Notas iniciais
Obrigada por estar aqui! Acho que esse foi o maior capítulo que eu já fiz, embora com menos versos. AVISO: USO EXCESSIVO DE ANALOGIAS

Eu encarava a noite, se erguendo como uma tenda negra

Tudo era monocromático, mas percebi os pontos brilhantes na seda

E eu me senti completa de novo, mesmo que só por uns segundos

Por alguns presentes, nem futuro, nem passado; só um plano difuso

Eu o procurei em outros abraços, conversas e olhares

Depois da dinâmica de mil ponteiros, fugi do consolo de bares

Achei suas estrelas em outros olhos castanhos

Mas o hálito deles era pesado, seus apertos eram estranhos

“Finja que é amor”, ele acendeu outro cigarro

O cheiro me incomodava, mas não era como se ele tivesse se importado

A fumaça nos envolvia, opaca como a minha mente

A cada maço que ele escolhia, eu me sentia menos que o suficiente

O capitalismo de suas horas me desgasta

Os talões no banco traseiro representam tudo aquilo que nos mata

Os muros entre nós limitavam mais do que transações

Ele não estava preparado para a minha troca de estações