Deu tudo errado... De novo (Heróis do Olimpo Fic)
4 Um Melhor Amigo em Comum
_Eu já volto, Allie.
Leo a deixou sentada em um dos bancos próximos a plataforma depois de terem comprado as passagens. Aonde ele foi? Allie não sabia, mas sentia que devia esperar e seguir ele até esse lugar que ele comentou. Depois disso, depois de conhecer esse lugar, ela seguiria seu caminho, indo para onde quisesse ir.
Uma meia hora depois ele estava de volta, se sentou ao seu lado, parecia para baixo. Allie arriscou:
_Aconteceu algo?
_Acho que vou ter que adiar a aventura de te levar para Long Island... Está acontecendo problemas no acampamento, não podemos aparecer por lá no momento.
_Acampamento? Tipo o de férias?
_Não, não – ele riu – outro tipo, mas só vou contar quando fomos para lá.
_Poxa – Allie estava desapontada – Bom, mas é só por algumas horas, não é?
_Não, moça do patinho. Eu, na verdade, nem sei quando poderemos voltar.
_Ah! – suspirou. Agora estava mesmo para baixo.
Novamente ela se repreendeu: não se conecte a ninguém, não deixe alguém se tornar dono de sua jornada. Se recompôs e olhou para aquele garoto jogado ao banco do terminal, tamborilando os dedos nas pernas:
_Então... Então eu acho que vou seguir meu caminho, Leo. Você, provavelmente tem que voltar para casa.
Ele a olhou com cara de interrogação:
_Eu? Casa? – e gargalhou – Não, eu não tenho casa!
_Então o que faz aqui?
_Amigos, tenho amigos aqui.
_Entendi. Bem, então, talvez, você deveria voltar para seus amigos. Ou vai dormir aqui?
_Só dormirei aqui se você dormir comigo... Topa?
_Está brincando, não é? – aquele menino só podia estar mesmo brincando, pensou ela.
_Não – disse ele sério.
Allie arregalou os olhos. Não podia acreditar nisso. Mas sua gargalhada a assustou mais do que a proposta. Ele ria sem parar, estava ficando vermelho.
_Serio, você é hilária, Allie. Primeira regra de uma aventura: nunca, jamais, confie numa pessoa que te faça propostas absurdas como a que fiz. Certo, lindinha?
Lindinha?
_Certo, mas você falou tão serio que...
_...Cogitou a ideia! – disse ele cruzando os braços atrás da cabeça e olhando para ela de lado.
Insolente, pensou ela. Cruzou os braços e fixou em algum ponto a sua frente.
_Jamais, Leo Valdez. – disse ela com tom mais duro.
_Calma aí, Allie, só estou brincando.
Allie no fundo sabia, aquele garoto não podia ser tão pervertido... Ou seria? Ela se encostou no banco e ficou pensando no que faria a seguir... Mas seus pensamentos foram cortados pela pergunta de Leo:
_Por que quis viajar assim?
Sério?
_Sei lá, não suportei mais as pessoas ao meu redor. Por isso quis fugir.
_Entendi...
_E você? Por que tanto interesse em mim?
_Você é enigmática, gostei de você, sei lá...
_Sei lá... – sussurrou ela – a ultima vez que um menino se interessou assim por mim foi na escola...
_Me conte sobre ele... Se quiser, claro – ele riu baixinho.
_Ah, ele era uma pessoa legal. Estudou comigo por dois anos. Era meu melhor amigo, e até um pouquinho mais que isso...
_Sabia! – seu grito assustou a garota, ele desencostou do encosto do banco e virou para ela, sorrindo – se você acabou de me comparar com seu melhor amigo e “mais um pouquinho que isso” é dizer que também está interessada em mim! Eu sabia – e riu.
_Não, Leo. E além do mais: eu nem te conheço. Você brotou em minha vida.
_Menina difícil. Mas continue, prometo não te atrapalhar mais...
Ela respirou fundo.
_Bem, te comparei a ele por conta de você ser legal e tal... Você transmite confiança, assim como ele transmitia. Quando estudamos juntos, ele me divertia, estava comigo nas minhas piores crises e foi ele que incentivou essa viagem, tanto que ele é quem iria comigo... Jason Grace era seu nome. Nunca o esqueci, tudo nele...
_Espera aí – ele a interrompeu – como assim Jason Grace? Como ele é?
_Ele é loiro, mais alto que eu, tem olhos claros e uma cicatriz no canto da...
_JASON GRACE, ELE É MEU AMIGO TAMBÉM! – Leo estava sem controle – mas espera aí mais um minuto... Você disse que sentiu algo por ele?
_Senti...
_E ele sabia?
_Sim, Leo. Quase fomos namorados. Só não deu tempo.
_Não pode ser... Como não percebi... Nunca ouvi esse nome em toda a minha vida! Allie, a Duckile!
_Só ele me chamava assim... Então você o conhece? Onde ele está?
Allie estava realmente animada. Poderia ver Jason mais uma vez.
_Ele está no acampamento. Para onde estávamos indo.
_Então vamos para lá, agora! – Ela se levantou, sorrindo.
_Já disse Duckile, não posso levar você lá ago...
_Não quero saber, Leo Valdez! Você disse que seria meu amigo...
_Não me lembro disso, não... Mas serio, não posso te levar lá...
Allie ficou pior do que já estava. Leo conhecia Jason, e ela não podia acreditar no que ouvia. Do nada, Leo se levantou e foi direto ao banheiro, só que dessa vez não avisará nada a ela.
O sol estava baixando, logo anoiteceria. Ela não ia ficar naquela rodoviária, as pessoas que estavam chegando por ali tinham caras assustadoras, e Allie não queria encrencas, somente seguir seu caminho. Decidiu ir trocar as passagens. Nada de Long Island e acampamento. Nada de Jason Grace.
Ela foi em direção ao guichê e entrou na fila gigante. Leo não voltará, ela podia ver os bancos em que estavam sentados de onde estava. Distraidamente olhou para o outro lado da rodoviária. Um ônibus chegará e ela olhou atentamente as pessoas que desciam dele, pensando como seria a vida de cada um.
Mas então um grupo de adolescente desceu, usavam a mesma camiseta que Leo usava por debaixo da branca: uma camiseta laranja com alguns dizeres. Um a um foram descendo para a plataforma. Allie contou cinco pessoas: uma loira agarrada à uma menina de cabelos marrons trançados, logo atrás delas desceu um menino baixinho quase sem expressão alguma no rosto, tinha cabelos negros como os de Allie. Atrás dele vinha um garoto agitado, também de cabelos escuros, brincava de imitar o menino baixinho a sua frente, que não parecia curtir a ideia. Mas então seu coração quase saltou de seu corpo, um garoto alto, de cabelos loiros e óculos: era Jason Grace.
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