Notas iniciais
OIES! Eu sei, eu sumi! Mas voltei! Vou tentar fazer maratona de postagem até sábado pra compensar, mas não vale me abandonar! Amo vcs

P.O.V CAMERON

—O que você está fazendo aqui? -Eu não podia acreditar no que estava vendo. Nathan Loss, o ex-namorado do ensino médio de Sam, estava na porta do meu apartamento.

—Cameron Woods? — Ele olhou para algo por trás do meu ombro. — Por acaso isso é algum tipo de vingança, Samantha? — Me virei para ela.

—Eu realmente não sei para qual de nós dois seria. -As palavras praticamente voaram de minha boca. Acho que aquilo estava mais para tortura do que para vingança. Me sentia com 16 anos outra vez.

—Eu te disse que era alguém que eu havia prometido uma segunda chance. — Sam disse para mim, como se estivesse se explicando. Ela olhou para ele. — Não, não é nada do que você está pensando. Vamos? — Nate assentiu e eles saíram antes que eu pudesse tentar convence-la a não.

Assim que ela saiu pela porta, entrei em desespero. Eu tinha medo por Sammy, do que aquele cara poderia fazer com ela, mas eu não podia fazer nada. Samantha tinha feito sua escolha.

Depois do terceiro copo de Whisky, liguei para Luna, uma das minhas “amigas” nos meus contatos. Ela chegou em pouco tempo e tentei descontar a vontade que estava de Sammy nela, mas nunca era a mesma coisa. Sam era única.

Quando a loira pegou no sono, voltei para sala, sem conseguir dormir. Sammy chegou quase duas horas da manhã, com um sorriso estampado no rosto. Aquele sorriso tão perfeito. As luzes estavam apagadas e ela não me viu:

—Podemos conversar?

—Puta que pariu. Que susto, Cameron. — Disse ela com as mãos no peito. Ela respirou fundo algumas vezes e se sentou no sofá.

—Eu não quero que se machuque, Sam. Esse cara é um canalha.

—Correção. Esse cara foi um canalha. Não sabemos nada sobre ele hoje.

—Mais um motivo pra você não sair com ele. — Respondi.

—Ele parece mudado, Cameron. — Mesmo no escuro, podia ver o brilho dos seus olhos.-Merece uma segunda chance.

—E eu não, Sammy? — Pedi em súplica. Me aproximei dela.

—Não vou discutir isso com você agora. — Ela estava brava. — Você fede a álcool e sexo. — Como se pudesse prever, Luna saiu do meu quarto já vestida. Sem dizer uma palavra, ela saiu do apartamento. Sammy riu de forma sarcástica pelo nariz. — Você não muda, Cameron. — Ela se levantou e saiu em direção ao quarto. Eu rapidamente me levantei, segurei sua mão e a virei para mim, colando nossas testas.

—Me chame de Cam, por favor. — Eu vi a fúria em seus olhos.

—Vai dormir, Cam. — Ela pronunciou meu apelido com raiva e ironia.

***

No dia seguinte, acordei por volta das dez horas da manhã com o toque do meu celular:

—Quem é?

—Oi, Maninho. Sou eu. — Acordei com a voz da minha irmã e me sentei na cama, pronto para brigar com ela.

—Como você pôde mentir pra mim e desaparecer por um mês, Emma? — Minha cabeça doeu com o som da minha própria voz e eu queria vomitar.

—Não dava pra você continuar na base do sexo e Rock’nRoll até o final da vida. Precisava dela, maninho.

—Você fudeu com a minha vida, Emma.- Disse, me lembrando da noite anterior. — Conseguiu me deixar pior do que antes.

—As coisas logo melhoram, você vai ver. Você vai me agradecer em breve.

—Tudo o que eu quero agora é te matar.

—Exagerado. — Ela zombou.- Anota o que eu falo. Tenho que ir agora, um beijo. — Ela terminou e desligou antes que eu pudesse responder.

Me levantei com pesar e fui até a cozinha buscar um remédio para a ressaca. Sam estava na sala, com os pés no sofá, com uma xícara nas mãos, assistindo televisão. Ela nem olhava para mim:

—Sam, sobre ontem…

—Nem comece, Cameron. — Ela desviou o olhar para mim e voltou a atenção para a televisão. — Eu posso sair com quem eu quiser.

—Eu sei.

—E você também. — O que? Ela estava falando de Luna?

—Eu sei.

—Você não parecia saber ontem.

—Me desculpe.

—Tudo bem, Cam. — Aí está. Meu apelido novamente. Sorri.

***

A semana seguinte eu poderia definir como tortura. Sam teve mais um encontro com Nate, antes de trazê-lo para casa. Além disso, ela mal falava comigo, o que tornava tudo bem pior.

Eu sei que eu merecia o gelo, mas Sammy poderia ter qualquer outro garoto que quisesse. Nathan não era necessário nas nossas vidas novamente. O pior foi que o cara era simpático comigo, eu não podia gritar com ele ou expulsá-lo.

No sábado de manhã, acordei com uma ligação:

—Oi, Cam. — Reconheci a voz do meu amigo.

—Tyler? Por que está me ligando tão cedo?

—Porque estou na porta do seu apartamento e ninguém atende a campainha.

—Desde quando está em Nova Iorque?

—Atende a porta e a gente conversa.

Levantei arrastando meu corpo e caminhei sem a mínima vontade. Abri a porta e caminhei em direção ao balcão da cozinha:

—Nossa, quanta animação. — Disse Tyler com sarcasmo.- Isso tem a ver com Sammy?

—Tudo tem sempre a ver com ela, meu querido. — Ele riu. Tyler estava ficando famoso e consequentemente, se cuidando mais. — O que está fazendo aqui, afinal? Achei que a sua agenda estava ficando lotada.

—Vou abrir um show no Central Park amanhã a tarde. — Deu de ombros. — Resolvi vir antes para ficar com os meus amigos. — Eu sorri. Era a hora perfeita para que Tyler me fizesse companhia. — Mas essa conversa não é sobre mim. Você e Samantha morando no mesmo apartamento. Rolou alguma coisa até agora?

—Brigas, muitas brigas. — Respondi, passando a mão pelos cabelos.- Essa garota me tira do sério em todos os jeitos possíveis. — Como se soubesse o assunto da conversa, Sam aparece na sala, com um pijama baby doll.

—Ah! — Ela gritou e correu até Tyler, pulando em seus braços. O moreno tirou a garota do chão em um abraço apertado.- Eu estava morrendo de saudades de você.

—Eu também, baixinha. — Ele a colocou no chão e segurou o rosto dela entre as mãos.- Não te via pessoalmente desde a sua formatura. Culpa do Alex.

—Esse aí já é passado, Ty. Vamos deixar quieto.

—Sam, eu e você sabemos que você gosta de reviver o passado. — Disse com ironia.

—Nem todos os passados, Cam. Alguns não valem a pena. — Ela me olhou de cima a baixo. Tyler riu.

—Cameron está puto, porque eu estou saindo com Nate. — Tyler ficou branco.

—Você o que, Samantha? — Perguntou ele, incrédulo.

—Eu sou bem grandinha e posso decidir com quem me relaciono.- Tyler olhou para mim. Dei de ombros.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.