Destruição | Amor Imortal 02
27 Capítulo 27
Ellylan havia perdido completamente a noção do tempo a partir do momento que entrou na enorme biblioteca do castelo de Maximus. E que agora era a sua casa também. Ela não sabia quantas horas haviam se passado desde que escolheu um pequeno livro sobre plantas para ler, que estava escondido entre outros muito maiores, e a nova imperatriz do inferno deveria se envergonhar por ler sobre plantas venenosas ao invés de livros que falavam sobre bebês.
Na verdade, Elly tinha essa intenção quando entrou no lugar, mas acabou desistindo ao ver o tamanho dos livros que falavam sobre crianças imortais. Essa reação não estava relacionada a preguiça, pois ela havia encontrado um novo passatempo em meio das páginas de um livro, ainda mais agora que Maximus havia a proibido de sair do castelo.
A atitude do arcanjo havia causado uma enorme briga entre eles, mais pelo fato de Maximus acreditar que podia ordenar alguma coisa a ela do que dizer que não poderia mais sair do castelo. Ellylan sabia que o anjo loiro tinha muitos inimigos e que eles desejam o mal para o seu bebê. No entanto, tudo seria mais simples se o governador do inferno simplesmente tivesse tido uma conversa sensata ao invés de tratá-la como uma subordinada.
No final do dia Maximus a procurou muito arrependido por tê-la tratado de modo tão frio e eles acabaram fazendo as pazes depois do anjo mimá-la de diversas formas possíveis. E, como uma pessoa inteligente, Elly não questionou a vontade do seu arcanjo sobre ficar fechada no castelo durante o resto da sua grávidez.
Mas como nem sempre Maximus e os tenentes estavam presentes para fazer companhia a ela, Ellylan começou passar seu tempo na biblioteca.
Katherine, que ainda a odiava, foi obrigada a ensiná-la as coisas mais básicas da língua que existia nesse mundo tão complexo. Talvez a imortal arrogante a odiasse ainda mais por ser obrigada a virar uma professora, mas Kath acabou sendo uma boa mestre a ponto de fazer com que Ellylan conseguisse ler pequenos livros na língua antiga.
Ela ainda tinha dificuldades, mas já podia falar e entender conversas que existiam ao seu redor. Pelo menos agora Elly podia compreender muito bem quando alguma invejosa a ofendia por ter roubado Maximus das imortais que existiam nas outras dimensões.
Não eram palavras nada agradáveis, mas Ellylan não conseguia sentir raiva das outras mulheres quando a ofendiam. Afinal, ela não negava o fato de que havia roubado Maximus delas.
Uma humuna não possuía nenhum direito sobre um arcanjo, principalmente quando tal humana se tornava uma criatura pertecente do purgatório. Mas essas mulheres invejosas não precisavam saber sobre a parte da alimentação pessoal de Ellylan, pois elas já inventavam várias fofocas pelo pouco que sabiam sobre sua vida e Maximus não precisava de mais problemas em relação a isso.
Elly olhou para a estante em sua frente e seus olhos procuraram pelo livro mais fino que pudesse encontrar. Ela não tinha ideia sobre qual assunto teria o livro que estava procurando para ler, mas qualquer coisa seria melhor do que aqueles que tinham a mesma grossura do seu pulso.
Quando encontrou um pequeno livro que tinha o título de uma fábula, ela se esticou para poder alcançá-lo, mas no momento em que fez isso, Ellylan se arrependeu completamente.
Uma dor imsuportável cresceu em seu ventre, como se seu bebê tivesse a chutado com muita força, mas não era examente isso o que havia ocorrido. A mesma dor surgiu novamente e em um intervalo de apenas segundos ela voltava.
Elly se curvou ligeiramente quando teve a impressão de que essa dor se tornava mais forte. E seu desespero cresceu a ponto de até mesmo sufocá-la, pois isso apenas podia significar que algo estava errado com o seu bebê.
Era quase impossivel que Ellylan estivesse em trabalho de parto, principalmente quando fazia poucos meses que estava grávida. Maximus a avisou que os bebês imortais nasciam mais rápido do que os dos humanos, mas 4 meses ainda era muito cedo...
Elly sentiu um líquido escorrer por suas pernas depois do último golpe de dor a atingir e quando olhou em direção do chão, ela quase desmaiou pelo sufocamente quando viu que sangue estava manchando o chão branco da biblioteca.
Não...
— Maximus.— Ellylan falou o nome do arcanjo em um tom baixo quando não conseguiu gritar. Ela sabia que isso era inútil, pois não possuía nenhum tipo de ligação com o anjo loiro para que isso funcionasse.
Quando entrou em desespero, sua dor pareceu apenas crescer e Elly sabia que poderia desmaiar e se isso acontecesse... Tudo estaria acabado.
Ela não podia caminhar por causa da dor e não conseguia gritar, mas Ellylan precisava...
Elly tentou respirar fundo e apesar de falhar no meio dessa operação tão simples, ela reuniu todo o ar que podia em seus pulmões e usou toda a força que restava para gritar.
Ela não disse nenhum nome, não falou nenhuma palavra, ela apenas gritou para que alguém a ouvisse e a ajudasse.
Isso tinha que ser suficiente.
Tinha que ser.
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