Detention

12 Capitulo 11 A viagen


Notas iniciais
Oi, aqui sou eu novamente trazendo um cap novo de detention, boa leitura nos vemos lá em baixo! JcS

P.O.V Henry Reis
Dia 06/11

As garotas me usaram como um brinquedo sexual delas e eu deveria estar feliz, mas por algum motivo eu senti que eu tinha esquecido algo e que eu tinha feito alguma grande merda.
Durante a madrugada eu coloquei minha camisa e sai pelo corredor colocando o cinto da calça, ouvi o diretor falando com duas pessoas uma mulher jovem adulta, e um homem também jovem adulto, os dois na faixa dos 25 anos.
Eles conversaram sobre o golpe do governo contra ele, e sobre a fulga do Scott, eu acabei ouvindo ele falar muitas coisas sobre o que realmente seria a excursão escolar.
– A excursão vai ser na verdade um teste de sobrevivência, vamos deixá-los na ilha por duas semanas para descobrirmos os melhores sobreviventes.
– Pra que isso?
– Pra garantir que ninguém vá fugir.
– E como isso vai ajudar?-Fala a garota.
Eu reconheci a voz da irmã do Scott.
– Conhecendo o limite de cada um ficará mais fácil, nós saberemos qual o limite de segurança que precisaremos.
Eu sai dali correndo tentando fazer passos silenciosos, entrei no meu quarto e estavam todos conversando.
– Isso é hora de chegar no quarto, Henry?!
– Foram três garotas, eu não tenho culpa do tempo que demorei.
A luz estava apagada, eu deitei em minha cama e nem esperei a conversa acabar, acabei dormindo logo.
Quando acordei no dia seguinte minha mente estava parada, eu não conseguia raciocinar sobre nada naquele momento, quem era aquele cara? O que a irmã do Scott fazia na escola? Eu estava apaixonado?
Eu pensava enquanto me arrumei, por azar naquele dia teria aula de educação sexual, quando a professora falou sobre a camisinha e o anticoncepcional eu entendi qual foi a merda que eu tinha feito, eu não usei nem camisinha e nem ela tomou a porra do remédio.
Agora eu me perguntava se ela teria engravidado, o meu problema seria bem maior do que fugir daquela merda de lugar.

P.O.V Samantha Dye(Reis)
Dia 07/11

O Scott parecia estar traumatizado, porém, o que me espantou mais foi o Henry, do nada ele ficou quase como o Scott, a diferença era que o Henry parecia está pensando como se não existisse saída alguma, a ultima vez que eu vi ele desse jeito foi quando ele engravidou uma prostituta que fez um aborto.
Eu estava preocupada com os garotos e principalmente com o Henry que parecia ter um problema maior que o do Scott que só estava com a mente fechada, eu não queria falar com nenhum dos dois.
Eu passava horas me focando no que era necessário, como estudar e o que eu poderia fazer para ajudar os meninos. Eu parei de pensar nos meninos e comecei a pensar em mim, sobre minha relação com o Scott e acabei percebendo que não era amor, era apenas um passatempo que nós tínhamos iniciado. Eu pensava como dizer isso ao Scott, perguntava-me se ele estava apaixonado por mim também e pensava sobre o que ele poderia estar pensando, se era sobre nós, sobre ser pego, ou sobre fugir, o Scott era silencioso e cauteloso, mas eu nunca tinha visto ele daquele jeito antes, não por tanto tempo. O Scott era meu melhor amigo, e acabamos nos deixando levar por amizade colorida, eu acabei decidindo que eu encerraria tudo e ligaria pra minha mãe e imploraria para ela me tirar daquele lugar. Quando eu voltasse da viagem eu iria tentar de tudo pra sair.
DIA 08/11
Eu acordei, me vestir e fui para o ônibus. Dessa vez o ônibus ia ser dividido em um de garotos e outro de garotas, e por idade, eu não vi em que ônibus o Scott e o Henry ficaram então eu perdi mais uma chance de falar com o Scott, eu estava com medo do bombado bater no Henry, mas eu pensava na garota que o Henry estava dando em cima, eu tinha visto ela em um noticiário, ela tinha roubado um colar de noventa mil dólares e se entregou no dia seguinte e disse que não se lembrava, que só se lembrou porque viu o vídeo de segurança da loja.
As garotas faziam muita zoada no ônibus, o segurança estava com cara de quem não queria aturar um bando de delinquentes em um ônibus por três horas de relógios, era 4h da madruga, só chegaríamos ao barco as 7h da manhã.
Duas garotas não paravam de discutir e eu estava sentada no assento ao fundo já com dor de cabeça, levantei-me e dei um grito.
– Para de discutir porra!
O motorista tomou um susto e o ônibus saiu da estrada fazendo eu cair no chão do ônibus, eu desmaiei e depois disso só me lembro de acordar na ilha.

P.O.V Scott Thompson
Dia 08/11

Eu me sentei ao lado do Henry no ônibus e comecei a falar com ele.
– Scott em que você está pensando?
– Em muita coisa.
– Eu acho que…
– Você engravidou alguém. -Falei o interrompendo.
– Como você sabe disso.
– Você esta com a mesma expressão de quando você engravidou aquela prostituta.
– Scott, sua irmã estava aqui anteontem.
– Fazendo o que?
– Eu a vi conversando com um cara na faixa dos 25 e com o diretor. Vamos ser deixados nessa ilha por duas semanas, eles querem saber nosso limite.
– Então não vamos chegar ao nosso limite.
– O que você quer dizer?
– Não vamos nos esforçar em nada. Ah, quase que eu esqueci, eu acho que esse cara é o filho do filho da puta do diretor merdinha do reformatório.
– Ele não estava morto?
– Eu acho que não, pois não foi encontrado papel algum das notas quando o barco explodiu.
– Mas um bilhão de dólares não caberia em uma mochila.
– Eu já pensei nisso, eu acho que ele estava com um mochilão e fugiu se passando por viajante.
– Seria uma jogada muito interessante, e funcionaria perfeitamente.
– A minha duvida é por que o governo não…- Eu vi o ônibus saindo da estrada e virando.
– O que foi Scott? Scott! Scott!
– O ônibus onde a Samantha está virou.-Falei com um tom de quem estava paralisado e assustado.
– Como assim? Deve ser outro ônibus.
– Eu estava de olho no ônibus dela!
– Merda.
– Não podemos fazer nada.
– Henry Reis obrigado por me mandar pro setor B mas agora vou quebrar sua cara.- Falou um bombado que comprava esteroides comigo.

Notas finais
Obrigado por lê. Eu não tenho como postar um cap semanal, mas eu vou postar o mais rapido que poder os proximos caps. Até mais, JcS