Destiny - Hiatus
13 Capítulo 10 — Lutando juntos
Notas iniciais
Capítulo 10 — Lutando juntos
O silêncio reinava, a tensão pairava no ar e até mesmo o mago mais confiante não estava com esse sentimento no seu ápice. Todos temiam o que podia acontecer num futuro não tão distante, pois pelo que tinham visto seus inimigos eram fortes e tinham conseguido derrubar duas fadas excepcionais.
— Espero que todos fiquem bem — Wendy comentou com Chélia.
— Eles vão ficar, ou pelo menos quero acreditar nisso — respondeu a god slayer.
Num canto da guilda Kagura e Rufus estavam sentados e do jeito deles se entendiam. Ela o fez prometer que ficaria bem. Ele a fez jurar que se controlaria e que voltaria com vida, promessas que foram seladas com um doce beijo de despedida.
Erza fitava a cena toda boba, mas, no fundo, seu coração desejava ser tão correspondido quanto o da moça. Mal ela sabia que de longe o jovem Cheney lançava-lhe olhares apaixonados, porém a timidez o impedia de chegar perto e expor o seu amor.
— Você devia dizer a ela — Sting disse.
— Não acho que seja o momento apropriado — respondeu Rogue.
— Se não é agora, então quando vai ser? — O loiro arqueou uma sobrancelha.
— Um dia, talvez.
— Talvez esse dia poderá ser tarde demais e você ficará se culpando por não ter tentado — o Eucliffe dissera com sabedoria.
— Acho que pior que a culpa de não tentar é a culpa de ter errado. Se eu não tentar, apenas não tentei, mas errar… Há erros que possuem consertos — levantou-se da cadeira.
— Isso foi uma indireta?
— Entenda como quiser — Rogue deu de ombros e deixou o amigo sozinho pensativo.
Sting começou a refletir sobre tudo o que passou nesses últimos dias desde que voltara. Primeiramente foi recebido com muita “alegria” pelos membros da Sabertooth, que o trataram tão bem que o mesmo achou que não sobreviveria.
Depois encontrou uma pirralha que estava com a pulseira que dera a Lucy há anos e logo descobrira que a respondona era sua filha, isso mesmo ele era pai. Mas nem de longe era um bom pai já que mal sabia da existência da pequena, e quando descobriu não foi capaz de impedir que ela fosse raptada pela trindade da discórdia. Que bom mago e pai ele era.
Suspirou pesadamente ao se encostar na parede, ergueu a cabeça que antes estava abaixada e seus belos olhos azuis se depararam com Lucy. Lucy Heartfilia a mãe de sua filha e a mulher que ele ama, ou amava, talvez, sei lá.
O fato era que tinham acontecido tantas coisas que o Eucliffe ao menos tivera tempo de pensar na maga estelar, muito menos conversar com ela, pedir desculpas pelo passado, questionar sobre o presente e planejar o futuro.
Mas agora eles estavam lá, um próximo ao outro. Bastava o Dragon Slayer dar alguns passos para frente e tentar iniciar uma conversa civilizada, algo que para ele ainda era um tanto difícil, mas apenas dessa vez ele se esforçaria.
Inspirou o ar com toda a força, logo soltou. Era agora ou nunca.
Lentamente foi colocando um pé na frente do outro, dando tímidas passadas em direção a maga estelar, aquela um dia o amou, e foi dona do seu coração. Ao alcançá-la parou em frente a mesma, que se pôs a olhá-lo. Os olhos castanhos estavam opacos, esbanjavam tristeza, dor e raiva, Sting não soube dizer se tais sentimentos eram direcionados para si, ou se era por causa dos últimos acontecimentos.
aO Eucliffe suspirou pesadamente. — Podemos conversar?
— Não há nada a ser dito Sting — disse Lucy num tom calmo e tristonho.
— Por favor, me de uma chance de me explicar… — suplicou. — Eu preciso fazer isso.
— Desculpe Sting, mas esse não é o melhor momento — ela suspirou. — Para ser sincera eu estou com os nervos a flor da pele, se eu pudesse mataria o primeiro idiota que aparecesse na minha frente, e depois daquele mago negro maluco, você é o segundo idiota da lista. Então, por favor, evite entrar em contato comigo pelas próximas doze horas, não queiria ter uma morte precoce.
Ao dizer isso ela saiu pela porta da guilda, deixando para trás o homem que um dia ela tanto amara.
(…)
O grande grupo de magos havia partido há algumas horas. Preferiram usar a rota da floresta para que não chamassem tanta atenção nas grandes cidades. Durante grande parte do percurso que já haviam percorrido o silêncio predominou. Ninguém queria falar o desnecessário, ninguém queria desencorajar algum companheiro, ninguém queria lembrar o outro que aquile poderia ser um caminho sem volta.
— Ei Erza, — Rogue se aproximou da ruiva, que pela primeira vez desde que ele a conhecera parecia assustada — sabe eu, eu, eu queria te dar isso — o moreno entregou a ela uma pequena medalha dourada.
— O que é isso? — ela perguntou fitando o objeto.
— É algo que é muito importante para mim, assim como você. Então, se você ficar em apuros quando nos separarmos, aperte isso e se lembre que eu sempre estarei contigo — a Scarlet arregalou os olhos ao ouvir tal declaração, gesto que fez as bochechas de Rogue ruborizarem. — Droga, — suspirou.
— Obrigada — sua voz ecoou de forma doce. — Talvez, quando tudo isso acabar, podemos sair juntos… — ao dizer tal coisa Erza sentiu sua face esquentar.
Rogue sorriu.
— Talvez possamos até dar sobrinhos para o pessoal da guilda — falou o moço sem pensar.
— Oi? — A ruiva disse antes de se engasgar com o ar.
— Nada, me desculpe, não devia ter dito isso — disse o Cheney todo sem jeito.
— Fro acha que o Rogue-kun e a Fada mestra deveriam ter trinta filhos! — O exceed se intrometeu na conversa, deixando ambos os magos sem jeito.
— O que? — gritaram juntos.
— Ei Rogue, eu acho que a Erza não seria uma boa mãe, as crianças viveriam de bolo de morango — Cana juntou-se a eles.
— Ei Erza, eu acho que o Rogue não seria um bom pai, as crianças seriam todas deprimidas — Rufus também começou a opinar.
— O que? — perguntaram em sintonia.
Aos poucos todos foram contagiados pelas risadas dos quatro, logo o ambiente, antes fúnebre, estava mais alegre e hostil.
(…)
O grupo andava há sete horas sem parar, alguns pareciam exaustos, outros aguentariam mais seis horas de caminha, mas como já estava anoitecendo, o recomendado seria acampar por ali mesmo.
— Pessoal vamos montar acampamento por aqui — disse Hibiki tomando a frente. — Está anoitecendo, e muitos estão cansados. Estamos a poucos quilômetros da guilda, se avançarmos mais estaremos em desvantagem.
— Acampar para que? Eu ainda tenho muito gás para andar até lá e pulverizar aqueles caras — Natsu reclamou.
— Você é quem será pulverizado se não calar a boca — Kagura advertiu-lhe.
— Aye!
Logo todos os magos começaram a trabalhar para montar o simplório acampamento para passarem a noite. Dividiram-se em grupos; o maior ficou ali mesmo para erguer as barracas, e abrir os fútons, os outros saíram em busca de lenha para fogueira, água e alimentos, tanto frutas, quanto carnes.
Algumas horas depois tudo estava pronto, alguns já tinham comido, outros ainda estavam sentados em volta da fogueira a espera do peixe que ainda não estava no ponto. E alguns, como Sting e Natsu, tentavam enganar Mira para conseguirem uma segunda dose.
— Mira eu acho que o Happy ainda não comeu o peixe dele, você poderia deixar eu pegar um para alimentar o meu pobre gatinho? — Indagou o rapaz de cabelos róseos.
— Fracamente Natsu… — Mirajane colocou a mão na cintura e lançou um olhar irritadiço para o rapaz. — Como comer tudo e esquecer do pobre Happy? Que tipo de amigo você? — Ela foi até a fogueira e pegou um peixe que parecia estar bom. — Leve isso para o Happy, nós sabemos o quanto ele gosta de peixe e o quanto ficaria decepcionado conosco de não guardássemos um para ele.
— Aye!
— Mira-chan por que o Natsu gordo pode repetir e eu não? — Ao ver o Salamander ganhar o seu segundo peixe, Happy voou até eles para protestar.
— Como assim Happy? O Natsu me disse que o peixe era para você — a moça justificou-se.
— Natsu seu mentiroso! — O exceed gritou em alto e bom tom.
— Eu não menti, o peixe era para você, mas você não quis, então eu comi — falou o Dragneel de boca cheia.
— O quê? — O gato azul gritou revoltado.
Em seguida os dois começaram a discutir, Happy dizia coisas como “eu não te amo mais Natsu”, “não quero mais ser seu exceed”, “vou pedir para a Lucy estranha me adotar”, enquanto o Dragon Slayer implorava perdão, alegando que nunca mais faria aquele tipo de coisas, mas não estava adiantando.
— São piores que crianças — A Heartfilia comentou com Cana enquanto penteava o cabelo da mesma.
— Eu arriscaria dizer que são dois crianções, que não vão crescer tão cedo — a morena riu. — Como você está?
— Preocupada, me sentindo culpada e com muita raiva — suspirou.
— Isso com relação a Layla, mas e com relação ao par de olhos azuis que não para de olhar para cá? — Virou-se para visualizar a reação da amiga, que imediatamente direcionara seus orbes chocolates para Sting. — Você devia falar com ele sabe. Apesar de tudo, Sting é o pai de Layla, e acredito que ele deva ter alguma explicação.
— Viu isso nas suas cartas? — Perguntou a loira ao desviar os olhos dos dele.
— Se eu te disser que sim você dará uma chance para que o Eucliffe se explique?
— Suas cartas dizem se ele sobreviverá a conversa? — Retrucou-lhe com outra pergunta.
— Espera… — A Alberona puxou seu baralho do bolso e rapidamente o abriu, em seguida tirou uma carta. — Ora, ora, quem diria… Vocês são rápidos, muito rápidos — ela riu.
— Me dá isso! — Ela arregalou os olhos ao ver a carta. — O que esse bebê significa?
— Que a conversa de vocês vai render frutos — Cana esboçou um sorriso sacana. — Muito rápidos.
— Calada! — Lucy revirou os olhos.
(…)
O silêncio tomava conta do local, mais da metade dos magos estavam adormecidos, apenas alguns mantinham-se acordados para realizarem a guarda.
A fogueira, agora estava baixa, emitindo pouca luz, apenas o suficiente para que os seis guardas conseguissem avistar uns aos outros. A temperatura estava agradável, e a meia lua estava no seu ápice, brilhava lindamente, porém era ofuscada pelas estrelas, talvez isso indicasse algo.
— Será que eles sabem que estamos aqui? — Gray perguntou.
— Acho que não, pois se soubessem já teriam mandado alguém nos atacar — respondeu Lyon.
— Eles sabem — Lucy se pronunciou ao sair da barraca, chamando a atenção de todos.
— Me desculpe, mas como pode ter tanta certeza senhorita Lucy? — Rufus indagou.
— Posso sentir a magia da Layla — disse sentando-se ao lado do Fullbuster. — Ela está no seu limite.
— Mas isso não é um instinto de mãe? — Suzu, da Red Devil questionou.
— Pode até ser, mas não se esqueçam que estamos em um número grande de pessoas, e alguns magos tem um poder mágico extremamente latente. Agora imaginem unir o poder mágico de todos os magos daqui…
— Resultaria num poder assustador, que poderia ser sentido há um raio de dez quilômetros de distância, no mínimo — Kagura comentou.
— Resumindo… Eles sabem que estamos aqui, só estão esperando o momento certo para atacar — Disse Eve.
— Ou talvez estejam nos esperando para contra-atacar — a maga estelar corrigiu o rapaz. — Somos numerosos, mas não conhecemos o território, e nem sabemos se há mais inimigos que sejam tão fortes quanto a trindade da discórdia, estamos em desvantagem.
— Ele nos conhecem, mas nós não os conhecemos — Gray completou. — Precisamos de um elemento surpresa.
Porém, antes que algum deles começasse a opinar sobre qual deveria ser tal elemento, a temperatura começou a cair rapidamente, algo que foi sentido apenas pelas duas mulheres.
— Está frio… — Kagura levantou-se.
— Como assim? — Rufus acompanhou-a.
Num piscar de olhos a Heartfilia invocou a sua espada e correu em direção ao poder mágico que vinha contra eles. Ela alterou o peso e formato da Diamond, assim ficou mais rápida e mais forte.
— Diamond Strong! — Ela atacou, porém uma espada prateada surgiu em sua frente, e quem a segurava era a líder da trindade da discórdia, Kuroi Chi.
— É um prazer conhecê-la senhorita Heartfilia — ela disse num tom irônico.
— Pena que eu não posso dizer o mesmo! — E Lucy atacou novamente.
A maga estelar era rápida, mas a god slayer conseguia acompanhá-la. Lucy atacava, Kuroi defendia. Kuroi atacava e Lucy defendia. Mas num movimento falso, a loira acabou pisando em um buraco, teve suas pernas agarradas por raízes de árvores, em seguida a moça foi lançada com extrema força contra um tronco.
— Achei que iria demorar mais para entrar em cena Deiji — disse a dama das espadas num tom repreendedor.
— Me desculpe, achei que você era mais forte — provocou.
Antes que o corpo de Lucy caísse no chão, ela foi envolvida por uma bolha d'água e começou a ficar sem oxigênio.
— Precisamos fazer alguma coisa! — Gritou Kagura, fazendo com que os homens acordados parassem de apreciar a batalha e tentassem se mexer, porém não conseguiram, pois de alguma forma todos estavam presos no chão.
— Que merda é essa? — Gray gritou irritado. — Natsu acorde, a Lucy precisa de ajuda!
Deiji gargalhou. — Todos eles estão num sono profundo, e só vão acordar quando eu quiser.
— Que droga! — Ralhou o mago da Fairy Tail enquanto se mexia de forma frenética numa tentativa falha de se soltar. — Lucy aguente firme.
A por sua vez loira tinha parado de se mexer há algum tempo.
— Droga Hikari, tire-a da bolha agora! — Ordenou Kuroi.
Logo a água sumiu e o corpo da maga foi de encontro ao chão. Em seguida uma moça de cabelos loiros e olhos cor de mel se juntou as outras duas, era a terceira dama, a dama das águas.
— Parece que a força da garota era só boatos — comentou ela de forma convencida.
— Não a subestime Hikari — a dama das espadas a repreendeu.
— Que seja, de qualquer maneira nós só viemos lhes dar as boas vindas, e talvez, reduzir o número de magos vivos, sentir tanto poder mágico inimigo é irritante — disse a loira.
— Esqueceu de algo Hikari, nós também viemos dar um recado… — Deiji se pronunciou.
— Que recado? — Kagura estava muito irritada.
— A cada minuto que passa a pirralha fica mais fraca, e o que acontece com um mago quando ele perde todo o seu poder mágico? Isso mesmo meus caros, ele morre! — Ao dar o recado as três riram malevolamente.
— Hakuryū no Hōkō (rúgido do dragão branco) — uma massa de magia branca surgiu do meio dos arbustos, pegando as damas distraídas, acertando-as em cheio.
Sting apareceu em frente a líder da trindade da discórdia com a sua Dragon Force ativada, sua expressão demonstrava a ira que corria por suas veias e o instinto assassino o dominava. Ele iria matar aquelas mulheres que estavam rindo do sofrimento da sua filha.
— Eu já vi esse filme antes e devo lembrá-lo que o seu final não foi feliz — Kuroi sorriu falsamente.
— Roteiros podem ser mudados — o Eucliffe partiu para cima com força total, acertando uma sequência de socos e chutes na maga. Assim que a levou aos céus, finalizou com um soco do dragão branco que a fez se chocar contra o chão.
O impacto fora tão forte, que uma cratera se abriu no local, era o símbolo da fúria de um Dragon Slayer. O rapaz estava um pouco ofegante, olhava atento para o buraco que seu ataque fizera, esperando a maga sair dali para atacá-lo.
Enquanto isso, Hikari e Deiji aproveitaram a distração de Sting para atacá-lo pelas costas. Elas uniram seus poderes num ataque que seria fatal. Num piscar de olhos uma explosão aconteceu, corpos voaram para longe, enquanto dois permaneceram em pé.
A medida que a poeira foi se dissipando, os magos seis magos da aliança arregalaram os olhos, pois o que viram tinha surpreendido-os.
— Isso não pode ser verdade — Gray estava atônito.
— Você… — Sting também parecia não acreditar no que seus olhos viam.
— Eu aprendi a controlá-la — a moça sorriu — aprendi a usar a terceira forma da minha Diamond Force sem que ela me domine. — Lucy estava com os cabelos longos e loiro platinados, seus olhos estavam num tom de branco pérola. Ela trajava um vestido furta cor, que tinha o busto justo, mangas compridas e a saia roda. Na mão direita ela segurava a sua espada que tinha dobrado de tamanho e mudado de cor, na mão direita estava o escudo revestido de outro, que havia bloqueado o ataque letal lançado contra Sting.
— Você me salvou… — O Eucliffe estava pasmado.
— Não pense que fiz isso por você — ela bancou a durona. — Fiz isso pela minha filha…
— Nossa filha — ele a corrigiu e levou um olhar repreensivo.
— Enfim, eu vou lutar ao seu lado, mas será apenas dessa vez, e que fique bem claro, tudo isso é pela Layla!
O Dragon Slayer sorriu, talvez tivesse uma chance de reconquistar a mulher que amava.
— Vamos acabar com elas… — disse ele ao ver que as três estavam de pé, com alguns arranhões e hematomas pelo corpo. — Agora!
Naquele momento começava a batalha dos pais pela vida de sua pequena filha. Por ora não havia mais ressentimento de ambas as partes, e por aqueles que amam, os dois lutariam até o fim.
(…)
A prisão do conselho estava silenciosa. Silenciosa demais. Não haviam guardas patrulhando, a maioria deles estava caído no chão beijando o sono eterno da morte, que chegara de forma silenciosa e levará suas almas para a outra dimensão.
Uma das últimas celas estava destroçada e o prisioneiro que ali estava havia sumido. Quando descobrissem a sua ausência o caos seria instalado no conselho mágico, e talvez fosse tarde demais para correr atrás do prejuízo.
Não muito longe dali uma pessoa se arrastava pelos arenitos. O calor que o sol emanava estava deixando-a desidratada, fazendo-a suplicar por água. O vento agredia a sua pele e fazia seus cabelos negros esvoaçarem. Mas ela tinha um objetivo que a mantinha de pé e iria cumpri-lo a qualquer custo.
— A minha sede por vingança é o que me move. A minha sede por vingança é o que me mantém viva, e para alcançá eu destruirei todos aqueles que ousarem a atravessar o meu caminho, principalmente se forem fadas!
Uma gargalha.
Uma explosão.
Tudo ao seu redor ficou destruído.
Era o desejo de vingança falando mais alto.
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