Desventuras Soníferas

3 [SA] Capitulo II - A Fuga do Hospital


Notas iniciais
Segunda parte da primeira crônica do Desventuras Soníferas: A Saga das Sereias Angelicais, esse episodio é menos monótono que o outro, tem mais ação e tudo mais, mas se espera respostas espere a conclusão da saga que vai ser no próximo capitulo, espero que gostem

\"\"Desventuras Soníferas
por Gabriel Prado

Crônica IA Saga das Sereias Angelicais
Parte II — A Fuga do Hospital e o Touro de Bronze


O dia passa rápido felizmente, a não presença do amigo inexperiente deixava o grupo um pouco mais “morto” o clima já não estava muito legal, aquele papo de “Sonhos” e tudo mais ainda fazia Laranja “coçar a nunca” e Bolt ainda com seus segredos deixava impossível acontecer uma conversa saudável de qualquer outra coisa que não era os sonhos. Laranja estava ao pé do sofá assistindo Senhor dos Anéis na TV e esperando a ligação do Hospital, Laranja estava com receio de que tudo o que havia acontecido naquele dia era por culpa dele, enquanto isso Bolt lustrava o seu novo Busto do Deadpool jogando indiretas irônicas para Laranja o fazendo ficar cada vez mais irritado, aquilo acaba logo quando o telefone toca, Laranja corre, pois sabia que era do Hospital e ao atender se depara com uma voz, a voz que era impossível de não saber quem era. A voz de Caio, a ligação foi diferente das outras que eles tiveram, geralmente Caio ligava pra “convidar” o trio pra limpar as poças de vomito que ficavam no chão da “Comunidade”, mas dessa vez Caio contou que alguém estava ligando várias vezes pra casa dele, usando o numero da casa de Laranja, ele ainda disse que uma voz muito suave e feminina perguntava pra ele “-Se eu gostava dos olhos amarelos dela” ele disse, nessa hora, ao ouvir isso Laranja sentiu o mesmo forte peso na cabeça que sentiu na queda do Skate, mas dessa vez ele se segurou em pé e questionou Caio, perguntou se já ouvira aquela voz antes ou se conhecia a garota, mas a ligação caiu, Laranja então decidiu ir até a “Comunidade”, mas ao tocar na maçaneta da porta de saída o telefone toca novamente, dessa vez Bolt atende e dessa vez era o Hospital, finalmente a notícia, Game-Over haveria acordado na madrugada e pediu para que os amigos o visitassem o quanto antes “Quarto 59, penúltimo quarto do ultimo andar do Hospital” disse Bolt, e assim fizeram.
Laranja e Bolt não demoram há chegar, no Hospital tinha poucas pessoas, alguns velhos (que eram a única população do bairro) a jogar cartas na sala de espera do hospital e uma mulher extremamente gorda mexendo no computador e mascando uma barra de cereal, era a atendente, eles tentam falar com ela, mas ela nem dá bola e continua a dar espalhar os seus “curtis” no seu Facebook, Laranja e Bolt persistem e a mulher só faz um gesto com a mão apontando para o elevador e para as escadas, ao olharem para a porta do elevador que estava a se fechar observam Johanna, agora com seu traje de enfermeira a subir no elevador, eles correm para entrar juntos dela, mas a porta se fecha, eles mal observam, mas Johanna parecia estar gargalhando, eles esperam algum tempo até outro elevador aparecer, mas logo são notificados pela atendente que o elevador estava quebrado ia fazer anos, Laranja e Bolt trocam olhares confusos e a atendente continua a falar “-Subam pelas escadas ao lado!” E resmungando pra si mesma continua “- Esses jovens de hoje em dia, tsc- tão preguiçosos.“ E volta para o seu Facebook. Eles ainda confusos sobem as escadas “-Afinal esse é o único meio” eles pensavam e passam pelo primeiro, segundo, terceiro, quarto e já exaustos depois de algum tempo chegam no 10º e ultimo andar. Lá não tinha nada além de mais lances de escadas, cansados demais pra reclamar eles continuam subindo, eles não sabiam, mas já havia se passado mais de horas naquela subida de escadas constante quando finalmente eles chegam ao fim das escadas, Laranja e Bolt percebem que não existia quarto “59” nenhum e só enxergam 3 quartos, eles decidem voltar e perguntar pra atendente aonde estava o quarto, mas ao descer poucos degraus ouvem um gemido feminino no ultimo quarto, Laranja sente o forte peso na cabeça novamente só que dessa vez muito mais forte, ele tenta se segurar em algo mas estava sem forças alguma, ele então bate a cabeça no corrimão das escadas e desmaia.
“-Não, de novo não, não pode ser, isso nunca vai acabar?!” pensava Laranja que agora estava em um lugar muito aconchegante, o ar era tão puro que viciava, ele não sabia, mas estava em uma espécie de algodão meio úmido e totalmente branco, ele tenta mais não consegue ficar em pé, pois aquilo tudo se desfazia ao toque, um simples mover de mãos e aquilo se vaporizava. Ele de tanto tentar arruma um jeito de se mover ali e então rola até a beirada daquela imensidão azul e percebe ao chegar que estava alto, muito alto, metros e mais metros do chão e logo percebe que estava em cima de nuvens , sim, ele estava no céu, mal se deparou ele e as nuvens se desfizeram totalmente, Laranja então despenca do céu que agora estava a se tornar cinzento e esfumaçado, o ar que era gostoso de sentir estava fechando suas vias respiratórias e então ele começou a se aproximar do chão mais e mais e quando ele estava próximo a encostar no chão ele para! Tudo para! Para com o nariz a um palmo de encostar em um estranho lago, um lago raso com uma água dourada que cheirava a terra, ele então ficou “levitando” por horas (afinal, não tinha o que fazer) e já cansado de tudo aquilo e quase morrendo de falta de ar ele fecha os olhos, não demora muito pra começar a ouvir uma voz familiar gritar “-Laranja! Laranja!” aquilo ecoa por todo aquele terreno, ele então acorda.
Laranja estava no mesmo chão de hospital aonde desmaiara a pouco tempo atrás (ou muito, não sabemos quanto tempo se passa no mundo do sonho para o mundo real) só que agora estava tudo muito mais gelado, brilhante e dourado, ele confere se na queda machucou algo e só sente um vermelho e dolorido calo na sua cabeça, nada demais. Ele ergue a cabeça e se depara com Johanna o levantando e estranhamente fazendo pouco esforço, ela o coloca sentado em uma cadeira e com aquela voz ela diz “-O seu amigo, como é que vocês o chamam mesmo? Game-Over? Sim! O seu amigo está a dormir no quarto ao lado, não se preocupe ele se recuperou muito bem e está ótimo, e aquele seu outro amigo “Bolt” está com ele, parece que você ainda não se recuperou completamente daquele acidente horrível por isso anda desmaiando pelos cantos, sente–se ai que eu vo-“ Ela não consegue terminar de falar, pois toma um golpe certeiro de Bolt e seu taco de metal, a garota cai desacordada no chão e Laranja apavorado questiona Bolt:
— Ma-mas porque!? Vo-você é louco? Você bateu em uma garota! E Bolt responde:
— Bati! E se não calar a boca eu vou bater em você também! Diz apontando seu Taco para a cabeça de Laranja que continua a perguntar:
— Mas POR QUÊ?! Ela é só uma garota inocente! Uma garota! E ainda estava ajudando o Game!
— Ajudando é uma “ova!” E ela não é uma garota inocente! Nem garota eu acho que ela é...
— Você endoidou de vez cara? Do que diabos você está falando afinal?!
— Bem. Bolt senta no chão ao lado da garota desmaiada:
— Logo depois que você desmaiou, eu corri pra achar ajuda, uma enfermeira ou qualquer coisa, comecei a entrar nas salas (que estavam estranhamente desertas) e na terceira sala que eu entrei me deparei com essa garota toda nua, com a pele dourada em cima do Game, mordendo e chupando o sangue de seu pescoço, eu tentei sair da sala de fininho, sem fazer muito barulho, mas de repente tudo começou a virar bronze, o chão, as paredes e até os móveis do Hospital! Eu não sei por que, mas eu paralisei, eu não conseguia mover nenhum músculo! Nem ao menos piscar eu conseguia. Ela saltou em minha direção como um animal selvagem quando percebeu minha presença e como eu não conseguia me mover ela me derrubou e tentou me morder, mas logo parou quando percebeu que você estava a acordar.
A cara de Laranja ao ouvir a historia vira de apavorado para confuso e logo depois o medo é mostrado em sua face e ele percebe que agora da cabeça de Johanna estava a brotar uma espécie de liquido amarelo “-Deve ser o sangue dela” fala Bolt. Laranja começa a gritar de desespero, mas logo é calado por Bolt que fala:
— Você é louco? O que menos precisamos agora é de mais companhia! Vamos parar com toda essa conversa desnecessária e vamos achar logo o Game — Over e dar o fora daqui!
Laranja acena que sim com a cabeça e logo os dois correm em direção ao quarto aonde todo o ataque começou e se deparam com Game-Over meio acordado meio dormindo revirando os olhos e tentando levantar da cama que agora estava em puro Bronze, Laranja ao se aproximar percebe as mordidas no pescoço de Game, Bolt tenta levantá-lo de pé, mas ele cai, Laranja diz:
— Parece que ele está sem força alguma pra andar, acho que alguém vai ter que levar ele no colo. Laranja lança um olhar pra Bolt que coloca Game nos ombros reclamando:
— Como alguém tão pequeno pode ser tão pesado? Meu deus! Esse garoto comeu o que?
Eles correm em direção há saída do andar mais se deparam que o corpo de Johanna havia sumido. Laranja mesmo assustado estava muito intrigado com aquilo tudo e começa a perguntar:
— O que você acha que ela é? E Bolt responde:
— Eu não sei, mas é uma coisa BEM distante de ser um humano e-. Laranja entra em pânico extremo quando ouve um grito constante ensurdecedor muito agudo adentrando os corredores de todo o prédio destruindo todas as janelas e os vidros do lugar, o impacto os faz cair e o vidro estilhaçado que estava no chão começa a levitar magicamente e em instantes estava a perseguir o trio como se fosse um Míssil Teleguiado que já estavam a correr escada abaixo “- Nós não vamos conseguir sair vivos dessa! Mal descemos um andar e já estou morrendo de cansaço – Grita Laranja que é respondido por Bolt ofegante:
— Olha quem fala! Não é você que está levando o moleque, que estranhamente está ficando cada vez mais pesado.
Mais alguns passos e Bolt que já não estava mais a agüentar o peso de Game para no meio das escadas, mas os vidros continuaram a persegui-los e ao perceber que sua presa estava a parar, acelera mais ainda e quando eles estavam a poucos centímetros de se encontrar, e enfim ser fatiados pelos estilhaços, Bolt nem pensa duas vezes e arremessa Game Over em direção a eles que é atingido em cheio por todos os pedaços de vidro, Laranja ao olhar a cena não consegue prosseguir com os olhos abertos e os fecha e logicamente acaba caindo no meio das escadas e continua lá, no chão, com os olhos fechados e tremendo até que ouve Bolt dizer meio que rindo ”- Então é por isso que ele estava ficando cada vez mais pesado!”Laranja curioso abre os olhos e se levanta todo torto da queda e se depara com Game caído, agora não mais de carne e osso mais sim de Bronze! Uma estátua perfeita, gorda e dorminhoca caída no meio do corredor em posição “fetal” com todos os vidros (defendidos por ele) caídos ao lado ”-Um escudo humano, literalmente!” Diz Bolt debochando da situação
Um ultimo grito agudo é ouvido e depois tudo volta ao normal, menos Game que em instantes some em uma estranha fumaça preta, Laranja muito abalado com a situação resume toda a culpa em Bolt e vai pra cima dele gritando com raiva, o xingando de vários nomes “ -Você não pensou nem um pouco antes de fazer o que você fez? Não pensou que ele poderia ter morrido? Você! Você simplesmente arremessou ele! Jogou ele nos estilhaços sem pensar que ele poderia morrer! Você!”grita Laranja, Bolt interrompe empurrando-o com força em direção a escadaria, ele logicamente tropeça e desce escadaria abaixo rolando, Bolt se aproxima de Laranja agora zonzo com a queda, se abaixa bem próximo ao rosto de Laranja agora caído e diz:
— Você nunca mais coloca a mão em mim! Aprenda comigo. Ouça com atenção essa pequena e simples frase: Primeiro você! Depois os outros, SEMPRE! Eu fiz o que pude pra ficar vivo e é isso que você deveria fazer também, não temos certeza se ele morreu ou não e agora eu vou fazer a minha parte que é trazer ele de volta. Diz Bolt decidido do que acabara de fazer era a coisa certa, Bolt então pega o seu taco do chão e continua a descer as escadas e em minutos ele some. Laranja não consegue processar bem o que Bolt acabara de fazer, ele tenta persegui-lo mais não o acha mais, Laranja vai em direção a sua casa ”-Bolt deve ter ido pra lá afinal” ele pensava, Laranja demora muito a chegar, andou tanto por aquelas bandas e mesmo assim conseguia se perder, ele demorou a chegar, mas chegou.
Já estava a anoitecer e ele sente que algo estava estranho, aparentemente nada havia mudado, mas Laranja sentia que alguma coisa estava estranha, ele se aproxima da porta de casa e ao abri-la se depara com Bolt deitado no chão olhando pro teto, a casa estava infestada de papéis, no chão, nas paredes e no próprio teto, Laranja não conseguiu ver tudo, mas o pouco que viu percebeu que eram estudos, estudos sobre o mundo dos sonhos, Laranja nem precisou questionar Bolt, pois ele já estava a falar sem parar:
— Esse era o grande segredo, eu não deixava ninguém entrar no meu quarto pra não descobrirem a minha pesquisa “-Que pesquisa?”você pergunta, bem, essa pesquisa! Eu comecei a ter esses sonhos estranhos muito antes de você caro Laranja, no começo era leve, e eu achei que realmente era só simples sonhos, mas aquilo começou a mexer com o meu psicológico e eu comecei a ficar mais agressivo e tudo mais, os sonhos não tinham continuidade e isso só me deixava mais perturbado, um dia eu sonhava com algo e no outro sonhava com uma coisa totalmente diferente! Mas isso mudou, mudou há poucos meses (uma semana pra ser exato) uma semana antes de você começar a sonhar com essa garota, eu sonhei! E tive um sonho muito similar aos seus:
Eu estava a andar na beira de uma piscina muito profunda com uma água negra, meu objetivo era chegar em um grande palácio de bronze do outro lado da piscina, na ponta dela tinha uma queda de água que era tão profunda que parecia infinita e dava até vertigem de ver, eu estava muito relaxado e parecia que eu estava ali boiando por horas quando ao olhar pro céu, as nuvens estavam a formar um rosto sorridente e em poucos segundos começou a chover, eu observei uma pessoa cair de lá de cima mas não consegui ver aonde ela caiu, nem o barulho do impacto ela fez, ela estava tão longe que não consegui nem enxergar quem era, a chuva apertou mas agora a chuva era dourada, choveu pouco (cerca de segundos) mas foi o bastante pra deixar a cor da água dourada, o estranho é que as gotas não chegavam a tocar o chão, elas paravam um pouco antes de tocar a terra e de repente as gotas começaram a se juntar e a formar uma grande bolha de água e daquela bolha surgiu uma garota, no dia eu não percebi quem era ela, mas quando vi Johanna sair do seu quarto aquele dia tudo voltou na minha mente! A garota era muito similar a Johanna mas a cor de seus cabelos não era ruivo e sim azul, e seu corpo não parecia de carne e osso mas sim de água (?) ela chegou perto de mim e começou a me fazer perguntas estranhas, falou do meu nome e tudo mais e logo depois me perguntou “-Você gosta dos meus olhos Amarelos?!”Ela usou exatamente essa frase, eu olhei pros olhos dela, falha minha, aquilo me hipnotizou! Eu entrei em transe e tudo ficou mais calmo e aconchegante, ela tirou minhas roupas e nos beijamos, quando ela me tocou eu senti uma sede tremenda, parecia que ela tinha sugado toda a água do meu corpo e desidratado eu apaguei e acordei novamente aqui em casa, e a casa inteira estava molhada! Isso é um sinal cara! Eu comecei a pesquisar e não conseguia chegar em nada até os seus sonhos começarem a acontecer, e agora com o ataque ao Game-Over no hospital tudo faz um pouco mais de sentido, olha, tente entender “ dizia Bolt andando por toda a casa, pegando papeis, apontando e falando “- Eu sonhei com uma garota, você sonhou com uma garota e Game-Over ao acordar no Hospital me disse que teve um sonho muito parecido com o nosso e-“ o pensamento de Bolt é interrompido pelo telefone que estava a tocar, Laranja super confuso com as idéias de Bolt atende o telefone, era Caio novamente mas agora muito mais agitado “-Cara, eu estava a ir pra casa de vocês pra saber como o Game estava e de repente algo passou pulando por cima do meu carro! Algo brilhante e dourado, do tamanho de um caminhão (ou maior) que estava a ir em direção a sua casa!” ele disse, e foi respondido por Laranja. “-Cara, se acalme, você acabou de sair de mais uma das suas festas na “Comunidade” você deve estar alto e vendo coisas, olha pague um táxi e volte para casa” e é interrompido por Caio ainda muito agitado “- Mas, mas ele parecia um gigantesco –“ e é interrompido por Bolt gritando e correndo para os fundos da casa “- TOURO!” Laranja sente a casa ceder por inteira, o teto se quebra fazendo a luz da Lua adentrar e mostrar de fato o que estava acontecendo, um gigantesco Touro feito totalmente de bronze estava agora a bufar nas sobrancelhas de Laranja e roçando o chão com suas fortes patas, Laranja não tem tempo pra entrar em pânico, ele só pensa em correr e o faz, corre em direção a Bolt que já estava a correr no meio da rua pedindo por ajuda, estranhamente ninguém o respondia, e nenhum barulho era ouvido, só os fortes passos do Touro e suas “bufadas “ Laranja não demora a se encontrar com Bolt e os dois continuam a correr, não muito pois percebem que não existia mais nada na frente deles, aonde era pra existir o Hospital só existia uma imensidão de “nada” eles não tinham muito tempo, o Touro já estava muito próximo deles e a única escapatória era pular naquela imensidão, e assim fizeram, eles pularam, mas nada aconteceu, na verdade aconteceu sim, eles voltaram pro inicio da rua “- Acho que ela só teve forças pra criar metade da rua” diz Bolt e Laranja confuso o questiona, e ele responde:
— Você não percebeu? Não é possível esse Touro surgir aqui e ninguém aparecer, ou fazer algo (eu sei que aqui só vivem velhos mas porra! Tem um TOURO DE BRONZE GIGANTE CORRENDO PELA RUA) e agora, o fim da rua que sumiu? É claro que ainda estamos dormindo
— Mas como? Questiona Laranja
— É Simples, na fuga do Hospital! Acho que nossos corpos ainda estão lá na escadaria, caídos, ela conseguiu nos pegar cara, estamos preso no mundinho dela agora, ela vai nos prender aqui até aquele Touro matar a gente por completo (pois acho que ela já conseguiu fazer isso no mundo real)
— Mas como?! Como eu consegui falar com o Caio então?
— Simples, ele deve ter desmaiado naquelas festas idiotas que ele faz, enfim, acho que é isso, não vamos conseguir fugir desse touro por muito tempo. Bolt termina de falar e o Touro continua a persegui-los, Laranja se ajoelha e espera sua morte por completo “- Acho que é isso, nem adianta tentar” ele diz ao sentir a baforada do Touro bem próxima do seu rosto, ele espera pelo ataque, mas ele não acontece, não acontece, pois agora o Touro estava prensado na parede por um carro, um carro muito caro por sinal, blindado e tudo mais, não demora muito pra Caio sair do carro, bêbado (pra variar) ele se aproxima do grupo soluçando e falando: “-Nem precisa me agradecer” não adiantou muito, o Touro já estava a persegui-los novamente, de fato, era impossível fugir da morte naquele lugar, eles correm por mais alguns minutos até Caio zonzo cair no chão e começar a vomitar para todo o lado, ele caído começa a falar várias coisas sem nexo como o cardápio do restaurante que ele gostava ou a raça de cachorro favorita, até que no meio de tanta baboseira sai algo de útil “- Er- Nolan sempre me ensina coisas, um dia, ele me ensinou que pra você se salvar de um sonho, você tem que procurar algo que prove que aquilo tudo é um sonho, sempre” e Laranja responde:
— Olha, Caio, obrigado pela ajuda e tudo mais, mas não agüento ouvir papo de bêbado. Laranja fala levantando Caio do chão todo vomitado “- Espere!” diz Bolt “- Ele pode estar certo, de alguma maneira ( A Origem é um bom filme) temos várias coisas que provam que isso é um sonho, tipo um TOURO DE BRONZE GIGANTESCO mas vamos pensar na coisa menos provável e-“ Bolt é interrompido por Caio que cai no chão de novo falando “- Eu sou um gênio, aí, eu adoro o meu carro, adoro o meu carro!” Bolt não demora muito a tirar uma conclusão:
— É o Carro! Sim! Mesmo com todas as festas que o Caio dá, não é possível ele ter tanto dinheiro pra comprar um carro tão caro desses, e embriagado do jeito que ele está nunca que ele ia conseguir dirigir até aqui.
O Touro não cessa um segundo, sempre perseguindo eles “- Não adianta” gritou Laranja “-Vamos ter que tentar esse seu plano, mesmo que ele não dê certo (e é provável que não dê) é o único jeito!” Eles então correm para o Carro que não estava muito longe, Bolt salta por cima do carro conversível e entra no banco do motorista, Caio zonzo cai de cara no banco ao lado, só faltava Laranja que decide não entrar, ele volta alguns passos pra trás e para “-Por que?!” questionava Bolt que logo é respondido:
— Olha, se isso der realmente certo, se ao dar a partida no carro nós voltarmos pro mundo real, isso não vai acabar nunca! Ela vai continuar a nos perseguir, todas as noites que nós deitarmos na cama ela vai voltar e vai tentar nos matar, eu preciso acabar com ela, precisamos acabar com ela agora! E Bolt fala:
— Te entendo, e você está certo, mas você nunca vai conseguir acabar com ela sozinho, não tem como!
Os três se entreolham por algum tempo e Bolt continua:
— Olha, não temos muito tempo, mas por sorte eu tenho um plano, se isso der realmente certo eu vou acordar no Hospital e o Caio na festa dele, eu vou pegar o seu corpo Laranja e vou tentar curar os ferimentos que você sofrerá na batalha, muito provavelmente você vai morrer, mas não custa tentar. E interrompendo Bolt, Caio grita: “Não, não vai! Ele não vai morrer, eu conheço um amigo que manja dessas paradas de “Viagem Mental’ e talvez ele possa nos ajudar, a sorte é que ele deve estar vomitando no banheiro da “Comunidade” agora mesmo e-” e Laranja fala:
— Olha Caio, para uma pessoa extremamente bêbada você até que esta muito bem. “-Anos de prática” ele responde e Laranja continua:
— Bem então é isso, façam as suas partes que eu vou tentar fazer a minha.
Ao terminar de falar isso, Laranja se esquiva do ataque do Touro que já estava bem próximo e só ouve o forte ronco do motor do Carro, em um piscar de olhos o Carro não fez nada, mas os dois amigos já haviam sumido “-Deu certo! Deve ter dado! ”Laranja pensou, ele continua a correr do Touro por mais alguns minutos, o Touro parecia não cansar um segundo (diferente de Laranja que já estava quase desmaiando de cansaço) ele continua a correr, não desiste, pedindo pra que Bolt arrumasse um jeito de ajudá-lo, que de fato estava.

Notas finais
Bem, esse foi o fim dessa parte da crônica, se ainda estiver confuso, esperem o próximo capitulo dessa crônica que lá vai explicar relativamente tudo pois sera a conclusão dessa saga, comentem, mandem sugestões e tudo mais, obrigado por ter lido
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