Destiny - Warrior Soul
2 S.O.S A Terra está sendo atacada!
Notas iniciais
Bem, por mais que esse capitulo se passe antes do primeiro cap na outra fic, é importante que tenham lido até o capitulo 15 pra entenderem e também pra não perder a graça!!
Boa leitura!
-é um capitulo meio forte, pelo fato da Bulma ver os pais morrerem, então... estão avisados.-
Freeza esperava impacientemente na sua sala a chegada de um de seus soldados para lhe informar com detalhes do por que seu melhor cientista parara de trabalhar.
Fazia duas semanas que ele não trabalhava mais e isso Freeza não perdoava. Mandou um de seus soldados até o planeta onde ele deixava os cientistas trabalharem para descobrir o que afinal aconteceu. E em poucos minutos recebera a informação que o soldado estava chegando para lhe trazer noticias.
Mas ele estava demorando!
_ Grande Freeza! – ele finalmente entrou na sala, reverenciando Freeza.
_ Você demorou. – ele disse sem paciência. – Me deixou esperando por longos cinco minutos!
_ E-eu sinto m-muito!
_ Espero que pelo menos tenha me trazido boas informações! Agora vamos. Diga-me logo!
_ Ah sim, sim, Mestre Freeza! As informações que eu consegui é que nosso melhor cientista, o chefe de tecnologia adoeceu nessas ultimas semanas, e ele está muito mal pra continuar trabalhando...
_ Tsc! Seres imprestáveis!! Quero que o mate! Não quero mais me incomodar com isso! E eu espero sinceramente que você trouxe alguma solução pra esse problema! Não é mesmo?
_ C-claro! Eu me informei sobre os possíveis cientistas que temos nessa galáxia e selecionei um que eu acho que vai lhe agradar bastante!
_ Diga-me qual é.
_ O Dr. Briefs. É um famoso cientista do planeta Terra. Ele e sua filha, Bulma Briefs, têm uma inteligência muito avançada. Eles são capazes de guardar grandes objetos em pequenas capsulas. Além de construírem coisas incrivelmente boas!
_ Hm... – Freeza pareceu estar pensando sobre o assunto por um momento, até que um sorriso se iluminou no rosto do tirano. – Interessante... – E Freeza levantou-se. – Entre em contato com esse cientista! Quero falar pessoalmente com ele.
E o soldado a sua frente o reverenciou novamente antes de sair da sala de Freeza para tentar contato com o famoso Dr. Briefs.
- — -
O sol naquele dia amanheceu tímido por trás de algumas nuvens.
Ainda era sexta-feira e ela precisava se levantar pra ir para o colégio. Ela sempre foi uma inimiga do relógio. Odiava acordar cedo. Por sorte pelo menos, logo seriam as férias e ela poderia sair pelo mundo se aventurar para procurar as cinco esferas do dragão que faltavam pra fazer um pedido.
Rolou algumas vezes na cama antes de realmente se levantar.
Estava sonolenta, e seguiu até o banheiro pra lavar seu rosto e ver se acordava de vez.
Olhou-se no espelho e em seguida jogou agua contra seu rosto. Penteou os cabelos e os deixou solto. Voltando para seu quarto, abriu o armário e escolheu uma roupa.
Vestiu uma calça Jeans e camisa branca com as escritas “Corporação Capsula” em preto sobre o peito. Pegou sua mochila e desceu para tomar café da manhã.
_ Oh, bom dia querida!!! – exclamou Sra. Briefs, sua mãe, ao ver a filha aparecer para tomar café.
_ Bom dia mamãe, bom dia papai! – Bulma cumprimentou e sentou-se em uma cadeira começando a se servir rapidamente para não se atrasar novamente na escola.
_ Bom dia filha. – respondeu Sr. Briefs. – Coma com calma Bulma, assim vai se engasgar. – comentou Sr. Briefs ao ver a filha comendo rápido.
_ Não se preocupe papai. – disse enquanto comia e tomava mais um gole do seu café. – Eu preciso comer rápido, não quero me atrasar de novo! – comentou comendo o mais rápido que podia.
_ Bulma, eu quero conversar com você nesse final de semana. – disse Sr. Briefs franzindo levemente a testa com um ar meio preocupado.
_ Conversar comigo? Aconteceu alguma coisa papai? – e perguntando isso Sr. Briefs sorriu tranquilamente pra sua filha não se preocupar com ele.
_ Não aconteceu nada não! Não precise se preocupar!
Bulma concordou com a cabeça antes de finalmente se levantar pegando sua mochila.
_ Tudo bem, a gente conversa depois, eu preciso ir agora! – ela disse saindo da casa rumo ao seu colégio.
Sr. Briefs soltou o ar dos pulmões, cansado.
_ O que foi querido? – perguntou Sra. Briefs preocupada com o marido.
_ Nosso tempo está acabando, querida. Em breve vão atacar o planeta atrás de Bulma, vou passar o dia hoje terminando de construir a nave especial que eu fiz pra ela fugir. Quero que ela vá embora nesse final de semana, assim quando atacarem a Terra semana que vem ela não estará mais aqui... Ah... Como eu queria que me levassem no lugar dela, eu faria qualquer coisa por isso... Mas Freeza deixou claro que eu sou muito velho pra trabalhar pra ele, dizendo que eu darei problemas demais por estar velho. Isso não pode estar acontecendo, querida! Como as coisas foram chegar a esse ponto? Nosso planeta...
_ Tente não se preocupar! Bulma vai fugir, ela vai ficar bem, e nunca vão encontra-la! Não podemos fazer mais do que salvar a vida dela...
Sr. Briefs forçou um sorriso.
_ Obrigado. Mas eu preciso ir trabalhar querida! Temos que garantir a sobrevivência da nossa filha! – e dizendo isso, Sr. Briefs se levantou e começou a seguir até o laboratório, mas parou na sala quando uma noticia na televisão chamou a atenção dele.
~ No inicio dessa manha a cidade do norte sofreu um ataque onde todos os moradores da cidade morreram. A cidade está em chamas, e a principio não encontramos nenhum sobrevivente pra contar o que aconteceu, e até agora não descobrimos o verdadeiro motivo pra destruição que aconteceu na cidade. ~
Ouvindo isso, Dr. Briefs gelou, e sua mulher se aproximou, completamente assustada parando ao lado dele.
Quando Freeza entrou em contato com ele pela primeira vez, exigiu que ele enviasse a sua filha, Bulma, para trabalhar para ele. Mas Sr. Briefs, como todo bom pai se negou, dizendo que Bulma jamais trabalharia pra ele, que se ele quisesse, ele mesmo iria trabalhar para o tirano desde que deixasse sua filha em paz. Mas Freeza não aceitou, pois recentemente havia perdido um cientista por problemas de saúde por estar muito velho, ele queria um cientista novo, e ninguém melhor que Bulma que ainda tinha apenas 17 anos e era muito inteligente pra trabalhar pra ele.
E Dr. Briefs continuou se negando a entregar sua filha para ele.
Freeza então, perdendo a pouca paciência que tinha, disse que se ele não enviasse Bulma pra ele dentro de um mês iria atacar a Terra.
Dr. Briefs, preocupado com o bem estar de Bulma, resolveu construir uma nave melhor que a que tinha ali e mandar Bulma pra longe, pra que ela pudesse ficar a salvo. Ele não contou para a filha sobre isso pra não deixa-la assustada, e nem pra que ela tomasse a decisão de ir trabalhar pra Freeza pelo bem da Terra. Ele tinha planos pra contar tudo nesse final de semana, quando ele iria a fazer partir.
Mas infelizmente Freeza não cumpriu com sua palavra e atacara a Terra uma semana antes do previsto. Deixando Dr. Briefs completamente sem ação.
E agora? Como ele salvaria sua filha se a nave não estava pronta?
~ Recebemos agora informações de que uma pequena ilha ao leste também foi atacada recentemente, mas não temos nenhuma suspeita de quem está fazendo esses ataques. O conselho que damos é que todos fiquem em alerta e não entrem em pânico. Voltaremos com mais noticias em breve. ~
_ Minha nossa! – exclamou Sra. Briefs. – Isso é horrível!
Dr. Briefs sabia. Eram eles. Eles vieram antes do combinado para pegar Bulma. Mas o que ele iria fazer? A nave não estava pronta, e a outra que tinha não era tão resiste, tão rápida e nem tinha as coordenadas do planeta onde Bulma seria mandada. O que ele faria??
_ Querida! Precisamos fazer alguma coisa antes que encontrem Bulma!! – e dizendo isso ele correu até o laboratório.
Bulma estava sentada no seu lugar na sala de aula, ao lado da janela, olhando pra fora tediosamente enquanto o professor falava dando sua aula.
Até que algo inesperado chama a atenção, não só dela, mas de todos. Uma explosão, seguido de outras e outras. Deixando todos da cidade em tremendo pânico.
A cidade estava finalmente sendo atacada.
Muitos morreram, outros ficaram feridos. A cidade estava um caos. Pessoas correndo pra todos os lados tentando salvar suas vidas, mas inutilmente, pois sempre acabaram mortos também, policias, bombeiros, com suas sirenes indo e vindo, pra no final, morrerem também.
Bulma, assim como todos ali, não estava entendendo nada do que estava acontecendo. Apenas alguns haviam visto o noticiário naquele dia, e sabiam que não era apenas aquela cidade, mas sim, todo o planeta tinha sido atacado, e pra despertar mais pânico nas pessoas, ninguém das outras cidades havia sobrevivido.
Seria esse o fim?
Bulma só queria uma coisa. Encontrar seus pais a todo custo!
Saiu correndo do colégio deixando sua mochila e todo seu material, como todos os alunos e professores fizeram, afinal, quem ligaria pra algo como isso naquele momento?
E ela viu a cidade em chamas. Parecia como um filme de Terror, ou um pesadelo que ela queria acordar.
Mas não. Era real.
E ela não sabia. Mas estava sendo procurada pelo responsável por aquilo tudo.
Ela parou no portão de saída do colégio olhando para as pessoas feridas, algumas já sem vidas no chão. E a cada novo ataque uma nova pessoa morria.
Ela viu todos a sua volta morrer, sem poder fazer nada. Seus amigos de colégio, professores e as pessoas na rua. Sentiu um vazio no peito ao pensar que seus pais também poderiam já ter morrido, e então ela decidiu, iria atrás deles.
Mas antes que pudesse dar um passo sequer rumo a sua casa, um carro parou na sua frente e dele desceram seus pais.
_ Bulma!! Querida, você está bem!! – exclamou Sra. Briefs abraçando a filha. Bulma sentindo um alivio invadir seu corpo em ver seus pais ali, retribuiu o abraço de sua mãe com vontade.
_ Mamãe! Papai! Vocês estão bem?!
_ Sim filha, agora nós precisamos voltar pra casa! – disse Sr. Briefs preocupado. – Vai ficar tudo bem, acredite em mim!!!
Bulma olhou pra ele sem entender, mas antes de qualquer coisa, e de qualquer movimento, o pior aconteceu.
Seu pai foi atingido bem na sua frente, por alguma coisa que ela desconhecia tirando a vida dele.
E Bulma gritou, mas sua mãe se manteve forte e segurou a filha em um abraço.
_ Calme-se querida, vamos pra casa! – ela disse, pois sabia que agora ela era a única responsável pelo destino de Bulma, por isso tinha que ser forte, sabia que seu marido queria que sua filha sobrevivesse e iria continuar e realizar o último desejo dele, salvando Bulma. E Bulma chorava, pela primeira vez naquela situação. Aquilo estava sendo de mais pra pobre garota aguentar.
O responsável pelo ataque que a Terra estava sofrendo olhava fixamente para Bulma.
Ele tinha sido encarregado de ir até a Terra buscar ela, e também, destruir tudo e todos. Ele sabia onde era a Corporação Capsula, mas ele precisava antes, matar todos do planeta, por isso, atacou as outras cidades matando a todos e depois seguiu para a capital do Oeste, onde Bulma se encontrava.
Ele logo detectou o sinal da garota, e começou a atacar todos deixando apenas ela viva pra levar a Freeza.
Sua missão estava indo muito bem, e terminando de matar todos os outros terráqueos que ainda viviam na cidade, matou Dr. Briefs, o pai de Bulma que estava na frente da garota, restando apenas ela e a mãe dela.
_ Vamos, Bulma! Vamos! – falava a mãe dela puxando a filha pelo o braço pra irem até a corporação capsula onde Bulma pegaria a nave quase pronta pra fugir. Dr. Briefs havia escrito um bilhete a Bulma dizendo sobre o que a nave ainda precisava pra ficar 100% na esperança da filha ler e terminar de construi-la enquanto viajava, além de ele ter explicado tudo o que ela precisava saber naquela carta.
Bulma estava confusa, e a imagem do seu pai morrendo na sua frente não saia de sua cabeça, era como se ela tivesse ligado o piloto automático e estivesse completamente longe de tudo.
Mas algo a fez voltar a realidade rapidinho, quando sua mãe, foi atingida também.
_ Mãe!!! – ela gritou e correu até sua mãe, sentindo mais e mais lagrimas escorrerem, se é que isso fosse possível. – Mamãe!! Não! – ela se ajoelhou ao lado dela.
_ B-bulma... — Sra. Briefs gaguejou baixinho, perdendo as forças.
_ Mamãe, aguente firme!!
_ Q-querida... Fuja! – foram as ultimas palavras que ela pronunciou, antes de perder completamente a consciência.
_ Não!! Não!!! – gritou, e ela ouviu passos em sua direção. Assustou-se, olhando para todos os lados procurando quem era. Mas não conseguia ver ninguém, além da fumaça das chamas, ninguém mais estava vivo ali, a não ser ela.
E uma risada ecoou pela rua, fazendo Bulma gelar e se esquecer de tudo.
Ela se levantou dando passos pra trás, com medo, enquanto olhava para os lados a procura de quem estava ali.
_ Não precisa ter medo! – a voz disse, e em seguida, Bulma sentiu ser atingida na cabeça, caindo no chão, desmaiada.
O soldado riu, e se aproximou em passos lentos do corpo de Bulma para finalmente leva-la até Freeza. Ele sabia que não tinha matado ela, pois o golpe não foi tão forte pra mata-la, pois sua intenção era apenas desacordá-la, como havia conseguido.
E conforme se aproximava dela um sorriso ia se formando em seus lábios.
_ É melhor parar aí onde você está se quiser viver! – uma voz mais jovial, foi pronunciada às suas costas, e agora foi a vez daquele soldado olhar para os lados a procura de quem estava ali.
Como alguém poderia estar vivo? Ele tinha matado todos. Todos!!
_ Não pense que você vai se escapar dessa maneira!! Eu vou matar você!! – e então, o dono daquela voz apareceu por entre a fumaça, ficando frente a frente ao soldado.
_ Argh, então é você! Está a fim de apanhar de novo rapaz?!
_ NÃO! Nunca me subestime! Eu vou provar a você o quanto eu realmente sou forte!! Você destruiu meu planeta e matou a todos, não posso permitir que saia vivo dessa!!!!
E o soldado antes que pudesse falar alguma coisa, foi atacado por aquele jovem rapaz que estava completamente fora de si. Ele vingaria a morte de todos os terráqueos, com suas próprias mãos! Não poderia permitir que aquele alienígena que atacara seu planeta matando a todos saísse vivo!
E ele o fez.
Matou o soldado de Freeza sem dó nem piedade. A morte á ele ainda era pouco pelo mal que ele tinha causado naquele planeta.
Ela abriu os olhos sentindo uma forte dor na cabeça. Não conseguia enxergar nada. Sua visão era embaçada e todo seu corpo doía. Muito.
Fechou os olhos lentamente e respirou fundo. Sentia que estava deitada em um chão gelado, mas não conseguia identificar o material. Era tudo tão confuso.
Ousou abrir os olhos novamente, sentindo que a tontura na sua cabeça estava cessando aos poucos. A nitidez pouco a pouco se fez presente e então conseguiu ver um pouco de onde estava.
O dia estava nublado, frio, silencioso. Ela se encontrava deitada no chão gelado sobre uma calçada na cidade do Oeste.
Aquele dia, foi o inicio de uma vida muito difícil que encontraria a seguir.
E ela não sabia o porquê, pois não entendia. Mas foi por causa dela que tudo aquilo aconteceu.
E como seu pai queria finalmente, ela conseguira sobreviver e continuar viva, sem trabalhar pra Freeza. No fim, os planos e desejo do Dr. Briefs se concretizou. Não da forma como esperava. Mas Bulma agora estava a salva, com três saiyajins que também desejavam a morte de Freeza.
E Bulma um dia talvez, descobriria toda a verdade.
Notas finais
No fim, Bulma saiu viva e ilesa, assim como seu pai desejava!
Mas quem será matou o soldado de Freeza? Isso é um gancho pra um futuro capitulo dessa fic, onde veremos uma outra versão desse ataque na Terra!
Será que Freeza um dia descobre que Bulma está viva ainda?
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