Detenha-me
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Boa Leitura
- finalmente, onde você esteve? – Castle não parece muito feliz. Não tem como culpa-lo, estamos em guerra, temos pessoas morrendo o tempo todo, as ruas estão um caos completo, nessa área da cidade esta ainda habitável, mas logo chegaria a hora de sairmos de lá.
- estava no ponto ômega, estamos encerrando as buscas. – Kenji se aproxima mais de mim, claro que ele deve ter escutado algo a meu respeito. Ele me olha como se eu fosse sumir no ar, como se eu fosse uma alucinação, um fantasma.
- Juliette não pode aparecer por enquanto, a maioria pensa que ela esta morta e você sabe disso. Então sua missão Kenji é deixa-la o mais invisível possível.
- sabia que ela não ficaria tanto tempo longe de mim.- Kenji volta a mostrar aquele sorriso sedutor. Ele nunca vai desistir.
- eu não quero ser uma fugitiva, eu quero ajudar a derrubar o Restabelecimento. – eu consegui voltar na minha voz controlada.
Passamos alguns minutos discutindo, discutindo de verdade, Kenji ate propôs que conversássemos do lado de fora pois as crianças começavam a se assustar. Castle explicou tudo que havia ocorrido na batalha. Inicialmente eles não sabiam distinguir quem era os soldados aliados, que a noticia que eles iriam estar lá apenas para assegurar que a maioria da população saísse a tempo não chegou á todos. Claro que os soldados que chegaram com o comandante supremo não estavam ao nosso lado e deveriam ser ludibriados pelos soldados de Warner, qualquer desconfiança que chegasse aos ouvidos de Anderson poderia ser o fim do plano e provavelmente a morte de Warner também.
Durante o tempo que estive ali conheci a esposa de Delalieu, ela me contou que o marido sempre acreditou em Warner e até que ele havia aparecido algumas vezes na casa deles. Relatou que no dia em que Warner finalmente deu um tiro na cabeça de um dos soldados que batia na esposa e nos filhos ela mesma o viu indo até a casa para dar a noticia. Será que era o mesmo soldado que eu vi ele atirar ou ele matou mais soldados? Os filhos de Delalieu também parecem gostar muito de Warner. Um deles diz que um dia viu Warner sorrir o que era um milagre, mas mesmo sendo durão ele sempre os tratou bem. E isso realmente me espanta.
As meninas e James vão permanecer aqui durante alguns dias antes de serem movidos para algum lugar mais seguro. Já Castle, eu e Kenji vamos ter que voltar para a guerra uma hora ou outra. Somos necessários na linha de frente, e as ações dos soldados de Warner não podem durar pra sempre despercebidas. Consigo a muito custo convencer Castle que preciso ver Adam. Ele não tem certeza em que parte da Base está, então precisarei procurar. Kenji tem a brilhante ideia de perguntar para Delalieu, segundo ele, quando Warner estava fora cuidando de mim era Delalieu quem repassava as ordens na Base.
Assim saímos, protegidos pelo dom de Kenji da casa/container e seguimos para a a parte baixa dos aglomerados.
É uma distancia razoável, dá para se notar a diferença entre os locais que foram esvaziados com lixo espalhado pela rua, moveis arrastados e alguns locais com manchas de sangue. Quanto mais nos aproximamos mais sangue parece brotar do chão. Faz muito frio agora e dou graças por encontrar um par de luvas no casaco, são luvas muito grandes pra minhas mãos, mas protegem do frio. E do meu toque mortal.
Vemos alguns caminhões militares movidos a energia nas ruas. Ainda estamos invisíveis e andamos calmamente entre os containers, aparentemente todos dessa parte foram levados.
Kenji diz que há alguma coisa errada, a rua esta silenciosa demais. Eu prefiro acreditar que esse é o som da paz que eu tinha no hospício. Castle diz que os dois estão certos, é o silencio que precede o caos. E ele está certo, em menos de 3 minutos escutamos os sons de tiros vindos de ruas a nossa direita e corremos pra lá. São soldados do Comandante, não aliados garante Kenji e a cena que me choca. Eles estão atirando em outros soldados, soldados da base do setor 45. Eles descobriram o plano.
Notas finais
bjos...e obrigada a todos pelos comentarios de incentivo.
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