Notas iniciais
Então queridos leitores, espero que gostem dessa nova fanfic, eu sou totalmente #afonsarina mesmo sabendo que a Catarina não merece e essa fanfic é para vocês que assim como eu adoram esse casal.
Mas espero que vocês gostem e comentem!
E para aqueles que acompanham minhas outras fanfics eu prometo que nos próximos dias irei atualizá-las!
Boa Leitura! E espero que gostem!
Bjinhuz!

Era o dia mais feliz de sua vida. Algum dia provavelmente acreditou que já tivesse se deparado com a felicidade mas ao contemplar aquele momento percebera que jamais havia experimentando tal sentimento. Tivera alegrias obviamente mas nada chegara aos pés daquele sentimento que estava experimentando. Estava sem ar e ao mesmo tempo cheio dele. Estava com lágrimas nos olhos e ao mesmo tempo imensamente feliz. Aquele momento, aquela igreja decorada, aquelas pessoas, aquele patriarca da fé, tudo parecia certo. Mas nada seria mais certo do que aquele homem ao seu lado que a encarava.

Quando ele a olhava era como o mundo parasse por alguns instantes, toda reação em seu rosto, ela guardaria para sempre. Mesmo que naquele momento pudesse perceber que parte dele estava longe, perdida em algum lugar. Talvez e muito provavelmente pensando naquela plebeia. Mas ali era sua vitória, aquele momento, ela com certeza guardaria para sempre, aquele momento ficaria guardado em sua memória como o dia em que ela, Catarina de Lurton, finalmente conseguira tudo que deseja, Afonso.

Todos os caminhos, todas as maldades que fez valeram a pena naquele momento e faria tudo de novo se soubesse que no final do caminho ele a esperava.

Quando o patriarca da fé os declarou marido e mulher e ele a beijou ela soube que o amava, não que não soubesse antes, já que tudo que ela fez era pensando nesse amor, mas antes por mais que tivesse certeza em seu íntimo daquele sentimento, agora era quase que a concretização daquele amor. Ela lutara por ele e lutaria todos os dias de sua vida por ele. Nada e nem ninguém o arrancaria dela. Ela era dele e assim permaneceria até que eles dessem um último suspiro, pois enquanto ele a beijava ela prometeu a si mesma que faria tudo para conquistá-lo e tê-lo para si, não só como marido de um casamento acordado, mas como marido de um casamento com amor.

Depois do casamento foi tudo muito rápido, pelo menos assim lhe pareceu, o pronunciamento, a festa, o banquete.

E quando finalmente achou que teria sua noite de núpcias ele disse que o casamento deles seria somente um acordo e que jamais ousaria encostar um dedo sequer nela. Maldita Amália, maldita fosse aquela plebeia que insistia em pairar sob o casamento dela mesmo sem estar ali. Quis gritar, chorar, mas só soube dizer:

—Se você não consumar esse casamento, ele não será válido.
—Catarina eu já disse que esse casamento é um mero acordo, uma mera formalidade, sendo assim não teremos um noite de núpcias — disse Afonso.
Ele fez menção de sair andando mas ela segurou em seu braço e disse:
—Você tem que consumar esse casamento senão...
—Senão o que, Catarina? — perguntou Afonso interrompendo-a.
—Senão o Conselho da Calha irá anular nosso casamento.
—O Conselho jamais saberá que não consumimos o nosso casamento.
—Os criados podem contar que dormimos separados.
—Eles jamais fariam isso e ademais a maioria deles está na vila comemorando o nosso acordo.
—Eu não quero que nosso casamento seja revogado e eu também desejo as núpcias. Afonso, por favor, você sabe dos meus sentimentos por você, sei que não me ama, mas sou sua esposa e exijo meus direitos como tal.
—Catarina, eu não quero discutir com você, o dia foi longo e ambos estamos cansados e portanto se me der licença irei me dirigir aos meus aposentos.
E quando Afonso fez menção de se soltar ela o apertou ainda mais. Ele a olhou com raiva em seu olhar, mas ele que a desculpasse, ela batalhara muito para chegar até aquele momento e iria ter o que merecia por todo seu esforço. Se aproximando dele o beijou de surpresa. Ele logo fez menção de separar mas ela o agarrou e o pressionou contra si e continuou a beijá-lo, ele fez força para se separar dela, mas ela não deixou e por um momento parecia que ele a correspondia mas logo em seguida a empurrou com brusquidão.
—Me perdoe Catarina mas você não me deixou outra opção. Espero que isso jamais se repita.
—Me desculpe Afonso, mas isso vai se repetir sim, daqui a pouco em minha cama, onde finalmente você vai me fazer sua mulher.
—Catarina, deixe de sandices. — Falou Afonso com a voz alterada.
— Eu serei sim sua mulher hoje, Afonso. E se você não se deitar comigo irei amanhã mesmo ao Conselho da Calha dizer que você os fez de idiotas, eles e todo o povo de Montemor. Direi que você não arca com suas escolhas. E ninguém vai me contradizer. Disse que ia se casar com Amália, até desistiu de ser rei e quando voltou ao trono, bem não foi com ela que se casou...
—Catarina... — disse Afonso com fúrias nos olhos a interrompendo, mas ela continuou:
—... E mais, agora que se casou comigo não quer consumar o casamento, isso claramente é fazer todos de palhaços, o Conselho, o povo, jamais aceitará ter um rei que não arca com suas decisões.

Afonso teve que se controlar, agora vira claramente o que Rodolfo e Amália tanto lhe alertaram, a maldade de Catarina. Tudo que não quis enxergar agora estava ali para consumi-lo e devorá-lo. Mas por um momento, um ínfimo momento sentiu pena dela, porque mesmo com palavras duras, seu olhos a beira de lágrimas expressavam outras emoções. Fechou os olhos com força, agora teria que tomar uma decisão, tinha chegado muito longe para desistir agora. Tinha aberto mão da mulher que amava para conseguir tirar seu reino da ruína e agora ele poderia voltar a ruir e ainda sim ele poderia continuar sem a mulher que amava. Aquele momento foi o mais difícil, talvez admitir derrota em uma guerra teria sido muito mais fácil do que admitir ter sido derrotado por aquela mulher.
— Entre no quarto. — disse ele.
Catarina por um momento permaneceu parada, estava atordoada, sinceramente não acreditava muito que sua chantagem funcionaria, mas ela tinha funcionado. Porém não era o que ela realmente queria, não desse jeito, mas era melhor do que não tê-lo.
Ela entrou no quarto como ele pediu e ele entrou em seguida trancando a porta atrás de si.
Ela olhou e notou que Luciola tinha arrumado o quarto do jeito que pedira. Com rosas e velas pelo quarto e com sua camisola estendida na cama.


Se dirigiu para onde a peça se encontrava e a olhou, Afonso também a olhou, a peça era admirável, com toda transparência e detalhes em fios de ouro, jamais vira peça tão bonita e fechou os olhos enquanto imaginava Amália usando aquela peça. Mas quando abriu viu Catarina a segurando e entendo o que ela pretendia fazer, lhe disse:
—Não há necessidade, não quero mais prolongar esse momento.
E então começou a se despir, quando somente restava a calça, olhou para Catarina e viu que ela permanecia estática.
—Dispa-se.
Como se acordasse de um transe, Catarina piscou e então começou a fazer o que ele lhe tinha dito. Tentou se despir com um mínimo de sensualidade mas a verdade é que naquele momento estava se sentido fraca. As lágrimas ameaçavam cair de seus olhos mas se segurou. Tirou o vestido e foi então, que quando o vestido atingiu o chão que Afonso pôde perceber que ela nada usava por baixo dele.
Catarina cruzou os braços em tono de si como se quisesse proteger-se. Mas quando olhou Afonso notou que ele a olhava e viu em seus olhos uma faísca de desejo e foi isso que a motivou a descruzar os braços e então andar a fim de romper a distância entre os dois, beijando-o.

Se apertou ainda mais de encontro a ele e então com habilidade começou a desabotoar suas calças. Antes que ele pudesse protestar as calças já se encontravam no chão. Ela então o jogou na cama e mostrou porque nenhum homem jamais resistira a ela, Catarina de Lurton.

Em um momento Afonso ponderava sob o quão certo aquilo e era e em outro já se encontrava nu junto de sua esposa que parecia muito entretida em lhe dar prazer. Quis sair dali e não sentir aquilo e por um momento se sentiu culpado, mas estou quando ela se pôs acima dele, os unindo em um só, ele não aguentou.

Invertendo as posições colocou-a debaixo de si. E então como se um animal o dominasse ele se enterrou dentro dela.

Deveria ter recuperado a razão quando ela começou a gemer. Deveria ter recuperado a razão quando a viu atingir o prazer mas somente pôde recuperar a razão quando sentiu-se derramar dentro dela.

Naquele momento algo estalou em sua mente ele logo se levantou. Ela parecia desnorteada com aquela ação. Mas ele não quis mais olhá-la e nem deu-lhe tempo de dizer nada. Juntou suas roupas e cobriu-se com o manto e logo saiu daquele quarto. Agradeceu por não haver criados pelos corredores. Ninguém jamais precisaria saber daquele momento. Jamais.

Deitada no quarto, Catarina encontrava-se estupefata pelo fato de Afonso a ter deixado ali logo após o ato. Ela sabia que ele tinha gostado. Pôde notar em seus olhos e em sua ação o desejo, ele não conseguiu se controlar.

Uma lágrima rolou sua face. Mesmo tendo tido progresso, a sua cama permanecia vazia. Um passo de cada vez, disse a si mesma. E então cansada logo adormeceu.

Os dias que se passaram não poderiam ter sido piores, no dia seguinte quando ela foi o procurar deparou-se com muita rejeição. E nos dias que se passaram ele permanecia casa vez mais distante, evitando-a. E pior ela sabia que ele a encontrava, aquela plebeia maldita, não era como se ele fizesse muita menção de esconder. Alguns dias depois de consumar seu casamento ele de repente pareceu mais leve e mais risinho e por mais que desejasse a felicidade dele, quis que ele estivesse triste, pois isso significaria que ele não a tinha.

E como se isso não fosse o pior ainda tinha que fazer o papel de boa rainha e cuidar daquelas pessoas sujas e mortas de fome e ainda fingir estar feliz e contente e dispensar palavras de apoio a todos aqueles que sofriam com a explosão que ela mesmo havia causado. Por isso foi um alívio quando dois meses depois tudo já estava melhor.

Depois de dois meses de sufoco e ódio reprimido chegara o dia da abertura da mina. E ela e ele não poderiam deixar de estar lá. Na verdade parecia que toda Montemor tinha vindo acompanhar a reabertura da mina. Nunca vira tanta gente reunida. Até alguns membros do Conselho vieram presenciar a reabertura do que em breve lhes devolveria seu dinheiro.

Estavam juntos, discursando, e então quando Afonso iria cortar a fita que reabriria simbolicamente a mina, olhou para trás e sorriu. E foi então que Catarina soube, quando mirou seu marido e o viu sorrir, soube que Amália estava lá. Maldita fosse. O ódio, a raiva pareciam a consumir, nunca talvez experimentara um misto de emoções tão grande e deve ter sido por isso que começou a ver tudo escurecer mas antes de desfalecer conseguiu ouvir Afonso gritando seu nome.

Notas finais
Então gostaram? Odiaram?
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Bjinhuz!