Por que então sinto que nos perdemos no infinito da incerteza?

Já que eu não sinto mais os seus braços me reconfortando e sua voz sussurrando as breves linhas da minha loucura infantil.

Por que você não mais é o meu Gandhi, presenteando com flores os oficiais que guardam meus muros de ilusões?

Porque eu lembro de ser sua luz verde, seu caminho a seguir quando as coisas ficavam difíceis dentro da sua mente e o espaço aberto já te sufocava com o vazio

E, ei, eu sei que tem certas coisas das quais meu abraço não te protege

Mas eu também preciso do teu amor quando os meus devaneios simplesmente se perdem

E o enlaço da melancolia volta para tirar o que foi um dia seu lugar

Eu sei também que o amor dos outros nunca foi o que planejamos

Só queríamos ser felizes no momento, sorrir e mesmo assim

Ainda guardávamos o receio para nós, lá dentro

Temendo por um suposto fim do que era nosso único refúgio

Porque ainda me recordo dos infinitos pontos que te formam, como se você fosse uma galáxia inteira e brilhante

Ainda lembro dos seus olhos joviais quando disse “Fuja comigo” naquela tarde fria

E do semblante ainda mais frio quando eu disse “não”

Notas finais
Por que ainda te espero?