Deu tudo errado... De novo (Heróis do Olimpo Fic)
30 A Notícia
_Onde está a mãe? – Allie perguntou sentando no sofá.
Seu pai a trouxe para dentro e a fez sentar no sofá, Leo estava sentado ao seu lado. Sua mãe e seu irmão eram os únicos não presentes ali.
_Bem, sua mãe... É complicado – seu pai tentava dizer, ele estava sentado na poltrona na frente da garota, sua família estava espalhada pela sala. Seu pai procurou algo no bolso de trás de sua calça e de lá tirou um papel dobrado posteriormente entregando a menina – Leia...
Allie segurou o papel com as mãos tremulas, desenrolou o papel e viu uma foto sua recente, sorrindo, em baixo lia-se:
“DESAPARECIDA: Allie Manson, 17 anos. Se você encontrar essa menina favor entrar em contato no número abaixo. Nós estamos completamente desesperados por informações”
_Mas... – Allie lia e relia aquilo.
_Ficamos desesperados, Allie, não sabíamos o que fazer... – começou Helena, sua tia, esposa de Pip – Sua mãe...
_Eu conto – Tio Pip apoiou as mãos nos ombros de Helena – ela está internada, Allie... Ela ficou mal por algum tempo e então começou a sentir dores fortes no coração...
_Não... – Allie disse fracamente – eu quero ir até lá agora, ela precisa saber que voltei, ela precisa...
_Vamos avisa-la. Passaremos a mensagem para seu irmão, que está com ela lá. Por enquanto, você fica aqui. Acreditamos que a saúde dela esteja um pouco debilitada e essa noticia tem que ser contada com calma para não agravar – disse seu pai.
_Mas... É uma noticia boa, eu voltei... Eu preciso ve-la – Allie olhava para todos, até para Leo, procurando apoio.
_É melhor mesmo você ficar, Allie. Seu pai tem toda a razão – a voz de Leo a surpreendeu por um momento, já que estava completamente em silencio desde que chegara.
_Bem, vou resolver as coisas então, ir na delegacia e ir falar com Sandra – anunciou o pai de Allie, se levantando.
_Eu vou com você, Marcus – Pip se ofereceu e seu pai aceitou de bom grado, e juntos saíram pela porta.
_Está com fome, querida? – Helga perguntou.
_Não, tia... Eu... Eu sou culpada de tudo! – ela agora estava descontrolada, seu coração doía, achava que estaria tudo bem, mas não... sempre que tinha coisas boas acontecendo em sua vida com certeza uma pior ainda estava por vir, e aquela era mais um exemplo disso.
_Calma, querida... Calma... – Helena veio a seu encontro e a abraçou.
_Leo... É Leo seu nome, não é? – Helga o chamou – pode me ajudar a fazer o chá?
_Sim – disse ele se levantado e seguindo a tia de Allie até a cozinha.
_Calma, prima, a tia está bem... Ela só passou por um estresse muito grande, mas nada problemões – disse Chris, sentando ao seu lado.
_Mas essa deve ter sido uma aventura e tanto, olhe só para você! Parece uma louca – começou Brenda.
_Não mais que o normal – Allie se permitiu rir um pouco, apesar da enorme preocupação que a abatia. Ela ainda estava abraçada a sua tia Helena.
_E onde você arrumou esse gato? Tem mais como ele? – Brenda agora parecia ainda mais eufórica.
_Então quer dizer que eu sou gato? – Leo vinha entrando pela sala, com uma bandeja nas mãos.
A expressão de Brenda foi impagável naquele momento, ela ficou mais vermelha que tomate.
_Des... Desculpe – ela tentava dizer – mas é verdade... Você é um... Gato – a ultima palavra foi quase um sussurro.
Todos riram e Leo sorriu, sem graça.
_E não, desculpe, sou peça rara no mercado, bonitão assim só eu mesmo – ele disse, entregando o chá a ela – e sou todinho da Allie.
Allie sorriu. Leo entregou o chá a todos na sala e colocou a bandeja sob a mesinha de centro.
_E o que faço agora? Sento e espero? – Allie perguntou a Helena.
_Sim... Aproveita e arrumar suas coisas e tomar um banho – disse Helga, saindo da cozinha.
_Quero falar com minha mãe – ela se levantou.
_Eu sei, querida, mas precisamos esperar seu pai voltar – disse Helena.
Allie não queria ficar sentada naquela sala somente esperando, e já que não podia sair para ver a sua mãe ela decidiu arrumar as suas coisas tal como sua tia lhe proporá. Ela levantou.
_Vem, Leo.
Leo, que estava tomando seu chá, deixou a xícara na bandeja e acompanhou Allie até o seu quarto, no andar de cima. Ao chegarem lá, ela trancou a porta e largou a mochila em um canto. O menino ficou parado no meio do quarto, olhando tudo curioso.
_Seu quarto é... bem legal.
_Sério?
_Sim... – ele se sentou em sua cama – Deuses, que cama boa – e então deitou – eu poderia ficar aqui para sempre...
Allie se sentou na cadeira da escrivaninha, estava triste pela noticias que receberá e do tamanho do estrago que tinha causado em sua família. Depois de um tempo encarando a janela ela encarou Leo:
_O que acha que devo fazer agora? Como posso dizer que não vou mais viver aqui?
_Não sei, Allie, mas podemos dar um jeito... – ele disse, olhando para o teto – Mas sua família parece se importar com você...
_Pena que eu só vi isso agora... Mas agora pode ser ruim, porque olha o que eu fiz com a minha mãe – ela se levantou – depois que meu irmão nasceu muita coisa mudou, eu mesmo não tinha vida... Ou pensava que não tinha... Ela sempre se preocupou comigo e acho que confundi isso com minha própria vontade de viver por mim mesma.
Leo permaneceu em silencio, tinha os olhos fechados.
_Está dormindo?
_Não, somente pensando... Sabe, eu queria ter uma mãe para se preocupar comigo, mas... Não a tenho...
Allie se surpreendeu com aquilo, ele nunca dissera nada sua mãe, isso era verdade, mas nunca soube que ela possivelmente estaria desaparecida ou...
_O que aconteceu?
_Não gosto de falar disso, Allie. É doloroso demais – sua voz era um sussurro.
Allie se sentiu ainda mais culpada, enquanto ela reclamava de sua mãe, Leo nem ao menos tinha uma. Ela caminhou até a cama e deitou ao seu lado, ele a abraçou.
_Um dos motivos de eu ter me separado de Calipso foi ela te brincado com o que aconteceu com minha mãe... Ela só reforçou o que sinto...
Allie não estava entendendo, mas não queria pressiona-lo, se aquilo era doloroso, então ela não ia insistir em nada.
_Você deve se desculpar com ela, Allie... Mas ainda vamos manter os nossos planos, afinal, vamos morar a algumas quadras daqui...
_Sim...
Eles permaneceram deitados na cama, o breu inundando o quarto, somente a luz da lua iluminava aquele lugar. Allie levantou a cabeça e encarou o rosto de Leo, que ainda estava de olhos fechados.
_Leo? – ela chamou.
Ele abriu os olhos e a encarou também.
_Eu te amo... Obrigada mesmo por estar comigo e dar essa força. Não queria te magoar com essa historia da minha fuga e esses motivos banais, se eu tivesse conhecido sua historia eu... eu nunca teria dito as coisas que disse sobre minha família.
Ele fez um carinho em seu rosto e disse:
_Como você poderia saber, não é mesmo? Mas nada disso importa. Eu entendo seus motivos e como você se sentia, mi amor.
Ela sentou na cama e o puxou junto, que se sentou ao lado dela. Sem mais nem menos ela o beijou, queria de alguma forma agradecer e ao mesmo tempo mostrar a ele que ela estaria ao lado dele também.
_Eu sei... – ele disse como se respondesse a confirmação do que ela queria dizer a ele com aquele beijo.
_Vou tomar banho... Fique a vontade... – ela se levantou e saiu do quarto.
***
Meia hora depois ela voltou ao quarto e Leo não estava lá, um burburinho no andar de baixo chamou a atenção da menina e então ela desceu correndo as escadas.
_Amanhã, ela sai amanhã – dizia Marcus.
_Sério? – Allie interrompeu pela sala.
_Sim, querida... Contei a ela que você voltou e ela está... Nem sei como explicar... Feliz à beça? – o pai estendeu os braços e Allie correu ao encontro dele.
_E onde está meu irmão?
_Ainda está lá, ele virá com a sua mãe, ela precisa de um acompanhante.
Allie olhou ao redor, todos estavam lá, menos Leo.
_Cadê o Leo?
_O cara latino? – seu pai perguntou – ele disse que iria deixar as coisas dele em casa.
_Ele disse que voltaria?
_Acreditamos que sim... – seu pai a olhava desconfiada – o que tem entre vocês? De onde ele veio?
_Longa historia pai, vou te contar – ela sorriu.
_Bem, já que estamos todos bem, vamos para casa... – disse Pip.
Marcus se despediu de Pip e Helena, fazendo o mesmo com tia Helga e os filhos. Allie também se despediu.
Quando se virão sozinhos, Allie se sentou no sofá com seu pai e lhe contou tudo, deixando de lado a missão e a luta contra Mirna no Donut Monstro, e também deixou de lado o fato de Leo e todos os outros seus amigos serem semideuses.
Contou sobre Jason, que nessa parte seu pai ficou feliz demais, além de querer saber se ele voltaria a viver ali, e então Allie o desapontou falando que ele não voltaria a viver ali e muito menos que eles poderiam ter alguma coisa.
Alguém bateu a porta, exatamente na hora em que Allie tinha terminado seus relatos e deixando seu pai cada vez mais assustado. Seu pai levantou, com a cara carrancuda depois de tudo que ouviu e abriu a porta... Era Leo, ele estava sem a mala de bronze e tinha trocado de roupa.
_Sr. Marcus... Posso entrar?
_Claro, Leo, entre.
Allie sentiu que seu pai gostara de Leo, assim como gostara de Jason um dia, mas, claro, que não tinha comparação, pensou Allie. Leo entrou e se sentou na poltrona, de frente para Allie e seu pai.
_Bem, Leo, Allie me falou mais de você...
_Acredito que sim... – ele sorriu e depois pigarreou – e a proposito... Gostaria de falar uma coisa com o senhor... Bem, uma coisa que nós dois decidimos, mas que vamos adiar por uns dias até a sua esposa melhorar.
_Leo, agora não... – Allie tremia com a menção dos planos dos dois.
_Contar o que? – Marcus olhava de Allie para Leo e de Leo para Allie.
_Nós vamos morar juntos – ele disse firmemente, olhando nos olhos de Marcus.
Rápido demais, Valdez, pensou Allie fechando os olhos. Ao abrir deu de cara com o rosto de seu pai, impassível. Ele ainda ia de uma para o outro, mas agora estava pior.
_Vocês querem morar juntos? – ele perguntou friamente.
_Sim, senhor. Eu tenho uma casa a algumas quadras daqui – ele sorriu confiante.
Marcus levantou.
_De forma alguma eu vou permitir uma coisa dessas, Sr. Valdez, agradeço você ter cuidado da minha filha, mas isso é impossível e eu jamais vou permitir. E se não se importar, pode se retirar da minha casa – ele disse ainda mais friamente.
_Pai... – Allie tentou falar.
_Quieta! Isso eu não vou permitir! Por favor, Sr. Valdez, saia da minha casa... Agora!
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