como os da Noelle ?! É porque minha bunda também é pequena, e não grande como a da Excalibur ?! Eu tenho certeza de que beijo melhor que elas ! Vamos descobrir !

[Kuzuha] — *Sigh*.

Mitsuro tenta beijá-lo à força, mas Kuzuha empurra o rosto dela.

[Kuzuha] — *Humpf*. Você fede a bebida.

[Mitsuro] — Por que você não me aceita ?! *Soluço*. Eu sou tão ruim assim ?!

[Kuzuha] — É. Pelo jeito, eu não tenho muita escolha.

Ele tira o tapa olho e aponta para cima.

[Kuzuha] — Quer ver um truque de mágica, Tsu ? Eu vou fazer aquela luz apagar só com o poder da mente, beleza ?

[Mitsuro] — Hã ?!

Ela olha para cima.

[Kuzuha] — Saiba que isso foi necessário, Mitsuro. Não leva pro pessoal.

Ele dá uma joelhada na barriga de Mitsuro, a desmaiando.

[Kuzuha] — *Sigh*.

[Paradox] — Agredindo inocentes novamente ? Mas que coração ruim~ Perfeito para meu poder.

[Kuzuha] — Escuta aqui, Paradox, ou qualquer que seja a merda do seu nome. Você vai fazer exatamente o que eu tô mandando. Você vai pegar, dar um banho, por uma roupa e por ela na cama, me entendeu ? E, sem tentar gracinhas.

[Paradox] — E, o que te faz pensar que eu faria tudo isso ?

[Kuzuha] — Porque você sabe que eu posso arrancar meu olho quando quiser, criação do meu subconsciente.

[Paradox] — Infelizmente, não é brincadeira. Bom…

Ele pega Mitsuro no colo e começa a subir uma escadaria.

[Paradox] — Ainda com trauma de sucumbir ao desejo carnal humano, eu vejo.

[Kuzuha] — Isso é da sua conta ?

Eles chegam no banheiro.

[Paradox] — Não que tenha muito a ver comigo, mas me pergunto se isso tem algo a ver com Holly.

O espelho do banheiro começa a tremer e se quebra.

[Paradox] — Grwahahaha !