Devaneios

6 Nightmare


Notas iniciais
Nicole aqui. A one ficou chata porque eu escrevi na aula de história (eu amo história, só que a aula estava muito chata) e demorou muito tempo para postar porque eu estava com preguiça de digitar. Ah, a one não ficou dramatica, para ninguém pensar que eu só sei escrever drama

Nenhum som além do vento batendo na janela. O sol nascendo resplandecente, um novo dia começando. Em uma casa modesta da metrópole uma linda garota fitava o nada. Pesadelos de novo, ela pensou puxando o lençol para mais perto de si. Já fazia um tempo que ela tinha pesadelos, convivia com eles desde que se entende por gente. Pesadelos dão medo porque falam a verdade.

Os sonhos horrendos antigamente eram variados para menina, mas ultimamente era o mesmo. Isso acabava com seu sono. Aquelas cenas eram piores que nas outras pessoas. É muito difícil ter um pesadelo “fictício” imagine um que já aconteceu? Deixe-me lhe mostrar o que estou falando. Bem vindos ao pesadelo de Sara Prado. Não posso dizer a exata datação dos fatos. Tudo estava confuso na cabeça de Sara. Contudo, uma coisa é certa, ela lembra-se daquele dia como se fosse um segundo atrás.

Ela estava sentada na sua cama lendo um livro traquilamente quando tudo começou. Os berros no andar de baixo com certeza eram de sua irmã. A garota ignorou e continuou a ler, ela não pensava que fosse algo tão importante, mas era.

No andar de baixo três homens encapuzados entraram. O que eles queriam? Simples, o pai de Sara era cientista, ele acabará de completar um projeto, não qualquer projeto porem melhor voltarmos para história. Os homens queriam pegar o projeto de qualquer jeito, afinal eles estavam recebendo por isso. Meredith gritava com uma arma apontada para sua cabeça. Seus gritos chamaram a atenção de seu pai que foi verificar o que estava acontecendo.


Uma nota rápida: a senhora Prado, tinha morrido há dois anos vitima de câncer no pulmão, ela deixou o marido e duas filhas. Assim que o Sr.Prado chegou à sala os bandidos jogaram a menina no chão e perguntaram ao cientista onde estava o projeto. Ele mandou uma mensagem silenciosa à filha mais velha “Pegue sua irmã e vá embora”. A garota apenas assentiu.

Enquanto o pai levava os ladrões ao laboratório a menina subiu a escada tentando não fazer barulho. Abriu a porta do quarto da irmã sem bater, sabia que Sara detestava quando faziam isso, mas elas não tinham tempo. Sara levantou os olhos do livro. Estava prestes a gritar, todavia não o fez. A expressão no rosto de Meredith avisava que a estava acontecendo algo serio.

- Nós temos que ir embora daqui. Agora. – sussurrou rapidamente Meredith pegando algumas coisas e colocando dentro de uma bolsa.

-O que está acontecendo? Por que essas logo agora? – perguntou a caçula ajudando a colocar as coisas na bolsa e se agasalhando corretamente para o frio que fazia lá fora.

-Estão atacando o papai. Temos que ir – e com essa ultima frase saíram do quarto, descerram a escada lentamente. Assim que chegaram à sala ouviram movimentos vindos do laboratório. Meredith jogou sua irmã no armário e pulou logo atrás. Assim que viu eles, Sara ficou assustada. Não com eles em si, mas com o que seguravam. No braço de um deles, lá estava seu pai sangue escorria da cabeça dele molhando o chão. Meredith levou um tempo para perceber o Sara estava olhando e quando percebeu não podia acreditar. Elas já haviam perdido a mãe, porque a vida foi tão ruim em tirar o pai também?

- Nós temos que achar a garota – disse um dos homens

- Não podemos simplesmente ir – falou outro

- Não podemos deixar testemunhas – retrucou o primeiro

Então Meredith entendeu o que ela precisava fazer, não podia dar tempo de eles começarem a procurar, uma hora ou outra iam achar e sua irmã ia estar lá. Não podia deixar nada acontecer com ela, jurou a sua mãe antes de morrer que ia tomar conta dela. Pegou o rosto da irmã que chorava sem para e fez ela lhe olhar nos olhos

-Eu quero que você preste bem atenção no que vou dizer. – fez uma pausa para não chorar – eu vou ter que ir. Junto da mamãe e do papai, mas você vai ficar

-Mas eu não quero ficar sem vocês. – falou a menina chorando mais ainda

-Eu vou ficar do seu lado, mesmo que você não me veja. Quando você chorar eu vou lhe abraçar, e quando estiver feliz vou estar do seu lado. Você precisa ficar. Eu sei que é difícil, também está sendo para mim, mas não há outro jeito. Antes de tudo quero que me prometa uma coisa — Sara mal podia falar, mas assentiu levemente – não desista dos seus sonhos porque não estamos aqui. Não pare de sorrir, de cantar, de brincar e de ser feliz. Eu sei que você vai crescer e ficar a mulher mais linda do mundo, eu sei disso. Então prometa não desistir por nós, sim?

-Eu não posso

-Pode sim, vai por mim. Por favor

-Eu posso tentar, mas vai ser difícil acordar e saber que você não vai estar do meu lado afastando meus pesadelos. Que você não estará mais aqui para reclamar de tudo que faço para tentar me dizer o que fazer. Vai ser muito difícil.

-Eu sei, também vai ser difícil para mim. Quando eles forem embora, ligue para titia e diga o que aconteceu. – elas se abraçaram e choraram por um tempo. Meredith deu um beijo em Sara e saiu. Fingiu que estava tentando escapar e derrubou um vaso para chamar atenção dos bandidos. Um deles estava logo atrás dela e deu um tiro no meu de suas costas

Dentro do armário Sara viu sua irmã falecer. Seus olhos perderam a mira por causa das lagrimas. E partir daí nada foi o mesmo

Esse é o pesadelo de Sara Prado. Nada pode tirar esse peso de sua consciência. Até hoje se pergunta por que eles e não eu? A vida não é justa para muitos. Não há um dia se quer que Sara não ser lembre do pior dia de sua vida, entretanto a dor maior sentida era de não poder cumprir a promessa feita para sua irmã. Ela tentou no inicio mais falhou logo. Não pode contar quantas vezes tentou ir para junto deles, não conseguiu. Achava-se fraca por isso. Pensando em tudo isso a menina começou a chorar não qualquer tipo de choro e sim daqueles que são soluços, junto com lagrimas e nariz escorrendo.

O que Sara não sabia que do seu lado na cama, abraçando-a e protegendo-a estava Meredith. Ela estava sempre ali, cuidado de sua irmã. Do jeito que havia prometido