Devaneios dos Sonhos - Poesias

4 A cruz que escolhi carregar


Eu carrego guardado em meu peito uma cruz

Não é um mártir, muito menos um esforço

Uma fonte de inspiração única

Me lembrando sempre da promessa que fiz

Sempre perdoar

Sempre amar ao próximo

Sempre buscar entender o próximo

Sempre ser solidário

Porque apesar de diferentes, únicos em todo Universo

Somos amados e adorados igualmente aos olhos do Eterno

Aquele que descansa no mais alto dos planos astrais

A quem devo honrar pelo sacrifício que nos livrou do Pecado

Eu me envergonho por ainda ser tão impuro

Mas o Misericordioso sabe tudo a meu respeito

E sabe o que reside na alma de cada um

Ele é um Pai que não gosta de sermões

Porque ele nos deu liberdade

Cabe a nós decidir o caminho a traçar

Esta cruz eu guardo comigo, e dela não me desfaço

Porque eu não quero ser lembrado pelo que os olhos veem

Mas sim do que a alma está cheia

E da pessoa que fui ao meu irmão