Determinação
29 4° Temp. - Não resta tempo
Antes
— É melhor você se secar. – Após pegar uma toalha em sua mochila, ela entregou para o Naruto. – Você ainda consegue continuar? – Ele afirmou. – Certo, mas agora eu atacarei também.
— “Desse jeito eu vou aumentar a minha resistência contra as baixas temperaturas, este treinamento é simplesmente genial”.— Ele pensou.
Agora
O ambiente a sua volta era inteiramente branco, ambos permaneciam sobre o gelo. Os golpes trocados emitiam um forte ruído pelas espadas usadas em treinamento.
O corpo abrigava pouca vestimenta, mas o constante movimento de ataque e desvio dos Uzumaki’s, proporcionava uma temperatura corporal adequada para a espécie humana, mesmo a temperatura local encontrando-se abaixo de zero.
A experiência em combate de Kushina era efetivada em seus ataques contra Naruto, o garoto conseguia facilmente acompanhar o ritmo dos golpes, porém as vezes sua mãe lhe mostrava uma velocidade e força assombrosa, outra fator negativo para consigo, era que o seu corpo ainda não estava desenvolvido e não podia acompanhar aos seus reflexos com precisão.
Um pequeno sorriso formou-se nos lábios da ruiva, tão logo desapareceu. Dando lugar a uma face séria que expressava uma potente sequência.
Ela acertou um corte em ambos os ombros, para logo direcionar uma estocada no seu estomago, nesse processo o garoto curvou-se por conta do impacto. Nem tempo de reagir ele teve, pois uma sequência rápida de ataques lhe direcionou ao liquido em estado sólido que de imediato rachou.
Kushina direcionou um violento golpe ao garoto, este por sua vez não teve nem tempo de se levantar, pois assim que percebeu o ataque vindo já era tarde demais. A boken atingiu as suas costas, o forte impacto fez o gelo eclodir.
Seu corpo adentrou nas profundezas geladas, Naruto estava em sérios apuros, uma vez que a colisão da lamina de madeira havia lhe nocauteado, sendo assim a sua possível fuga daquela água gelada estava inviável.
A sua mãe esperou um momento, que pareceu uma eternidade. Cerca de quinze segundos fitando a água foram o suficiente para ela se decidir e perceber que o loiro não voltaria a superfície sozinho.
Ela deu um salto, mergulhando em busca do seu garoto. Encontro-o desacordado, logo o seu amor de mãe lhe atingiu e a desesperou, pois novamente havia extrapolado em um dos seus combos. Contornou um braço em torno da sua cintura e nadou o mais rápido que pode até a superfície.
Carregou-o até a margem do lago e o depositou sobre as roupas que eles haviam deixado ali. Alocou uma mão sobre o seu peito e sobrepôs à outra, iniciou a reanimação cardíaca, sem sucesso. Tampou o nariz dele para principiar uma respiração boca a boca e assim o fez, ao reiniciar o processo de reanimação cardíaca o loiro despertou, tossindo fortemente e cuspindo a água que inundava os seus pulmões.
— Ainda bem que você está bem Naru-chan, não me preocupe mais desse jeito. – Ela abraçou-o possessivamente, seus olhos transbordavam em lagrimas. Kushina pegou uma manta e cobriu ambos. – Assim que você estiver melhor, vamos voltar. E me desculpe por exagerar. – Sorrindo muito, ela beijou a sua testa. – Você já caiu muito hoje.
— Você sempre extrapola. – Ele proferiu em tom fraco seguido de algumas tosses. Kushina fitou a sua mão e viu que ela jazia parcialmente transparente podendo ver nitidamente através dela, expressou um sorriso melancólico, pois graças a isso ela sabia que o fatídico dia estava cada vez mais próximo. Tão logo a sua mão voltou ao normal, Naruto não havia percebido nada.
...XXXXXXXXX...
Era noite, a madrugada havia chegado estando por volta das duas horas. Naruto estava incomodado desde duas semanas anteriores e neste exato momento ele suava e remexia-se na cama.
Virando de um lado para o outro, ele veio a se colidir contra o chão. Levantou-se rápido com a mão no local afetado pela queda e claro praguejando baixo.
Viu um forte clarão entrar em seu quarto, estranhou isso, pois a estação em que estava era o inverno e nele raios não deveriam existir.
Fitou a janela e viu a sua fiel raposa Nogi em cima da mesma, olhando fixamente para um ponto na viela. Caminhou até a janela e contemplou o negror daquela noite, em contraste com os flocos de neve presentes no chão.
A rua encontrava-se escura assim como o seu quarto, outro raio surgiu e ele pode ver que ele teve origem na montanha de vegetação verde e intensa, onde as suas condições climáticas nunca mudavam, já que a sua característica era de uma floresta tropical.
Por algum tempo Naruto ficou em frente à janela, sem nem ao menos saber o motivo que o levou a fazer isso. Novamente olhou o seu não tão pequeno Nogi que havia crescido bastante nos últimos meses e acompanhou o seu olhar, fitou o mesmo lugar, mas nada de estranho lhe chamou a atenção.
Outro raio na montanha tropical clareou a vila. A chuva naquele local era intensa e até mesmo insana, por conta dos fortes ventos. Ele sentiu algo, uma coisa estranha estava à espreita.
Dois raios seguidos vieram e nada de anormal era visto naquele ambiente, porém quando o terceiro raio surgiu ele viu uma sombra estranha formando uma silhueta a cerca de trinta metros da sua casa, o seu quarto localizava-se no segundo andar da casa clássica japonesa.
O engraçado que após a iluminação desaparecer a sombra continuou sendo nítida para os seus olhos, aquela imagem com certeza era humana e aquilo lhe intrigava. Ainda mais o fato da sombra ser mais escura que a própria sombra das casas, um negror tão intenso que estava fora dos padrões normais. Outro detalhe era que esse humano utilizava um capuz, pois os contornos da sua cabeça estavam irregulares e isto ele pode distinguir facilmente.
Nogi emitia um pequeno chiado, evidenciando a sua hostilidade para com o ser a algumas casas de distância da sua posição.
A sombra desapareceu entre meio a penumbra, aquilo lhe alertou algo estava errado, poderia até mesmo ser um invasor à espreita de um momento para ataca-los.
Ele aguardou outro raio, e este pareceu querer enlouquece-lo, pois estava demorando muito. Seus sentidos permaneciam em alerta a qualquer perigo iminente, ele esperaria ao máximo para fazer um movimento, não queria ser precipitado. Quem daria o xeque mate seria ele.
Um agudo assobio causado pela intensa ventania da montanha tomou conta daquela região e tão logo veio o esperado relampado. Olhou e não encontrou mais aquele ser, achou estranho isso.
Assim que locomoveu os seus olhos pelo local ele pode identificar a sombra mais próxima de si, a cerca de doze metros. O loiro tentava observa-lo melhor, afim de identificar o seu rosto, sem sucesso. A dificuldade era grande visto que a pouca iluminação e a distância para o seu alvo prejudicavam a sua identificação.
Ele percebeu, por estranho que pareça aquele ser sabia da sua presença, assim como ele tinha conhecimento da sua, ambos estavam em sintonia. Os minutos passaram e ambos continuavam olhando um para o outro, novamente esse ser exibia uma cor negra mais escura que a própria escuridão.
O último lampejo veio e este ofuscou por alguns breves instantes as suas orbes. Ao voltar para fitar aquele lugar, o garoto percebeu que o ser não estava mais lá, olhou em volta e nada de encontra-lo, frustrou-se. Um tempo não cronometrado de procura pela desconhecido começou, foi tanto tempo que ele não sabia mais.
Até mesmo o Nogi havia deixado de lado aquilo, então decidiu que era hora de se deitar, fechou a janela e deitou-se abraçado com a sua raposa.
...XXXXXXXXX...
Passaram-se meia hora que o Uzumaki havia voltado a dormir, tudo estaria tranquilo se aquele indivíduo não estive-se agora dentro daquela casa, mais precisamente ao lado de sua cama.
Ele o fitava, com uma calma grande. Sentou-se ao lado dele, em sua cama e passou a acariciar os seus cabelos. Os olhos característicos de um escuro intenso, assim como o seu cabelo, tendo como contraste a pele bem pálida. Em suas costas jazia a tradicional katana.
A vestimenta era da mesma cor que os cabelos, que era constituída por um quimono tradicional tendo uma manto longo cobrindo-o, o capuz continuava impedindo de ver o seu rosto, apenas a boca pequena e rosada podia ser contemplada.
— Você está crescendo rápido, em pouco tempo virá a minha procura, tenho certeza. E o que é seu está guardado. – Proferiu em um sussurro. Seus lábios emitiam um sorriso feliz, feliz para descobrir cada vez mais.
No outro quarto Kushina acordou por conta da sede que sentia, saiu do recinto e ao caminhar pelo corredor que lhe direcionava as escadas ela viu de relance alguém no quarto do seu filho, seu coração aflorou em batimentos descompassado.
Pôde ver nitidamente aquela pessoa beijar-lhe a face. Abriu a porta vagarosamente, manipulando o gelo em sua mão e criando uma estaca, ela estava pronta para matar aquilo que ousou tocar no seu Naruto, o seu pequeno garoto indefeso, ninguém escaparia da sua irá.
— Afaste-se dele! Ou eu não hesitarei em lhe aniquilar! – Kushina proferiu o mais baixo possível para não acorda-lo, porém a sua voz emitia um grande timbre hostil. – Quem é você? O que faz aqui? Responda-me logo, ou eu lhe matarei!
— Mas quanta agressividade é essa? – A pessoa disse em tom sínico, levantou-se da cama com as mãos para cima em sinal de rendição. – É tão instigante ver este sentimento humano, qual seria mesmo? – A pessoa fitou o teto para logo olhar nos olhos da Kushina com a cara mais tranquila o possível. – Amor? Afeto? Carinho? Eu não lembro mais, faz tanto tempo que não sinto mais isso que...
— Eu lhe avisei, desapareça! – A ruiva interrompeu o indagar daquela pessoa, realmente Kushina não estava para conversa quando se tratava de proteger o seu filho.
Ela movimentou o braço, arremessando à estaca que atingiu o seu coração. A força e velocidade do ataque levou o corpo a se chocar contra a parede do quarto, destruindo a mesma. A pessoa caiu alguns metros longe da residência. O seu corpo havia sido puxado pela estaca por conta do seu fundo ser achatado e a grande potência.
— O que está acontecendo aqui? – O loiro indagou. Por conta do forte estrondo Naruto e Nogi despertaram. Ele fitou o seu quarto e ficou abismado com o tamanho do buraco, ele cobria quase toda a parede do recinto.
— Apenas me livrei de um empecilho. – Ela disse o mais naturalmente possível. Ambos se locomoveram até a parede destruída, de imediato Kushina alarmou-se, aquela pessoa não estava mais lá e isso significava perigo. No local havia somente uma profunda cratera e detritos do solo. – Vamos sair daqui já! – Vociferou. Pegou em sua mão, Nogi pulou no ombro do rapaz, correram até a porta, pararam ao sentir um chakra denso.
Ambos estavam prontos para partir, se não fosse a forte assinatura de chakra que surgiu atrás deles, eles haviam percebido aquele chakra aparecer do nada no campo de detecção deles.
A pessoa apenas tocou a cabeça do Uzumaki, o mesmo estava prestes a cair, no entanto a ruiva segurou-o. Depositou-o rapidamente no chão, já iniciando uma sequência de selos. O sujeito recuou alguns metros e fitou-os.
— Isso não é necessário, vamos acalme-se. – O indivíduo se manifestou, e tão logo tocou a testa da ruiva, numa velocidade espantosa. O vento acompanhou o seu movimento, a sua força era tamanha que a cama e os moveis foram arrastados alguns metros para frente. – Uzumaki’s são muito energéticos, é difícil de se fazer um contato pacifico com vocês, sem sermos atacados.
— “Quer dizer que há mais deles, droga o que ele fez comigo”.— Kushina refletiu. A ruiva estava de joelhos, não conseguia mexer as pernas, muito menos os braços. – “Nós precisamos fugir, eu não estou numa condição muito favorável, está inviável que eu consiga lutar neste estado deplorável”.
— Acalme-se Kushina. – Como a cama havia se movido, a pessoa apenas precisou sentar-se, pois o móvel encontrava-se atrás de si. Cruzou as pernas e sobrepôs as mãos sobre os joelhos. – Eu mandei você relaxar, caralho! – Desembainhou a espada nipônica e tocou a lamina em seu pescoço.
— Eu vou acabar com você, se atreva a tocar em meu filho novamente e você verá! – A ruiva ameaçou-a, ela sabia que não tinha nenhuma chance de criar um contra-ataque. Primeiro o inimigo era desconhecido e aparentemente forte, segundo a razão pela qual levou esta pessoa a procurá-los era uma incógnita e por fim terceiro ambos os Uzumaki’s estavam fora de combate.
— Na posição em que você se encontra, eu lhe aconselho a usar melhor o seu vocabulário, ou a minha mão simplesmente poderia se mover involuntariamente e bam! – Grito extremamente exagerado. — Sangue jorraria para todos os lados.
— E você acha que isso funcionária comigo. – Ela rebateu.
— Não com você, clone. – Kushina arregalou os olhos, afinal aquela pessoa sabia sobre ela e isso era desfavorável para consigo. – Mas sim com o seu filho, que no caso seria futuro, já que você foi feita antes dele nascer. – Levantou-se da cama e pegou o Uzumaki, voltou a se sentar de frente para Kushina, com o loiro em seu colo.
Nogi estava atrás daquela pessoa, espreitava desde o começo e não perdeu essa oportunidade de distração, saltou sobre a sua presa, porém aquela pessoa antecipou o seu movimento e apenas inclinou o corpo para esquerda, ao ter a visão sobre o filhote no ar, ele o nocauteou com a haste não afiada da katana, a raposa desabou inconsciente no chão. E logo voltou a guardar a lamina na bainha.
— “Você fez o possível Nogi”.— Kushina pensou ao vê-lo. Olhou para o peito da pessoa e viu que a estaca permanecia lá sem nenhum sangramento na região, a mesma que ela havia utilizado para atingi-lo. – Como você continua vivo? O seu coração foi destruído. – Fitava o rosto daquela pessoa, tentado decifrar quem era, entretanto a pouca iluminação e o capuz atrapalhavam a sua investigação.
— A isso... – Como se não fosse nada, o indivíduo segurou a base da estaca e a puxou, sem expressar nenhuma dor, Kushina arregalou os olhos, estava temerosa quanto a fuga do seu filho, ela não se importava com a sua segurança, mas sim com o Uzumaki. – O motivo é, eu não estou mais viva. – Uma incógnita surgiu na face da ruiva.
Ela pôde ver nitidamente o coração, tecidos e vasos sanguíneos serem reconstituídos do nada, assim como o musculo e a roupa rasgada.
— “Como isso é possível, eu nunca vi alguém fazer isso. Deve ser uma técnica complexa de iryounin jutsu”. O que você quer conosco?
— Deixe-me começar pelo início. – A pessoa abaixou o capuz. – Eu sou aquela que vive entre o inferno e o purgatório... – Suas longas madeixas tornaram-se evidentes. – O paraíso e a terra.
— Agora eu me lembro de você. Eu senti o seu chakra na vila Jigoku. (N/A: Kkk o engraçado é que a tradução dessa palavra significa inferno). – Kushina disse. – Você estava lá naquele dia, seguindo a mim e ao meu filho, porque?
“A segunda pessoa, não podia ser vista por ninguém, exceto Kushina que havia reparado na sua presença”.
— O motivo da minha aparição é somente para lhe alertar Kushina, meu senhor enviou-me, por isto estou aqui. – A bela mulher começou o seu relato. – Acompanhei cada momento da visita de vocês naquela vila, para me certificar de que nada de mau acontece-se ao seu filho, ele corre perigo!
— Quem pretende fazer isso? – Fitou o loiro sobre o colo daquela mulher, a mesma acariciava o seu cabelo com muito carinho, este ato irritava a ruiva profundamente. – Tire a mão! – A morena continuou.
— Naquele mesmo dia havia um integrante de uma organização poderosa que está emergindo lentamente do desconhecido. Eles tem planos ambiciosos e força o suficiente para isso. São devotos a causa do seu líder e irão até as últimas consequência para realizarem o seu plano miraculoso. – Seu olhos pareciam acompanhar algo além daquelas paredes. – A minha missão era impedir o contato do seu filho com aquela pessoa, se ele fosse reconhecido nem mesmo você conseguiria salva-lo.
“Camuflados entre os moradores duas pessoas os espionavam. A primeira tentava lembrar-se de onde havia visto o loiro, já a ruiva ele não conhecia”.
— Ele é tão forte assim? – A ruiva percebeu que as suas forças estavam voltando lentamente.
— Sim, o seu poder é raro e concentra-se nos olhos que em combinação com a sua Kekkei Genkai lhe torna um inimigo poderoso.
— Como você conseguiu passar pela barreira? Não há como você ter descoberto o meu segredo, somente o Naruto sabe que este clone foi deixado para trás. – Seu tom de voz elevava-se constantemente, evidenciando o seu nervosismo.
— Eu sou aquela que transcreve as vidas, sei tudo sobre você e seu filho. Não importa se é passado, presente ou futuro. Conheço os caminhos que irão seguir e as probabilidades de alterações no destino de ambos. Entendeu? – Kushina tentou se manifestar, porém foi interrompida. — Não! Eu sei que você não entendeu, pois isto já está escrito.
— “Essa mulher está em um patamar diferente, será que ela é uma deusa?”.— A ruiva pensou.
— Aquela barreira não foi um empecilho para mim. Eu facilmente surgi aqui nesta vila, por simples e pura vontade. – Kushina ao perceber os movimentos das pernas, se levantou. A morena fez o mesmo. – Agora eu irei direto ao ponto Kushina, com o fim do seu tempo como clone, seu filho pode mudar, para pior ou continuar como está. Por este motivo venho lhe dizer, informe-o sobre aquele local, dê-lhe uma maneira de chegar lá, pois os seus inimigos não terão pena dele e o matarão.
— Eu... “Droga! Não estarei sempre presente em sua vida, assim como não estive até o momento. Não poderei defende-lo com unhas e dentes. Ele terá que ser forte e se defender”.
— Que bom que entende, mas está enganada. O seu tempo não acabou. – A mulher se virou, empunhou a katana e cortou o ar. Uma fissura temporal foi aberta, um forte vento entrava nesta abertura. Voltou a guardar a lamina e colocou ambas as mãos na abertura, aumentando-a. – Faça a escolha certa pelo bem dele. – A morena desapareceu naquele estranho buraco suspenso no ar que logo dissipou-se.
— Espere! Me dê mais informações! – Ela gritou, porém aquela mulher já havia desaparecido. – Eu devo deixar aquele jutsu pronto para o Naru-chan. Não achei que isso fosse necessário, porém visto que os seus inimigos serão fortes e eu não estarei mais aqui para ajuda-lo, ele deve aprender a minha habilidade. E somente há um lugar para isso. – Kushina saiu daquele quarto com muita pressa, o seu objetivo lhe tomaria algumas horas para ser finalizado. E o tempo era algo escasso.
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Cinco de novembro de sete mil e onze. A primeira leva de raios solares atingia aquela região, o sol era visto no horizonte, timidamente ele ganhava espaço no céu, mesmo a sua imagem sendo atrasada visto que os raios do sol levavam cerca de oito minutos para chegar ao nosso planeta.
Kushina e Naruto jaziam na cozinha, desfrutando de um delicioso café da manhã.
— Então isso é tudo Naru-chan. – A ruiva havia acabado de lhe relatar todo o ocorrido da madrugada. – Acompanhe-me, há algo que você deve ver. – Eles saíram da casa e caminharam pelas vielas, vislumbraram o antigo palácio Uzumaki. – Vamos subir. – Direcionaram chakra aos pés e escalaram a sua estrutura.
— Por que você me trouxe aqui. – Enfim o garoto proferiu ao chegar no topo daquela construção.
— Tenho um assunto sério a tratar contigo. – Os raios de sol começavam a incomodar os seus olhos. – Sabe que dia é hoje?
— Quinta feira. – Ele respondeu com a expressão mais estupida possível.
— Eu sei que você está tentando evitar a chegada deste dia Naru-chan, mas o tempo anda. Hoje faz exatamente um ano que você chegou aqui. Estou ciente também que o seu comportamento anda mudando constantemente já faz duas semanas. Algumas vezes você fica depressivo, sem vontade de treinar, muito menos comer.
— Não quero viver sem você, estive tanto tempo sozinho, demorei tanto para lhe conhecer que agora não quero mais estar sozinho. – Suas emoções eram transmitidas a cada palavra.
— Seres humanos, todos somos tolos e ingênuos, o medo muitas vezes impede-nos de prosseguir e encontrar a verdade, criaturas incompreensíveis e possessíveis. Agarram-se aquilo que lhes confortam. – Ela dizia. – O que é o tempo para a nossa crença.
— O tempo é imutável e relativo, em seus últimos minutos de vida até mesmo aquele com a maior coragem e determinação possível, pode fraquejar e clamar por mais tempo, mesmo que seja pouco. Em nossa pequena existência, tentamos ao máximo deixar algo para trás, aquilo que diria que estivemos aqui, uma marca, um legado. – Ele disse.
— Pegue! – Kushina retirou de seu quimono um pequeno pergaminho. – Não me resta muito tempo. – Suas mãos começavam a transparecer. – Nele há um jutsu que lhe levará a um local, diga que é meu filho e ela aceitara você.
— Mas... Eu ainda não conclui o meu treinamento, você não pode partir! – Ele vociferou. Abraçou-a deixando as lagrimas molharem a sua vestimenta. – Eu preciso de você, do seu amor, do seu carinho, compaixão e principalmente da sua presença.
— Faço de minhas palavras as suas, filho. – Kushina afogou-lhe os cabelos e disse. – O tempo é o nosso maior inimigo, pensamos sempre que temos tempo para fazer algo, e quando vemos não nos resta tempo. – Suas pernas também estavam transparentes. – Queria eu ter a capacidade de burlar o tempo para ficar ao seu lado, ver o seu desenvolvimento.
— Não seria possível você absorver mais chakra da Kyuubi? – Desesperado ele indagou.
— Sem chance. Este clone originou-se a partir do chakra vermelho, sou capaz de produzir chakra somente por um tempo. – Ela emitiu um sorriso triste. – Não há solução para o meu caso, Naru-chan. Tudo tem um fim, eu apenas estou tendo um segundo. – Seu corpo tornou-se translúcido. – Estou lhe dando a chance de adquirir uma habilidade única, passada entre poucos do nosso clã, pense bem, mas no fim o resto é você quem decide... Saiba que eu te amo muito, filho. – Seu corpo desmaterializou-se em pequenas chamas.
— A solidão é a minha única companhia. – Ele ajoelhou-se chorando fervorosamente, seus olhos pareciam refletir um ódio reprimido pelo tempo.
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A muitos quilômetros de distância da antiga vila do redemoinho, mais especificamente no país das Ondas. Tsunami, mãe de Inari, limpava o quarto subterrâneo.
Enquanto varia o solo empoeirado, ela percebeu que a ruiva desacordada pelo coma, estava suando muito. Estranhou aquilo, pois o local era bem ventilado. Aproximou-se da mesma e tocou-lhe a testa para medir a sua temperatura que jazia elevada.
— Isso não é normal, nunca ocorreu algo parecido durante todos estes anos. (N/A: Lembrei do pica-pau haha). – Ela escutou um baixo sussurro, aquilo lhe assustou.
— Naruto! – Kushina vociferou. Seus olhos abriram-se rapidamente. Tentou levantar-se, sem sucesso. Seus músculos doíam pelo tempo em que esteve deitada sem usa-los. Fitou aquela mulher desconhecida para si, queria iniciar um diálogo, mas faltava-lhe forças.
— Acalme-se senhora. Eu não vou lhe ferir, estou indo buscar ajuda. Tente repousar. – Tsunami sorriu, enfim aquela mulher havia despertado. Saiu do quarto pelas escadas.
— “Sinto-me como se estive-se carregando uma montanha, estou tão fraca que me sinto patética, meus músculos doem muito”.— Riu de sua desgraça, tentou levantar os braços, porém ao ver que a dor era muita, decidiu parar. — “Minhas memórias estão embaralhadas, lembro-me de quando morri e ainda sim recordo-me de estar treinando o Naruto, mas isto não tem lógica, a não ser que ele chegou a Uzushio. Eu quero saber porque ainda continuo viva, isso não tem lógica”.
Continua...
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