Notas iniciais
Em eras imemoriais Equestria passava por inúmeros acontecimentos e eventos que mudariam sua história para sempre. Entre eles estava a maior de todas as batalhas, até hoje conhecida como uma lenda ou conto fantasioso, A batalha dos 7.
Surgindo de lugares distantes trazendo uma onda de morte e caos, sete pôneis conhecidos como os grandes imperadores iniciam sua era de morte e crueldade. Para se opor a esse cenário apocalíptico, vindo da mesma direção que os imperadores, sete grandes magos usam seu devastador poder.
A batalha entre eles fez toda Equestria tremer, montanhas foram destruídas, rios tiveram seus cursos alterados e o céu foi preenchido de fuligem. Com uma duração de mais de 7 meses, o mundo parecia está sendo destruído.
Como última cartada, para se livra desse grande mal os magos usando suas vidas conseguem selar os imperadores, onde um deles em especial teve sua própria alma retira e presa em uma rocha por toda a eternidade. Assim dando fim a esse terrível, mas incrível confronto.
Terminando de ler o relato, Twilight a pônei purpura estava impactada e maravilhada. Nunca havia lido sobre um evento histórico tão grande e importante. Mesmo com sua fome insaciável por conhecimento, foi uma ótima ideia ter recuperado os livros que sua tutora Celestia havia jogado fora.
Terminando de ler o livro que falava sobre a história de seu reino, a pônei vai em busca de outro. Em frente a uma pilha enorme de livros antigos e empoeirados, Twilight batendo suas asas voava sobre a pilha em busca de outro título chamativo.
Em sua busca, a pônei sem percebe esbarrar em um manuscrito que estava no topo da pilha. O grosso livro cair como uma rocha no chão cristalino do castelo, ouvindo a forte pancada a jovem princesa desce.
O levitando com sua magia a pônei analisava o manuscrito. Twilight achava estranho o mesmo não ter título ou mesmo qualquer marcação que indicasse do que se tratava.
— Que estranho! Que língua é essa?
Curiosa sobre o conteúdo do livro, Twilight o abre apenas para ter uma grande decepção. Todo o manuscrito que estava escrito em páginas feitas de couro que não estava em nenhuma língua que a pônei purpura pudesse entender.
Com esse choque momentâneo, Twilight passar ainda alguns minutos tentando entender o livro e a se pergunta, por que Celestia teria um livro em um idioma tão estranho?
— Talvez por aqui tenha uma forma de traduzir essas palavras? — falou procurando na pilha de livros.
Minutos se passam.
— Twilight? — diz uma voz infantil.
Se virando para a entrada da biblioteca, Twilight ver Spike vestindo em um pijama branco, com olhos cheios de sono. O pequeno dragão, certamente tinha despertado pelo alto som que o livro tinha feito ao cair.
— Spike! Por que está vestindo seu pijama a essa hora? — falou Twilight.
— Do que está falando Twilight. Já são 3 da manhã.
Não havia percebido, mas a noite havia caído a horas e, o amanhecer já se aproximava. Tinha dado toda sua atenção a sua curiosidade sobre o livro misterioso que havia esquecido do próprio tempo.
No momento que descobrir isso o sono como se precisasse de um gatilho, cai sobre a pônei. Sentindo seus olhos pesarem, já podia dizer que a sonolência estava tomando seu corpo.
— Acho que vou dormir mesmo. Amanhã continuo com a tradução.
Deixando para trás o livro junto da pilha, Twilight segue até seu quarto.
Saindo por entre as nuvens, preso na encosta das montanhas. O castelo de Canterlot surgia. No grande vale da nobreza, o castelo como centro de todo o reino tinha sobre suas paredes nessa linda noite sua soberana que dormia igual a uma criança.
Presa no reino que apenas sua irmã tinha poder, Celestia sonhava como nunca. Nesse mundo suas preocupações podiam sumir, fazendo com que ela pudesse sorrir e fazer também coisa que não seria muito aceitáveis aos olhos de outro nobres.
A pônei albina com crina colorida igual a um arco-íris, aproveitava a luz e a beleza do enorme jardim florido. Sua irmã tinha caprichado no cenário onírico que havia criado.
— Luna dessa vez fez um bom trabalho. — elogiava.
Feliz, Celestia voava até uma grande árvore. Com um tronco branco e as folhas douradas, a planta diferente de todas as coisas que Celestia havia experienciado dentro do sonho, era a mais real como se pudesse ser tocada. Curiosa sobre isso se aproxima.
Mas para seu terror coisa começam a sair do controle, o chão gramado ao redor da árvore transformasse em sangue, as arvores se tornavam ossos, arbustos mudavam sua aparência para pilhas de corpo desmembrados e flores negras que recitavam gritos de agonia e ódio por todo lugar se espalhavam como pragas.
— O que está acontecendo?!
O belo paraíso de antes, agora havia mudado de lugar com um inferno de sangue e morte. Algo não está certo, o que Luna estaria fazendo?
Virando-se para a árvore, sua antiga cor albina como as nuvens do céu agora estava negra como as sombras que como gotas que choviam sobre a pônei. Vindo como um canto ou um chamado um forte vento, carregado de um frio de gelar ossos e um cheiro pútrido arrancava as folhas escuras da escura arvore.
— Celestia!!! — um forte grito é ouvido.
Surgindo como um fantasma fraco, uma pônei de crina azul e pelagem escura chamava sua irmã.
— O que está acontecendo? Que tipo de coisa é essa? — disse Celestia sem intervalos.
— Eu não sei... Do nada perdi o controle sobre seu sonho e de muitos outros pôneis! — explicar.
Medo estava tomando o corpo da pônei albina. Nunca havia visto nada igual a isso em seus mil anos de idade. Quem teria tamanho poder para fazer tal coisa. Tomar o poder de Luna sobre os sonhos?
Enquanto Celestia refletia sobre sua situação. A projeção de Luna desaparece. Agora sozinha a pônei teria que encontra uma forma de sair desse pesadelo perturbador.
Batendo suas asas Celestia voa procurando por qualquer coisa que pudesse dar um indicativo sobre quem estrai fazendo isso. No caminho corpos desmembrados, sangue, armas de guerra, crateras e monstros terríveis estavam espalhados por todos os lugares.
Se o inferno existisse? Essa seria a imagem que ele teria.
Entre o circo do caos, sete imagens surgem entre o céu vermelho e a chuva negra. Esses seres não possuíam uma imagem nítida parecendo mais formas vista de um espelho desfocado, mas mesmo com essa dificuldade Celestia podia dizer que eram pôneis, mas que pônei?
A uma enorme distância brotando igual a uma semente podre, uma exuberante e horroroso torre emergir da escuridão. Com suas paredes feitas de puro sangue solido, a estrutura tinha sobre seu topo um trono ocupado pelo que parecia ser o culpado dessa situação.
— Não tente pequena pônei albina. Nada escapa de meus olhos. O domínio dos céus é meu. A morte dos deuses é minha culpa. E as chamas que queima os imortais vem de meu sangue.
Com olhos carregados de escuridão o pônei negro sem aparência parecia engolir tudo em sua frente com sua formidável e cruel presença.
Ao longe sendo perseguida pelas as formas negras, Celestia tenta derruba-los com ataques de magia, mas nada surtia efeitos neles, seus corpos não eram físicos. Assim um poderoso vórtice sugar Celestia que sem resistência é levada até a torre.
De frente com o culpado, abrindo suas asas a pônei tentava ir contra, porem logo atrás ela não podia imaginar o que vinha. Se amontoando os pôneis escuros formavam uma esfera incolor que segundos depois dela surge um enorme pégaso azul feito de faíscas elétricas que serpenteavam por todo o lugar como serpentes famintas.
Usando seu poder sobre aquele mundo o pégaso titã, atacar Celestia que perde força e é capturada por frias e sombrias mãos que veem da torre de sangue.
Tentava se soltar, mas cada movimento era inútil. A força que a segurava era enorme. Não havia forma de fugir. Em seu trono o pônei negro assistia as tentativas falhas de Celestia escapar de seu aperto mortal.
— Não faça nada. O infinito pertence apenas a mim. Irei ergue meu império sobre os cadáveres dos deuses antigos. O sangue deles será os rios, seus olhos o sol e lua sobre meu castelo. E seus poderes a minha fonte. — falou o pônei negro.
Logo atrás de Celestia seguindo depois de seu senhor o Pégaso revelar sua voz oca e terrível.
— Trazido das montanhas geladas e vindo com um exército de esmagar deuses, reis e o próprio céu. Trarei a ira dos imperadores sobre as formigas que se dizem soberanas!
Presa entre essas duas existências terríveis, Celestia que estava a beira da loucura procurava de forma insana em sua mente alternativas de acorda, para fugir desse mundo detestável. No entanto, ela não precisaria fazer muito, como se respondesse as suplicas da pônei, aquele cenário de sangue e terror começa desvanecer aos poucos até sumir completamente, ela havia acordado.
Em seu desperta Celestia grita, o som de seu próprio medo se espalhar por todo o castelo o enchendo. Por causa do grito, Luna sua irmã surge entrando por sua janela.
— Celestia finalmente.... Celestia? Você está bem? — preocupada Luna não parava de repetir.
Com um rosto de uma pessoa que tinha visto cenas indescritíveis, Celestia apenas olhava para sua irmã, não havia nada a ser dita naquela noite.
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