Notas iniciais
Um homem que divide duas paixões: a profissão e uma velha amiga de infância. Ele corre contra o tempo, o mais rápido que pode.

Eu sou o fabricante de vagões

Artesão do ferro em prol da locomotiva

Ponte dos sonhadores e seus destinos

Dos exploradores e seus objetivos

Apaixonados e seus amores

Tantas histórias essa velha estação guarda

Amores perdidos e encontrados

Famílias que vem e vão

E a Maria-fumaça marca o horizonte com a sua partida

Eu sou o fabricante de vagões

E não há outra coisa que eu ame fazer além disso

Daqui a vida corre tão devagar com os anos

De lá tão rápida quanto os trens sobre os trilhos

Agora mesmo estou sob o teto do vagão abandonado

O mesmo que brincávamos quando criança

Observando as estrelas, divagando

Com a mesma admiração ao ver os trens sob os trilhos

E por mais que quisesse estar com você agora

Não era tão simples pra mim deixar tudo isso sem terminar

Meus pais precisavam ver os frutos dos seus esforços

Para assim chegarem do outro lado contentes

Hoje a rodoviária está bem diferente de quando partiu

Tive muito trabalho desde então

Além é claro pela partida de tantos outros sob esses trilhos

Não é solidão essa que atravessa meu peito

Feito o trem cortando as montanhas ao longe

É saudade batendo forte feito a Maria-Fumaça

Que estes sentimentos todos cheguem até você

Tão rápido quanto você partiu naquela tarde

Eu estou indo, o mais depressa que posso

Falta pouco para terminar por aqui

A cidade ainda depende do fabricante de vagões

Até que outro tome seu lugar

Notas finais
Se gostou deste, não deixe de ler os outros capítulos, nem de conferir meu apanhado de contos. Comentem, sua opinião é preciosa pra mim desenvolver cada vez mais este hobby.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.