Devaneios dos Sonhos - Contos
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Numa noite nebulosa, se podem ver poucas estrelas no céu, árvores sem nenhum tipo de folha em seus galhos, as nuvens, se movem de maneira estranha, e escuto um som agradável rodeando toda floresta. Correndo por todos os lugares, procurando da onde vinha, mas sempre, sempre voltava a mesma imagem daquele céu de aparência pesada e sem vida, eis que o sol nasce, e eu finalmente durmo.
Sou o rosto que deixou de sorrir, sou o coração que deixou de amar, sou a ferida que deixou de doer, sou a mente que deixou de pensar, a luz que deixou de iluminar, as sombras que não escurecem mais. E como o vento, eu vou levando, sem rumo, sem horizonte, esperando algo pra me parar, algo para me ouvir, me abrigar.
O que me deixa de pé a vontade de estar vivo, e a esperança de consertar o que eu destruí, o perdão de quem magoei, ajudar a quem não tem auxílio, a vontade de ser feliz.
Sonho com um mundo perfeito pra mim, onde não preciso me preocupar, mas eu acordo e lembro que a vida não é feita só de sonhos, mas também de desafios, de planos caídos por água abaixo, que isso é o que eu quero de verdade.
E hoje eu vejo claramente o meu destino. Sonhar, nunca deixar de sonhar. Aprender, e sempre querer aprender mais. Ensinar, ter sempre o que ensinar. Amar, amar acima de qualquer coisa todos os seres vivos da Terra. E finalmente ouvir, tudo o aquilo que precisa ou não ser ouvido, porque uma vez eu também já estive lá.
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