Notas iniciais
Primeira poesia escrita por conta de uma garota que "deu certo". Escrevi ela em 2011, logo não me julguem pela inocência das palavras

Confuso, tantas noites passei confuso

Sozinho, peregrino por ruas desertas

O vento forte, como num início de tempestade

Logo a terra se enche d’água

E com ela, transbordo em lágrimas

Confuso, sabendo o motivo de tanta angústia

A chuva tão violenta, e ao mesmo tempo tão serena

Gotas caem sobre o meu rosto

Como beijos de conforto

Esse tal amor que tanto almejo

Tanto me faz pular de alegria

E me mata com suas facas invisíveis

Eu a amo, mesmo que isso me mate por dentro

E se ter esse amor precise aguentar tudo isso

Serei sempre o confuso andando na chuva gritando teu nome

Grito, até perder o meu fôlego

Choro até me faltar lágrimas

Caminho ao teu encontro, sem saber se me ama.