Notas iniciais
Apenas um poema em formato de desabafo.

Fadado a agonia que me prende entre correntes

Não encontro meios para me libertar

Sentença pregada a uma alma inocente

Que buscava somente o prazer de poder amar

Corredores isolados como um labirinto

Caminho sozinho em busca da libertação

Cada passo guiado somente pelo meu instinto

Condenado ao abismo através da minha própria ação

Errante, visando a redenção pelos meus pecados

Vozes ocultas manipulavam os meus passos

Me perco após sucumbir a insanidade

Embora a fraqueza surgisse contra minha vontade

A chama que sustentava a alma havia enfraquecido

Talvez estivesse encurralado a beira do precipício?

Inimigos intocáveis ditam falácias em minha mente

Mostram impiedade, me tratam como um doente

Sou uma berração pela qual deveria ser estudada

Que após ser curada, poderia reencontrar a minha amada

Durante este período, a felicidade me seria inalcançável

Enquanto minha alma não estivesse enfim, saudável

Julgado por mostrar a intensidade das emoções

Prego a maldição de espírito para aquela que eu amava

Consequência proposta pelas distorções

E proporções pelas quais as minhas mentiras tomavam

Enganando a mim mesmo com a falsa felicidade

Visando a distante e inalcançável liberdade

Para então retornar aos braços daquela que a insanidade

Teve a audácia e impunidade de tirar de mim

Volte, quebre as correntes da punição

Me guie de volta para o paraíso

Me vejo fadado a eterna perdição

Sem que possa vislumbrar pela última vez a beleza do seu doce sorriso.

Notas finais
Poema de minha autoria, afim de desabafar parcialmente o meu estado de emoção e espírito. Direcionado especialmente a uma pessoa importante.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!