Devaneios de um(A)lma cansada
5 Vida sobre tela
Notas iniciais
Nesta tela, eu expresso as minhas verdades
Nessa folha, eu descrevo as minhas vaidades
Nesta tela, eu pinto com tonalidades
~
Com as cores da vida,
eu vou transformando e criando
um quadro de individualidade,
que esboçará a minha identidade
~
Nesta tela, eu deposito cada pedaço de meu ser,
onde o fio do destino irá tecer
~
Poesia na tela, essa minha aquarela
Nela eu posso errar, criar
e consertar
~
Nessa tela, eu vou rabiscando,
formando um emaranhado de cores
que vai se modificando,
transmitindo as minhas dores
~
Nesta tela, eu vou tornando a vida
ora abstrata,
ora concreta,
ora surreal,
ora impressionista
~
Com pinceladas vorazes,
eu pinto a minha liberdade
e retrato a minha singularidade
~
Nessa sublime tela chamada vida,
eu dissemino as minhas cores
na paleta de luz e sombra,
contidas em um campo de flores
~
Nessa singela tela,
eu dou vida a minha aquarela.
Nela, vou criando minha própria obra de arte
Um reflexo de quem sou e de quem serei
~
Nessa pintura eterna chamada: Vida,
eu vou tonalizando,
E, nesse jogo de luz e sombra,
eu vou brincando
~
Misturando as cores,
as vezes colorida,
e, por vezes, branco e preto
~
Nessa tela, eu deixo meu legado
que, com o tempo será flagelado
~
Nessa aquarela de sentimentos eu vivo,
na soleira do meu regozijo
~
Nesta tela, eu pinto para aliviar o desespero,
que, me disseram outrora, era passageiro.
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