Deuses e Monstros

6 Volte sempre, Mrs Kennedy


“Querido diário;

Esperei extrair de alguns dos meus casamentos, amor, afeto e compreensão. Mas tudo naufragou em um mar de indiferença.

Você já esteve em uma casa de 40 quartos? Bem, então multiplique minha solidão por 40. Eu talvez nunca entenda porque as pessoas não são um pouco mais generosas com os outros.

E algo que aprendi tendo um homem que já pertence a alguém: Maridos são bons amantes, principalmente quando estão traindo as suas esposas

O meu homem é desonesto. E eu vou ficar e rezar com ele até o fim. Pois confio na decisão do senhor de olhar por nós. Não tenho medo de dizer que morreria sem ele, quem mais me conseguiria aturar assim?

Preciso de Edgar, respiro Edgar, nunca deixaria Edgar.

Outras pessoas arruinavam meu dia, e eu estava sozinha sem ele”

Lana se encontrava com o presidente em um local afastado da praia, onde ele a apanhava em seu belo barco e a levava para passar um fim de semana em sua ilha.

O presidente era um bom homem, o modo como ele segurava as mãos de Lana, ela era sua fã em todos os aspectos. E ele a agarrava, tendo a pego pelo coração. Ele não se importava se ela era uma atriz iniciante, ele a amava com cada batida de seu coração.

O mar brilhando, Lana tirou seu biquíni branco, usava esmalte vermelho. E seu bom homem a observava no mar, ondinhas azuis brilhantes, ele estava sentado bebericando seu Cristal Negro.

“Luz da minha vida, fogo dos meus quadris, seja boazinha, faça o que eu quiser” – ele lhe dizia

—Diamantes, eu os quero – sou sua pequena promiscua, estrelinha... estou pronta para você.

Ele era um homem durão, mas tão doce quanto geleia vermelho-sangue. E ele mostrava que a conhecia, cada centímetro de sua alma negra como piche. Ele não se importava com a vida destruída e decadente de Lana, na verdade era disso que ele gostava nela. Os casamentos fracassados, os vícios, ele a admirava do jeito que ela era, uma errante.

Em sua casa na ilha, ele a via na cabine de vidro, colocando um vestido vermelho e a maquiagem, o cheiro de perfume, o copo de conhaque, aquela fumaça lilás.

—Isso é o paraíso para mim!

—Fique comigo pra sempre, me diga que eu pertenço a você.

Lana estava com seu irmão também, em uma mesma tarde, dois ao seu lado, corpos fortes e não havia vergonha alguma em seu rosto, corpos suados, ela estava desmoronando de prazer.

—Lamba-me e tome-me como uma vitamina, porque me corpo é doce como veneno.

O sexo era algo espontâneo para Lana, e ser dividida por dois homens da qual amava, não era um desafio, afinal um dia seria a primeira dama, estava disposta a conquistar o título a todo custo.

Encontros cada vez mais frequentes, se antes um fim de semana completo, agora ela já dormia com ele alguns vários dias durante a semana, em um hotel. E as coisas já assumiam o modo público.

Em uma tarde Lana, Lisa e Misty foram a uma sorveteria, estava um dia muito quentes, e Lana estava em sua melhor forma: feliz. As visitas de seu pai a deixavam muito chateada, mas a formula da felicidade estava nos irmãos Kennedy.

—Ei Carl, tem calda de chocolate? – perguntou Lisa — quero um sundae de baunilha com calda de chocolate, e cobertura de tutti frutti, chantilly e cerejas – apanhou uma cereja e a colocou na boca de forma provocativa – duas bolas!

A sorveteria parecia mais com um daqueles típicos pop art, bem anos 60, o disco tocando, os casais dividindo um milk shake.

Arabella e Lana estavam sentadas, quando uma mulher muito social e séria ao lado de uma senhora se aproximaram.

—Eu sei tudo a seu respeito – ela disse para Lana

—Essa é a esposa do presidente, não é? – perguntou Lisa sorrindo sarcasticamente, pois a conhecia de revistas.

—Você contou para todos – disse a mulher de forma acusadora

—Sai de perto, mulher – disse Lisa

—Eu falei com você?- ela perguntou

—Não, mas está cuspindo em mim, portanto baixe a voz.

—Não me de ordens!

—Ela fodeu com seu marido? Grande merda! Ela deu ao seu marido um bom trabalho. Tenho certeza de que ele estava implorando por isso, e eu ouvi dizer que era como um lápis de qualquer maneira.

—Como se atreve? – ela aponta o dedo para cara de Lisa

—Quer um conselho? Não ponha o dedo na cara de uma louca

Lisa agarrou seu braço selvagemente para dar uma forte mordida, Misty fez Lisa soltar.

—Eu vou ser a nova primeira dama – disse Lana pela primeira vez.

A mulher estava vermelha de raiva, e agora todos olhavam para aquela mesa, a mulher e a senhora junto dela se afastaram pois ela estava a beira de um infarto.

—Volte sempre, primeira dama – disse Lisa sorrindo de satisfação.