Devaneios Chuvosos

1 .amar ou não (a)mar.


Notas iniciais
Uma espécie de poema, eu acho. Meio experimental.

—

Entenda isto:

O mundo anda demasiado estranho.

Ouvi um murmuro na cidade,"Se assemelha muito à morte.",

ele falava sobre amor.

Não falava com angústia, muito menos rancor;

Falava com certo carinho.

Não entendi direito, afinal, era jovem e inquieto;

O amor não cabia em minha rotina.

De muito fazia, de nada me restava.

Escute atentamente:

O mundo anda demasiado esquisito.

É assustador como é exacerbada a forma de se ignorar um pensar,

ou uma fala,

ou um simples sentir.

Ignoramos.

Ou somos ignorados por tais atos?

É, o mundo anda bem esquisito.

Acho que hoje entendo.

Dois morrem para se transformar em um nó.

Alguns chamam — carinhosamente — de " nós ".

Duas pessoas atadas.

Dois mortos juntos em um caixão por muitos esquecido.

Mas o que acontece quando o amor acaba?

O mundo anda realmente estranho. Quando o mesmo era mais jovem, víamos menos do mesmo, e mais do novo.

O que é de novo no atual?

O plágio diferente?

O cardume de auto-intitulados 'únicos'?

Nunca entendi bem.

Sou igual em todas as minhas diferenças.

Afinal, o que é o tal amor?

É inquieto, incolor? Tem cheiro? Nome ou sobrenome? É esquecível?

Não sei bem.

Mas acho que entendo.

Amar é como mergulhar em um abismo florido.

—

Notas finais
E pronto.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.