Desvendando o Amor

13 Eu tenho um encontro


Notas iniciais
Depois de três dias seguidos, um capítulo mais curtinho pra vocês. Em contrapartida, o capitulo de sábado tem mais de 2k pra vocês aproveitarem! E boas noticias! Ontem a noite eu acabei de revisar o enredo, então o livro está pronto (pelo menos esse)

As duas semanas seguintes foram tranquilas. Era bom ter Sammy perto de mim. Chegávamos mais ou menos no mesmo horário do trabalho, o que fazia com que, na maioria dos dias, cozinhássemos e jantássemos juntos.

Na hora de dormir, seu corpo ao meu lado fazia falta, mas eu me contentava em saber que, pelo menos, a tinha em minha vida e a alguns cômodos de distância.

Na sexta-feira, Sam entrou no apartamento como um furacão:

—Eu estou atrasada. Bem atrasada. — Ela disse já tirando os sapatos e entrando em seu quarto.

—Atrasada para quê? Você acabou de chegar. — Ouvi o chuveiro ligar. Ela colocou a cabeça para fora do quarto.

—Tenho um encontro. Ele deve estar chegando. — Aquilo me pegou de surpresa. Eu realmente achei que estávamos nos dando bem, que eu tinha alguma chance. Mas Sam continuava escapando por entre os meus dedos. — Argh.

Ela grunhiu e ouvi o chuveiro se fechar. Ela saiu do quarto… Só de toalha. Senti o meu queixo cair por um instante. Desviei o olhar para qualquer coisa no ambiente. O ralador. Peguei o ralador e um pedaço de queijo e comecei a ralar o queijo.

—Cam, — olhei para ela, ainda ralando o queijo.- posso tomar banho no seu chuveiro? O meu não está esquentando.

Eu não conseguia tirar os olhos dela. Sabia que era errado, mas quase a devorava com o olhar. Senti o meu polegar arder. Olhei para este e vi sangue. Merda. Ralei meu dedo. Sam se aproximou e pegou na minha mão, levando até a pia e abrindo a água gelada.

—Você precisa tomar mais cuidado na cozinha, ou vai acabar sem os dedos. — Ela pegou uma folha de papel toalha e colocou na ferida, apertando-a. Passei minha outra mão por sua cintura, prensando-a contra mim.

—Tem certeza de quer ir nesse encontro, Sam? — Aproximei minha boca da sua orelha.- Prometo que vou cuidar de você, se ficar.

—Parece tentador.- Ela estava me provocando de volta? Depois de um tempo, ela limpou a garganta e disse.- mas ele deve estar chegando a qualquer minuto. E prometi a ele uma segunda chance. — Me afastei dela levemente para olhar em seus olhos.

—Não vai me dizer que é o tal de Alex, vai?

—Não, Cam. Quem me traí não tem direito a segunda chance. Fica a dica. — Ela se afastou por completo. Agora eu tinha certeza do que ela estava insinuando.

—Você realmente acha que eu te traí, Sam?- Ela assentiu, sem me olhar. Aquilo me quebrou ainda mais.- Eu era maluco por você, passarinha. Ainda sou.

—Podemos falar sobre isso depois, Cameron? — Sua voz era fraca.- Eu realmente estou atrasada.

—Você sabe o caminho até o meu banheiro, Samantha. Pode usar.

—Obrigada. — E saiu. Me deixando sem entender nada do que se passava em sua cabeça.

Pouco mais de dez minutos depois, a ouvi correndo, do meu quarto para o dela, por trás de mim. Dez minutos depois, ela estava na minha frente já vestida e maquiada. Linda, como sempre. Ela sentou ao meu lado no sofá. Ficamos alguns segundos em silencio, olhando para a televisão desligada, quando não me contive e decidi perguntar mais uma vez:

—Por que você acha que eu te traí, Sam? — Ela não conseguia nem olhar para mim.

—Você pareceu bem rápido em assumir um relacionamento depois que terminamos. — Respirei fundo e passei a mão pelos cabelos.

—Você me conhece melhor do que isso, Samantha.- Eu queria ver sua reação, mas ela não olhava para mim. Estava sendo torturante.- A garota era maluca, tanto que terminou na mesma velocidade que começou. -Olhei para frente novamente.- Mas foi bom que tenha acontecido, pelo menos assim eu desviava um pouco dos pensamentos que tinha sobre você.

—Eu acredito em você, Cam.- Meu olhar se voltou para ela, que olhava para mim.-Eu acho que só precisava de um motivo para te odiar. Assim conseguiria seguir com a minha vida.

—Sam, eu…- Não tinham palavras para serem ditas, apenas sentimentos. Comecei a me aproximar dela e ela começou a se aproximar em resposta.

Como se fosse tudo cronometrado, a campainha tocou, fazendo com que nos afastássemos novamente:

—Deve ser ele. — Disse Sam, levantando do sofá.- Você abre a porta para mim enquanto eu pego o meu celular no quarto? — Assenti em resposta e me levantei.

Caminhei até a porta, respirei fundo, frustrado, e a abri. A visão que tive foi a pior que eu poderia imaginar. Não era possível que Samantha fosse sair com este cara:

—O que você está fazendo aqui?

Notas finais
Eai? Eu sei, eu faço força pra vocês me odiarem, mas eu amo vocês. Beijos!