Determinação

32 4° Temp. - Renovada - Season Finale


Antes

Hitomiko, mãe de Hinata e Hanabi foi encontrada pelo verdadeiro Hiashi, que lhe informou sobre tudo o que estava acontecendo na vila, disse-lhe sobre Poun, o homem que tinha tomado seu lugar no clã e estava executando um plano por debaixo da vista de todos. Ela foi instruída a procurar suas filhas e a Hokage para lhe informar sobre o que está acontecendo com a vila.

O plano de Poun deu certo, ele conseguiu encontrar uma das ruínas da Yuezhi e pegar um estranho artefato que gerou um efeito negativo sobre a maioria esmagadora dos Hyuuga, levando-os a terem um comportamento hostil contra qualquer um que avistassem, menos animais.

Os ninjas da folha lutaram para proteger seus habitantes, mas muitos haviam sido mortos. No meio de todo o tumulto, Hinata foi ao clã Hyuuga, queria saber o porquê de seu pai ordenar esse ataque. Encontrou a passagem para o subterrâneo e o viu morto em uma das celas.

Poun entregou o disco encontrado nas ruinas para sua mentora. A mulher de cabelo branco ativou os poderes de um cubo, Fukang, que tinha em posse. O Fukang fez uma fumaça azulada sair do corpo dos Hyuuga que haviam sido afetados pelo raio vermelho com a retirada de uma das chaves da ruína.

As fumaças foram absorvidas pelo Fukang, o líquido azul dentro do cubo aumentou com as almas absorvidas dos Hyuuga. Depois de três horas, os corpos deles viraram pó, sobrando apenas ossos e suas roupas.

Agora

5 de novembro de 7012. Um ano se passou desde que Kushina havia despertado. A notícia sobre o caos que Konoha presenciou em 7011 espalhou-se por todos os países ninjas, tal informação alarmou os Kages. Alguém capaz de se infiltrar em Konoha e executar um plano deste porte poderia muito bem fazer o mesmo em outra aldeia ninja, por este motivo a segurança foi reforçada.

No entanto os esforços foram em vão, pois Kumogakure (aldeia da Nuvem) também sofreu o mesmo destino de Konoha. Alguém se infiltrou entre seus ninjas, e durante anos se manteve oculto, até que enfim se revelou. Uma mulher de cabelos brancos foi avistada nas imediações da vila, no mesmo dia em que a tragédia aconteceu, o segundo Domingo Sangrento. Pessoas de um distrito inteiro morreram naquele dia, levando consigo outras durante o seu ataque de fúria.

Konoha já mantinha ninjas em busca de pistas que pudessem leva-los até Poun, mas agora Kumo também estava enviando seus ninjas atrás da pessoa que havia se infiltrado entre eles. Ambas as vilas trocavam informações sobre o que descobriam a respeito do caso, não eram muitas, porém o pouco que tinham lhes davam esperanças de encontrarem os culpados. Eles achavam que tudo estava ligado, porque os acontecimentos eram muito semelhantes.

No país das Ondas o frio predominava. Kushina já havia se recuperado. Como era de costume ela ajudava Tsunami com os afazeres doméstico.

― Pronto acabamos ― Kushina proferiu ao finalizarem a limpeza. Se direcionou ao seu quarto, guardou os poucos pertences que tinha em uma mala, todos obtidos por meio da ajuda da família de Tazuna, logo voltou à sala. ― Sou muito grata a vocês, acolheram-me e cuidaram de mim em um momento de extrema necessidade, mesmo eu sendo uma desconhecida vocês fizeram isso ― suas palavras eram endereçadas a Inari, Tazuna e Tsunami.

― Não precisa agradecer, faríamos isso por qualquer um ― Tazuna disse.

― Além do mais, não fomos nós quem lhe salvou, apenas cuidamos de sua reabilitação ― Tsunami completou. ― É a essa pessoa que deve agradecer.

― Mesmo assim eu sou grata a vocês. Vou sentir saudades de todos, sem exceções ― Kushina abraçou cada um, abraços carregados de gratidão. ― Mas saiba que virei visita-los.

― Eu aguardo por isso, você é muito bem-vinda aqui ― todos saíram da casa. ― Tem certeza de que o Naruto está mesmo lá? ― Tazuna inquiriu ― Você pode aguardar um pouco mais para voltar à Konoha ― era visível sua preocupação.

― Tenho certeza de que ele está lá, Tazuna-san. Eu perguntei a uma de minhas invocações sobre ele, e foi-me dito que ele está lá treinando já tem muito tempo, ele não está em Konoha, então não há motivos para eu voltar para lá agora ― ela marcou uma das mãos com sangue e executou uma sequência de selos, para enfim tocar o solo com uma mão. ― Kuchiyose no Jutsu ― ao usar a técnica de invocação uma pequena raposa apareceu. ― Leve-me à Toca da Raposa.

A pequena raposa executou a invocação reversa, ambos foram transportados para à Toca da Raposa. Kushina vislumbrava aquele local, uma planície de um verde intenso a se perder de vista no horizonte, tendo um rio cortando a paisagem.

O local continha dezenas de pequenas cabanas ― no geral ― e algumas poucas eram o triplo do tamanho das normais, ― essas ficavam mais afastadas das pequenas ― tendo poucos metros de distância uma da outra. Todas eram feitas de madeira e barro, muito bem polido por sinal.

Kushina se despediu da raposa e seguiu a trilha de pedras que tinha na vila. Mesmo tendo passado anos que ela havia estado ali pela última vez, ainda se lembrava perfeitamente de muitas daquelas casas e do caminho que deveria seguir para chegar ao seu objetivo.

Estava muito quente, a diferença de temperatura do país das Ondas para à Toca da Raposa era ampla. Ela logo tratou de tirar o seu agasalho e colocá-lo dentro da mala que carregava.

Kushina chamava atenção ao andar pela vila, pois era uma humana desconhecida para muitos, cercada por diversas raposas. Raposas estas de tamanhos variados, tonalidades de cor e números de caudas diversos.

Já no centro da vila ela avistou um grande templo vermelho, era este lugar que ela almejava. Subiu as escadarias enquanto observava os nove pilares de sustentação da fachada do templo, vislumbrou-se novamente com as duas estátuas na entrada, os moradores certamente cuidavam bem delas. Belas estátuas da Kyuubi, com cerca sete metros cada.

― Olha só quem temos aqui. A pequena Kushina, que já não é mais tão pequena assim ― uma mulher com alguns aspectos de raposa proferiu. Ela estava na entrada do templo, parecia saber que Kushina viria até ali.

― Não seja sínica, Makie ― Kushina observou-a. Uma mulher bela, com muitas curvas, trajando um kimono preto com alguns detalhes vermelhos, contendo três divisões na parte inferior para facilitar a sua movimentação e dar destaque as suas pernas. As partes mais chamativas de seu corpo, eram as sete longas caudas e as orelhas de raposa esbranquiçadas, assim como o seu cabelo longo. Das raposas que Kushina viu na vila ela era a que possuía mais caudas. ― Onde está o Naruto? ― Ela quis ir direto ao ponto, não aguentava mais de saudades de seu filho. Aquelas lembranças obtidas a partir do seu clone não eram suficientes para saciar a vontade de conhece-lo pessoalmente. ― Vejo que você continua usando muito a sua forma humana.

― Sim, adoro caminhar sobre duas pernas como os humanos, e é tão legal usar roupas ― ela sorria olhando para as próprias vestimentas. ― Seria bom receber um “estava com muitas saudades de tu”, mas como eu não sou sua prioridade deixa para lá. Venha! Vou leva-la para onde ele está ― Makie e Kushina se dirigiram ao interior do templo, passaram por diversas salas e desceram alguns andares em direção ao subterrâneo. ― O tempo não lhe afetou muito, Kushina, você ainda continua bonita ― a ruiva nem deu atenção ao que ela disse, isso causou uma irritação na Makie, porém ela ignorou, estava acostumada a esse comportamento de Kushina, que só vinha quando ela estava focada em algo.

Chegaram a uma sala ampla contendo bonecos de madeira que eram usados para treinamento. Acoplado a duas paredes existiam diversos bancos e em um deles Naruto estava descansando.

O rapaz parecia exausto, mas notou as duas pessoas chegarem por meio da sua detecção sensorial, entretanto manteve-se sossegado, iria esperar o movimento dessas pessoas, uma ele reconheceu, mas a outra não, porém o chakra dela era semelhante à de uma pessoa que ele conhece.

― Naruto! ― Kushina disse ao vê-lo. Ele não havia mudado muito desde que o clone dela se desfez. ― Naruto! ― Correu ao seu encontro, estava muito emocionada. Ele, que antes estava de olhos fechados e deitado sobre o banco, abriu os olhos e os arregalou assim que viu quem estava ali. Não era possível! Colocou-se de pé assim que viu a aproximação dela. ― Estou tão feliz em vê-lo ― ela sorria enquanto abraçava-o, Naruto estava incrédulo, tão descrente que nem conseguia retribuir ao abraço.

― Kaa-chan? ― Ele pronunciou ainda descrente. O fato dela estar à sua frente era muito estranho para si, o clone havia se desfeito então como diabos ela estava ali. Isso ele não sabia, mas ele não dava importância, pois a simples presença dela já era o bastante para ignorar as dúvidas que vinham em sua mente, bom, pelo menos por enquanto.

― É tão bom vê-lo pessoalmente novamente, mesmo que tenha sido por meio de um clone a primeira vez, isso sem contar quando tu nasceste, porém agora é diferente, a eu real está aqui ― eles haviam se separado do abraço, a voz de Kushina estava carregada de felicidade. Naruto continuava confuso, queria respostas, no entanto não conseguia falar, estava muito surpreso. ― Seus olhos estão diferentes das memórias que tenho. Então você aceitou fazer o treinamento que lhe recomendei, que bom que nada deu errado.

― Sim, eu fiz exatamente como você me disse ― as pupilas de seus olhos tinham a forma de fendas, iguais às de Kushina, contudo a cor azul da íris permanecia inalterada, ou seja, ele não estava sobre os efeitos do chakra da Kurama. ― Mas eu ainda não dominei por completo essa técnica ― ele desviou o olhar, queria poder mostrar domínio completo para que sua mãe se orgulhasse dele.

― Não precisa se preocupar com isso ― ela passou um braço por cima de seu ombro. ― Eu também não tenho total domínio dessa técnica ― Kushina olhou para trás e viu que Makie continuava lá, apenas observando a situação. ― Nos dê privacidade neste momento importante para nós, Makie ― ela fez leves movimentos com a mão, indicando que Makie deveria sair.

― Mesmo esse templo sendo meu, tenho que sair porque você me pede? ― Makie disse esboçando um sorriso sínico no rosto, ela entendia a situação, mas gostava de irritar Kushina. A ruiva estava se irritando e isso ficou evidente em seu rosto. ― Tudo bem, eu saio. Mas saiba que eu também senti a sua falta. E pensar que você nem mesmo me deu um abraço ― ela fingiu-se de triste, enquanto rodeava os braços entorno de seu corpo.

― Makie, suma logo daqui! ― Kushina gritou. Não estava com paciência para as brincadeiras dela, Naruto era sua prioridade no momento, na verdade, a partir de agora ele seria sua razão de viver.

― Já estou indo, já estou indo... ― ela se dirigiu a saída daquela sala. ― “Eu realmente adoro os Uzumaki. Depois vou perguntar o que aconteceu para ela continuar viva, essa é uma dúvida que tenho há muitos anos. A informação de sua suposta morte veio rápido até mim, porém no pergaminho de contrato seu nome estava normal, não havia um traço costumeiro de quando um contratante morre” ― Makie pensou.

― Eu quero saber o que aconteceu para você continuar viva, Kaa-chan? ― Ambos se sentaram no banco. ― Eu espero que isso não seja um sonho ― ele sorria.

― Não, não é um sonho, é real ― ela observava-o minuciosamente, ele estava crescendo bem, forte e saudável. Isso era bom. Por sua mente apareceu a imagem de diversos netos preenchendo a casa, isso seria incrível. ― Você sabe o que ocorreu no dia do seu nascimento?

― Tenho conhecimento disso até a parte onde você e o Tou-chan “morrem” ― ele não gostou de dizer essa palavra.

― Muito bem. Agora tenho uma base para lhe dizer o que sei, pois não sei de tudo com relação aquela data.

... Memórias 7° Ato ...

10 de outubro de 6997. A noite estava calma, apresentava um clima agradável. As árvores da floresta nas imediações de Konoha estavam adotando diversas cores, as mais presentes eram amarelas e vermelhas, enquanto o verde característico desaparecia pouco a pouco com o passar dos dias. Muitas de suas folhas recheavam o chão.

Em cima do morro e por entre as árvores, uma mulher de cabelos brancos e olhos azuis observava os agentes anbu entorno da entrada de uma caverna abaixo de seus pés. Em sua mão direita estava um anel de ouro com um corvo entalhado, a ave negra continha uma cruz vermelha penetrando o peito.

Nenhum dos anbu conseguia sentir sua presença, pois seu chakra encontrava-se imperceptível a eles, obviamente sua habilidade de ocultação de chakra era exímia para conseguir passar despercebida por excelentes ninjas.

Um homem encapuzado de preto e com uma máscara laranja surgiu a partir de um vórtice. Ele foi rápido e silencio na eliminação dos anbus que estavam na vigília do local. Ficou surpresa ao vê-lo atravessar a parede do morro.

Momentos depois, sentiu o chakra de todos que estavam na gruta sumirem um por um, pensou que alguns deles haviam morrido. Aumentou o raio de sua habilidade sensorial para poder encontrar o homem encapuzado, ela pensou que ele deveria ter se evadido do local, rapidamente encontrou sua assinatura de chakra ao norte de onde estava.

Iniciou um percurso de setecentos metros de corrida. A sua frente, não muito distante, surgiu a grande Raposa de Nove Caudas, bem quando ela estava próxima do encapuzado.

“O chakra dele sumiu” ― ela pensou. Passados poucos segundos a própria Kyuubi desapareceu. Ela virou-se, olhando em direção à Konoha e colocou-se a correr, havia sentido o chakra do mascarado lá, junto da Kyuubi.

Enquanto corria, percebeu uma maciça e enorme esfera negra de chakra comprimido surgir atrás de si, não muito distante, aquilo com certeza mataria alguém despreparado, mas esse não era o seu caso. Suspirou entediada, conhecia aquilo, era uma Bijuu Dama.

A bomba Bijuu explodiu, logo ela seria atingida pela técnica se não fizesse algo. Deixou uma pequena parcela de seu enorme chakra fluir por seu corpo, estava contendo-o para que não fosse notada, mas agora precisaria dele para executar um jutsu. Neve começou a cair em um raio de trezentos metros tendo ela como centro, aquilo era estranho para essa estação do ano. A mulher não estranhou nenhum pouco aquela neve, parecia que ela tinha presenciado algo do tipo muitas vezes.

Hyouton Kekkai: Tamentai Zettai Rei (Barreira do Elemento Gelo: Poliedro do Zero Absoluto) ― sem executar nenhum selo, ela uniu as mãos a sua frente, semelhante a uma prece.

O solo abaixo de seus pés começou a congelar, três paredes triangulares de gelo subiram e se fixaram uma na outra para proteger a usuária da técnica, formando um tetraedro. Mais cinco paredes de gelo emergiram do solo, porém estas eram quadradas, todas se juntaram formando um hexaedro maior do que o tetraedro. Oito paredes triangulares espessas de gelo saíram do chão e se elevaram para formar um octaedro.

Todos os poliedros encontravam-se um dentro do outro, tendo o tetraedro formando a camada interna, a seguir o hexaedro sendo a camada do meio e por fim o octaedro constituía a camada externa. Os poliedros tinham uma grossa camada de gelo infundida com chakra e flutuavam a uma pequena distância da terra.

A explosão da Bijuu Dama se dissipou e deixou um grande raio de destruição. Árvores, plantas e animas daquela região tiveram sua existência apagada por aquela técnica, no entanto a barreira de gelo daquela mulher estava intacta.

― Acho que o primeiro estágio da técnica não seria capaz de aguentar esse poder, contudo dois níveis seriam arriscados a serem usados, minha decisão de usar três estágios funcionou como o previsto ― ela saiu da sua barreira de gelo, o solo encontrava-se quente, tão quente a ponto de fazer um gelo normal derreter rapidamente, assim como a neve que continuava a cair. ― Agora devo me ocultar novamente ― ela ocultou seu chakra e imediatamente a neve parou de cair. Seu Poliedro do Zero Absoluto se desfez em diversos pedaços pequenos de gelo.

Após muito correr, enfim chegou à Konoha. Observou a vila pelo alto, estando em cima do monumento Hokage. Diversas casas e edificações jaziam destruídas. Muitas pessoas estavam mortas e outras fugiam desesperadas temendo por suas vidas. Os ninjas tentavam conter aquela grande Bijuu, apenas tentavam, porque suas ações não estavam dando resultados.

Viu a Kyuubi ser empurrada para fora da vila pela invocação do Sandaime e em seguida ser imobilizada por um animal de invocação gigante, para a seguir desaparecer por meio de uma técnica de teleporte. Apenas moveu o corpo para a esquerda a tempo de ver uma grande explosão, provavelmente era outra Bijuu Dama, assim pensou. A explosão aconteceu a muitos quilômetros de distância da vila.

Suspirou entediada, novamente teria de correr para observar a situação. Teria de percorrer muitos quilômetros para chegar até lá, então tratou de ir o quanto antes, mas dessa vez iria mais rápido.

Chegou ao local em pouco tempo, escondeu-se o mais próximo possível para observar a situação, porém manteve-se a uma distância segura longe dos olhos daqueles ali presentes.

A Kyuubi estava presa, ao seu redor existiam correntes de chakra restringindo seus movimentos e a contendo dentro de uma barreira. Minato, Kushina e o pequeno Naruto jaziam naquele local. Ela focou seus sentidos para ouvir a conversa, eles queriam selar a Bijuu em Naruto, assim como ela havia previsto.

A mulher de cabelos brancos notou o Sandaime e alguns de seus ninjas chegarem, mas não deu importância a eles, estava ali para se assegurar de que seu plano desse certo.

Minato havia realizado o Shiki Fūjin e com isso metade da raposa foi selada nele, ocasionando na do corpo da Bijuu, lhe dando a oportunidade de atacar diretamente o pequeno recém-nascido com sua pata, ela não queria ser trancafiada novamente, não depois de conseguir sua liberdade após muito tempo de espera.

Para proteger Naruto, seus pais se puseram a sua frente a fim de impedir que a raposa o atingisse. Seus corpos foram perfurados por uma garra da raposa. Após se despedirem do garoto, Minato selou a Kyuubi no bebê.

Era a hora de se mover. A mulher de cabelos brancos correu em direção ao Sandaime e seus dois ninjas, golpeou-os para lhes desacordar, com sucesso. Ela foi tão rápida e silenciosa que eles nem notaram. Se aproximou dos corpos de Minato e Kushina, constatou que ele havia morrido, mas ela ainda estava viva, não por muito tempo.

Virou-se para o pequeno Naruto próximo de seus pais, tocou em sua face e transferiu chakra para ele, o mesmo o envolveu, deixando uma fina camada azulada.

Canalizou chakra em sua mão direita, ela tinha uma coloração negra, levemente transparente, e o direcionou ao buraco na barrida da Kushina. Com a mão esquerda, tocou a testa da ruiva, transferindo chakra para ela, este aparentava a cor normal azul. O grande ferimento em sua barriga fechou-se rapidamente.

Retirou um pequeno pergaminho de seu sutiã, ele era menor do que o seu polegar, o mesmo se expandiu com um selo de mão, adotando o tamanho de seu braço, o abriu e tocou na inscrição desenhada nele, enquanto fazia um selo para liberar o seu conteúdo. Fez o selo porque acha monótono demais executar técnicas sempre sem selos, então as vezes ela os usava, no entanto para ela não havia necessidade disso.

Uma pequena cortina de fumaça surgiu no pergaminho e dele saiu um corpo de uma mulher idêntica a Kushina e com as mesmas vestimentas. O pergaminho regrediu de tamanho e ela voltou a guarda-lo em seu sutiã.

“Preciso deixa-la semelhante ao estado em que Kushina se encontra” ― ela pensou.

Formou uma pequena membrana de chakra entorno de seu corpo e tocou na barriga do cadáver, para então focalizar o chakra Hyouton naquela área. O local assumiu um tom azulado com uma alta rigidez da pele e órgãos internos, uma fumaça azulada saia de lá, mas rapidamente o estomago implodiu, enviando sangue e tripas na direção da usuária da técnica. Seu chakra Hyouton era tão volátil que a baixa temperatura fez a barriga daquele cadáver implodir.

Havia se formado uma circunferência similar à que Kushina possuía antes de ser curada. A usuária do Hyouton desfez sua camada de chakra expulsando-o para longe, desse modo ela não teria seu kimono sujo. Olhou para Naruto e fez o mesmo com seu chakra que estava entorno do garoto.

Se aproximou do garoto e beijou sua testa carinhosamente.

― Nos veremos de novo daqui a algumas décadas, você não vai se lembrar de mim, mas eu sim. Espero que fique forte e seja um oponente a minha altura, pois eu não vou pegar leve com você ― ela exibia um sorriso afetuoso. Pegou Kushina em seus braços e a colocou em seu ombro, para então sair daquele lugar em alta velocidade. ― Vou precisar de você viva, Kushina, no entanto você não pode ficar próxima ao Naruto no momento.

...XXXXXXXXX...

Em uma base subterrânea no país dos Campos de Arroz. Dentro de uma grande sala contendo uma longa mesa rodeada por diversas cadeiras, estavam muitas pessoas comendo calmamente.

― Se me permite dizer. O que tanto lhe detém os pensamentos, mentora? ― Poun questionou a mulher de cabelos brancos sentada na ponta da mesa em um trono luxuoso, detentor de um alto contraste em comparação as cadeiras simples das outras pessoas a sua volta. Ela havia passado o almoço inteiro quieta sem interagir com o resto das pessoas presentes naquela sala, isso não era comum.

― Só estou me relembrado de algo do passado ― ela disse calmamente. Por sua mente, vagavam as lembranças do dia em que salvou Kushina e a deixou sobre os cuidados da família de Tazuna.

Tudo o que Kushina precisasse até o momento em que acordasse e fosse capaz de ir embora, seria bancado por ela. A grisalha havia até mesmo financiado a construção da “Grande Ponte Naruto”. Ela riu ao se lembrar do nome. Quando soube do nome de batismo da ponte, uma enorme felicidade brotou nela, pois significava que o garoto estava progredindo. Ele com certeza seria um bom adversário no futuro, bastava ela aguardar, porque o dia do embate contra ele se aproximava.

“Agora, Kushina vai treina-lo, assim como estava escrito naquele pergaminho shinigami, bastou apenas eu fazer a minha parte para ela continuar viva que esse acontecimento veio à tona, desse modo Naruto será mais forte que a sua versão original” ― ela pensou. ― Vamos! Terminem logo de comer, vocês ainda têm uma longa tarde de treinamento pela frente! ― Ela disse ferozmente, com expressão irritadiça na face. ― O que tanto me olha, Poun? Até onde sei você não gosta de mulheres, porque tanto me olha com interesse? ― Ela encontrava-se ainda mais irritada.

― Não é nada, mentora ― ele disse com um pouco de medo. Poun voltou a fitar o seu próprio prato de comida, enquanto encolhia os ombros. ― “Aconteceu novamente, sua personalidade voltou a ser aquela dominante e horripilante. Eu prefiro a menos presente, aquela personalidade calma e doce é muito melhor, é mais fácil de se conviver. Uma pena a personalidade forte ficar mais tempo no comando, personalidade dupla é um saco” ― ele pensou após suspirar. Todo o cuidado era pouco quando a personalidade forte dela estava à mostra. ― “Ela é bonita, mas essa presença forte estraga a aproximação de qualquer homem, que bom que eu não tenho mais interesse em mulheres, porque eu provavelmente estaria interessado nela, caso contrário” ― suor escorria pela sua testa.

“Essa maldita tomou conta do corpo novamente” ― raiva era vista no rosto da mentora, por meio de uma careta, que ainda assim a deixava bela. ― “Pelo menos ela toma posse do corpo raramente, mas eu queria saber o que ela faz quando tem o controle de nosso corpo? ” ― Ela refletiu. ― “Eu queria saber o porquê de ela conseguir ver o que estou fazendo enquanto estou em posse do corpo, mas o mesmo não acontece comigo. Eu basicamente apago quando ela está no comando”.

...XXXXXXXXX...

Kushina havia explicado tudo o que sabia sobre aquela data para seu filho, suas informações sobre o dia do nascimento de Naruto se divergiam daquelas possuídas pela mentora do Poun, isso se devia ao fato dela não ter contado tudo sobre o que aconteceu para Tazuna quando deixou a Kushina sobre os cuidados daquela família.

Basicamente havia mentido, dizendo que passava pelo local e encontrou Kushina desacordada e muito ferida, a tratou e procurou Tazuna para cuidar dela até que acordasse. O escolheu por já tê-lo conhecido em uma de suas visitas a vila, onde passou um tempo hospedada no local.

― Naru-chan! ― Kushina o chamou ao entrar novamente naquela sala de treinamento, ao seu lado estava Makie com uma katana em mãos.

A espada possuía uma lamina com uma leve curvatura e um único gume afiado. Sua guarda possui a forma de uma shuriken de seis pontas com um pequeno arqueamento para cima e um círculo ligando cada ponta da shuriken. O punho da katana era de um tecido trançado de cor laranja. A bainha inteiramente preta dava destaque ao símbolo do clã Uzumaki em laranja.

O garoto estava desatento e tomou um pequeno susto ao ouvir seu nome, pensou que ela demoraria mais tempo para voltar com a sua sensei, havia lhe dito que ele ganharia algo. Enquanto elas estavam fora, ele pensou sobre seus amigos em Konoha, como eles reagiriam ao saber que ele forjou sua própria morte e nem os notificou sobre isso, esperava que fosse perdoado.

― Kaa-chan, não me chame assim na frente dos outros, eu fico constrangido ― Naruto disse com o semblante envergonhado. Nunca pensou que poderia sentir vergonha daquela forma carinhosa que sua mãe o chamava, mas isso se deu ao fato de não estarem a sós, pois sempre gostou dela chama-lo assim.

― Não acredito nisso, Naruto com vergonha ― Makie riu do garoto. Nesse tempo em que esteve treinando ele, não havia presenciado esse tipo de reação. Certamente com Kushina ali, esse tipo de coisa iria acontecer com frequência e com certeza ela iria se divertir com as reações do garoto. ― Vamos manter o foco em seu treinamento agora, Naruto. Duvido que você queria passar mais tempo do que o necessário aqui, aposto que quer voltar para Konoha o quanto antes para comer aquele lámen de que tanto diz sentir falta.

― Quero ver a marca primeiro ― Kushina se pronunciou antes do loiro fazer um discurso sobre o quanto sente falta do maravilhoso lámen. Ela também queria lámen de Konoha.

Ele se virou, ficando de costas para as duas, retirou seu casaco e camisa, deixando à mostra sua pele. Uma grande raposa azul estava em suas costas, possuidora de duas caudas. Cada uma das caudas ia em uma direção oposta na horizontal, dando a intenção de abraçar o corpo do Uzumaki. O colar do Shoidaime continuava em seu pescoço, ele não iria perde-lo.

― Duas caudas, interessante ― Kushina disse. Ela analisava a marca. ― Aqui, pegue ― ela pegou a katana das mãos da Makie e entregou a seu filho. ― É sua a partir de agora ― os olhos de Naruto brilhavam de felicidade. ― Essa é a espada que simboliza a paz entre o clã Uzumaki e o Mochizuki. Ela foi criada pelo líder Mochizuki, com o intuito de finalizar a grande guerra que perdurou entre os dois clãs por séculos.

― Eu sinto um chakra vindo dela ― Naruto disse.

― Esse chakra pertence a Mikasa, seu chakra foi infundido na espada, isso foi proposto pelo líder Mochizuki com a finalidade de que com o seu chakra na espada, ela estaria auxiliando as futuras gerações. Para o chakra dela que está na espada não acabar, ela desenvolveu um fuuin que iria simular o corpo dela, sendo assim o chakra continuaria sendo produzido na espada ― Naruto escutava atentamente a história dita por sua mãe.

― Depois de ter a espada em mãos, Uzumaki Mikasa criou a marca da raposa, que serviria para filtrar quem poderia usar a espada, Naruto. A marca em suas costas segue o mesmo processedimento da espada, mas também contém o chakra do líder Mochizuki daquela época. É do chakra dele que vem algumas das habilidades da marca ― Makie disse, tomando as palavras de Kushina, a ruiva ficou irritada por ser interrompida. ― Você bem sabe o quanto é difícil e doloroso ter essa marca, pelo menos no começo ― Naruto maneou a cabeça positivamente. ― Além do mais, somente um Uzumaki pode tê-la.

― Deve ser um fuuin bem complexo para que você fosse capaz de infundir o chakra de mortos em mim, mesmo eles já tendo morrido há muito tempo ― Naruto disse. Makie concordou com ele.

Se lembrou de quando adquiriu aquela marca. O jutsu que Makie usou nele para obter a marca, lhe causou uma grande dor por dias, até mesmo quando a marca subiu um estágio, aquela mesma dor voltou, porém, era mais forte.

― Tem certeza de que eu deveria ficar com ela? Você não seria mais qualificada para tê-la, Kaa-chan? ― Naruto a questionou.

― Eu já estou velha, filho. Já passou do meu tempo de tê-la. E você é bem capacitado para empunha-la, foi por isso que lhe treinei em kenjutsu e pedi para que viesse até aqui, mas somente se sentisse qualificado ― Kushina disse. ― Agora quero começar o seu treinamento de fuuinjutsu, mas que fique bem claro, você não vai conseguir dominar tudo o que tenho a lhe passar antes de voltarmos à Konoha. Quando chegarmos lá, continuaremos o seu treinamento, que provavelmente durarão muitos anos.

― Vou dar o meu melhor para aprender tudo ― Naruto disse sorrindo.

A atual líder das raposas de invocação observava aquela cena, ambos pareciam muito felizes em estar na companhia do outro. Makie exibia um sorriso, gostava deles, desde que nasceu servia ao clã Uzumaki. Ver a queda deles foi muito triste, mas com aqueles dois, ela tinha certeza de que o clã voltaria a glória. Ela e suas raposas ajudariam eles no que for preciso.

Continua...