Destiny - Hiatus
11 Capítulo 8 — Perdas.
Notas iniciais
Capítulo 8 — Perdas
Sting já podia sentir o cheiro da cidade, sim eles estavam próximos a Magnólia. Sentiu seu coração palpitar mais forte. Estava ansioso pelo que estava por vir, mesmo que o que viesse fosse uma bela surra, tanto do Dragneel, quanto da Heartfilia. Mas, surra nenhuma mudaria o fato de que ele havia voltado e tinha uma filha. Uma linda e inteligente filha. E ele ainda arriscava dizer que havia contribuído, e muito, principalmente para primeira característica.
— Mal posso esperar para rever todos! — Disse-o empolgado.
Os outros três lhe lançaram olhares pasmados, afinal a Fairy Tail inteira queria a cabeça do mago estúpido que ousou partir deixando Lucy grávida e com o coração partido.
— Sabe, eu achei que você tinha mais amor a vida. — Ironizou Rufus, fazendo o loiro revirar os olhos.
— Eu acho que ele não sabe diferenciar se amar de amor-próprio, — disse o Cheney.
Ao ouvirem tal comentário, todos fitaram o moreno com sobrancelhas arqueadas, inclusive os exceeds.
— Existe uma diferença em se amar e amor-próprio? — Indagou o Nanagear confuso.
— Ignore o Rogue, eles está inventando isso para que vocês pensem que eu sou um idiota. — Se alguém que não conhecesse o Eucliffe ouvisse-o, talvez acreditasse na ausência da sua idiotice, mas não era o caso nesse exato momento. Todos ali o conheciam e sabiam que além de idiota, o amigo loiro, era um tanto desprovido de inteligência.
— Eu vou ignorar o que acabei de ouvir. — Rogue revirou os olhos.
— Vai ignorar porque reconhece a veracidade das minhas palavras. — Sting rebateu.
Rufus e Orga contiveram o riso, porém este último não deixou a situação passar em branco. — Só que não! — Zombou-o, deixando o Dragon Slayer branco muito irritado.
Logo o silencio pairou sobre o grupo enquanto eles prosseguiam com a sua longa caminhada. Talvez fosse melhor, pois assim Rogue não se irritaria com Sting e vice-versa, portanto a possibilidade que os dois se esmurrassem novamente seria reduzida a zero.
Já havia se passado mais, ou menos meia hora desde que todos ficaram em silêncio, e aquilo de certa forma estava incomodando Orga.
— Por que tanto silêncio? — Questionou-o.
— Porque eu não quero ouvir a voz irritante de vocês! — Provocou Sting.
Rufus revirou os olhos, os dois eram mais infantis do que aparentavam. Rogue parou de caminhar no mesmo instante que seu nariz localizou um cheiro conhecido, misturado a três outros cheiros, que seu olfato não conseguia identificar. Se esforçou mais um pouco, e seu corpo tremeu.
— Droga! — Gritou e saiu correndo desesperadamente, o que chamou a atenção dos outros três tigres que o seguiram.
— Merda Rogue, por que você sempre surta? — Berrou Eucliffe.
O Cheney nem tivera tempo de responder, pois havia localizado o alvo e se preparado para atacar.
— Eiryū no Hōkō (Rugido do dragão das sombras). — Uma gigantesca quantia de sombras ecoou de sua boca fazendo um movimento espiral.
Mesmo sentindo a presença dos magos, as damas não previram o ataque, logo Hiraki e Deiji foram atingidas, essa última carregava uma Layla inconsciente nos braços e quando recebeu o impacto se obrigou a soltá-la.
Rogue fora não só esperto, mas também habilidoso e rápido. Ele se infiltrou dentro das sombras do seu próprio ataque para que pudesse pegar a menina no momento em que a outra a soltasse.
— Layla! Layla! — Chacoalhou-a desesperado. Ele tinha um grande afeto pela pequena, não podia perdê-la assim, sem ao menos tentar fazer algo.
— Rogue o que está havendo? Por que saiu como um louco? — Rufus bufava irritado, estava pronto para dar um sermão no companheiro de guilda, quando notou a loirinha desacordada nos braços dele. — Oh céus. O que houve com ela?
— Mais que beleza, primeiro as fadas e agora os tigres. — Kuroi disse com um sorriso maléfico.
— Quem são vocês e o que querem? — Orga indagou ao se juntar com os outros dois.
Enquanto isso Sting estava estático, seu olhar pairava sobre a filha desacordada, a filha que ele nem mesmo conhecia. Layla estava mais pálida que o normal, ele podia sentir o cheiro de suor que vinha dela, então supos que a garota suava frio, logo concluiu que ela não estava bem.
— Layla acorde! — Rogue a chacoalhou novamente, mas ela não respondia. — Layla é o tio Rogue, me responda.
— Ei, mini Lucy ouça o tio Rogue, todos aqui veremos vê-la bem, até mesmo o seu pai. — Rufus arrancou um sorriso do moreno e uma cara de espanto do loiro, que se mantinha alheio a tudo.
— Que cena comovente, estou até vendo um olho na minha lágrima! — Sobre as mãos de Hikari uma lágrima gigantesca se formou, e dentro dela havia um grande olho feito de uma água com a coloração mais transparente que a da lágrima.
Kuroi esboçou um sorriso torto, enquanto Deiji segurou-se para não gargalhar, de fato Hikari conseguia ser muito irônica quando queria.
— Cale a merda da sua boca agora! — Sting virou-se lentamente e pôs-se a encará-las, naquele momento a raiva fluía por todo o seu corpo, pois aquelas garotas insolentes, além de machucarem sua filha, ainda zombaram do sentimento alheio, eram tão desprezíveis.
— O que disse? —Hikari arqueou uma sobrancelha, seus olhos demonstravam a sua incredulidade, ninguém em juízo perfeito a mandava calar a boca.
— Isso mesmo que você acabou de ouvir, cale a merda da sua boca antes que eu não responda pelos meus atos. — Ele estava tão furioso, mas tão furioso que quando dera por si a sua Dragon Force já estava ativada, era apenas questão de minutos para ele exterminá-las.
Porém a maga da água não ficava para trás, ela estava irritadiça, mas apesar de tudo tinha consciência de seus atos. A cacheada pensou duas vezes antes de agir, primeiramente porque elas há pouco tinhas travado batalhas com grandes magos da Fairy Tail, e mesmo que não aparentasse, isso fora desgastante. Em segundo lugar, porque diferente de Laxus e Gajeel, Sting exalava uma quantia de magia incrível, e com a Dragon Force ativada, esta apenas duplicara.
— Não me diga que vai recuar Hikari? — Kuroi provocou. — Ele é apenas mais um pirralho que não é páreo para nós. Para ser mais exata, não acredito que ele saiba lutar e dominar todas as magias, pelo que eu sei Sting Eucliffe é o tipo de cara que sempre tende a cair para o lado mais forte.
— Acho que quando ele trocou a Heartfilia pela Minerva, ele acreditava que ela poderia superar a tigresa, por isso a largou e optou pelo lado mais forte. Agora está ai, se remoendo, tentando compensar os anos perdidos. — Deiji sorriu maleficamente. — Acha mesmo que elas vão te perdoar, te aceitar de volta? Seriam mais idiotas que você se o fizessem.
Aquela fora a gota d’água, o Dragon Slayer branco perdera toda a sanidade que lhe restava e atacou-as com todas as suas forças. Não iria admitir que falassem assim de si e depois saíssem impune, todas as três teriam que pagar, e ele faria isso com suas próprias mãos.
Num piscar de olhos o tigre apareceu na frente da dama da terra, acertou-lhe um soco na boca do estômago, seguido por uma sequência de chutes. Em seguida passou uma rasteira nela, e acertou um chute em suas costelas antes que a mesma caísse no chão. Por fim, seus dedos começaram a bilhar, e deles saiu uma luz branquíssima, que acertou a barriga de Deiji formando um estigma.
— Deiji! — Hikari gritou ao notar a amiga caída, porém não teve tempo de se mover, pois quando dera por si, Sting já a atacava.
Uma joelhada na região estomacal, seguida de uma sequência de murros no mesmo lugar, isso era demais até mesmo para ela. Porém, Sting não seria tão bonzinho, quanto fora com Deiji, pois fora ela que desprezou os seus sentimentos e os de seus amigos, e pagaria caro. Depois dessa luta ela certamente teria um olho em sua lágrima.
— Hōrī Rei! — Novamente a luz branca saíra de sua mão, porém dessa vez ela formou uma gigante bola de luz branca. O Eucliffe juntou as duas mãos, e daquela bola saíram inúmeros flashs brancos, que acertaram em cheio a maga da água, que caiu desacordada,
Kuroi arregalou os olhos, nunca foram derrotadas tão facilmente assim, se a Heartfilia e o Dragneel fossem tão poderosos o quanto elas tinham os subestimados?
Direcionou seu olhar para o loiro, que já havia desaparecido. Sentiu seu coração gelar, ela seria a próxima vítima. Antes que a mesma pudesse prever algo, Sting atacou-a de tal forma que lhe deixara sem qualquer defesa. O ataque fora tão forte que a dama do ferro caíra no chão desacordada.
— Consegui! — Disse-o ofegante, voltando ao seu estado normal. — Eu as derrotei! — Virou-se para trás, na expectativa que seus amigos e sua filha tivesse visto sua façanha, mas para a sua surpresa nenhum deles estava mais lá.
Sentiu um frio na barriga. Aquilo não estava cheirando bem, algo não estava certo. Começou a olhar para todos os lados, mas não os via. Concentrou sua magia no próprio nariz, e tentou localizar os companheiros pelo cheiro, nada conseguiu.
Eles não poderiam sumir, assim do nada, e muito menos seu cheiro poderia desaparecer. Na verdade, a única coisa que poderia realmente disfarçar o cheiro de alguém era água, mas não tinha água ali perto.
Sting estava tão perdido em pensamentos, que nem notara uma presença poderosa se aproximar. Logo uma quantia gigantesca de água caiu sobre si. Desesperou-se, pois quanto mais ele tentava fugir, mais a água o trazia para si.
“Droga!” — Disse-o mentalmente. A água era muito forte, e ele não estava conseguindo lutar contra ela.
Enquanto o Eucliffe tentava, inutilmente, se livrar daquilo, algumas risadas começaram a ecoar em sua mente, risadas malignas. Logo, toda a água se dissipou, o que o fez cair no chão.
— Pensou mesmo que nos derrotaria tão facilmente? — Uma voz ecoou num tom indignado. — É realmente mais tolo do que os boatos dizem.
Sting tentou se levantar, mas só agora vira os danos que a água lhe causara: seus braços possuíam vários arranhões, assim como as suas pernas, porém a coxa direita tinha um corte profundo, que jorrava sangue. Por fim, conseguiu por-se em pé, jogando todo o peso na perna boa. Ergueu a cabeça numa altura suficiente para avistar as três damas paradas a sua frente. Notou que ao lado da loira de cabelo liso havia uma gigantesca flor, que se abriu um pouco para que ele visse que Layla estava ali. Mais atrás, haviam três enormes bolhas de água, e dentro delas seus companheiros de guilda se contorciam, suplicando por ar.
Arregalou os olhos, a situação ficara extremamente complicada, aquelas três eram tão poderosas assim?
— Você ainda não entendeu não é mesmo? — Hikari revirou os olhos. — Aquilo que você enfrentou antes não eramos nós, e sim uma Unison Raid da magia da terra com a magia da água.
— Sim, enquanto eu criei a estrutura física dos corpos com a magia da terra, Hikari espelhou nossos movimentos com a água, simples. Tudo, fora apenas uma distração, para que recuperássemos a garota e prendêssemos seus companheiros. — Deiji esboçou um sorriso irônico. — E alego que vocês caíram como patinhos.
O Dragon Slayer não sabia o que falar ou o que fazer, estava atordoado demais, como não perceberá que lutava com réplicas mágicas e não com as verdadeiras? Ele era mesmo um tolo.
— O que vocês querem? — Perguntou-o dando-se por vencido.
— Na verdade a pergunta certa é o que você quer? — Disse Kuroi fazendo-o arquear uma sobrancelha. — Te daremos a opção de escolher. Se escolher os seus amigos, levamos a garota conosco, se escolhê-la ao invés deles, todos os três morrem.
Aquilo caiu como uma bomba em seu corpo. Ficou estático por um bom tempo, agora realmente estava perdido. Se escolhesse ela, eles morreriam, mas se os escolhesse, as malévolas levariam sua filha consigo, mas quem garantia que elas não a matariam?
(…)
Natsu estava com a cabeça para fora do trem, arrependia-se muito de ter aceitado voltar de trem, assim que se sentiu um pouco melhor voltou para dentro. Estava sentado entre Erza e Wendy que carregava Charles em seus braços, e elas assim como Gray fitavam Lucy, que estava um tanto aflita.
— A Lucy está mais estranha que o normal! — Happy provocou, mas não teve efeito. — Lucy estranha!
O gato azul insistiu, mas a loira parecia não vê-lo nem ouvi-lo. Aquela reação dela estava deixando todos preocupados, pois na última vez que a Heartfilia perdera os sentidos, no último Dai Mato Enbu, ela quase matara a dupla que lutava contra si e mais os magos que tentaram impedi-la.
A maga estelar fechou os olhos por alguns segundos, tentando mentalizar coisas boas, porém não fora isso que viera em sua mente, e sim imagens dos acontecimentos dos últimos dias. Primeiramente viu as três magas dizendo que eram a trindade da discórdia. Em seguida viu Mira urrando de dor e Layla apavorada ao seu lado, Levy se debatia nos braços de Gildarts, enquanto Gajeel e Laxus lutava. As imagens foram perdendo foco, e a última coisa que ela conseguiu ver foram dois corpos caídos no chão, e as três mulheres saindo da guilda carregando algo nos braços. Forçou-se um pouco, precisava descobrir o que carregavam, concentrou grande parte da sua magia em sua mente e a nitidez voltou. Seu coração gelou, suas mãos começaram a tremer, enquanto seus olhos lacrimejavam.
— Layla! — Agora, já de olhos abertos ela estava em pânico. — Levaram Layla, a minha filha.
Antes que pudessem dizer algo sentiram um solavanco, logo o trem parou na estação de Magnólia.
— Luce o que você acabou de dizer? — Indagou Natsu um tanto preocupado.
— Layla! — A loira levantou num pulo e correu vagão afora, sendo seguida pelos outros.
— Lucy quer parar de correr e nos contar o que está havendo! — Ordenou Erza irritada.
— Wendy vá com Charles e Happy até a casa da Polyushka e leve-a até a guilda, ao que tudo indica Mira entrou em trabalho de parto e Gajeel e Laxus estão extremamente feridos.
— Lucy-san, mas como? — A pequena questionou.
— Por favor, Wendy, apenas vá sem questionar! — O tom da Heartfilia fora tão seco, que a azulada nem pensou em questionar, apenas saiu correndo sendo acompanhada pelos exceeds.
— Lucy o que está acontecendo? — Dessa vez Gray perguntara, enquanto os quatro corriam em direção a guilda.
— A Fairy Tail foi invadida, a situação ficou feia e alguém levou a Layla. — Ela corria desesperadamente. Do fundo do seu coração ela desejava que tudo aquilo fosse apenas algo do seu imaginário.
— Como você sabe disso? — Natsu perguntou pasmado;
— Não sei, apenas vi.
Todos corriam como se suas vidas dependessem disso. Corriam sem se importar com suas pernas, com a falta de ar, ou coisa do gênero. Seus corações aceleraram quando se depararam com as portas da guilda, sem cerimônias Natsu as chutou com extrema força, fazendo-as abrirem.
— Onde está Layla? — Lucy gritou desesperada, passou seus olhos por todos os cantos, mas não a encontrava.
Notou que muitos magos estavam na guilda e fitavam-na receosos. Logo, avistou sua amiga Levy Mcgarden, ela estava sentada no último degrau da escada da guilda aos prantos.
— Levy! — Abraçou-a com força.
— Lu-chan, ele se foi, aquelas mulheres desprezíveis matara o Gajeel. — Disse-a entre soluços, sua dor era tão grande, que não sentia mais vontadade de viver.
— Como assim mataram o Gajeel? — Natsu ficara pasmado.
— Não só Gajeel como Laxus também. — Alzack se juntara a eles. Ele, Biska e Asuka voltaram para a guilda pouco tempo depois do fatídico acidente. As duas moças se encarregaram de ajudar Mira com o parto, enquanto o rapaz ficara ali na guilda para tentar fazer contato com os outros magos e informar-lhes sobre o ocorrido.
— Mataram o Laxus? — Agora Erza estava surpresa.
— Sim, não me falaram muitos detalhes, apenas que a guilda fora invadida por três mulheres extremamente fortes, que perdemos dois magos e que… — O moreno direcionou o seu olhar para Lucy, que agora já tinha se soltado de Levy.
— Para onde elas foram? — A moça perguntou friamente.
— Não sabemos, elas apenas saíram, disseram que se você quissesse Layla novamente, teria que ir atrás delas. Ao que tudo indica, aquelas malucas estão atrás de você! — A azulada murmurou.
— Se era a mim que elas queriam, deveriam ter vindo diretamente a mim.! — Explodiu, e sem nem perceber havia ativado o segundo nível da sua Diamond Force, sua espada estava na mão direita, pesava mais que chumbo, e estava tão fina, quanto uma vara de bambu.
— Lucy, acalme-se. — Pediu a ruiva, que tentava manter seu desespero sob uma máscara de autoridade, mas a Heartfilia estava fora de si.
— Saia do meu caminho Erza, eu vou trucidá-las e trazer a minha filha de volta! — As duas magas começaram a se encarar, uma tensão pairou no ar, pois uma luta entre as duas, e a sede da Fairy Tail seria destruída.
— Raciocine Lucy! — Gritou a Scarlet irada. — Não saia agindo como uma maluca! Você nem sabe quem são elas, para onde foram, pare para pensar um pouco.
— Não consigo! Não consigo raciocinar quando a minha filha está correndo perigo. Não me peça para fazer coisas impossíveis Erza. Eu vou atrás delas e fim!
— Não é impossível Lucy! — Agora fora a ruiva quem se reequipou com a armadura do purgatório, pois se tivesse que usar a força para parar a amiga, usaria.
Todos os presentes na guilda olhavam-nas assustados. Lucy contra Erza, as duas estavam fora de si, a magia delas exalava por toda a guilda, ambas com as espadas em mãos, prontas para cruzá-las.
— Eu não vou permitir que aconteça com você o mesmo que aconteceu com Gajeel e Laxus, é minha responsabilidade como sua amiga! — Afirmou a usuária da magia de reequipas.
— Mas… É minha obrigação como mãe salvar a minha filha. Se ela está em perigo, não posso ficar apenas de braços cruzados —, suspirou pesadamente. — Você não entende esse sentimento ainda Erza, talvez, um dia, quando você se tornar mãe, entenderá as minhas atitudes.
A ruiva fitou-a com os olhos arregalados, ela podia não sentir o que Lucy sentia, mas acima de tudo, sentira a perda dos membros de sua família, tanto de Layla, quanto de Laxus e Gajeel. Então não deixaria a amiga agir impulsivamente, quando todos tinham perdido algo. Agora era a hora de mostrarem que a Fairy Tail era uma família, uma verdadeira família que protegiam uns aos outros.
— Eu posso não entender os seus sentimentos de mãe, mas eu entendo o que é perder um membro da família. — A Scarlet partiu para cima em grande velocidade, fora tão rápida que os outros magos não conseguiam acompanhar, preparou-se para golpear Lucy com sua espada, porém a mesma bloqueou com a Diamond.
Nenhuma das magas parecia recuar, ambas pressionavam suas espadas contra a outra, causando uma grande pressão, deixando todos ali quase sem ar.
Gildarts olhava a cena de longe, ele sabia, que assim que Lucy soubesse ela iria querer sair em busca da filha, mas também sabia, que alguém tentaria impedi-la. Acreditava que o tal alguém seria Natsu, por isso ao ver Erza e Lucy lutando, ficou um tanto surpreso e receoso, pois talvez lhe custasse uma nova guilda.
— Pessoal voltamos! — Wendy adentrou na guilda acompanhada pelos exceeds e Polyushka. — Lucy, Erza… — murmurou-a ao pôr seus olhos sobre as magas.
Mas, antes que ela, ou mais alguém protestasse, ambas as espadas não aguentaram a pressão que exerciam ao serem postas uma contra a outra, e repeliram-se, fazendo com que as duas fossem lançadas contra as paredes laterais da guilda.
— Por favor, ajudem, estamos perdendo a Mira e o bebê! — Asuka gritou do segundo andar, despertando a Dragon Slayer e a curandeira, logo ambas se lembraram porque estavam ali, e correram para o segundo andar.
Happy se sentou a Natsu e Gray, que ainda estavam pasmos com a atitude das duas magas, e com a força de ambas.
— Quem diria que um dia alguém da guilda enfrentaria a Erza e não apanharia! — Comentou o gato azulado e o Dragneel e o Fullbuster concordaram.
Lucy levantou-se com um pouco de dificuldade, o impacto contra a parede fizera seu corpo ficar dolorido. Começou a caminhar em direção a porta de saída, com a ruiva fora do seu caminho ninguém a impediria. Ergueu seus olhos castanhos chocolates para visualizar além do que seus olhos permitiam. Logo viu algo que a deixou estática.
— Lucy Heartfilia! — Erza disse num tom irritado, autoritário e medonho. Pôs-se a fitar a moça, e notou que ela parara de se mover, mas mantinha seu olhar fixo em uma direção, a porta. Ao também direcionar seu olhar para a porta percebeu o porquê da reação da loira, agora não sabia se acalmava, ou ficava possessa.
Natsu e Gray estranharam a reação das amigas, mas logo seus olhares encontraram o que ambas viam, e ficaram tão sem reação quanto elas.
Passando pela porta estava um Sting Eucliffe todo machucado, com sangue escorrendo por todos os seus membros. Ele carregava consigo, com muita dificuldade seus companheiros de guilda, que estavam desacordados.
— Eu não consegui detê-las… — Disse-o ofegante. — Eu usei todas as minhas forças, juro que tentei, mas elas eram muito fortes. — Seu rosto começou a perder a cor, sua voz saíra trêmula. — Mas de novo eu não fui forte o suficiente, então elas levaram a nossa filha Lucy. Levaram a pequena Layla.
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