Devil May Cry: Origins

3 Capítulo 3: Revelações


Sparda estava em um local escuro e não dava para ver nada. Só uma voz que ecoava chamando pelo seu nome.

Sparda...

Sparda olhava para um lado e para o outro, mas não via nada, apenas a escuridão que tomava todo o local.

Que lugar é esse?!! Sparda exclamou.

— Sparda, deixe eu sair. A voz ecoava novamente.

Em meio a escuridão. Algo tocava no ombro de Sparda. E assim, Sparda despertava em uma cama, dentro de uma casinha bem velha e simples. Beserel estava com a mão em seu ombro.

— Sparda, meu jovem, levante-se. — Beserel dizia calmamente.

Sparda, se levantava e ficava sentado na cama. Confuso tentando entender o que aconteceu. Ele olhou para suas roupas que ainda estavam manchadas de sangue.

— Padre, eu...

— Não diga não, meu filho. — Beserel interrompeu — Tudo irá se resolver.

Sparda passou a mão pelos locais onde as espadas perfuraram e não havia nada.

Beserel fez um sinal com a mão e cinco guardas saíram de trás dele.

— Levem-o. Se seu Devil Tigger despertar será o fim. — Disse Beserel.

Sparda arregalou os olhos e foi se levantando.

— O que está acontecendoo!!!? — Sparda disse em um tom alto — Padre...O senhor... — Sparda se interrompeu.

— É para o bem de todos. — Beserel dizia em quanto ia se afastando.

Logo, todos os guardas agarram Sparda ao mesmo tempo. Ele tentou resistir, mas não teve sucesso.

— ME LARGA!!

Os guardas arrastaram ele para fora e bem na saída, havia mais uns dez guardas, um veio correndo e prendeu as mãos de Sparda com uma corrente.

Beserel apareceu na porta e ficou observando. Pessoas começaram a parar para olhar.

— Haaaaaa!!! — Sparda berrava e se debatida.

Cinco guardas levaram Sparda e os outros dez foram caminhando em volta.

Depois de caminhar por um tempo. O jovem já não resistia mais aos guardas, estava cansado e ia sempre com a cabeça baixa. Ao chegar nos portões do castelo, havia 2 guardas que empurraram o portão o abrindo. No corredor tinha uma fila de guardas, na esquerda e na direita. Os guardas foram carregando Sparda pelo meio das duas filas até o fim do corredor que é onde estava o rei. Um homem bem vestido, seus cabelos eram prateados e longos, seus olhos azuis e ao ver Sparda deu um pequeno sorriso.

— Finalmente nos encontramos, Sparda.

Sparda levantou a cabeça, mas permaneceu em silencio.

— Sparda, você não sabe quanto tempo eu esperei por isso. — O rei dizia calmamente — Se você ainda não me conhece, eu me chamo Nelo Angelo, mas creio que você não precisa saber disso. Pois logo, logo, você irá para o inferno, junto com seu pai.

— Me,Meu pai?

— Joguem ele na prisão, junto com aquele outro imundo. — o rei se levantou — O seu poder, em breve será meu. Hahahaha.

Os guardas começaram a arrastar Sparda para o porão do castelo. Ao chegar lá, havia um monte de celas. Os guardas abriram uma e jogaram Sparda. Ao lado dessa cela havia uma com um jovem dentro, ele estava abraçando os joelhos e encapuzado. Logo, os guardas trancaram a cela e foram se retirando dali.

— Psiu, hey.

O rapaz levantou a cabeça e tentou chamar a atenção de Sparda.

— Que foi? — Sparda levantou a cabeça e olhou para o rapaz.

O rapaz baixou o capuz, se revelando. Ele era idêntico a Sparda.
Sparda se espantou, e seu olhar triste se tornou surpreso e disse:

— Quem...Quem é você?

— Eu sou seu irmão gêmeo, Mundus. — Mundus respondeu — Eu estava esperando por você, Sparda.