Notas iniciais
HELLO GUYS! Tudo bem? *-* Muito obrigada aos comentários LINDOS no capítulo anterior! Vocês estavam com saudades do James não é? kkkkkk Neste Bônus a visão da Lexi dos fatos antes que tudo pegue fogo! Boa Leitura!

Lexi Riddle

Sinto as mãos de Dylan tocarem todo meu corpo conforme nossos lábios seguem um ritmo frenético. Mexo-me em seu colo, desfrutando desse momento mágico.

Eu o amo tanto!

Senti-lo embaixo de mim, completamente meu, prestes a ser o meu amante neste novo mundo que estou prestes a criar é tão... Excitante. Desde sempre o Allen me atraiu. Fosse ele por seus poderes ou sua família, mas por tudo que ele representou para mim.

— Você me ama, Dylan? — indago, mesmo sabendo sua resposta.

Seus lábios tocam meu pescoço.

— Amo. Mais do que tudo — afirma o ruivo e sorrio.

— Eu também te amo querido — sussurro, mexendo em seus cabelos com carinho.

A porta da sala é escancarada bruscamente, fazendo-me bufar e olhar na direção da entrada. Morgana Le Fey sustenta um olhar assustado.

— Temos um problema.

Arqueio a sobrancelha, acariciando os cabelos de Dylan.

— Problema? — indago friamente. — Já disse que só era para me interromper em caso de morte...

— Josh e Laurence — insiste Morgana, e paro instantaneamente os toques de Dylan por meu corpo. — Você precisa ver isso.

Bufo, deixando o colo do ruivo.

— Eu já volto meu amor — falo, beijando-lhe antes de deixar a sala de aula irritada.

(...)

O corpo de Laurence se encontra intensamente gelado. Sangue permeia todos os cantos, manchando o carpete e o próprio piso. Meus saltos agulha batem contra o piso de madeira após uma avaliação crítica do ambiente. Alguém invadiu esse lugar. Mas como ninguém mais notou?

— Vou ressuscitá-la de uma vez — digo, e Morgana mantém os braços cruzados, observando-me. — Faça uma varredura pelo colégio. Não quero mais interrupções ridículas.

Meneio as mãos sobre a cabeça da Turner, invocando todo meu poder. Sinto a magia no centro do meu umbigo perpassar meus membros até alcançar minhas mãos.

Como um sopro, uma chama atinge o corpo da Laurence. Coloco-me de pé, esperando pela tosse típica dos mortos quando recuperam o ar. Contudo, Laurence não emite som algum.

— Ela ainda não acordou — observa Morgana, um tanto preocupada.

Cerro os punhos. Eu sinto meu poder. O que está acontecendo? Chuto Laurence com a ponta da minha bota. Seu corpo permanece inerte, sem qualquer sinal de vida.

Respiro fundo. Pode ser a falta de concentração. É. Meneio as mãos novamente, transferindo toda a magia para a ponta dos meus dedos. Uma nova chama golpeia o corpo de Laurence, dessa vez causando-lhe um estremecimento.

Mas nada além ocorre.

— Não pode ser — falo, ajoelhando-me ao lado da Turner. Cerro os punhos, a fúria golpeando-me como um soco. — REÚNA A PORRA DO GRUPO! AGORA! EU QUERO OS CORPOS DA WAYNE E DA THOMPSON NA MINHA FRENTE!

Morgana sai rapidamente, acatando minhas ordens. Emito um grito de raiva, empurrando o corpo de Laurence furiosamente. Sem ela e Josh, eu sou obrigada a ressuscitar Caroline e Jack. E com isso trago dois imprestáveis para perto de mim, movidos por suas emoções inúteis.

Eu preciso de dois controladores de mentes. Preciso! A realidade de que Ashley Turner pode estar despertando, e Clarissa e Sophia podem ter despertado... Não. Nunca. Bane e Dylan fizeram o serviço. Eu vi. Tenho certeza disso.

Espasmos percorrem meus membros, impossibilitando-me de raciocinar. Minhas mãos puxam meus próprios cabelos, buscando respostas. Meu poder está se esvaindo? Eu sou a Morte agora! Eu tenho o controle!

Morgana retorna com uma expressão atordoada em sua face.

— Eu... Os corpos da Clarissa e da Sophia desapareceram.

— NÃO! — grito, socando a parede à minha frente, sobressaltando a bruxa. — MANDE O DUENDE VERDE PERCORRER NOVA YORK INTEIRA! E TRAGA EMELINE AQUI AGORA!

— Eu não sou sua empregadinha, Lexi — reclama Morgana, semicerrando os olhos.

Completamente descontrolada me aproximo da bruxa, os olhos arregalados e o suor deixando minha pele.

— Agora é! Se meu poder for embora, você e todos os outros vão retornar para suas medíocres covas ou prisões! Então me obedeça, Le Fey!

A mulher demora a ceder, e quando o faz, deixa a sala batendo os saltos contra o chão realizando mais barulho do que deveria.

Começo a andar de um lado a outro dentro da sala, pensando em uma maneira de reverter o jogo. Tenho quarenta e cinco minutos. Quarenta e cinco.

Eles não podem me derrotar. Não podem. Eu construí esse plano durante anos a fio. Não vou deixar que acabe tão rápido.

Clarissa matou dois dos meus e eu vou fazer questão de adiantar a morte da família inútil dela. É Clarissa Wayne, você conseguiu me enfurecer.

Sigo pelo corredor até o último andar do colégio, minhas passadas firmes e carregadas de raiva.

— Você parece abalada, querida — Emeline traga um cigarro, pendendo a cabeça com um sorriso entre seus lábios.

— Eu perdi os meus poderes! EU PERDI OS MEUS PODERES!

— Você não perdeu os seus poderes, Lexi — a bruxa diz suavemente, sem ocultar seu sorriso. — O que a Morte lhe concedeu permanece em você. A diferença é que agora você o divide com Clarissa e Sophia...

— EU NÃO QUERO DIVIDIR MEU PODER — berro a plenos pulmões, derrubando livros de uma prateleira qualquer dentro da biblioteca.

A sala abarrotada de livros e computadores possui um telão e um painel de controle. Consigo acessar a arma da Liga da Justiça por ali, e a ideia de atacar Gotham neste exato momento é tão tentadora...

Emeline vira meu rosto para ela, encarando-me.

— Querida, você precisa compreender que essa é a esperança deles. Você deixa que uma esperança se instale — Ela instrui, caminhando ao meu redor. — E em seguida a destrói. Você está com a vantagem. Ainda pode matar muita gente, sem que Clarissa e Sophia consigam ressuscitar facilmente. Elas não têm o mesmo controle que você.

Meu coração se acalma, e consigo raciocinar melhor. Ela tem razão. Eu tenho o controle.

— Agora, dispare a arma contra Gotham — Emeline sorri maliciosamente. — Isso será mais um atraso para eles. Enquanto tentam impedir que uma cidade inteira pereça você consegue dominar o resto. Saiba jogar, minha querida.

Bruce Wayne está em Gotham agora, com Selina Wayne. O espírito vingativo toma conta de mim, como uma labareda prestes a incendiar tudo ao seu redor. A ideia de Clarissa Wayne sofrer tanto quanto eu sofri durante toda minha trajetória é maravilhosa. Eu quero vê-la chorar mais. Quero vê-la se destruir. Então assim conseguirei pisotear sua existência como a de um verme.

Minha mão paira sobre um botão do painel. Continuo com os olhos fixos no telão, ouvindo a voz do Coringa enquanto Bruce Wayne chora por Clarissa, observando fotos antigas. Ah, aquele palhaço me serviu melhor que a encomenda.

E enquanto Bruce revive memórias inúteis das quais jamais participou, Selina mantém uma batalha acirrada contra Hera Venenosa e Arlequina. Sorrio quando meus dedos se direcionam para o botão.

Uma faca me atinge, e emito um grito, virando-me. Clarissa aperta o pescoço de Emeline, e com a outra mão sustenta uma segunda lâmina.

— Bom dia, irmã — a Wayne semicerra os olhos. Meu peito queima de raiva enquanto arranco a faca presa à minha mão. — Pronta para morrer de verdade?

Notas finais
Agora sim vai ter Clarissa X Lexi! E outras tantas batalhas! Estamos na reta final e centenas de coisas bombásticas estão por vir em meio à tudo isso. Estão prontos? Até amanhã com o capítulo da Aurora õ/ Beijokas!