Diamond Ranch Academy, Utah.
02 de dezembro, 1984

Sentada num banco tarde da noite, aquela garota estava, com seu livro na mão, perdida numa linha de pensamentos sem fim. Estava chovendo, mas ela parecia não se importar com as páginas do livro agora molhadas.
Um grupo de estudantes vestidos com jaquetas de couro e topetes fixados por spray se aproximava rapidamente daquela menina, com sorrisos perturbadores estampados em suas faces. Não pareciam preocupados com a chuva, nem com a névoa que agora ocupava quase todo o campus.
Quando de longe a avistaram sob um vestido longo e preto, com cabelos compridos e molhados, segurando alguma coisa em suas mãos, eles então pararam juntos e começaram a sussurrar entre si palavras incompreendidas, alguma espécie de códigos que alguns “bandos” de Diamond Ranch Academy usavam para os supervisores não descobrirem seus planos infalíveis.
A garota que há pouco tempo estava entretida profundamente no que estava lendo, agora se sentia tremer de frio ou talvez fosse pelo suspense que estava sentido vendo aquele grupo de estudantes se aproximarem dela com um objeto pontiagudo em suas mãos, não sabia o que pensar e muito menos o que fazer. Ela os observou com cautela enquanto os mesmos estavam andando cada vez mais depressa e chegando a cada segundo mais perto. Por instinto se levantou e saiu correndo em direção ao dormitório feminino, estava tão nervosa por conta do medo que nem percebera que seu livro tinha caído no caminho para a ponte da lagoa superior, na qual tentou atravessar rapidamente, porém quando já estava no meio dela notou que o grupo se multiplicara, havia três estudantes no fim da ponte esperando por ela e cinco vindo por trás. Sophia olhava desesperadamente para todos os lados na esperança de que achasse uma saída, então uma idéia surgiu em sua cabeça como um relâmpago em dias tempestuosos, ela deveria pular da ponte para se salvar. Ambos os grupos estavam se aproximando rápido demais para ela pudesse elaborar um plano com mais floreios, então sem mais escolhas ela se joga. Os garotos se entreolhavam, e rapidamente se aproximaram do local que estava e olharam para a lagoa. Esperaram por mais alguns segundos e se assustaram quando de repente uma mancha escura apareceu sobre a água e logo deduziram o que seria... Sangue.
Após cometer o incidente os alunos foram para o dormitório, deixando só o líder do grupo que de certa maneira não estava totalmente convencido de que a garota estivesse realmente morta nesse exato momento. Ele ficaria ali por algumas horas, esperando que o corpo da garota logo começasse a flutuar sobre a água, para ter certeza de que o plano tivesse sido bem sucedido. Já era quase manhã, porém estava muito escuro ainda, o amanhecer demoraria umas 2 horas no máximo. Cansado de esperar ele se levanta e caminha nas bordas da lagoa procurando pelo corpo desaparecido, quando subitamente um corpo sobe bem nas margens, ele retira o corpo de lá e verifica os sinais vitais. O coração dela ainda batia. Inexplicavelmente ela ainda estava viva. Ele olha para os lados e não encontra ninguém ao redor, a fim de finalizar o ritual, ele retira seu canivete do bolso interno da jaqueta e corta a garganta da mesma, logo depois a jogando na água novamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.