Desvendando O Passado

1 Capítulo 1: O novo continente


Notas iniciais
Espero que gostem !

" Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo. "


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A Grand Chase já havia lutado muito, o número de vidas que esta equipe salvou não poderia ser contado.

As pessoas acreditavam que a paz estava reinando. Mas, no fundo, todos sabiam que não era exatamente verdade.

A Comandante Lothos havia avisado a Elesis que boatos a respeito de um novo continente estavam surgindo por toda Vermécia, e que era missão deles comprovar se esses boatos eram ou não verdade.

Pessoal! – gritou Elesis ao encontrar os outros guerreiros. Ela não se importou se deveria ou não disfarçar a empolgação.

– O que houve? – perguntou Lire, estranhando a atitude da amiga.

– Lothos mencionou que estão falando sobre um continente ainda inexplorado ao sul de Vermécia.

– E ela nos mandou ir até lá? – perguntou Arme. A esperança era evidente em seu rosto.

Exato! – respondeu Elesis aos berros.

– Já era hora de termos uma missão nova – comentou Amy. – Cuidar de Goblins e Oaks é algo entediante.

– É verdade. Eu já não estava mais suportando ter que conter essas criaturas em todo lugar e a todo instante – concordou Ronan.

– O que nós estamos esperando? – perguntou Lass. Ele deixou que a empolgação tomasse conta de seu rosto e olhar.

Vamos logo! – gritou Ryan.

Sem fazer nenhum preparativo, os guerreiros partem em direção ao sul de Vermécia.

Enquanto andavam, perceberam o clima gélido e sem vida. Isso não era um bom sinal.

As canções que alguns deles cantarolavam, as brincadeiras e os comentários fizeram com que a pequena viagem demorasse mais que o normal, mas, não demoraram muito para chegarem ao destino.

– Olhem – disse Amy, apontando para um local no horizonte. – Daqui, a impressão é de ser apenas uma ilha, mas tenho certeza de que se trata de um continente.

– Sim, sim – concordou Lass.

Mais algum tempo foi necessário para que chegassem até um pequeno barco. Lothos havia preparado-o para dar início ao tour até o lugar desconhecido.

Um por um, todos subiram no barco. Ele não era muito grande, mas o suficiente para que viajassem confortavelmente.

A cada instante que passava, o clima desconfortável parecia aumentar.

– Até que enfim – disse Elesis enquanto saia do barco com cuidado.

– É um continente grande até demais – comentou Ronan. – Vamos nos separar? – Sugeriu.

Todos assentiram. Seus olhos brilhavam de empolgação.

– Vamos nos encontrar aqui em uma hora – disse Ryan. Novamente todos assentiram. – Por mais que a área seja grande, acredito que uma hora seja o suficiente, já que estamos em sete.

Todos concordaram.

Cada um deles seguiu para um lado diferente.

A sorte não estava a favor.

Estava tudo muito calmo, vazio e tranqüilo.

O tempo já estava quase se esgotando quando Elesis decidiu voltar.

Sua busca havia sido entediante. Nem um habitante, nada fora do comum. Tudo o que conseguiu encontrar foram flores e árvores.

Lire e os outros também não tiveram muita sorte.

Faltando apenas alguns minutos para o tempo acabar, Arme consegue ver Amy a alguns metros dela.

Ela caminha até amiga, sem muita empolgação. As flores também não haviam a agradado.

– Conseguiu encontrar algo? – perguntou Arme enquanto se sentava no gramado que era iluminado pelo sol da manhã. Tudo era muito calmo e bonito, mas talvez não fosse o que eles queriam.

– Não – lamentou-se Amy. Ela se aproximou da amiga e estendeu a mão. – O tempo está acabando. Vamos voltar?

– É, é melhor voltarmos – concordou Arme. – Espero que os outros tenham mais sorte do que nós.

Amy assentiu.

As duas chegaram ao barco alguns instantes depois. Elas se sentaram, exaustas.

Ronan teve alguma sorte no quesito achar algo.

Quando ele estava quase desistindo, avistou um Goblin. Aproximou-se sem hesitar.

– Olá – cumprimentou a pequena criatura. – O que procura? – O Goblin se agachou e abriu uma pequena sacola cinzenta. – Flores? – Ele sacudiu as rosas que havia pegado.

– Na verdade, não – disse Ronan. Ele sorriu. – Há algo fora do comum por aqui? – Perguntou. Ele tentou parecer desinteressado.

– Não que eu saiba. Posso lhe afirmar que todos por aqui são tranqüilos e amigáveis.

– Todos? – repetiu Ronan. – Onde estão os outros?

O Goblin não respondeu. O guerreiro percebeu que a criatura não iria falar mais nada, então desistiu e voltou ao barco.

Quando chegou, se sentou ao lado das amigas.

O tempo se esgotaria em sete minutos. Lass havia confirmado a si mesmo que voltaria quando faltassem apenas cinco minutos.

Para sua sorte, encontrou uma pequena Pixie sentada no gramado.

O sol estava ficando mais forte, e um fraco feixe de luz acertava-a diretamente nos olhos. Ela não parecia se preocupar.

– Oi – murmurou Lass. A Pixie sorriu para ele. – Está tudo muito quieto por aqui, não?

– Na verdade, está um dia como qualquer outro – disse ela. – Tudo muito tranqüilo. – Ela sorriu outra vez. – As pessoas devem estar celebrando alguma coisa em suas casas.

Lass olhou ao redor. Nem uma casa.

– Tudo bem. Obrigado – Ele sorriu e se afastou. Faltavam cinco minutos.

Ele não confiou totalmente na pequena Pixie. Seu lado que desconfiava de tudo e de todos estava em ação.

Ryan foi o último a desistir, e também o último a chegar ao barco.

Elesis percebeu os rostos desanimados dos amigos.

– Nada, não é? – ela perguntou.

Todos assentiram.

– É tudo muito calmo por aqui – comentou Lass. – Pra mim, isso é estranho. É tão calmo que o lugar chega a ser deserto.

– Confie um pouco mais em que podem existir lugares calmos – disse Arme. – Você não tem que desconfiar de tudo.

– Vamos voltar? – sugeriu Ryan.

– É melhor voltarmos – concordou Ronan. – Para contar as não-novidades para Lothos.

– Eu também não me sinto muito confortável aqui – sussurrou Lire. – Mais uma busca, então?

– Acho que não tem nada demais em acreditar neles dois um pouco – disse Amy. – Mesmo que eles possam estar enganados, tenho certeza que isso não vai ficar mais entediante.

– Vamos voltar aqui amanhã – sugeriu Elesis.

Todos assentiram. Não aconteceria uma explosão em um dia, ou aconteceria?

Amy apoiou-se no barco e começou a entrar. Depois, Lire.

Antes que outro entrasse, um enorme estrondo ensurdecedor ecoou.

Explosão! – gritou Amy. – Vamos!

Todos correm na direção de onde veio o estrondo: norte.

Esperem! – gritou Lass. – Aqui foi exatamente o lugar onde encontrei a Pixie. E também havia uma árvore enorme logo ali. – Ele apontou para o lado.

– Árvores não somem assim do nada – disse Amy. – A não ser que sejam...

Ilusões! – completou Arme aos berros.

– Isso agora ficou tão óbvio... – pensou Ronan em voz alta. – Como não percebemos antes?!

– Alguns de vocês não acharam nada, não é? – perguntou Elesis. – Eu não achei. – Acrescentou. Aos poucos, alguns deles assentiram. – Isso significa que o poder de ilusionismo da pessoa não é muito poderoso para cobrir todo o continente, não é?

– Ou então podem ter feito isso propositalmente – sugeriu Lire. – Justamente para que não achássemos que tudo era perfeito demais.

Outro estrondo ecoou. Novamente veio da direção norte.

Sem pensar duas vezes, os guerreiros voltam a correr.

Após alguns minutos, se vêem de frente a uma enorme fortaleza.

Os imensos muros cinza-escuros com detalhes em vermelho e roxo eram mesmo enormes.

Mais alguns passos, e percebem que o grande portão de entrada está trancado.

– Eu vou destruir esse portão – disse Ronan. – Guardião Divino! – gritou. Por um instante, um vislumbre de penas brancas como neve surgiu no ar. Num segundo depois, surge o imenso guardião em pleno ar.

O arco do guardião se materializa em suas mãos e ele mira exatamente no meio do portão. A flecha roxa voa do arco diretamente ao portão, transformando-o em pó.

Com a missão cumprida, o guardião desaparece.

Os guerreiros correm para dentro da fortaleza desconhecida.

– Que criaturas são essas? – perguntou Arme.

– Eles parecem ser fracos – disse Lire.

– Essas coisas são... mosquitos? – Ryan riu com a hipótese.

De fato, pareciam mesmo.

Não abaixem a guarda! – gritou Elesis. Ela não havia ficado satisfeita com a falta de concentração.

Moscas! – Ryan riu outra vez.

Um dos insetos voou na sua direção e golpeou-o no braço.

O sorriso em seu rosto sumiu e ele transformou o inseto em pó acertando-o em cheio com o Machado.

– Olhem ali – Amy apontou para frente, um pouco a esquerda. – Besouros?

– Ou aranhas – completou Ronan. – Pelo visto teremos de derrotá-los para que possamos passar. E isso porque não podíamos perder tempo...

Não foi necessário praticamente nenhum movimento.

Alguns instantes depois, cada uma das criaturas estavam inconscientes. Todas haviam sido acertadas em cheio por várias das flechas de Lire, disparadas num momento antes. Fácil, rápido e prático.

Os guerreiros continuam avançando.

Mais algum tempo andando e vêem algo se movendo na escuridão.

Alguns passos mais, e a criatura sai da penumbra, tornando-se visível.

Era parecida com uma imensa Icy.

Não, não tão parecida.

O grande vestido usado pela criatura era roxo-escuro e tinha uma aparência de velho.

Por todo seu corpo, não havia um tom de cor viva ou que lembrasse felicidade. Tudo era sombrio. O cabelo vermelho era extremamente escuro e não muito longo. A expressão da Rainha Negra não era de medo, e sim de desapontamento.

– Ela está lendo alguma coisa – disse Lire.

A Rainha Negra virou outra página do livro velho e mofado.

– Não irá nos atacar? – perguntou Arme, surpresa.

– Não gosto de perder tempo – disse a inimiga. – Eu queria que vocês viessem até aqui. Assim eu poderia contar as boas-novas. Mas, pensei melhor. Prefiro partir sem que saibam de nada. – Ela deu um sorriso malicioso. – Sei absolutamente tudo sobre vocês. Talvez eu tenha as respostas para suas perguntas pessoais.

Do que você está falando?! – perguntou Ronan aos berros. Normalmente, ele era calmo, mas tirá-lo do sério não era algo muito difícil.

– Acabem logo com isso – sugeriu a Rainha Negra. – Se forem capazes, é claro.

Sem hesitar, Lire corre na direção da inimiga.

Ela mira e atira em um dos braços da oponente.

Quando a flecha iria acertá-la, a Rainha Negra a desvia com a mão esquerda. O vislumbre de um véu negro a envolve por um instante, e no outro, ela surge atrás de Lire.

– Morra – sussurrou.

As unhas pretas crescem, tornando-se garras. Sem mais esperar, suas mãos começam a avançar nas costas de Lire.

Uma bufada escapa de um dos guerreiros.

Apenas um segundo depois, Amy surge atrás da inimiga. Seus Chakrams são envolvidos por uma energia cor de rosa por um instante, e transformam-se no Báculo.

Com a mão direita, Amy acerta a oponente diretamente no pescoço, fazendo-a tombar para o lado. Ela parte o Báculo ao meio, preparando-se para o último ataque.

Ryan interrompe. Ele surge à frente da inimiga quase-morta e junta as Piques.

– Vocês irão se arrepender – ameaçou ela. – Algo que vocês acham ter derrotado irá renascer. Todos você morrerão.

Ignorando-a, ele crava a arma diretamente no peito da Rainha Negra. Ela fica imóvel e sem-vida. Num segundo depois, torna-se nada além de poeira.

Outro estrondo. Uma das paredes próxima a Elesis cai.

Em meio aos escombros, ela consegue ver um garoto caído e inconsciente.

Todos correm até o garoto, exceto Arme. Ela vai até o lugar onde estava o livro que momentos antes estava nas mãos da Rainha Negra e o pega do chão.

Depois, se junta aos amigos.

Enquanto Lire agachava-se entre as pedras para chegar se o garoto de cabelos vermelhos tinha pulso e ainda respirava, Ronan puxou uma das rochas que havia caído sobre uma das pernas do menino para o lado, deixando-o livre do peso.

A pele do garoto estava extremamente pálida, beirando a um verde leve.

– Ele está envenenado – disse Arme. – Precisamos voltar para Vermécia. Agora!

Venham! Rápido! – gritou Ronan enquanto corria para fora da fortaleza com o garoto inconsciente em seus braços.

Todos correm até o barco. Rapidamente todos entram e começam a viagem de volta.

– Afastem-se – disse Arme. Todos obedeceram. Ela se aproxima do garoto envenenado e saca seu Cetro. Com o Cetro sob as mãos, ela as coloca sobre o peito do menino. – Curar! Curar! Curar!

Alguns dos ferimentos estavam cicatrizando, mas a aparência de envenenamento não cessara.

– Não desista – suplicava Amy para o garoto inconsciente.

Finalmente eles chegam à Vermécia. Mais algum tempo é necessário para que cheguem ao hospital. Arme se separa dos amigos e vai até Lothos – com a intenção de contar as novidades. Enquanto isso, todos entram no quarto reservado para o garoto. O cômodo fica superlotado.

Lentamente o garoto abre os olhos.

– Olá – cumprimentou Elesis, aproximando-se do garoto. Ela sorriu. – Qual seu nome?

Notas finais
Até Mais !