Devaneios

1 Capítulo 1


Grissom se abandonou ao cansaço, ele estava esgotado, sua cabeça pendeu sobre a mesa, e ele ficou por ali, de olhos fechados.

Tudo ao redor foi ficando distante, pessoas indo e vindo pelo corredor e ele que ouvia apenas ecos de palavras.

E vieram seus devaneios …..

Talvez ela não soubesse, mas seus olhos estavam lá.

Cuidando, protegendo, adorando e sonhando ...

Sonhando com uma casa enorme, um jardim, uma biblioteca, ele compraria todos os melhores livros do mundo, todos que ela quisesse.

Ela não sabia, mas a casa teria um quarto enorme, ela o decoraria da maneira que quisesse, ele não opinaria, apenas lhe diria “tubo bem, querida … faça como quiser”, e ela abriria seu sorriso encantador.

Nas noites quentes, a janela aberta refletiria a luz da lua sobre seu corpo mal coberto, depois do amor.

Quem sabe, se fosse do gosto dela, uma cozinha bem equipada que dividiriam juntos, ele lhe ensinaria todas as receitas, uma a uma, espalhando farinha por todos os cantos, sem que se importasse.

Ele provaria todas, seria o degustador oficial das receitas de Sara.

E adoraria todas elas, mesmo que fossem difíceis de lhe passar à garganta.

Isso está uma delícia, honey !”

Crianças …

Mesmo que fosse apenas uma … podia ser um garoto.

Ela não sabia, mas ele choraria com ela, quando lhe desse a notícia, quando lhe entregasse o teste com o resultado positivo escancarado para minha felicidade.

Ele o levaria ao jogo de beisebol, e ele o faria rir das palavras erradas e pela metade, típicas de um bebê em crescimento, com lindas covinhas ao sorrir, que ele ia amar incondicionalmente.

Ele compraria um carro enorme, talvez uma suv confortável o bastante para uma viagem longa, com paradas para ver o pôr do sol, abraçado a ela e o pequeno em seus ombros, se agarrando aos seus cabelos por medo de altura.

Ela não sabia mas …

Faria tudo por ela, receberia os amigos, faria o jantar, levaria Hank para um passeio, daria banho em seu pequeno, quando ela estivesse cansada, esticada no sofá confortável, mas manchado pela baba do bebê, que ela se recusava a limpar porque era lindo ! A pequena boquinha vermelha, desenhada com perfeição.

Ela o chamaria de amor, com aquele jeitinho que fazia seu coração se derreter.

Deus … seria o céu, a mulher de sua vida, o chamando de amor !

Estaria bem juntinho dela em suas crises de TPM, bem quietinho, para não deixá -la nervosa, e brigar com ele por nada.

Ela escolheria os filmes, depois que o bebê dormisse e não assistiriam o final, porque ela tinha urgência em sentir seu corpo sobre o dela, suas bocas abafariam os gemidos escandalosos, tudo para não acordar … Gilbert !

Isso, seu lindo molequinho teria o nome dele, escolhido por ela, no momento em que ele beijava sua barriga redondamente linda, cheirando a óleo de amêndoas, que com certeza, ele mesmo espalharia.

Ele ouvia suas gargalhadas … perto … bem perto … depois

Amor … amor … sua voz parecia se aproximar mais e mais …

Devaneios ! Quando tivesse oportunidade, a convenceria !

.”


_Amor !

Ele levantou a cabeça em direção à voz linda que enchia seus ouvidos, bem de perto.

_Oi, honey.

_Oh meu amor, vamos embora, você descansa em casa, só temos que pegar nosso pequeno Gilbert com a babá! Ele deve estar ansioso. Estava sonhando ?

_Sim … — ele aceitou o beijo dela, depois sua mão estendida. _ Sonhando com a realidade.

Ele havia feito a oportunidade há um tempo, e ela havia se convencido imediatamente !


FIM


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